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    A Sentinela — 1969 | 15 de fevereiro
    • “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas. Pois os pecados dela acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos atos injustos dela.” — Rev. 18:4.

  • O Livro de datas históricas verídicas
    A Sentinela — 1969 | 15 de fevereiro
    • O Livro de datas históricas verídicas

      1. Com que eventos da história estamos pessoalmente familiarizados?

      NÃO HÁ dúvida na nossa mente sobre onde estamos no momento, e, naturalmente, sabemos como chegamos aqui. Estamos também bastante cônscios do tempo relacionado com eventos que tinham que ver conosco. Sabemos, por exemplo, onde estivemos e o que fizemos há uma hora atrás, um dia atrás, uma semana atrás. A maioria de nós sabe que idade tem, e podemos estabelecer com bastante exatidão a nossa relação com alguns dos grandes eventos ocorridos em nossa vida.

      2, 3. Quais são algumas das perguntas importantes a respeito de eventos históricos passados?

      2 Mas, o que dizer do passado distante, antes do nosso tempo? Que sabemos das datas e dos eventos que não fazem parte de nossa experiência pessoal? Por exemplo, sabemos em que ano Jesus nasceu, ou, mais importante ainda, a data de sua morte? Afinal de contas, ele foi o maior homem que já andou nesta terra. Sabemos em que ano Jerusalém foi destruída pelos babilônios? Esta data específica é de suma importância, se havemos de entender por que certos eventos têm ocorrido durante a nossa vida. Onde nos encontramos atualmente na corrente do tempo? Sabemos que no sétimo ano, desde agora, terminará o 6.000.° ano desde a criação de Adão? E, se chegarmos a viver até aquele ano de 1975, que devemos esperar que aconteça?

      3 Estas são certamente perguntas interessantes e importantes, mas, onde podemos encontrar respostas verídicas a elas? Visto que eventos que ocorreram muito antes de nós nascermos têm grande influência sobre estes assuntos, onde podemos obter os fatos? Em que registros escritos do passado podemos confiar quanto a apresentar os fatos e ser verídicos?

      4. Que incentivo temos para nos ajudar a encontrar respostas a nossas perguntas?

      4 Quem busca sinceramente a verdade não deve ficar perplexo na sua busca das respostas a tais perguntas, pensando que é uma tarefa irrealizável. Na realidade, tem à sua disposição o mais antigo livro de história, e, o que é mais importante, um livro em que se pode confiar e estribar como autoridade suprema, pelo qual se podem medir e julgar todos os outros testemunhos. Felizmente, este documento histórico acha-se agora traduzido na língua que o indagador pode ler. Este livro é a Bíblia Sagrada, a Palavra inspirada e sagrada de Jeová Deus. Só Jeová conhece tanto o fim como o princípio. — Isa. 46:10.

      5. De que valor é a Bíblia como livro da história?

      5 Os historiadores seculares, que voltam atrás no tempo para nos contar as coisas do passado distante, mas que desconsideram com menosprezo o registro da Bíblia, vêem-se forçados a preencher as lacunas entre os seus escassos achados arqueológicos, fragmentários, com tradições que não merecem confiança, com cálculos fantasiosos e com puros palpites. Por outro lado, os investigadores honestos, e há muitos deles, reconhecem o valor realmente genuíno da Bíblia como testemunho inatacável, confirmado por todas as descobertas feitas. Quando posta à prova, a Bíblia tem realmente provado seu valor como o registro mais completo de acontecimentos antigos e como livro de autêntica exatidão. Com este livro de datas históricas verídicas na mão, estamos, pois, equipados para contar para trás, com pouca dificuldade, até à criação de Adão, preenchendo as lacunas da história secular com dados fidedignos. Além disso, podemos fazer isso rapidamente e com pouco esforço.

      MUDANÇAS NOS CALENDÁRIOS

      6. Quando foi adotado o nosso calendário atual, e quão exato é ele?

      6 Atualmente, medimos o tempo segundo o calendário gregoriano, mas, esta medida tem menos de 400 anos de idade. Foi o Papa Gregório XIII que, em 1582, eliminou o calendário juliano, o qual, naquele ano, já tinha uns dez dias de diferença com o sol. Para corrigir esta discrepância, o papa ordenou que se eliminassem dez dias do mês de outubro. De modo que o 5 de outubro foi transformado em 15 de outubro de 1582. Este calendário atual é tão exato, que há apenas uma diferença de cerca de 26,3 segundos entre ele e o verdadeiro ano solar, e esta diferença aumenta na proporção pequeníssima de 0,53 segundos cada século. Esta é uma diferença de menos de nove minutos em cada cem mil anos, de menos de um dia em cada dezesseis milhões de anos.

      7. Quando foi posto em vigor o calendário juliano, e que discrepância corrigiu?

      7 O calendário juliano, substituído pelo calendário gregoriano foi instituído por Júlio César em 46 A. E. C., ano conhecido como “o ano da confusão”. Isto se deu porque, naquele tempo, os calendários mais antigos estavam uns três meses adiantados ao tempo solar, tornando necessário que o ano de 46 A. E. C. tivesse 445 dias, para que, a bem dizer, o sol pudesse alcançar o calendário.

      8. Como se datavam os eventos na Bíblia, e que problema representa isso em termos de nosso calendário atual?

      8 Se os eventos registrados na Bíblia estivessem datados segundo o calendário juliano ou outros calendários precedentes, seria bastante fácil converter tais datas ao calendário gregoriano. Mas, não é assim. A Bíblia fala de períodos e eventos específicos e muitas vezes isolados, e estes foram datados de seu próprio modo especial, independentes uns dos outros. Às vezes, são datados segundo o começo do reinado de certo rei (Nee. 2:1; Est. 1:1-3; Dan. 9:1, 2; Luc. 3:1), ou segundo uma vitória militar ou a destruição duma grande nação (1 Reis 6:1; Eze. 1:1, 2; 8:1; 20:1; 40:1), ou são datados em relação a um evento incomum, tal como o dilúvio dos dias de Noé. (Gên. 9:28, 29) Assim, a tarefa difícil é determinar quando tais eventos bíblicos ocorreram, medidos pelo nosso calendário atual.

      9, 10. (a) Como se pode ilustrar esse problema? (b) Qual é a primeira coisa que nosso viajante devia fazer para solucionar seu problema?

      9 O problema pode ser ilustrado com a seguinte história. Um viajante inglês, visitando um lugar histórico no continente europeu, saiu certa manhã de seu hotel e percorreu vagarosamente os bosques, parando ligeiramente nos pontos pitorescos e junto às lagoas refrescantes ao longo do caminho. Em certo momento, durante a tarde, atravessou um rio e seguiu o caminho atravessando o monte. Perto do fim do dia ocorreu-lhe a pergunta sobre a distância que tinha percorrido. Lembrou-se de que, anteriormente no dia, as distâncias entre os lugares em que parou estavam claramente indicadas em metros, nos postes indicadores, mas, depois de atravessar a ponte, não havia mais postes indicadores.

      10 Para saber que distância tinha percorrido, não bastava que nosso viajante voltasse e convertesse em pés os metros das distâncias registradas na primeira parte de seu passeio. Em primeiro lugar, teria de medir para trás, partindo do lugar em que se encontra, por cima do monte e através da ponte até o último poste indicador marcado. Uma vez determinada esta distância, o resto seria comparativamente fácil, se confiasse nos algarismos marcados nos postes indicadores.

      11. (a) Qual é, então, a primeira coisa a fazer para sabermos onde nos encontramos na vereda do tempo? (b) Que se quer dizer com “data absoluta”, e de que valor é tal data?

      11 Assim também, quando se quer descobrir onde a humanidade se encontra, na vereda do tempo, não se resolverá o problema simplesmente por se traduzir os calendários antigos para os sistemas da atualidade. Primeiro se precisa medir para trás, no tempo, através da lacuna que separa o tempo atual do antigo registro bíblico do passado, até um ponto fixo na história, até uma data fixa no passado, até uma data absoluta. Esta data deve ser uma em que os eventos históricos sagrados e os seculares coincidem e estão entreligados em perfeito acordo com os métodos atuais de se medirem as distâncias no tempo. Com tal data fixa em termos da medida gregoriana saberemos a distância percorrida, desde aquele ponto até onde nos encontramos atualmente. Daí, partindo deste ponto cardeal, podemos também medir para a frente ou para trás, para fixar a data de outros eventos da história bíblica, mesmo que originalmente tenham sido datados segundo outro sistema.

      A DATA ABSOLUTA DE 539 A. E. C.

      12. Que data absoluta temos com relação à derrubada de Babilônia por Ciro?

      12 Uma de tais datas absolutas ou fixas está relacionada com os eventos registrados no capítulo cinco de Daniel, versículos um a trinta e um. Refere-se ao tempo em que o medos e os persas, debaixo de Ciro, o Grande, interromperam a notória pândega de Belsazar, capturaram a cidade de Babilônia e derrubaram o Terceiro Império Mundial. O ano foi o de 539 A. E. C. no calendário gregoriano, quatro anos após o início da Era Budista na Índia.

      13, 14. A fixação de 539 A. E. C. como ano da queda de Babilônia se baseia em que achado importante?

      13 A fixação de 539 A. E. C. como o ano em que ocorreu este evento histórico baseia-se num documento de pedra conhecido como a Crônica de Nabonido (Nabunaid). Este achado importante foi descoberto nas ruínas perto da cidade de Bagdá, em 1879, e é agora preservado no Museu Britânico. Uma tradução deste achado foi publicada por Sidney Smith, em Babylonian Historical Texts Relating to the Capture and Downfall of Babylon (Textos Babilônicos Históricos Relativos à Captura e à Queda de Babilônia), Londres, 1924. O documento reza, em parte:

      14 “No mês de tasritu [tisri, o 7.° mês hebraico], quando Ciro atacou o exército de Acade, em ópis sobre o Tigre, os habitantes de Acade se revoltaram, mas ele (Nabonido) massacrou os habitantes confusos. No 14.° dia, Sipar foi capturada sem batalha. Nabonido fugiu. No 16.° dia [11-12 de outubro de 539 A. E. C., cal. juliano, ou 5-6 de outubro, cal. gregoriano], Gobrias (Ugbaru), governador de Gutium, e o exército de Ciro entraram em Babilônia sem batalha. Depois, Nabonido foi preso em Babilônia ao voltar (para lá). . . . No mês de arasamnu [chesvã, 8.° mês hebraico], no 3.° dia [28-29 de outubro, cal. juliano], Ciro entrou em Babilônia, raminhos verdes foram espalhados em frente dele — impôs-se à cidade o estado de ‘Paz’ (Sulmu).” — Ancient Near Eastern Texts Relating to the Old Testament (Princeton; 1955), James B. Pritchard, p. 306.

