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    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • o Rei Abimeleque, a esposa dele e as escravas dele, depois de ter passado a crise que envolvia Sara e o descendente prometido. — Gên. 20:17, 18.

      Na Bíblia, o colapso espiritual, ao invés de o físico, e, por sua vez, a cura espiritual, são assuntos que merecem especial significado. Traz-se à atenção a responsabilidade dos líderes naturais de Israel nestes assuntos. “Desde o profeta até mesmo ao sacerdote, cada um [agia] de modo falso”, nos dias de Jeremias, ao passo que, ao mesmo tempo, pretendiam curar o colapso do povo de Deus. (Jer. 6:13, 14; 8:11) Desta forma, eram bem parecidos com os confortadores de Jó, “médicos sem valor algum”. — Jó 13:4.

      JESUS E SEUS CO-CURADORES

      Jesus Cristo reconheceu que ‘ensinar e pregar as boas novas do reino’ era de importância primária em seu ministério, e que ‘curar toda sorte de moléstias e toda sorte de enfermidades entre o povo’ era secundário. É por isso que sentia pena das multidões, primariamente “porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor”. — Mat. 4:23; 9:35, 36; Luc. 9:11.

      Este grande Instrutor também mostrou compaixão para com as multidões que o seguiam, na esperança de que ele curasse seus males físicos. (Mat. 12:15; 14:14; 19:2; Luc. 5:15) Sua obra de curas milagrosas servia como sinal visível para a sua geração, e provia evidência adicional de que era o Messias, conforme profetizado. (Mat. 8:16, 17) Também prefigurava as bênçãos curativas que serão estendidas à humanidade sob a regência do Reino de Deus. (Rev. 21:3, 4) Em sentido mui real, Jesus curou e restaurou a saúde de muitas pessoas — coxos, aleijados, cegos e mudos (Mat. 15:30, 31), epilépticos, paralíticos (Mat. 4:24), uma mulher que sofria de hemorragia (Mar. 5:25-29), um homem com mão ressequida (Mar. 3:3-5), um homem com hidropisia (Luc. 14:2-4), e, em muitas ocasiões, aqueles que estavam possessos de demônios foram libertos de sua escravização e servidão satânicas. — Mat. 12:22; 15:22-28; 17:15, 18; Mar. 1:34; Luc. 6:18; 8:26-36; 9:38-42; Atos 10:37, 38.

      A maneira de Jesus curar as pessoas assumiu várias formas, em ocasiões diferentes. “Levanta-te, apanha a tua maca e anda”, é tudo o que Jesus disse em certa ocasião, e um homem doente, perto da piscina de Betsata, foi curado. (João 5:2-9) Em outro caso, Jesus só proferiu a palavra e o enfermo, embora estivesse bem distante, foi sarado. (Mat. 8:5-13) Outras vezes, ele colocou pessoalmente a mão sobre o doente (Mat. 8:14, 15), ou tocou numa ferida e a sarou. (Luc. 22:50, 51) Várias pessoas enfermas simplesmente tocaram na orla da roupa de Jesus, ou tocaram nele, e foram curadas. (Mat. 14:36; Mar. 6:56; Luc. 6:19; 8:43-47) E não fazia diferença que as pessoas já estivessem sofrendo por muitos anos dessa doença — Mat. 9:20-22; Luc. 13:11-13; João 5:5-9.

      O que curou os doentes não foi a aplicação do próprio poder, conhecimento ou sabedoria de Jesus. Nem foi usada a hipnoterapia, a psicoterapia ou qualquer método similar. Ao invés, foram o espírito e o poder de Jeová que efetuaram tais curas. (Luc. 5:17; 9:43) Nem todos, contudo, mostraram-se suficientemente gratos para dar a Deus a glória por tais curas (Luc. 17:12-18) Atualmente, nem todos reconhecem os benefícios curativos eternos que se acham disponíveis a eles por meio do sacrifício resgatador de Cristo. — 1 Ped. 2:24.

