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  • Como pôr os eventos bíblicos na devida ordem
    A Sentinela — 1976 | 1.° de janeiro
    • Como pôr os eventos bíblicos na devida ordem

      COM exceção da informação a respeito da criação, a Bíblia abrange basicamente cerca de 4.000 anos da história humana. Visto que abrange tanto tempo, como se pode por na devida ordem os eventos narrados? Procure relacionar os diversos acontecimentos com eventos grandes tais como a criação do homem, o Dilúvio, a libertação de Israel do Egito e a vida de Cristo.

      A cronologia bíblica coloca a criação de Adão no ano 4026 A. E. C. Desde aquele tempo até o dilúvio em 2370 A. E. C., houve três notáveis homens de fé — Abel, Enoque e Noé. Por ser justo, Abel foi assassinado pelo seu irmão Caim, primogênito de Adão. (1 João 3:12) Enoque, que foi contemporâneo por 308 anos, profetizou sobre Deus vir em julgamento contra todos os iníquos. Seu bisneto Noé nasceu cerca de 126 anos após a morte de Adão. — Gên. 5:3-29; Judas 14, 15.

      No tempo de Noé, muitos anjos abandonaram sua moradia correta nos céus, materializaram-se, viveram quais maridos com mulheres e geraram descendentes híbridos, os nefilins. (Gen. 6:1-4; 1 Ped. 3:19, 20; Judas 6) No sexcentésimo ano da vida de Noé, o dilúvio acabou com o mundo ímpio da humanidade. Quando as águas sobrepujaram a terra, Noé, sua esposa, seus três filhos (Sem, Cã e Jafé) e as esposas destes, estavam a salvo dentro da arca, construída sob a direção de Deus. — Gen. 7:11, 17-21.

      Foi pouco tempo depois do Dilúvio que o neto de Cã, Ninrode, iniciou uma rebelião contra Deus. O próprio Ninrode arvorou-se em primeiro rei e evidentemente instigou a construção de Babel e de sua torre. Jeová Deus frustrou o projeto de Ninrode por confundir a língua dos construtores de Babel. (Gên. 10:8-10; 11:1-4) Isto aconteceu nos dias de Pelegue, algum tempo entre 2269 A. E. C. e 2030 A. E. C. (Gên. 10:25) Noé ainda vivia, pois viveu 350 anos depois do dilúvio. — Gên. 9:28.

      Cerca de setenta e sete anos depois do falecimento de Noé, Abraão, à idade de setenta e cinco anos, entrou em Canaã, terra que Jeová Deus prometera dar aos descendentes de Abraão. (Gên. 12:4-7) Naquele tempo, em 1943 A. E. C., entrou em vigor a promessa pactuada de Jeová a Abraão.

      Abraão, à idade de cem anos, tornou-se pai de Isaque por sua amada esposa Sara. (Gên. 21:5) Cerca de dez anos depois do falecimento de Sem, filho de Noé, Isaque tornou-se pai de gêmeos, Esaú e Jacó, à idade de sessenta anos. (Gên. 11:10, 11; 25:26) Jacó gerou doze filhos. Um deles, José, através de circunstâncias incomuns, tornou-se administrador de alimentos no Egito. Por causa das condições de fome em Canaã, toda a casa de Jacó passou a ser residentes forasteiros no Egito. Por fim, os descendentes de Jacó, os israelitas, foram escravizados, mas Jeová Deus, mediante Moisés, levou-os para fora do Egito, para o monte Sinai, onde receberam o pacto da Lei, 430 anos depois do pacto especial feito com seu antepassado Abraão. — Gên. 45:26; 47:1, 2; Êxo. 1:8-11; 13:19-21; 19:1; Gál. 3:17.

      Depois de peregrinarem no ermo por quarenta anos, os israelitas, sob a liderança de Josué, entraram em Canaã em 1473 A. E. C. (Deu. 29:5; 31:1-3; Jos. 5:6, 7) A principal conquista do país ocupou cerca de seis anos. (Jos. 14:10-12) Durante cerca de 350 anos depois, os assuntos de Israel foram administrados por juízes escolhidos por Deus. Durante a vida de Samuel, último destes juízes, começou a reinar Saul, da tribo de Benjamim. No fim de seu reinado de quarenta anos, Davi começou a reinar em Hébron, sobre a tribo de Judá, enquanto o filho de Saul, Is-Bosete, governava em Maanaim sobre o resto de Israel. (2 Sam. 2:2, 3, 8-10; Atos 13:20-22) Sete anos e meio depois de Davi ter começado a reinar sobre Judá, tornou-se rei sobre todo o Israel. O total dos anos do seu reinado ascendeu a quarenta. O filho de Davi, Salomão, foi sucessor dele e também reinou por quarenta anos. — 2 Sam. 2:11; 1 Reis 2:11; 11:42.

      Durante o reinado do filho de Salomão, Roboão, em 997 A. E. C., dez tribos revoltaram-se e constituíram Jeroboão seu rei. Todavia, as tribos de Benjamim e Judá, bem como os levitas, apegaram-se à casa real de Davi. O reino de dez tribos teve mau início, quando o Rei Jeroboão introduziu a adoração de bezerros. Em todos os anos que se passaram até a queda do reino de dez tribos diante dos assírios, em 740 A. E. C., nunca se inverteu este mergulho na idolatria. (1 Reis 12:16-24, 28-30; 2 Reis 17:1-6) Cerca de 133 anos depois, em 607 A. E. C., os babilônios conquistaram o reino de duas tribos. — 2 Reis 25:1-9.