      15, 16. A que se atribui o fato de que a Crônica de Nabonido não menciona Belsazar em relação à queda de Babilônia?

      15 Queira notar que a Crônica de Nabonido fornece detalhes exatos quanto ao tempo em que estes eventos ocorreram. Isto, por sua vez, habilita os eruditos modernos, com seu conhecimento da astronomia, a traduzir estas datas em termos do calendário juliano ou do gregoriano. Como explicação da razão por que esta Crônica não faz referência especial a Belsazar, em relação à captura de Babilônia por Ciro, e também confirmando a data de 539, queira notar o que o Professor Jack Finegan diz em Light from the Ancient Past (Luz do Passado Antigo; 1959), páginas 227-229:

      16 “Nabunaid (Nabonido) partilhou o reinado com o seu próprio filho mais velho, Belsazar. Belsazar é chamado de príncipe herdeiro nas inscrições babilônicas. . . . Portanto, visto que Belsazar exerceu realmente a co-regência em Babilônia e talvez tenha continuado a fazer isso até o fim, o livro de Daniel (5:30) não erra ao representá-lo como último rei de Babilônia. No décimo sétimo ano do Rei Nabunaid, Babilônia caiu diante de Ciro, o Persa. A crônica de Nabunaid fornece datas exatas. No mês de tasritu, no décimo quarto dia, 10 de outubro de 539 A. C., as forças persas tomaram Sipar; no décimo sexto dia, 12 de outubro, ‘o exército de Ciro entrou em Babilônia sem batalha’; e no mês de arasamnu, no terceiro dia, 29 de outubro, o próprio Ciro entrou na cidade.”

      17. Que outras autoridades confirmam o dia, mês e ano da queda de Babilônia?

      17 Outros investigadores dizem o seguinte: “A Crônica de Nabunaid . . . declara que Sipar caiu diante das forças persas em VII/14/17a (10 de out. de 539);b que Babilônia caiu em VII/16/17 (12 de out.), e que Ciro entrou em Babilônia em VIII/3/17c (29 de out.). Isto marca o fim do reinado de Nabunaid e o começo do reinado de Ciro. É interessante notar que a última tabuinha datada, enviada a Nabunaid desde Uruk, data do dia depois da queda de Babilônia diante de Ciro. A notícia de sua captura ainda não atingira a cidade sulina, a umas 125 milhas [c. 181 km] de distância.” — Brown University Studies, Vol. XIX, Babylonian Chronology 626 B .C. — A.D. 75, Parker and Dubberstein, 1956, p.13.

      18. (a) Em que data concordam uns vinte historiadores e comentadores? (b) Chegou-se a tal acordo apenas recentemente?

      18 Autoridades reconhecidas da atualidade aceitam 539 A. E. C. sem qualquer dúvida como o ano em que Babilônia foi derrubada por Ciro, o Grande. Em adição às citações acima, as seguintes fornecem uma pequena amostra dos livros de história representativos da média de obras de referência em geral, bem como de compêndios básicos.d Estas citações breves mostram também que não se trata de uma data sugerida recentemente, mas uma que foi investigada cabalmente e geralmente aceita nos últimos sessenta anos.

      “Ciro entrou em Babilônia em 539 A. C.” (Encyclopædia Britannica, 1946, Vol. 2, p. 852) “Quando Ciro derrotou o exército de Nabonido, a própria Babilônia se rendeu, em out. de 539, ao general persa Gobrias.” — Ibid., Vol. 6, p. 930.

      “Babilônia caiu em 539 A. C., sem luta, diante do persa aquemênida Ciro, o Grande.” — The Encyclopedia Americana, 1956, Vol. III, p. 9.

      “Babilônia foi capturada por Ciro em 539 A. C.” — Yale Oriental Series . Researches — Vol. XV, 1929, Nabonidus and Belshazzar, Dougherty, p. 46.

      “Os persas tomaram a cidade em 539 A. C.” (The World Book Encyclopedia, 1966, Vol. 2, p. 10) “Em 539 A. C., os persas conquistaram Babilônia.” (Ibid., p. 13) “Nabonido, último rei da Babilônia caldaica, que reinou de 555 a 539 A. C.” — Ibid., p. 193.

      “A queda da Lídia preparou o caminho para o ataque persa contra Babilônia. A conquista daquele pais mostrou-se inesperadamente fácil. Em 539 A. C., a grande cidade de Babilônia abriu seus portões para as hostes persas.” — Ancient History, Hutton Webster, 1913, p. 64.

      “Em 539 A. C., também a Babilônia foi capturada por Ciro.” — The Story of the Ancient Nations, W. L. Westermann, 1912, p. 73.

      “Em 539 A. C., porém, Ciro avançou para a conquista de Babilônia. . . . Sipar foi tomada sem um golpe, e, dois dias depois, a vanguarda do exército de Ciro entrou em Babilônia.” — History of the Hebrews, F. K. Sanders, 1914, p. 230.

      “Não é provável que houvesse um grande intervalo entre a sua morte [a de Nabucodonosor] e a queda do Império Caldeu diante da arremetida de Ciro, em 539.” — The Biblical Period, W. F. Albright, reimpresso de The Jews; Their History, Culture and Religion, editado por Louis Finkelstein, 1955, p. 49.

      “Ciro entrou em Babilônia em 29 de outubro de 539 A. C. e se apresentou no papel de libertador do povo.” — The Zondervan Pictorial Bible Dictionary, 1965, p. 193; veja também páginas 93, 104, 198, 569.

      “Nabucodonosor havia cercado Babilônia com gigantescas muralhas, mas, após a derrota do exército de Belsazar, a cidade rendeu-se sem a menor resistência em 539 A. C.” — World History at a Glance, Reither, 1942, págs. 28, 29.

      Quando o Império Neobabilônico caiu diante dos persas, Babilônia abriu suas portas a Ciro, em 539 A. C., sem oposição.” — The Interpreter’s Dictionary of the Bible, 1962, p. 385.

      “No décimo sétimo ano de Nabonido (539 A. C.), Ciro capturou Babilônia.” — The Popular and Critical Bible Encyclopœdia and Scriptural Dictionary, Fallows, 1913, Vol. 1, p. 207.

      “Ciro, o Grande, em 539 A. C., acrescentou o babilônio aos outros impérios que adquirira e consolidara com facilidade e celeridade mágica.” — A New Standard Bible Dictionary, 1926, p. 91.

      “A cidade [Babilônia] foi tomada de surpresa em 539 A. C.” — The Universal Bible Dictionary, Peloubet, 1912, p. 69.

      “539 A. C. assinalou o colapso da hegemonia semítica no antigo Oriente e a introdução da liderança ariana, que continuou por quase mil anos. Esta conquista de Babilônia, por Ciro, lançou o alicerce para todos os desenvolvimentos posteriores sob domínio grego e romano.” — Darius the Mede, Whitcomb, 1959, Introdução, p. 2.

      “Foi também Ciro que conquistou Babilônia no ano 539 A. C. e se tornou assim senhor da Mespotâmia e da Síria.” — Ancient and Medieval History, Hayes e Moon, 1930, p. 92.

      “Nabonido (Nabunaid) . . . foi o último Rei de Babilônia (555-539 A. C.).” — The Catholic Encyclopedia, 1907, Vol. 2, p. 184.

      “Em 539, o reino de Babilônia caiu diante de Ciro.” — The New Funk & Wagnalls Encyclopedia, 1952, Vol. 10, p. 3397.

      “O Império Caldeu, com a sua capital em Babilônia (Segundo Império Babilônico), durou, . . . até 539 A. C., quando caiu diante do ataque de Ciro.” — The Outline of History, H. G. Wells, 1921, p. 140.

      “Ciro conquistou Babilônia em 539 A. C.” — The International Standard Bible Encyclopædia, 1960, Vol. 1, p. 367.

      “No ano 539, Ciro conquista a cidade de Babilônia, Babilônia torna-se província do Império Persa.” — Traduzido do Bibel-Lexikon alemão, editado por Herbert Haag, junto com outros associados, impresso na Suíça, em 1951. Veja página 150, sob Babilônia.

      19. Portanto, há quanto tempo atrás se deu a queda de Babilônia diante dos persas?

      19 Com a data de 539 A. E. C. tão firmemente estabelecida e aceita por tantos eruditos, temos bastante confiança quanto a onde estamos com relação à queda de Babilônia, há vinte e cinco séculos. O dia 6 de outubro de 1968 assinalou 2.506 anos desde a queda daquele terceiro império mundial.e Outros eventos importantes, que ocorreram antes de 539, podem agora ser datados com bastante exatidão. Quando se aceitam as datas indicadas na Bíblia, isto se torna bastante fácil e podem-se evitar algumas das armadilhas de erros em que caíram cronologistas tradicionais da cristandade.

      JERUSALÉM DESTRUÍDA EM 607 A. E. C.

      20. (a) Ocorre o nome “Dario” nas inscrições cuneiformes? (b) Mas, de que temos certeza?

      20 Os que crêem no Deus de Daniel, Jeová, sabem que a exatidão histórica da Bíblia não depende de documentos mundanos ainda por descobrir, incompletos, imperfeitos e não inspirados. Só porque o nome “Dario” não é encontrado nas inscrições cuneiformes, pagãs, até agora descobertas, não muda em nada a veracidade do testemunho bíblico. Os fatos históricos, escritos sob inspiração divina, são claros: “Naquela mesma noite foi morto Belsazar, o rei caldeu, e o próprio Dario, o medo, recebeu o reino ao ter cerca de sessenta e dois anos de idade.” (Dan. 5:30, 31) Alguns investigadores acreditam, e o argumento é forte, que Dario era o mesmo que Gubaru, governador de Ciro, que entrou com ele em Babilônia e que designou governadores na cidade.f No entanto, Daniel fala repetidas vezes de Dario, o Medo, não como Governador, mas como Rei, dirigindo-se até mesmo pessoalmente a ele como tal. — Dan. 6:1, 6-9, 12-25.