      Este poder divino de cura, Jesus delegou a outros que estavam intimamente associados com ele em seu ministério. Quando os 12 apóstolos foram enviados, e, mais tarde, os 70 discípulos, receberam o poder de curar os doentes (Mat. 10:5, 8; Luc. 10:1, 8, 9) Depois de Pentecostes de 33 E.C., certas pessoas, inclusive Pedro, João, Filipe e Paulo, também receberam este poder divino de curar completamente a outros. (Atos 3:1-16; 4:14; 5:15, 16; 8:6, 7; 9:32-34; 28:8, 9) Depois de o cristianismo ficar firmemente arraigado, e com o desaparecimento dos apóstolos da cena, também passaram tais “dons de curar”. — 1 Cor. 12:8, 9, 28, 30; 13:8, 13.

      Era importante que quem realizasse a cura tivesse plena fé e confiança em Jeová, e reconhecesse, como Jesus, que a cura estava sendo realizada pelo poder de Deus. (Mat. 17:14-20; João 5:19) Não era preciso, contudo, que os afligidos tivessem fé antes de serem curados. (João 5:5-9, 13) Muitos, porém, tinham realmente uma fé forte. — Mat. 8:5-13; 15:28; Mar. 5:34; Luc. 7:1-10; 17:19; Atos 14:8-10.

      A cura milagrosa deveria ser um “sinal” do apoio divino. (Atos 4:22, 29, 30) Aqueles que se recusassem a reconhecer e a admitir este sinal estavam cegos e surdos. (Isa. 6:10; João 12:37-41) Pelo motivo, então, de que as curas divinas deviam servir como sinal para os descrentes, não eram geralmente realizadas em favor daqueles que já eram cristãos gerados pelo espírito. Assim, quando Timóteo tinha dificuldades estomacais, ao invés de realizar uma cura miraculosa, Paulo recomendou que ele tomasse um pouco de vinho para mitigar sua enfermidade. — 1 Tim. 5:23.

      CURA ESPIRITUAL

      Por outro lado, a verdadeira cura espiritual provém de Jeová para os arrependidos. Em sentido figurado, significa o retorno ao Seu favor e o usufruto mais uma vez de Suas bênçãos. (Isa. 19:22; 57:17-19; Jer. 33:6) Tal cura tem, como efeito, o fortalecimento das mãos fracas e dos joelhos vacilantes, o abrir os olhos cegos e o restaurar a audição aos surdos, sarando os coxos e devolvendo a fala aos mudos, em sentido espiritual. (Isa. 35:3-6) Mas os incorrigíveis em sua apostasia jamais gozam duma cura ou duma restauração à boa saúde e à prosperidade, espiritualmente. (2 Crô. 36:15-17; Isa. 6:10; Jer. 30:12, 13; Atos 28:24-28) Em sentido similar, não haveria nenhuma cura para o Egito, para o seu Faraó, e para o “rei da Assíria”. — Jer. 46:11; Eze. 30:21; Naum 3:18, 19.

      As Escrituras receitam o remédio para as pessoas que se acham espiritualmente doentes. — Heb. 12:12, 13; Tia. 5:14-16; Rev. 3:18.

  • Curiango (Caprimulgo)
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    • CURIANGO (CAPRIMULGO)

      [Heb., lilíth]. Esta palavra hebraica, que aparece na descrição da completa desolação de Edom, e das criaturas que habitavam suas ruínas (Isa. 34:14), tem sido traduzida de forma variada como “corujas” (PIB), “fantasmas”, (ALA) e “espectro noturno” (CBC), ao passo que A Bíblia de Jerusalém prefere simplesmente transliterar esse nome como “Lilit”.

      Num artigo do Palestine Exploration Quarterly (Revista Trimestral Sobre Exploração da Palestina; 1959, Vol. XCI, p. 56), o professor G. R. Driver liga a palavra hebraica (lilíth) com uma raiz que denota “toda espécie de movimento de contorção ou objeto torcido”, assim como a palavra hebraica laylah (ou láyil), que significa “noite”, sugere um “envolvimento de si ao redor ou envolver a terra”. Tal derivação de lilíth, sugere ele, pode, com toda possibilidade, apontar para o “caprimulgo” como sendo tanto uma ave que se alimenta à noite como uma ave famosa por seu rápido vôo de contorção e reviravolta, ao perseguir mariposas, besouros e outros insetos que voam à noite. Tristram, o naturalista, descreveu os caprimulgos como “ficando bem ativos ao anoitecer, quando caçam como o falcão em grande velocidade e dão intricadas reviravoltas ao procurar seu alimento”.

