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  • Quando morre alguém que amamos . . .
    Despertai! — 1985 | 8 de novembro
    • Explica Corina: “Não estou acostumada a assumir todas as responsabilidades de cuidar da casa e da família. Não se pode chamar outras pessoas para resolver cada coisinha. Às vezes isso me deixa irada.”

      No rastro da ira amiúde vem outro sentimento — o de culpa.

      ‘Ele não Teria Morrido, se Eu Tivesse . . .’

      Alguns se sentem culpados por ficarem irados — isto é, podem condenar a si mesmos por sentirem ira. Outros se culpam pela morte de seu ente querido. “Ele não teria morrido”, convencem-se, “se eu o tivesse obrigado a ir ao médico antes”, ou, “se eu o tivesse levado a outro médico”, ou ainda, “se eu o tivesse obrigado a cuidar melhor de sua saúde”.

      Para outros, a culpa vai mais além, especialmente se seu ente querido morreu subitamente, de forma inesperada. Começam a lembrar os tempos em que ficaram irados ou discutiram com a pessoa falecida. Ou talvez julguem que realmente não mantinham o relacionamento que deviam ter mantido com o falecido. Deixam-se atormentar por idéias tais como: ‘Eu deveria ter — ou, não deveria ter — feito isto ou aquilo.’

      Miguel, um rapaz de seus 20 e poucos anos, lembra-se: “Nunca tive um bom relacionamento com meu pai. Foi somente nos últimos anos que realmente passei a conversar com ele. Agora [desde que o pai dele morreu] há tantas coisas que acho que devia ter feito ou dito.” Naturalmente, constatar que agora não existe mais jeito de reparar isso somente poderá aumentar a frustração e a culpa da pessoa.

      Embora seja muito aflitivo perder o cônjuge, um genitor, um irmão, ou uma irmã, o que alguns consideram ser a perda mais trágica de todas é a morte dum filho.

  • Os sentimentos dos pais
    Despertai! — 1985 | 8 de novembro
    • Os sentimentos dos pais

      GENI levou seus seis filhos — cinco moças e um menino — para umas férias em que visitariam alguns amigos no norte do estado de Nova Iorque. Certo dia, as moças resolveram ir à cidade. O filho dela, Jimmy, e outro garoto perguntaram se poderiam dar uma longa caminhada. Recomendou-se que os meninos tivessem muito cuidado e voltassem no começo da tarde.

      Em fins da tarde, os meninos ainda não tinham retornado. “Quanto mais as horas passavam, mais preocupada eu ficava”, relembra Geni. “Imaginei que um deles talvez se tivesse machucado e o outro não quisesse deixá-lo sozinho.” As buscas prosseguiram pela noite toda. Bem cedo, na manhã seguinte, eles foram encontrados, e confirmaram-se os piores receios de todos — os garotos caíram dum precipício e morreram. Embora já se tenham passado dez anos, Geni explica: “Jamais me esquecerei do instante em que aquele policial entrou na casa. Seu rosto estava extremamente pálido. Eu sabia o que ele iria me dizer, mesmo antes de proferir uma palavra sequer.”

      E os seus sentimentos? Vão além dos sentimentos comuns que acompanham outras perdas. Como Geni explica: “Eu dei à luz Jimmy. Ele só tinha 12 anos quando morreu. Tinha toda uma vida pela frente. Já sofri outras perdas na vida. Mas o sentimento é diferente quando se é pai ou mãe, e seu filho morre.”

      A perda dum filho tem sido descrita como “a pior das perdas”. Por quê? Explica o livro Death and Grief in the Family: “A morte dum filho é algo tão inesperado. É contra a ordem natural das coisas, é desnatural. . . . Um genitor sempre espera cuidar de seus filhos, mantê-los seguros, e criá-los para se tornarem adultos normais e saudáveis. Quando um filho morre, é como se arrancassem o tapete de debaixo de nossos pés.”

      Em certos sentidos, é uma situação especialmente difícil para a mãe. Afinal de contas, como explicou Geni, morreu algo que procedeu de dentro dela. Assim, a Bíblia reconhece o amargo pesar que uma mãe pode sentir. (2 Reis 4:27) Naturalmente, é algo difícil também para o pai desolado. Ele também sente a dor, a ferida. (Compare com Gênesis 42:36-38 e; 2 Samuel 18:33.) Mas, amiúde, ele se restringe de expressar abertamente suas emoções, por receio de não parecer varonil. Talvez fique sentido, também, quando outros expressam mais preocupação com os sentimentos da esposa do que com os dele.

      Às vezes, um genitor desolado passa a ter um sentimento especial de culpa. Talvez surjam idéias tais como: ‘Poderia tê-lo amado mais?’, ‘Será que não deveria ter-lhe dito mais vezes que o amava?’, e: ‘Poderia tê-lo acariciado ao colo mais vezes.’ Ou, como Geni se expressou: “Gostaria de ter gasto mais tempo com Jimmy.”

      É natural que os pais sintam-se responsáveis por seu filho. Mas, às vezes, pais que sofrem tal perda se culpam, achando que deixaram de fazer algo que poderia ter impedido a morte do filho. Por exemplo, a Bíblia descreve a reação do patriarca Jacó quando foi levado a crer que José, seu filho jovem, tinha sido morto por um animal selvagem. O próprio Jacó tinha mandado José verificar como passavam seus irmãos. Assim, ele talvez fosse afligido por sentimentos de culpa, tais como: ‘Por que fui mandar José sozinho? Por que o mandei a uma área cheia de animais selvagens?’ Assim, os “filhos e todas as . . . filhas [de Jacó] se levantavam para consolá-lo, mas ele se negava

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