      21. Que descoberta emocionante fez Daniel no primeiro ano do reinado de Dario?

      21 Durante os poucos meses em que Dario ocupou o trono, Daniel fez uma descoberta cronológica surpreendente: “No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da descendência dos medos, que fora constituído rei sobre o reino dos caldeus, no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, compreendi pelos livros o número de anos a respeito dos quais viera a haver a palavra de Jeová para Jeremias, o profeta, para se cumprirem as devastações de Jerusalém, a saber, setenta anos.” (Dan. 9:1, 2) Sem dúvida, a questão sobre quando expiraria este limite de tempo de setenta anos impressionava muito a mente de Daniel. Felizmente, não teve de esperar muito pela resposta.

      22. Por quanto tempo reinou Dario I, e quem lhe sucedeu como rei de Babilônia?

      22 O reinado de Dario I foi curto; a menção do “primeiro ano” de seu reinado dá a entender que foi rei pelo menos por um ano inteiro. (Dan. 9:1; 11:1) Ciro seguiu-o no trono em fins de 538, e o profeta de Jeová continuou no seu alto cargo. “Quanto a este Daniel, ele prosperou no reino de Dario e no reino de Ciro, o persa.” (Dan. 6:2, 28) Que havia associação muito íntima entre estes dois reis e seus reinos é indicado pela expressão repetida, “a lei dos medos e dos persas”. — Dan. 6:8, 12, 15.

      23. (a) Que grandiosa profecia estava para se cumprir? (b) Por volta de que data já estavam os judeus de novo na sua pátria? Devido a que acontecimentos rápidos?

      23 Dois séculos antes, Jeová havia declarado pela boca de seu profeta Isaías: “[Eu sou] aquele que diz a respeito de Ciro: ‘Ele é meu pastor e executará completamente tudo aquilo em que me agrado’; dizendo eu de Jerusalém: ‘Ela será reconstruída’, e do templo: ‘Lançar-se-á teu alicerce.’” (Isa. 44:28) Sem mais demora, esta profecia de duzentos anos de idade estava para se cumprir. Ciro ascendeu ao trono e “no primeiro ano” de seu reinado, pelo menos antes da primavera de 537, “Jeová despertou o espírito de Ciro”. Ele emitiu o famoso edito permitindo aos judeus voltar e reconstruir o templo de Jeová, escrevendo-se e circulando-se cópias dele em todo o domínio. Isto deu tempo suficiente para os judeus se estabelecerem novamente na sua pátria, ‘estabelecerem firmemente o altar no seu próprio local’, e, “a partir do primeiro dia do sétimo mês”, começarem a oferecer sacrifícios queimados a Jeová. Esta data, o “primeiro dia do sétimo mês”, segundo as melhores tabelas astronômicas disponíveis,g é calculado como sendo 5 de outubro (juliano) ou 29 de setembro (gregoriano) de 537 A. E. C. — Esd. 1:1-4; 3:1-6.

      24. Portanto, quando começaram os setenta anos de desolação e quando terminaram?

      24 Aqui, pois, bem definitivamente estabelecido, há outro marco — o tempo em que terminaram os setenta anos da desolação da terra de Judá — aproximadamente em 1.° de outubro de 537. (Jer. 25:11, 12; 29:10) A fórmula é agora simples para se determinar quando começaram os setenta anos. Só é preciso adicionar 70 a 537 para se obter 607. Portanto, por volta de 1.° de outubro de 607 A. E. C., realizara-se completamente a desolação da terra de Judá e a evacuação total de seus habitantes.

      25. A resposta a que pergunta está relacionada com o ano de 607 A. E. C.?

      25 A importância do ano de 607 A. E. C., nesta cronologia bíblica, tornar-se-á ainda mais evidente no artigo que segue, ao buscarmos resposta a uma pergunta estimulante: Quando foi criado Adão?

      [Nota(s) de rodapé]

      a “VII/14/17”: O 7.o mês hebraico, tisri, o 14.° dia, do 17.° ano do reinado de Nabonido.

      b Calendário juliano.

      c O oitavo mês hebraico, chesvã.

      d Seria fácil ampliar a lista mas só serviria para confirmar ainda mais uma data que não está em disputa.

      e Ao adicionar 539 e 1968, subtraia 1, porque não houve ano zero entre A. E. C. e E. C.

      f Veja Darius the Mede (1959, Edição Americana), J. C. Whitcomb, Jr., cap. 7; e Babylonian Problems (Edição de 1923), W. H. Lane, p. 201.

      g Brown University Studies, Vol. XIX, Babylonian Chronology 626 B.C. — A.D. 75, (1956) Parker and Dubberstein, p. 29.

      [Foto na página 107]

      A poderosa Babilônia, aparentemente inexpugnável, caiu em 539 A. E. C.

  • Por que está aguardando 1975?
    A Sentinela — 1969 | 15 de fevereiro
    • Por que está aguardando 1975?

      1, 2. (a) O que suscitou interesse no ano de 1975, e com que resultado? (b) Mas, que perguntas se fazem?

      O QUE há com toda esta conversa sobre o ano de 1975? Nos meses recentes surgiram repentinamente animadas palestras, algumas baseadas em especulação, entre sérios estudantes da Bíblia. Seu interesse foi suscitado pela crença de que 1975 marcará o fim de 6.000 anos da história humana desde a criação de Adão. A proximidade de tal data importante deveras estimula a imaginação e apresenta ilimitadas possibilidades para palestras.

      2 Mas, espere! Como sabemos que seus cálculos estão certos? Que base há para se dizer que Adão foi criado aproximadamente um pouco mais de 5.993 anos atrás? Fornece o único Livro em que se pode confiar implicitamente quanto à sua exatidão histórica, verídica, a saber, a Palavra Inspirada de Jeová, a Bíblia Sagrada, qualquer apoio e crédito para tal conclusão?

      3. Faz parte das Escrituras inspiradas a data da criação de Adão encontrada em muitos exemplares da Bíblia, e concordam todos eles na data?

      3 Nas referências marginais da Versão Autorizada ou do Rei Jaime, protestante, e nas notas ao pé da página de certas edições da versão católica Douay, ambas em inglês, diz-se que a data da criação do homem é 4004 A. E. C. Esta data marginal, porém, não faz parte do texto inspirado das Escrituras Sagradas, visto que foi sugerida pela primeira vez mais de quinze séculos após a morte do último escritor da Bíblia e não foi acrescentada a nenhuma edição da Bíblia até 1701 E. C. Trata-se de uma inserção baseada nas conclusões de um prelado irlandês, o arcebispo anglicano James Ussher (1581-1656). A cronologia de Ussher foi apenas um dos muitos esforços sinceros feitos nos séculos passados para se determinar o tempo da criação de Adão. Há uns cem anos atrás, quando se fez uma contagem, havia nada menos de 140 tabelas de tempo diferentes publicadas por sérios eruditos. Em tais cronologias, os cálculos de quando Adão foi criado variam desde 3616 A. E. C. até 6174 A. E. C., havendo uma conjetura extravagante que o fixa em 20.000 A. E. C. Tais respostas contradizentes nas volumosas bibliotecas em todo o mundo certamente tendem a aumentar a confusão quando se busca uma resposta às perguntas acima mencionadas.

      4. O que aprendemos em nosso estudo anterior, e, portanto, para fazer o que estamos agora preparados?

      4 No artigo anterior aprendemos dos próprios Escritos Sagrados, independentes das notas marginais não inspiradas em algumas Bíblias, que os setenta anos da desolação da terra de Judá começaram a contar a partir de aproximadamente 1.° de outubro de 607 A. E. C. O começo deste período de setenta anos estava obviamente ligado ao seu fim, isto é, à queda de Babilônia em 539 A. E. C. Tendo assim o ano de 607 A. E. C. tão fidedignamente estabelecido no nosso calendário gregoriano como a data absoluta de 539 A. E. C., estamos preparados para remontar mais na contagem do tempo, para datar outros eventos importantes na história bíblica. Por exemplo, os anos em que Saul, Davi e Salomão reinaram sucessivamente sobre o povo escolhido de Deus podem agora ser datados em termos de nosso calendário atual.

      5. Que eventos históricos ocorreram em 997 A. E. C.?

      5 Na morte de Salomão, seu reino foi dividido em duas partes. A parte meridional, de duas tribos, composta de Judá e Benjamim, continuou a ser governada pelos descendentes de Salomão e era conhecida como o reino de Judá. As dez tribos setentrionais constituíam o reino de Israel, às vezes chamado de “Samaria”, segundo o nome de sua posterior capital, e eram governadas por Jeroboão e seus sucessores. Por aplicarmos o período profético de 390 anos, encontrado em Ezequiel 4:1-9 com respeito à destruição de Jerusalém, verifica-se que a morte de Salomão ocorreu no ano 997 A. E. C. Isto foi 390 anos antes da destruição de Jerusalém em 607 A. E. C.

      OS ERROS DE ISRAEL LEVADOS POR 390 ANOS

      6, 7. Que períodos são indicados em Ezequiel 4:1-9?

      6 Observe o que o profeta Ezequiel disse sobre este assunto:

      7 “E tu, ó filho do homem, toma para ti um tijolo, e tens de pô-lo diante de ti e gravar sobre ele uma cidade, sim, Jerusalém. E tens de sitiá-la . . . É um sinal para a casa de Israel. E no que se refere a ti, deita-te sobre o teu lado esquerdo, e tens de deitar sobre ele o erro da casa de Israel. Pelo número dos dias que ficares deitado sobre ele levarás o erro deles. E eu é que tenho de dar-te os anos de seu erro no número de trezentos e noventa dias, e tens de levar o erro da casa de Israel. E tens de completá-los. E tens de deitar-te sobre o teu lado direito, no segundo caso, e tens de levar o erro da casa de Judá por quarenta dias. Um dia por um ano, um dia por um ano é o que te dei. . . . E no que se refere a ti, toma para ti trigo, e cevada, e favas, e lentilhas, e painço, e espelta, e tens de pô-los numa só vasilha e fazer deles pão para ti, pelo número dos dias que estiveres deitado sobre o teu lado; por trezentos e noventa dias o comerás.” — Eze. 4:1-9.

