-
Por que cessaram os dons milagrosos do espírito?A Sentinela — 1972 | 15 de fevereiro
-
-
no tempo do Imperador Cláudio, predita pelo profeta cristão Ágabo. — Atos 11:27-30.
O “discernimento de pronunciações inspiradas” era o dom que operava para a segurança da congregação. Naquele tempo, havia realmente profetas com mensagens inspiradas de Deus, alguns dos quais viajavam, como fizeram Barnabé, Silas, Paulo e outros. Por meio do dom de discernir pronunciações inspiradas, a congregação ficava protegida contra quaisquer impostores ou falsos profetas. Quando tais vinham à congregação, podiam ser identificados pelo membro que possuía tal dom. A congregação sabia assim se devia ou não dar atenção às “expressões inspiradas”. — 1 João 4:1.
As “línguas” e a “interpretação de línguas” eram importantes para a divulgação rápida das boas novas através da Ásia, da Europa, da África e das ilhas do mar. O dom de línguas servia também de sinal para os de fora congregação cristã. (1 Cor. 14:22) Paulo, por causa de sua comissão como apóstolo para as nações, viajou mais do que os outros, encontrando-se com pessoas de grande variedade de línguas e dialetos. Sem dúvida, foi por isso que ele foi tão ricamente dotado com este dom, conforme disse: “Falo mais línguas do que todos vós.” — 1 Cor. 14:18.
DONS ESPIRITUAIS NA CONGREGAÇÃO HODIERNA
Agora, no tempo atual, a verdadeira congregação cristã foi recuperada da apostasia que envolveu a Idade Média em trevas espirituais. Assim como Israel foi mandado de volta à sua terra, em 537 A. E. C., pelo Rei Ciro, da Pérsia, assim Jeová usou seu Rei reinante Jesus Cristo para levar a hodierna congregação cristã a uma condição espiritualmente próspera (Isa. 1:25-27) Restabeleceram-se as verdadeiras doutrinas sobre o nome de Deus, a posição de seu Filho Jesus Cristo, o reino de Deus, o resgate, a ressurreição e outras. As doutrinas falsas da Trindade, do inferno de fogo, da imortalidade da alma humana e outras foram expostas com antibíblicas. Faz-se a pregação das boas novas do Reino em todo o mundo. Precisa a congregação dos dons milagrosos do espírito para realizar a sua obra e para manter a sua pureza, retidão e união?
Não, tais dons não são necessários dum modo inteiramente milagroso, assim como foram no primeiro século, porque Deus dotou a congregação com as coisas necessárias dum modo diferente, mais concreto e permanente. Entretanto, assim como se deu na primitiva história da congregação, nem todos os membros da congregação possuem todas as capacidades, mas cada um complementa os outros, de modo que a congregação, como corpo, com todas as suas capacidades, representa a Deus e Cristo de modo exato. Isto é realizado pela operação do espírito de Deus, que concede uma variedade de capacidades.
Quanto ao conhecimento, Deus proveu a sua Palavra inteira, que hoje pode ser obtida em forma impressa pelas pessoas mais humildes. Seu uso pode tornar o homem de Deus plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra. (2 Tim. 3:16, 17) Além disso, todos têm disponível o conhecimento por meio de compêndios bíblicos tais como comentários, concordâncias e dicionários bíblicos, bem como por meio da ajuda de homens na congregação, que adquiriram conhecimento através do estudo diligente.
A sabedoria pode ser obtida de modo similar. Não é necessário obter sabedoria de maneira milagrosa. Está disponível a experiência da primitiva congregação, conforme narrada no livro de Atos, junto com a história da congregação hodierna, restabelecida da apostasia. Dificilmente poderá surgir um problema que já não tenha sido enfrentado e solucionado. A congregação dos cristãos ungidos, neste tempo, é designada por Jesus Cristo como “o escravo fiel e discreto”. (Mat. 24:45-47) Homens maduros, que tiveram anos de experiência em serem dirigidos pela Palavra de Deus e pelo Seu espírito, empregam a sabedoria assim obtida para ajudar a congregação a vencer problemas e a prosseguir com a obra de modo ordeiro e bem sucedido.
De maneira similar, a forte fé opera poderosamente na congregação mediante a maioria de seus membros. É um fruto do espírito, desenvolvido por se verificar cuidadosamente a vontade de Deus mediante o estudo da Bíblia e por se aceitar a direção do espírito. (Gál. 5:22) Homens de fé têm guiado e inspirado a congregação a cumprir as suas comissões durante as conturbações de duas guerras mundiais, durante a fornalha do ódio aceso e da oposição ao reino de Deus e sua proclamação, e durante a indiferença, a zombaria e a perseguição.
Hoje não são necessários os dons de curar e de outras obras milagrosas similares. A mudança de Deus, da antiga congregação judaica para a cristã, é corroborada pela história, ao passo que o amor e a atividade da parte da congregação cristã, bem como os muitos cumprimentos de profecia, erguem-se como sinais modernos de identificação, provando que ela tem o favor de Deus. A expansão mundial da pregação do Reino é também um poderoso sinal. — 1 Cor. 13:10-13; Mat. 24:14.