      Em 537 A. E. C., depois dum exílio babilônico de setenta anos, um restante dos judeus voltou a Jerusalém para reconstruir o templo. Mas foi só em 455 A. E. C., sob a direção de Neemias, que se reconstruiu a muralha de Jerusalém. A escrita das Escrituras Hebraicas terminou depois de 443 A. E. C., quando o profeta Malaquias escreveu sua profecia. Esta profecia apontava para a vinda do mensageiro de Deus, a fim de preparar um povo para o “mensageiro do pacto”, o Messias. — Mal. 3:1.

      Com os anúncios sobre os nascimentos de ambos os mensageiros, as Escrituras Gregas Cristãs apanham o fio da história sagrada. Na primavera setentrional de 2 A. E. C., nasceu João Batista, precursor do Messias ou Cristo. Seis meses depois, Maria deu à luz o mencionado Cristo, Jesus. O ministério terrestre de Jesus, de três anos e meio, estendeu-se do outono de 29 E. C. até o clímax, na sua morte, na primavera de 33 E. C. Depois de sua ressurreição e ascensão ao céu, seus discípulos prosseguiram com a obra que ele havia começado. Finalmente, por volta de 98 E. C., o último apóstolo sobrevivente, João, terminou a escrita da Bíblia. Naquele ano, provavelmente escreveu a Primeira, a Segunda e a Terceira de João, bem como sua narrativa evangélica. Cerca de dois anos antes, havia escrito o livro de Revelação ou Apocalipse.

      O acima ilustra como se pode pôr os eventos bíblicos na devida ordem. Ao ler a Bíblia, procure determinar a relação de um evento com outro no tempo. Isto lhe tornará a história das Escrituras Sagradas mais significativa.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1976 | 1.° de janeiro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Segundo indica a Palavra de Deus, que conceito devem formar os cristãos sobre o suicídio?

      Jeová, como fonte da vida, decretou que a vida humana é preciosa, sagrada. (Gên. 9:5; Sal. 36:9) Portanto, o suicídio, que significa tirar a própria vida ou matar-se, é condenado pela Bíblia. Tal ato intencional é assassinato de si mesmo. (Êxo. 20:13; 1 João 3:15) Os poucos suicídios mencionados na Bíblia foram os daqueles que eram infiéis a Jeová e deixaram de considerar que sua vida realmente pertencia a Deus. — 1 Sam. 31:4; 2 Sam. 17:5-14, 23; 1 Reis 18:18; Mat. 27:5.

      Quem intencionalmente tira a sua própria vida faz isso em total desconsideração da santidade da vida; torna-se culpado de derramar sangue. Quem comete suicídio enquanto está de posse de suas faculdades mentais, mostra que está privado de moralidade, tem falta de fé e não tem temor de Deus. É um ato covarde, em que se nega a encarar os problemas e responsabilidades da vida. Se ele afirmar ser verdadeiro cristão, o ato poderá romper violentamente sua relação com Jeová. O suicídio pode significar ceder às pressões dos demônios, que estimulam a autodestruição. (Mat. 17:14-18) Tal ato extremamente egocêntrico de homicídio não mostra nenhum amor para com os membros sobreviventes da família, nem amor à congregação e aos amigos, nem mesmo amor à comunidade em volta, visto que traz vergonha e causa aflição na mente de todos os associados. — Mar. 12:31.

      Na maioria dos países, é preciso que uma autoridade pública ateste oficialmente a causa da morte. Embora esta autoridade possa relatar o suicídio, contudo, talvez isso não esteja em harmonia com os fatos. Por exemplo, num de tais suicídios relatados, três semanas depois surgiu evidência clara de que a morte se devia a um acidente fortuito. Portanto, sempre é preciso tomar em consideração as circunstâncias. Estava envolvida alguma doença mental? Estava a pessoa no seu juízo são? Era culpável ou censurável? Em muitos casos, é difícil saber todos os fatos.

      Então, qual deve ser a atitude dos membros duma congregação cristã quanto a assistir aos funerais de supostos suicidas que talvez se tenham associado com a congregação? Que dizer dum ancião que recebeu o pedido de dirigir tal funeral? Quando a morte parece ter sido acidental, embora fosse dada como sendo suicídio ou talvez tendo envolvido doença mental, a consciência de alguns membros da congregação talvez lhes permita assistir ao funeral para consolar os enlutados. Também, fica entregue à decisão pessoal do ancião, quanto a se dirigirá ou não tal funeral, a pedido. No entanto, a congregação talvez prefira não patrocinar tal funeral publicamente ou de realizá-lo no Salão do Reino, por causa do efeito que possa ter na comunidade não informada.

      Por outro lado, quando ficou claramente estabelecido que houve suicídio, os membros da congregação e os anciãos talvez desejem não se envolver no funeral. Em tais casos, os arranjos ficariam ao cargo da família, para um funeral particular, em que algum membro da família talvez diga algumas palavras por causa dos parentes. Além

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