      8. Quando findou o levar o “erro” do reino meridional?

      8 Este capítulo de Ezequiel não estava narrando eventos históricos no passado, mas foi uma profecia de eventos futuros. Estava falando do tempo, no futuro, em que a gloriosa cidade de Jerusalém seria sitiada e seus habitantes levados cativos, tudo o que ocorreu em 607 A. E. C. Portanto, os quarenta anos falados no caso de Judá terminaram naquele ano. O “erro” do reino setentrional, que se disse devia ser levado por 390 anos, era quase dez vezes maior quando comparado com o erro de Judá, levado por 40 anos. Então, quando terminaram os 390 anos?

      9. O que indica que também o “erro” do reino setentrional terminou em 607 A. E. C.?

      9 Não terminaram em 740 A. E. C., quando Samaria foi destruída, pelo simples fato de que Ezequiel encenou este drama profético algum tempo depois do “quinto ano de exílio do Rei Joaquim”, o que faz que a terminação se deu não antes de 613 A. E. C., quer dizer, 127 anos depois da destruição de Samaria pelos assírios. (Eze. 1:2) Uma vez que todo este drama profético apontava claramente para a destruição de Jerusalém mais adiante e uma vez que tanto a casa de Israel como a casa de Judá eram realmente um só povo inseparavelmente ligado por um pacto, cujo restante, ao voltar do exílio, não seria um povo dividido, há apenas uma só conclusão razoável, a saber, que os erros de ambas as casas se deram simultaneamente e terminaram ao mesmo tempo, em 607 A. E. C. Deste modo, os 70 anos de desolação da terra de Judá terminaram 70 anos após o término de se levar o erro de ambas as casas, para que um restante de ambas as casas pudesse voltar ao local de Jerusalém.

      10. Portanto, quando teve começo o “erro” de Israel?

      10 Se o “erro da casa de Israel” terminou em 607, seu começo, 390 anos antes, se deu em 997 A. E. C. Começou no ano em que o Rei Salomão morreu e Jeroboão cometeu um erro sim, um grande erro, pois, Jeroboão, cujo domínio foi arrancado da casa de Davi, “passou a desviar Israel de seguir a Jeová”, fazendo-o “pecar com um grande pecado”. — 2 Reis 17:21.

      A DATA DO ÊXODO, 1513 A. E. C.

      11, 12. A data de que outro evento na história do homem estamos agora preparados para fixar, e com a ajuda de que texto-chave?

      11 Olhando para trás, para o passado distante, vemos outro marco na história do homem, o inesquecível êxodo dos israelitas da escravidão egípcia, sob a liderança de Moisés. Se não fosse pela Palavra fiel de Jeová, a Bíblia, seria impossível localizar este grande evento com exatidão no calendário, pois os hieróglifos egípcios manifestamente não dizem nada sobre a derrota humilhante infligida por Jeová àquela primeira potência mundial. Mas, com a cronologia bíblica, quão relativamente simples é fixar a data daquele evento memorável!

      12 Em 1 Reis 6:1 lemos: “E sucedeu no quadringentésimo octogésimo ano depois da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no quarto ano, no mês de zive, que é o segundo mês, depois de Salomão se ter tornado rei sobre Israel, que ele passou a construir a casa a Jeová.”

      13, 14. (a) Segundo o calendário gregoriano, em que ano começou Salomão a reinar? (b) Em que ano começou a construir o templo?

      13 Com esta informação, só é preciso determinar em que ano calendar Salomão começou a construir o templo, e depois é fácil calcular quando o exército de Faraó foi destruído no Mar Vermelho.

      14 “E os dias que Salomão reinou em Jerusalém sobre todo o Israel foram quarenta anos.” (1 Reis 11:42) Isto significa que seu último ano de reinado inteiro terminou na primavera de 997 A. E. C.a Acrescentando-se 40 a 997 obtém-se 1037 A. E. C., o ano em que Salomão começou o seu reinado pacífico. Não começou a construir o templo, conforme diz o relato, até o segundo mês do quarto ano do seu reinado, que significa que havia regido por três anos inteiros e mais um mês. Subtraindo-se assim 3 anos de 1037, obtém-se 1034 A. E. C., o ano em que começou a construção. O tempo do ano foi o segundo mês de zive, isto é, abril-maio. Isto se deu, segundo a Bíblia, “no quadringentésimo octogésimo ano” após a saída dos israelitas do Egito.

      15. (a) Explique a diferença entre um número cardinal e um ordinal. (b) Portanto, quando saíram os israelitas do Egito?

      15 Quando acrescentamos a um número uma terminação que indica seqüência ou posição, como, por exemplo, ao número dez, dizendo décimo, o número passa de cardinal para ordinal. Quando se fala de o jogo de futebol estar no segundo tempo, significa que já se jogou o primeiro tempo integralmente, mas apenas parte do segundo; os dois tempos ainda não estão completos. Assim, também, quando a Bíblia usa um número ordinal, dizendo que a construção do templo começou no 480.° anos após a saída dos israelitas do Egito, e quando se sabe que aquele ano específico, no calendário, é o de 1034 A. E. C., então adicionamos 479 anos inteiros (não 480) a 1034 e chegamos à data de 1513 A. E. C., o ano do Êxodo. Também foi na primavera, no tempo da Páscoa, no 14.° dia do mês de nisã.

      QUANTO TEMPO PASSOU DESDE O DILÚVIO?

      16. Até onde remontamos agora na história, e quais são as perspectivas de, investigarmos ainda mais longe?

      16 Com a ajuda provida pela Bíblia, já medimos para trás, com exatidão, da primavera (segundo o hemisfério setentrional) deste ano de 1969 E. C. até a primavera de 1513 A. E. C., um total de 3.481 anos. Com a ajuda da contínua memória fiel e do registro histórico exato da Palavra Sagrada de Jeová, podemos penetrar ainda mais no passado, até o dilúvio dos dias de Noé.

      17. Ao recapitular as experiências de Israel, a que eventos e a que período de tempo se referiu Estêvão?

      17 Estêvão, primeiro seguidor martirizado das pisadas de Jesus Cristo, citou o que Jeová disse aconteceria à descendência de Abraão. “Além disso, Deus falou neste sentido, que seu descendente seria residente forasteiro em terra estrangeira, e que o escravizariam e atribulariam por quatrocentos anos.” (Atos 7:6; Gên. 15:13) Estêvão menciona aqui três experiências passadas de Israel: Como residentes forasteiros em terra estrangeira, como povo em escravidão e como povo atribulado por quatrocentos anos.

      18. O que argumenta contra a conclusão de que estes eventos tenham sido experiências separadas, seguindo-se uma à outra em ordem consecutiva?

      18 Seria um erro pressupor-se que todas as três experiências eram da mesma duração ou que se tratava de experiências separadas, individuais, que se seguiam em ordem consecutiva. Foi muito tempo após a sua entrada no Egito, como forasteiros, que eles foram escravizados, mais de 70 anos depois, e algum tempo após a morte de José. Antes, Estêvão estava dizendo que dentro do mesmo período de 400 anos em que seriam atribulados, eles seriam também escravizados e seriam também residentes forasteiros.

      19. Como sabemos que os israelitas eram “forasteiros” antes de entrarem no Egito?

      19 Queira notar que, quando Estêvão disse que foram ‘residentes forasteiros em terra estrangeira . . . por quatrocentos anos’, ele não disse nem quis dar a entender que não fossem residentes forasteiros antes de entrarem no Egito. Portanto, é um erro insistir-se em que este texto prova que os israelitas estavam no Egito por quatrocentos anos. É verdade que, tendo entrado no Egito e sendo apresentados ao Faraó pela primeira vez, os irmãos de José disseram: “Viemos residir como forasteiros no país.” Mas, não disseram, nem quiseram dar a entender, que até então não tivessem sido residentes forasteiros, pois, naquela mesma ocasião, seu pai Jacó, perguntado por Faraó sobre a sua idade, declarou: “Os dias dos anos das minhas residências como forasteiro são cento e trinta anos.” E Jacó não somente passara toda a sua vida como residente forasteiro antes de vir ao Egito, mas ele disse a Faraó que também seus antepassados, antes dele, tinham sido residentes forasteiros. — Gên. 47:4-9.

      20. Quando terminaram estes 400 anos, e quando começaram?

      20 Visto que a tribulação de Israel terminou em 1513 A. E. C., deve ter começado em 1913, 400 anos antes. Aquele ano corresponderia ao tempo em que Isaque foi atribulado, por Ismael ‘fazer caçoada’ com ele, no dia em que Isaque foi desmamado. Na ocasião, Isaque tinha cinco anos de idade, e isto foi muito antes de os israelitas entrarem no Egito. — Gên. 21:8, 9.

      21, 22. Estiveram os israelitas por 430 anos exclusivamente no Egito, e que luz lançam sobre isso certos manuscritos antigos?

      21 Pois bem, quanto tempo estiveram os israelitas lá embaixo no Egito, como residentes forasteiros? Êxodo 12:40, 41 diz: “E a morada dos filhos de Israel, que haviam morado no Egito, foi de quatrocentos e trinta anos. E sucedeu, ao fim dos quatrocentos e trinta anos, sim, sucedeu neste mesmo dia que todos os exércitos de Jeová saíram da terra do Egito”

      22 O versículo 40, na Versão dos Setenta, reza: “Mas a morada dos filhos de Israel, que eles [e seus pais, MS Alexandrino] moraram na terra do Egito E NA TERRA DE CANAÃ, [foi de] quatrocentos e trinta anos.” O Pentateuco samaritano reza: “NA TERRA DE CANAÃ e na terra do Egito.” Ambas estas versões, que se baseiam num texto hebraico mais antigo do que o massorético, incluem assim as palavras “na terra de Canaã” com a palavra “Egito”.

      23. (a) Assim, quanto tempo estiveram os israelitas realmente no Egito, e como é isto confirmado por Paulo? (b) Explique a diferença entre os 400 e os 430 anos mencionados nas Escrituras.

      23 Desde o tempo de Abraão entrar em Canaã até o nascimento de Isaque passaram-se 25 anos;b daquele tempo até o nascimento de Jacó, mais 60 anos; e depois passaram-se outros 130 anos antes de Jacó entrar no Egito. Ao todo, isto perfaz um total de 215 anos, exatamente metade dos 430 anos, passados em Canaã, antes da mudança para o Egito. (Gên. 12:4; 21:5; 25:26; 47:9) O apóstolo Paulo, sob inspiração, também confirma que desde que se fez o pacto abraâmico, na ocasião em que o patriarca se mudou para Canaã, passaram-se 430 anos até a instituição do pacto da Lei. — Gál. 3:17.