      O caprimulgo é considerado aparentado à coruja e inclui, entre seus membros, o madeira-podre. Seu nome em português se deriva do fato de que, como a coruja, é uma ave que se alimenta à noite, e que busca seu alimento entre currais e apriscos, donde surgiu a ideia de que mamava nas cabras. Tendo cerca de 28 cm de comprimento, com asas de uma envergadura de 51 cm, sua plumagem assemelha-se à da coruja, sendo macia e delicadamente salpicada de cinza e castanho. As penas macias das asas também lhe permitem um voar sem ruído, como o das corujas. Diferente da coruja, contudo, é um comedor de insetos, dotado de pequeno bico, mas de boca incomumente grande, em que engolfa seu alimento, dos cantos da boca projetando-se grandes vibrissas que ajudam a sugar por afunilamento os insetos. Sua enorme boca explica, evidentemente, o motivo de também ser chamado de “munge-cabra”, uma lenda antiga sustentando que tal ave mamava o leite de cabras.

  • Curtidor
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    • CURTIDOR

      Uma pessoa perita na profissão de curtir, a arte de converter couros animais brutos em couros que possam ser usados para fabricar artigos de várias espécies. (2 Reis 1:8; Mat. 3:4) Sem dúvida, o curtimento era realizado, no passado, como tem sido feito recentemente no Oriente Médio, num curtume de um ou dois cômodos, que abrigavam as ferramentas e tonéis para a preparação dos couros. Os processos básicos da preparação do couro envolviam: (1) soltar os pêlos, geralmente com uma solução de cal, (2) a remoção dos pêlos, de pedacinhos de carne e de gordura que aderiram ao couro, e (3) curtir o couro com um líquido feito de sumagre, ou de casca de carvalho, ou de certas espécies de plantas.

      Pedro passou “muitos dias em Jope com um certo Simão, que era curtidor”, cuja casa ficava à beira-mar. — Atos 9:43; 10:32.

  • Cus
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    • CUS

      [caos, confusão].

      1. O primeiro filho mencionado de Cã, e pai de 6 filhos: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá, Sabteca e Ninrode. (Gên. 10:6-8;  1 Crô. 1:8-10) Cus e seus descendentes citados nominalmente acham-se incluídos entre as pessoas dentre as quais “as nações se espalharam pela terra, depois do dilúvio”. — Gên. 10:32.

      De forma mui evidente, Cus é um dos principais progenitores (talvez junto com Pute) do ramo negróide ou de tez escura da família humana (Jer. 13:23), conforme indicado pelas áreas de fixação de certos descendentes dele. Isto refuta a teoria aventada por alguns ‘racistas’, que se empenham incorretamente em aplicar aos povos negros a maldição declarada sobre Canaã, pois Canaã, irmão de Cus, não produziu quaisquer descendentes negros, mas, ao invés, foi o antepassado das várias tribos cananéias da Palestina. (Gên. 9:24, 25; 10:6) Não existe, portanto, nenhuma conexão bíblica de qualquer espécie entre a tez escura de certos descendentes de Cus e a maldição declarada sobre Canaã. O nome de Cus acha-se ligado, mediante seu filho Ninrode, a Babel e ao reino que Ninrode constituiu nos tempos pós-diluvianos. — Gên. 10:8-12.

      APÓS A TORRE DE BABEL

      Depois da dispersão ocorrida em Babel, devido à confusão das línguas, a massa principal dos descendentes de Cus parece ter emigrado para o S. Não se tem certeza se atingiram a África por primeiramente irem para a península da Arábia e então cruzarem o estreito conhecido como Bab-el-Mandeb, ou se se fixaram inicialmente na África, e então passaram para a Arábia, embora a ligação básica de “Cus” com a África talvez favoreça esse movimento migratório citado por último. O nome de Sebá, filho de Cus, é relacionado com a África do E, ao passo que os de Havilá, Sabtá, Raamá e Sabteca são geralmente ligados a regiões situadas na península da Arábia..

      Embora os cusitas pudessem ser encontrados na Arábia, o nome “Cus”, conforme usado na Bíblia, refere-se claramente, na maioria dos casos, a uma região da África, e, onde tal relacionamento

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