Profetizar de modo inspirado seria hoje supérfluo. Visto que as profecias escritas na Bíblia são completas como guia para a congregação hoje em dia, nada precisa ser acrescentado. (2 Tim. 3:16, 17; Rev. 22:18, 19) Concordemente, já que a Palavra de Deus provê um guia perfeito, não há necessidade de se ter o dom do discernimento e profecias, em sentido milagroso, pois agora não há profetas inspirados que sejam autorizados por Deus. As coisas que saem da “boca do dragão, e da boca da fera, e da boca do falso profeta”, ou de outros que proferem supostas “expressões inspiradas”, são prontamente avaliadas e mostradas falsas por meio da Palavra de Deus inspirada pelo espírito. — Rev. 16:13, 14; 1 João 4:1.
“Mas que dizer das línguas e da interpretação de línguas?” poderá alguém perguntar. Em resposta, poderá ser feita a pergunta: “Pregam-se as boas novas do Reino a todas as nações, em todas as línguas principais?” Sim, o testemunho é dado em 206 terras, e a Bíblia ou partes dela estão disponíveis em mais de 1.400 línguas. Milhares de missionários treinados aprenderam idiomas estrangeiros e levaram as boas novas do Reino às pessoas naquelas terras. As pessoas que ouvem, por sua vez, divulgam-nas, até mesmo nos dialetos não falados pelos missionários, interpretando assim a palavra da verdade a outros.
Desta maneira é que o espírito de Deus dirige a pregação das boas novas, com o resultado de que ‘uma grande multidão, que nenhum homem pode contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas’ se apresentou para louvar a Jeová Deus e seu Rei Jesus Cristo, participando na proclamação e que o Rei já começou a reinar. — Rev. 7:9, 14.
Portanto, o espírito age deveras de modo poderoso hoje em dia, assim como fez na primitiva congregação cristã. De fato, a obra que realiza pode muito bem ser classificada como milagrosa, do ponto de vista humano. Os que fazem a obra precisam ter o espírito de Deus para fazê-la, e eles reconhecem que é realmente Seu espírito que consegue os resultados.
No entanto, as coisas realizadas podem parecer ser o resultado natural para alguém que não reconhece o espírito de Deus como força que energiza Seu povo para a atividade. A operação do espírito atualmente na congregação de Deus não parece algo espetacular, pois os dons empregados são dons espirituais desenvolvidos durante um período de tempo por quem os possui, ao passo que os dons milagrosos da primitiva congregação foram concedidos instantaneamente aos cristãos, segundo a escolha de Deus. — 1 Cor. 12:6, 11, 18; Atos 19:5, 6.
Hoje em dia, nós, como cristãos, podemos ser felizes de que Deus, na sua maravilhosa sabedoria, operou desta maneira para manter viva a verdade na terra. Devemos agora procurar zelosamente desenvolver os frutos do espírito, para não sermos achados como ‘aceitando a benignidade imerecida de Deus e desacertando o propósito dela’. — 2 Cor. 6:1.
-
-
Como se arca com as despesas religiosasA Sentinela — 1972 | 15 de fevereiro
-
-
Como se arca com as despesas religiosas
“TODAS as religiões são quase iguais.” Já ouviu alguém dizer isso?
É verdade que a maioria das religiões têm muitas coisas em comum. Mas nem todas as religiões. A fim de poder avaliar quão grande pode ser a diferença, examine a questão de como se arca com as despesas religiosas.
Atualmente, embora as igrejas da cristandade tenham uma grande variedade de maneiras de financiar suas atividades, todavia há uma similaridade básica. Entre os métodos mais comuns é o de se passar o prato ou cesto de coleta — às vezes mais de uma vez durante o ofício. Algumas igrejas enviam cartas com envelopes de retorno já endereçados, pedindo donativos. Outras obtém apoio financeiro dos anúncios pagos nos seus boletins e jornais de igreja. Muitas organizações enviam quinquilharias religiosas e pedem que o destinatário contribua para os “presentes” não solicitados. Ainda outras igrejas recorrem a jantares e a jogos de baralho para angariar fundos. Um anúncio publicado em revistas religiosas dizia: “Comprovado Angariador de Dinheiro para Igrejas e Clubes. Ganhe US$ 82 com Panos de Louça Lar Feliz.”
Um método muito comum é o uso de envelopes pessoais para contribuições dominicais, como, por exemplo, os da Igreja Batista Comemorativa Brown, de Brooklyn, Nova Iorque. Seus membros recebem uma coleção de cinqüenta e dois envelopes no começo do ano, sendo que cada coleção tem um número de identificação. Quando se passa o prato da coleta, os membros deitam nele seus envelopes. Visto que estes envelopes são numerados, os funcionários da igreja sabem com precisão quão regularmente e quanto cada membro contribui durante o ano.
Certos clérigos, na região de Nova Iorque, encaram a questão de modo bastante
-