      24, 25. Em que ano calendar começou o Dilúvio, e isto foi quanto tempo antes de Abraão entrar em Canaã?

      24 Ao adicionarmos estes 430 anos aos 1513, remontamos a 1943 A. E. C., o tempo em que Abraão entrou pela primeira vez em Canaã, após a morte de seu pai Tera, em Harã, na Mesopotâmia. Agora é apenas uma questão de somar os anos de algumas gerações para chegarmos corretamente à data do Dilúvio. Os algarismos são fornecidos em Gênesis, capítulos 11 e 12, e podem ser resumidos do seguinte modo:

      Desde o começo do Dilúvio

      Até o nascimento de Arpaxade (Gên. 11:10) 2 anos

      Até o nascimento de Selá (11:12) 35 “

      Até o nascimento de Éber (11:14) 30 “

      Até o nascimento de Pelegue (11:16) 34 “

      Até o nascimento de Reú (11:18) 30 “

      Até o nascimento de Serugue (11:20) 32 “

      Até o nascimento de Naor (11:22) 30 “

      Até o nascimento de Tera (11:24) 29 “

      Até a morte de Tera em Harã e a partida

      de Abrão para Canaã, à idade de 75

      anos (11:32; 12:4) 205 “

      Total 427 anos

      25 Adicionando-se estes 427 anos ao ano 1943 A. E. C., marca-se a data do começo do Dilúvio em 2370 A. E. C., há um pouco mais de 4.337 anos atrás.

      6.000 ANOS DESDE A CRIAÇÃO DE ADÃO

      26, 27. (a) Quanto tempo antes do Dilúvio foi Adão criado? Em que ano? (b) O que indica que Adão foi criado no outono do ano?

      26 De modo similar, basta apenas somar os seguintes anos, envolvendo dez gerações antediluvianas, para se chegar à data da criação de Adão, a saber:

      Desde a criação de Adão

      Até o nascimento de Sete (Gên. 5:3) 130 anos

      Até o nascimento de Enos (5:6) 105 “

      Até o nascimento de Quenã (5:9) 90 “

      Até o nascimento de Malalel (5:12) 70 “

      Até o nascimento de Jarede (5:15) 65 “

      Até o nascimento de Enoque (5:18) 162 “

      Até o nascimento de Metusalém (5:21) 65 “

      Até o nascimento de Lameque (5:25) 187 “

      Até o nascimento de Noé (5:28, 29) 182 “

      Até o começo do Dilúvio (7:6) 600 “

      Total 1.656 anos

      27 Adicionando-se este algarismo de 1.656 a 2.370, chega-se a 4026 A. E. C., ano do calendário gregoriano em que Adão foi criado. Visto que o homem, naturalmente, começou a contar o tempo com o seu próprio início, e visto que os mais antigos calendários do homem começam cada ano no outono (hemisfério setentrional), é razoável supor-se que o primeiro homem Adão fosse criado no outono do ano.

      28. Em que difere esta cronologia da de Ussher quanto à criação de Adão?

      28 Assim, através de um cuidadoso estudo independente, feito por eruditos bíblicos dedicados, que têm investigado o assunto por vários anos e que não seguiram cegamente alguns cálculos cronológicos tradicionais da cristandade, chegamos a uma data para a criação de Adão que é 22 anos mais remota do que a data de Ussher. Isto significa que o tempo se está esgotando duas décadas mais cedo do que esperado pela cronologia tradicional.

      29. Por que nos interessa a data da criação de Adão?

      29 Depois de tanta matemática e genealogia, realmente, que nos aproveita esta informação hoje em dia? Não se trata apenas de história morta, tão desinteressante e sem proveito como percorrer um cemitério, copiando datas antigas inscritas nas lápides? Afinal de contas, por que devíamos estar mais interessados na data da criação de Adão do que no nascimento do Rei Tut? Bem, em primeiro lugar, se adicionarmos 4.026 a 1.969 (tomando em conta a falta de um ano zero entre E. C. e A. E. C.), obtemos o total de 5.994 anos neste outono (segundo o hem. set.), desde a criação de Adão. Isto significa que, no outono (hem. set.) do ano 1975, dentro de pouco mais de seis anos contados desde agora (e não em 1997, como seria o caso se os algarismos de Ussher fossem corretos), terão passado 6.000 anos desde a criação de Adão, o pai de toda a humanidade!

      ADÃO CRIADO NO FIM DO “SEXTO DIA”

      30. O que pode ocorrer antes de 1975, mas que atitude devemos adotar?

      30 Devemos presumir, à base deste estudo, que a batalha do Armagedom já terá acabado até o outono de 1975 e que o reinado milenar de Cristo, há muito aguardado, começará então? Possivelmente, mas, nós esperamos para ver quão de perto o sétimo período de mil anos da existência do homem coincide com o reinado milenar de Cristo, que é como um sábado. Se estes dois períodos decorrerem paralelamente quanto ao ano calendar, não será por mero acaso ou acidente, mas será segundo os propósitos amorosos e oportunos de Jeová. Nossa cronologia, porém, que é razoavelmente exata, (mas, admitidamente não infalível,) no melhor dos casos apenas aponta para o outono de 1975 como o fim de 6.000 anos da existência do homem na terra. Isto não necessariamente significa que 1975 assinala o fim dos primeiros 6.000 anos do sétimo “dia” criativo de Jeová. Por que não? Porque, depois de sua criação, Adão viveu algum tempo durante o “sexto dia”, quantidade desconhecida de tempo que teria de ser descontada dos 930 anos de Adão, para se determinar quando terminou o sexto período ou “dia” de sete mil anos e quanto tempo Adão viveu no “sétimo dia”. Não obstante, o fim deste sexto “dia” criativo pode ter terminado no mesmo ano do calendário gregoriano em que Adão foi criado. A diferença talvez envolva apenas semanas, ou meses, não anos.

      31. O que revelam os primeiros dois capítulos de Gênesis?

      31 No que se refere à criação de Adão, é bom ler com cuidado o que a Bíblia diz. Moisés, ao compilar o livro de Gênesis, referiu-se a registros escritos ou “histórias” que datam de antes do Dilúvio. O primeiro destes começa em Gênesis 1:1 e termina em Gênesis 2:4 com as palavras: “Esta é uma história dos céus e da terra . . .” O segundo documento histórico começa em Gênesis 2:5 e termina com o versículo dois do capítulo cinco. Temos assim dois relatos separados da criação, de pontos de vista ligeiramente diferentes. No segundo destes relatos, em Gênesis 2:19, o verbo original hebraico traduzido “estava formando” está na forma progressiva, imperfeita. Isto não quer dizer que os animais e as aves foram criados depois de Adão ter sido criado. Gênesis 1:20-28 mostra que não significa isso. Portanto, para se evitar uma contradição entre o capítulo um e o capítulo dois, Gênesis 2:19, 20 deve ser apenas uma observação parentética, intercalada para explicar a necessidade de se criar uma “ajudadora” para o homem. Por isso, a forma progressiva do verbo hebraico também poderia ser vertida como “estivera formando”. — Veja-se a tradução de Rotherham e também a de Leeser, em inglês.

      32. O que indica que o sexto dia criativo não terminou logo com a criação de Adão?

      32 Estes dois relatos da criação, no livro de Gênesis, embora ligeiramente diferentes no seu tratamento da matéria, estão em perfeito acordo entre si em todos os pontos, inclusive no fato de que Eva foi criada depois de Adão. Portanto, só depois deste evento terminou o sexto dia criativo. Não se revela quão cedo após a criação de Adão isso foi. “Depois [da criação de Adão e Eva], Deus viu tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom. E veio a ser noitinha e veio a ser manhã, sexto dia.” (Gên. 1:31) Terminado o sexto dia criativo, começa o sétimo.

      33. (a) Como sabemos que o fim do sexto dia criativo veio pouco depois da criação de Adão? (b) Como prova Gênesis 1:31 que o sexto dia terminou antes de Adão e Eva pecarem?

      33 Note-se que este tempo entre a criação de Adão e o começo do sétimo dia, o dia de repouso, não precisava ter sido longo. Pode ter sido antes bastante curto. Dar Adão nomes aos animais e descobrir que não havia complemento para ele não exigiu muito tempo. Os animais estavam sujeitos a Adão; eram pacíficos; estavam sob a direção de Deus; não precisavam ser caçados e apanhados. Noé precisou apenas de sete dias para introduzir na Arca as mesmas espécies de animais, macho e fêmea. (Gên. 7:1-4) A criação de Eva se realizou rapidamente, ‘enquanto Adão dormia’. (Gên. 2:21) Portanto, o intervalo de tempo entre a criação de Adão e o fim do sexto dia criativo, embora desconhecido, foi um período relativamente curto. A declaração, no fim do sexto dia: “Deus viu tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom”, prova que o começo do grande sétimo dia da semana criativa não esperou até depois de Adão e Eva terem pecado e terem sido expulsos do Jardim do Éden.

      1975! . . . E MUITO ALÉM!

      34. O que trouxe uma compreensão melhor da cronologia bíblica?

      34 A cronologia bíblica é um estudo interessante, pelo qual os eventos históricos são colocados na ordem da sua ocorrência na corrente do tempo. A Sociedade Torre de Vigia, no decorrer dos anos, tem-se esforçado a manter seus associados a par da mais recente erudição que se mostra coerente com eventos históricos e proféticos registrados nas Escrituras. Os problemas maiores, na cronologia sagrada, foram resolvidos quer pelo cumprimento de profecias bíblicas, quer em razão de descobertas arqueológicas ou de traduções bíblicas melhores transmitirem de modo mais claro os registros das línguas originais. Todavia, ainda restam ser solucionados vários problemas espinhosos de cronologia, de natureza menor. Por exemplo, no tempo do êxodo do Egito, quando Jeová mudou o começo do ano do tempo do outono no calendário secular para o tempo da primavera no calendário sagrado, houve, no calendário judaico, perda ou ganho de seis meses? — Êxo. 12:1, 2.

      35. Por que não é este o tempo para indiferença e complacência?

      35 Uma coisa é absolutamente certa, a cronologia bíblica, reforçada pela profecia bíblica cumprida, mostra que em breve, sim, dentro desta geração, acabarão seis mil anos da existência do homem! (Mat. 24:34) Portanto, este não é o tempo para se ser indiferente e complacente. Não é o tempo para se brincar com as palavras de Jesus, de que “acerca daquele dia e daquela hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai”. (Mat. 24:36) Ao contrário, é o tempo em que se deve estar vivamente apercebido de que o fim deste sistema de coisas está chegando rapidamente ao seu término violento. Não se engane, basta que o próprio Pai saiba ‘o dia e a hora’!

      36. Que exemplo útil nos deixaram os apóstolos neste sentido?

      36 Mesmo que não se possa ver além de 1975, é isso razão para se ser menos ativo? Os apóstolos não podiam ver nem até aqui; não sabiam nada sobre 1975. Tudo o que podiam ver era um tempo curto na frente para terminar a obra que se lhes designara. (1 Ped. 4:7) Por isso havia um tom de alarme e um clamor de urgência em todos os seus escritos. (Atos 20:20; 2 Tim. 4:2) E isso corretamente. Se tivessem demorado ou protelado, e se tivessem sido complacentes, com a idéia de que o fim demoraria ainda milhares de anos, nunca teriam acabado de correr a carreira que se lhes apresentava. Não, eles correram com vigor e com rapidez, e venceram! Era para eles uma questão de vida ou de morte. — 1 Cor. 9:24; 2 Tim. 4:7; Heb. 12:1.

      37. Portanto, o que fará entre agora e 1975? E o que além daquela data?

      37 Assim se dá também com as fiéis testemunhas de Jeová nesta última metade do século vinte. Elas têm o verdadeiro conceito cristão. Sua estrênua atividade evangelizadora não é algo exclusivo da atual década. Não dedicaram sua vida para servir a Jeová apenas até 1975. Os cristãos têm corrido assim desde que Cristo Jesus abriu caminho e ordenou aos seus discípulos: “Segui-me!” Portanto, mantenha a mesma atitude mental como Cristo Jesus. Não deixe que nada o atrase ou faça ficar cansado e desistir. Os que querem fugir de Babilônia, a Grande, e deste sistema satânico de coisas estão agora correndo para salvar a vida, dirigindo-se para o reino de Deus, e não pararão em 1975. Não! Continuarão neste glorioso caminho que conduz à vida eterna, louvando e servindo a Jeová para todo o sempre!

      [Nota(s) de rodapé]

      a “O cálculo dos anos de reinado dos reis baseia-se no ano que começava na primavera, e é paralelo ao método babilônico, em que prevalecia.” — The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge, 1957, Vol. 12, p. 474.

      b Incidentalmente, acrescentando-se mais 5 anos aos 25, e contando isso até o tempo em que Isaque foi desmamado, perfaz um total de 30 anos. Isto explica a diferença entre os 400 anos (Gên. 15:13; Atos 7:6) e os 430 anos (Êxo. 12:40; Gál. 3:17).

  • Como se fixam as datas de eventos do primeiro século neste século vinte
    A Sentinela — 1969 | 15 de fevereiro
    • Como se fixam as datas de eventos do primeiro século neste século vinte

      1. Por que é importante uma consideração adicional de datas bíblicas?

      NOS DOIS artigos precedentes testou-se e provou-se a veracidade da antiga história bíblica, remontando até à criação de Adão. Qualquer consideração de datas históricas, porém, certamente seria incompleta se deixasse de localizar o ministério terrestre de Jesus e o de seus apóstolos na corrente da história do homem, pois, deveras, nenhum outro andou na terra que tivesse tido um efeito mais profundo sobre a vida e o destino de homens e nações em todo o mundo.

      2. O que é primeiro necessário antes de se poderem fixar datas de evento do primeiro século?

      2 Conforme já se salientou, nem o nosso atual calendário gregoriano, nem o calendário juliano que substituiu há menos de 400 anos atrás, é em si mesmo um instrumento adequado para localizar eventos registrados nas Escrituras Gregas Cristãs. Isto se dá porque a Bíblia usa um sistema inteiramente diferente de datar acontecimentos importantes. Em conseqüência, antes de se poder estabelecer qualquer correlação entre eventos bíblicos e os calendários modernos, é necessário ter um ponto de partida em comum no tempo, uma data absoluta, fixa, tanto atestada pela Bíblia como provada pela história secular. Uma vez conseguido isso, os outros eventos históricos relatados na Bíblia podem ser datados segundo o calendário civil.

      3, 4. (a) Quando se tornou Tibério César imperador? (b) Portanto, em que ano começou João Batista a sua obra de pregação?

      3 Após a morte de Júlio César, seu filho adotivo, Gaio Otávio, suprimiu habilmente o poder do senado romano, mudou peritamente a configuração da República para a dum império e finalmente se estabeleceu seguramente no mando como primeiro imperador de Roma. Em 27 A. E. C., em vias de ser deificado, Otávio assumiu um título religioso de reverência, o de Augusto. Ele é também lembrado por renomear o mês Sextilis no calendário juliano, dando-lhe o seu próprio nome e tirando um dia do mês de fevereiro, para que o mês de agosto (augusto) tivesse tantos dias como julho, que recebeu o nome de seu predecessor, Júlio César. Acontece que Augusto César faleceu no dia 19 do mês que leva seu nome, agosto, no ano 14 E. C., calendário juliano (17 de agosto, calendário gregoriano). No mesmo dia, o enteado e genro de Augusto, Tibério, sucedeu-lhe como imperador.

      4 O dia 19 de agosto de 14 E. C., calendário juliano, portanto, é uma data indisputada, estabelecida, na história romana. Removeu-se, assim, toda dúvida razoável quanto ao ano em que João Batista começou a sua obra de pregação no ermo do Jordão, pois o historiador Lucas declara que foi “no décimo quinto ano do reinado de Tibério César”. (Luc. 3:1) este “décimo quinto ano” só terminou em 16 de agosto de 29 E. C., calendário gregoriano. Foi naquele ano, evidentemente na primavera, que João Batista começou a sua obra.

      5. Como nos assegura Lucas quando João Batista começou o seu ministério?

      5 Lucas, talvez prevendo que antagonistas poderiam atacar tal evento importante, reforçou isso além de qualquer sombra de dúvida histórica. Depois de dizer que foi “no décimo quinto ano do reinado de Tibério César”, Lucas acrescentou que ao mesmo tempo havia outros seis importantes regentes em cargo, a saber, foi “quando Pôncio Pilotos era governador da Judéia [de 27 a 37 E. C.] e Herodes era governante distrital da Galiléia [até 40 E. C.], mas Filipe, seu irmão, era governante distrital do país da Ituréia e de Traconítis [até 34 E. C.], e Lisânias era governante distrital de Abilene, nos dias do principal sacerdote Anás e de Caifás [por volta de 18 a 36 E. C.].” (Luc. 3:1, 2) Com esta série de governantes, todos no poder ao mesmo tempo, no décimo quinto ano do reinado de Tibério, seria impossível para os duvidadores provarem, baseado na história romana e na judaica, que o ministério de João não começou no ano 29 E. C.

      SETENTA SEMANAS DE ANOS

      6. Que outro evento muito importante ocorreu no ano 29 E. C.?

      6 O ano de 29 E. C. é de interesse não só porque foi o ano em que João Batista começou a proclamar: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus [ou: de Deus] se tem aproximado”, mas, também, o que é mais importante, porque aquele a quem Deus ungiria para aquele reino estava na iminência de aparecer. (Mat. 3:2) João, como precursor, era cerca de seis meses mais velho que Jesus. (Luc. 1:34-38) Segue-se, daí, que o batismo e a unção de Jesus ocorreram no outono daquele mesmo ano, 29 E. C., ocasião em que Jesus “tinha cerca de trinta anos de idade”. (Luc. 3:23) Naquela ocasião, João testificou que Jesus tornou-se ali o Ungido, ou Cristo, sendo ungido com o espírito santo de Deus. — João 1:32-34.

      7. (a) Quando estava marcado que viria o Messias, segundo a profecia de Daniel? (b) Que período de espera havia de ser?

      7 Que o começo da obra de ensino deste Ungido se deu no outono de 29 E. C. é corroborado pela profecia de longo alcance de Daniel 9:25, que reza, em parte: “Desde a saída da palavra para se restaurar e reconstruir Jerusalém até o Messias [significando Ungido], o Líder, haverá sete semanas, também sessenta e duas semanas.” Se as sete mais as sessenta e duas semanas, quer dizer, as sessenta e nove semanas, fossem literais de sete dias cada uma, então o período de espera para o Messias aparecer seria de apenas 483 dias literais de vinte e quatro horas, meros seis meses! Em vez disso, estas semanas eram proféticas. Portanto, seguindo-se a regra bíblica de “um dia por um ano”, elas representariam 483 anos (69 semanas de anos, não semanas de dias). — Núm. 14:34; Eze. 4:6.

      8. Como sabemos que a ordem para reconstruir Jerusalém não foi dada em 537 A. E. C., ou no sétimo ano do reinado de Artaxerxes?

      8 Quando, então, saiu a “palavra para se restaurar e reconstruir Jerusalém”? Não em 537 A. E. C., pois o decreto de Ciro, naquele ano, não foi para restaurar e reconstruir a cidade, mas apenas para ‘reconstruir a casa [ou templo] de Jeová, . . . que havia em Jerusalém’. (Esd. 1:2, 3) Nem aconteceu em 468 A. E. C., no sétimo ano do reinado de Artaxerxes I, rei da Pérsia, quando Esdras subiu a Jerusalém com uma carta especial da parte do rei. Esta carta, em parte alguma, autoriza ou ordena a reconstrução de Jerusalém; ela tratou apenas de assuntos relativos aos serviços do templo em Jerusalém. — Esd. 7:1-27.

      9. Que eventos ocorreram no vigésimo ano do reinado de Artaxerxes, marcando-o como o tempo em que saiu a palavra para se reconstruir Jerusalém?

      9 Mas, no vigésimo ano de Artaxerxes I, relataram-se a Neemias os “grandes apuros” em que a cidade de Jerusalém se encontrava, e que “a muralha de Jerusalém está derrocada e seus próprios portões foram queimados com fogo”. Portanto, quando se apresentou a oportunidade, Neemias trouxe o assunto à atenção do rei e pediu: “Se parecer bem ao rei . . . que me envies a Judá, à cidade das sepulturas de meus antepassados, para que eu a reconstrua.” Além disso, Neemias continuou: “Se parecer bem ao rei, dêem-se-me cartas . . . uma carta para Asafe, guarda do parque que pertence ao rei, para que me dê árvores para construir com madeira os portões do Castelo que pertence à casa, e para a muralha da cidade e para a casa em que vou entrar.” — Nee. 1:2, 3; 2:5-8.

      10. Em que época do ano foi emitido o decreto da reconstrução da cidade de Jerusalém? Mas, quando entrou em vigor?

      10 Este pedido ao rei foi feito na primavera do ano, no mês de nisã, mas, até se escreverem as cartas e Neemias ter feito a longa viagem de talvez uns 1.500 quilômetros, desde o palácio persa em Susa, mais de 650 quilômetros ao leste de Babilônia, até Jerusalém, e até ele entregar as cartas do rei aos governadores “de além do Rio” Eufrates, já era o fim do mês lunar de tamuz (o décimo mês), quando Neemias chegou à cidade derrocada. Conforme ele disse: “Finalmente cheguei a Jerusalém.” (Nee. 2:9-11) Portanto, foi na última metade do vigésimo ano da regência de Artaxerxes que a ordem “para se restaurar e reconstruir” começou a entrar em vigor, a saber, em 3 ou 4 de abe de 455 A. E. C., e que começaram a contar as 69 semanas da profecia. — Nee. 2:11 a 6:15.

      11. Em que ano subiu Artaxerxes ao trono? Portanto, qual foi o vigésimo ano do seu reinado?

      11 É fato estabelecido, à base de autoridade competente, que Artaxerxes I começou a reinar em 474 A. E. C. O historiador grego Tucídides, que viveu no tempo de Artaxerxes, diz que o General Temístocles fugiu da Grécia para a Ásia quando Artaxerxes havia “há pouco chegado ao trono”, e não durante o reinado de seu pai Xerxes. O biógrafo grego Plutarco, do primeiro século E. C., e Nepos, historiador romano do primeiro século A. E. C., apóiam ambos a Tucídides neste ponto. Este General Temístocles, ao chegar a Éfeso (na Ásia Menor), pediu a Artaxerxes permissão para estudar a língua persa por um ano, antes de se apresentar ao rei. Concedeu-se a permissão, fez-se a apresentação, e, segundo o historiador grego Diodoro Sículo, do primeiro século E. C., Temístocles morreu em 471 A. E. C. Em harmonia com isso, sua chegada à Ásia, conforme demonstrada no Eusébio de Jerônimo, ocorreu em 473, o que colocaria Artaxerxes no trono em 474. Isto significa que o vigésimo ano do reinado deste rei incidiu ou coincidiu em parte com o ano 455 A. E. C. Baseado nisso e em outra evidência histórica, o famoso erudito Ernst Wm. Hengstenberg (1802-1869), no seu livro Christology of the Old Testament (Cristologia do Antigo Testamento), traduzido do alemão para o inglês por Reuel Keith, Volume 2, página 389, diz: “O vigésimo ano de Artaxerxes é o ano 455 antes de Cristo. . . .” E com isso concordam o Arcebispo Ussher e outros.

      12. Explique como esta informação sobre o reinado de Artaxerxes ajuda a fixar o tempo do batismo de Jesus?

      12 Portanto, com a emissão e a aplicação do famoso decreto de Artaxerxes, quanto à reconstrução de Jerusalém, firmemente fixas no ano 455 A. E. C., o fim dos 483 anos de espera até que o Messias aparecesse veio na última parte de 29 E. C.a Em vista de todos estes fatos, certamente não falta prova quanto ao tempo em que ocorreram o batismo e a unção de Jesus.

      13, 14. (a) Sendo que ele foi batizado no ano 29 E. C., quando nasceu Jesus? (b) Mas, que dizem alguns comentaristas sobre quando Jesus nasceu, e baseados em que evidência? (c) Como ajuda o ano em que Herodes capturou Jerusalém a determinar o ano do nascimento de Jesus?

      13 A fixação do batismo de Jesus no ano 29 E. C., quando ele tinha trinta anos de idade, estabelece também a data de seu nascimento como sendo o ano 2 A. E. C., no outono (hem, set.). Portanto, Jesus tinha um ano de idade no outono de 1 A. E. C. Não tendo havido ano zero, no outono do ano seguinte, 1 E. C., ele tinha dois anos de idade, e, no outono de 29 E. C., tinha trinta anos. Alguns cronistas fixam a data do nascimento de Jesus em 4 A. E. C., ou mesmo tão cedo como 6 A. E. C., baseando suas conclusões no testemunho de Josefo, de que pouco antes da morte de Herodes houve um eclipse da lua. (Antiquities of the Jews, Livro XVII, cap. VI, par. 4) Calculou-se que houve tal eclipse em 13 de março do ano 4 A. E. C., e por isso dizem que o Salvador nasceu antes daquela data, para permitir a execução da ordem de Herodes, de matar todas as criancinhas de dois anos ou menos de idade.

      14 Todavia, isto não constitui prova suficiente para a fixação do nascimento de Jesus em 4 A. E. C., visto que os eclipses da lua são ocorrências bastante comuns, sendo que em muitos anos há dois períodos de eclipses. De maior significância é a declaração de Josefo, de que Herodes morreu trinta e sete anos depois de ter sido feito rei pelos romanos. (Antiquities, Livro XVII, cap. VIII, par. 1) Na realidade, Herodes só capturou Jerusalém e começou seu reinado como rei no verão de 38 A. E. C. Portanto, se Josefo datou o reinado de Herodes desde a captura da cidade e desde que realmente começou a reinar, e não do momento em que o senado romano consentiu nisso, três anos antes, então, isso nos leva a 1 A. E. C. como ano da morte de Herodes. Isto concede facilmente tempo para o nascimento de Jesus no outono de 2 A. E. C., a visita dos astrólogos caldeus e a matança das criancinhas inocentes de Belém. — Mat. 2:1-18.

      15. Se o Messias foi decepado da vida no meio da “setuagésima semana”, que ano seria este em nossa Era Comum?

      15 O resto da profecia de Daniel, a respeito das setenta semanas de anos, confirma essas datas. Daniel 9:26, 27 diz que “o Messias será decepado, sem ter nada para si mesmo”, evento que ocorreu após as 69 semanas de anos e no meio ou “na metade” da 70.a semana. Visto que esta última semana, a setuagésima, tem logicamente a mesma duração das outras sessenta e nove, ela também durou sete anos. Portanto, o Messias foi decepado da vida três anos e meio após o outono de 29 E. C., “na metade” da setuagésima semana de sete anos de duração, ou, na primavera de 33 E. C. “Na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferenda”, oficialmente, pois, foi então que se cancelou legalmente o pacto da Lei com os seus sacrifícios, “por pregá-lo na estaca de tortura”. (Dan. 9:27; Col. 2:14) Isto concedeu tempo para Jesus incluir no seu ministério as quatro celebrações pascoais, anuais, mencionadas nas Escrituras.b

      16. Que fatos astronômicos fornecem prova adicional de que Jesus morreu na tarde de sexta-feira, 1.° de abril de 33 E. C.?

      16 Certos fatos astronômicos também confirmam que foi em 33 E. C. que Jesus foi morto. Este evento ocorreu durante o dia de vinte e quatro horas de 14 de nisã, que começou às 6 horas da tarde de quinta-feira e terminou às 6 horas da tarde de sexta-feira. Isto significa que Jesus morreu na tarde de sexta-feira, por volta das 15 horas, a “nona hora”. (Mar. 15:34-37) O dia depois da Páscoa, 15 de nisã, era sempre um sábado, não importando em que dia da semana caísse. (Lev. 23:6, 7) Se caísse num regular sábado semanal, então o 15 de nisã era conhecido como ‘grande sábado’, como se deu no tempo da morte de Jesus. (João 19:31) Tabelas astronômicasc mostram agora que houve tal lua cheia da Páscoa na noite de quinta-feira, 31 de março de 33 E. C., calendário gregoriano. A única outra ocorrência de uma lua cheia numa noite de quinta-feira, no mês de nisã, durante o ministério de Jesus, ocorreu no ano 30 E. C., mas este é excluído como ano provável de sua morte, pois concederia ao Messias um ministério de apenas seis meses. Por isso é fora de qualquer dúvida razoável que Jesus morreu na tarde de sexta-feira, 1.° de abril de 33 E. C.

      FIXANDO DATAS DE EVENTOS ENTRE 36 E. C. E 49 E. C.

      17. Que aconteceu durante o resto da “setuagésima semana”, e quando terminou aquela semana?

      17 O resto da setuagésima semana após a morte do Messias na estaca de tortura, um período de três anos e meio, estendeu-se até o outono de 36 E. C., tempo durante o qual o convite especial de Jeová, para se fazer parte da classe celestial do Reino, continuou a ser feito exclusivamente a judeus e a prosélitos judeus, assim como predissera a profecia: “ele terá de manter em vigor o pacto [abraâmico] para com muitos por uma semana.” (Dan. 9:27) Esta é a razão por que as boas novas da salvação só foram dirigidas aos gentios no outono de 36 E. C., quando o apóstolo Pedro teve o privilégio de batizar Cornélio e os membros de sua família. — Atos 10:1-11:18.

      18. Que havia de começar a partir do outono de 36 E. C.?

      18 Então, com a vinda do tempo do outono daquele ano 36 E. C., a obra de pregação a respeito do Cristo havia de ser ampliada grandemente, entre as nações gentias. Vemos aqui, novamente, que Jeová, o Grande Cronometrista, que faz provisões adequadas, exatamente em tempo, para cada nova fase de sua obra, já tinha um homem bem preparado para ser “apóstolo para as nações”, a saber, Saulo de Tarso, que se tornou o apóstolo Paulo. — Rom. 11:13; Gál. 2:8, 9.

      19. Por volta do ano 36, estava Paulo preparado para a designação que recebeu?

      19 Paulo não era novato recém-convertido, no ano de 36. Uma vez que era judeu, sua conversão não precisou esperar até 36. Parece que a luz da verdade o atingiu dentro do primeiro ano após o desaparecimento de Jesus da cena, na primavera de 33. Durante os próximos dois ou dois anos e meio, Paulo trabalhou em Damasco, até se tornar necessário que fugisse num cesto através duma abertura no muro da cidade. Foi então, por algum tempo, para a Arábia, e voltou finalmente a Damasco, por pouco tempo, antes de subir a Jerusalém. Paulo nos conta que foi três anos após a sua conversão, o que o marcaria como sendo em 36 E. C., que visitou pela primeira vez a Pedro e a Tiago em Jerusalém. Ele diz: “Depois disso, fui para as regiões da Síria e da Cilícia.” — Atos 9:23-25; Gál. 1:15-21.

      20. Quando se decidiu a questão da circuncisão por parte do corpo governante em Jerusalém?

      20 Continuando, na mesma carta aos gálatas, Paulo escreve: “Daí, quatorze anos depois, subi novamente a Jerusalém.” (Gál. 2:1) O décimo quarto ano contado a partir de 36 seria o ano 49 E. C., segundo o costume, daqueles dias, de usar números ordinais. Naquela visita a Jerusalém apresentou-se ao corpo governante a questão da circuncisão, que foi resolvida. — Atos 15:2-29; Gál. 2:3-9.

      21, 22. Que eventos mencionados na Bíblia ocorreram entre os anos 41 e 49 E. C.?

      21 Entre os anos 36 e 49 E. C. ocorreram alguns acontecimentos interessantes narrados na Bíblia. Por exemplo, quando Cláudio era imperador, e pouco antes da morte de Herodes Agripa I, o profeta Agabo, por meio e através do espírito de Jeová, predisse uma fome vindoura; o apóstolo Tiago foi morto por Herodes; e Pedro foi milagrosamente livrado da mesma sorte pelo anjo de Jeová. — Atos 11:27-12:11.

      22 Histórias seculares concordam em que estes eventos ocorreram em 44 E. C., visto que Cláudio foi proclamado imperador em 41, e Herodes Agripa I foi consumido pelos vermes após a Páscoa de 44 E. C. (Atos 12:21-23) A fome predita, porém, só ocorreu no ano 46, tempo em que Tibério Alexandre era procurador romano na Judéia. Isto concedeu, assim, tempo suficiente, dois anos inteiros, para os cristãos de Antioquia se prepararem para a emergência e providenciarem as medidas de socorro mencionadas no relato. Após estes eventos, a Bíblia continua, nos capítulos treze e quatorze de Atos, a narrar a primeira viagem missionária de Paulo. Paulo, acompanhado de Barnabé, visitou a ilha de Chipre e muitas cidades da Ásia Menor, antes de voltar a Antioquia da Síria. Esta primeira viagem, parece, ocupou a maior parte dos anos 47 e 48, deixando a Paulo tempo suficiente para voltar ao seu lar em Antioquia, antes de fazer a viagem já mencionada a Jerusalém, na primavera de 49.

      FIXANDO AS DATAS DE OUTROS EVENTOS NO MINISTÉRIO DE PAULO

      23, 24. Quando empreendeu Paulo a sua emocionante segunda viagem missionária, e quanto tempo levou ele até chegar a Corinto, na Grécia?

      23 Veja agora quão útil o notável relato bíblico é para se fixar em nosso calendário a data da segunda viagem missionária de Paulo, entre os anos 49 e 52 E. C. Ele voltou a Antioquia na primavera de 49 com a carta especial redigida pelo corpo governante em Jerusalém, da qual se preservou para nós uma cópia. (Atos 15:23-29) O relato diz que “depois de alguns dias”, provavelmente já agora no verão do mesmo ano, 49, Barnabé voltou à obra em Chipre, mas Paulo e Silas empreenderam viagem para servir as congregações na Síria e na adjacente Cilícia. — Atos 15:36-41.

      24 Portanto, deve ter sido na primavera de 50 E. C. quando Paulo e Silas, depois de atravessarem a Ásia Menor, cruzaram para a Europa pela primeira vez. (Atos 16:1-12) Os próximos seis meses foram um tempo muito ocupado, ao passo que estes pioneiros desbravaram novos caminhos e estabeleceram congregações em Filipos, Tessalônica, Beréia e Atenas, antes de chegarem a Corinto, no outono de 50. Que ano de serviço! Imagine só, em questão de talvez quinze meses, estes missionários do primeiro século viajaram uns 2.100 quilômetros, grande parte provavelmente a pé, e estabeleceram firmemente muitas congregações novas, constituídas tanto de judeus como de gentios.

      25. Que evidência histórica mostra que Paulo só chegou a Corinto na última parte do ano 50 E. C.?

      25 Que foi em fins do ano 50 quando Paulo chegou a Corinto é confirmado pela história secular. Paulo Orósio, historiador de princípios do quinto século, diz que foi em 25 de janeiro do ano 50 que o Imperador Cláudio ordenou que todos os judeus abandonassem Roma. Portanto, isso concede tempo para Áquila e Priscila arrumarem suas coisas, obterem passagem, navegarem para Corinto, chegarem lá e se estabelecerem no que havia de ser seu novo lar durante o próximo ano e meio, e estabelecerem um negócio, de fabricar tendas, tudo o que teria facilmente ocupado os meses até à chegada de Paulo a Corinto no outono do mesmo ano. Conforme lemos, Paulo “achou certo judeu de nome Áquila, . . . que viera recentemente da Itália, e Priscila, sua esposa, por causa do fato de que Cláudio tinha ordenado que todos os judeus se afastassem de Roma”. — Atos 18:2.

      26. Que achado dos arqueólogos confirma a estada de Paulo em Corinto desde o outono de 50 até a primavera de 52?

      26 Outro ponto em que está confirmada a exatidão histórica da Bíblia se acha neste mesmo capítulo dezoito de Atos, versículo 12. “Então, enquanto Gálio era procônsul da Acaia, os judeus levantaram-se de comum acordo contra Paulo e levaram-no perante a cadeira de juiz.” Os arqueólogos acharam o fragmento duma inscrição, contendo um rescrito do Imperador Cláudio, que prova que Gálio era procônsul da Acaia desde o verão de 51 até o verão de 52. Depois de Gálio ter rejeitado este caso no tribunal, Paulo permaneceu em Corinto, “demorando-se mais alguns dias”, antes de partir para Antioquia na Síria. (Atos 18:18) Por isso parece que Paulo chegou a Corinto no outono de 50, foi levado perante Gálio mais ou menos um ano depois e partiu de lá na primavera de 52, conforme diz a Bíblia, após uma estada de dezoito meses, ao todo. (Atos 18:11) Isto lhe deu tempo para chegar a Antioquia em meados do verão de 52 E. C.

      27. Contentou-se Paulo em aposentar-se, agora que estava de volta em Antioquia?

      27 Talvez se conclua razoavelmente que, depois de tantos anos atarefados de serviço missionário de tempo integral e depois de suportar todos os riscos e perigos das viagens no primeiro século, Paulo se teria acomodado em retiro lá em Antioquia, para um descanso longo e bem merecido. (2 Cor. 11:26, 27) Mas, não! Paulo não pensou em aposentar-se. Em todos os seus escritos, em toda a sua atividade, há uma urgência constante e impelente de avançar na obra com velocidade e eficiência ainda maiores.

      28. Relate a terceira viagem missionária de Paulo, tanto os lugares visitados como o tempo abrangido.

      28 Por isso, não ficamos surpresos de descobrir que, depois de apenas pouco tempo em Antioquia, este missionário enérgico pôs-se novamente a caminho. Após ter “passado ali algum tempo” em Antioquia, foi provavelmente no outono de 52 que ele empreendeu a sua terceira viagem. Viajando esta vez por terra, “de lugar em lugar através do país da Galácia e da Frígia, fortalecendo todos os discípulos”, ele chegou a Éfeso, onde provavelmente ficou os próximos dois anos e meio. (Atos 18:23; 19:1-10) Daí, conforme ele diz, partiu dali após a festividade de Pentecostes (já no ano 55), percorreu a Macedônia e desceu a Corinto, passando ali o inverno, antes de voltar sobre os seus passos através de Filipos, no tempo da Páscoa na primavera seguinte. Isto deu então a Paulo tempo suficiente para chegar a Jerusalém na época de Pentecostes de 56 E. C. — 1 Cor. 16:5-8; Atos 20:1-3, 6, 15, 16; 21:8, 15-17.

      29. Que datas se dão às experiências de Paulo, desde o tempo em que foi preso em Jerusalém, até à sua morte em Roma?

      29 Assim que Paulo chegou a Jerusalém, seus adversários religiosos o pegaram, e, para a sua segurança, foi levado secretamente, às pressas, a Cesaréia pelos soldados romanos. Ali permaneceu preso por dois anos, até que o ladino Félix, à procura de subornos, foi substituído como governador por Festo. (Atos 21:27-33; 23:23-35; 24:27) Sobre o ano em que Festo se tornou governador, The Encyclopædia Britannica comenta as duas escolas de críticos; que contendem respectivamente por 55 e 60-61, dizendo: “Pode-se dizer com confiança que a verdade está entre estes dois extremos, pois os argumentos apresentados em cada caso parecem menos provar um extremo do que refutar seu oposto.”d Aceitamos, por isso, o ano 58, em harmonia com todos os fatos precedentes, como o tempo em que se acedeu ao apelo de Paulo para César, pedindo uma audiência para seu caso, e ele foi enviado a Roma. Depois de sobreviver ao mais famoso naufrágio de toda a história e passar o inverno na ilha de Malta, Paulo chegou a Roma na primavera seguinte, em 59, onde permaneceu preso nos dois anos seguintes, pregando e ensinando, até o ano 61. (Atos 27:1; 28:1, 11, 16, 30, 31) O segundo encarceramento de Paulo em Roma, que terminou na sua execução, ocorreu provavelmente nos anos 64-65 E. C. — 2 Tim. 1:16; 4:6, 7.

      30. De que proveito tem sido este estudo de eventos do primeiro século?

      30 Esta recapitulação de eventos do primeiro século tem sido tanto interessante como edificante para a fé. Os escritores bíblicos não sabiam nada sobre os calendários modernos, no entanto, seu cuidado e sua exatidão, bem como os métodos que usaram para datar os eventos, mostraram-se muito úteis para fixar os acontecimentos antigos na corrente do tempo. A harmonia da cronologia sagrada, em cada pormenor, sua integridade para com a verdade, aumenta nossa confiança e crédito nas Escrituras Sagradas, e nossa crença de que a Bíblia é deveras a Palavra da Verdade de Jeová.

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