-
Siga as coisas mutuamente edificantesA Sentinela — 1961 | 1.° de dezembro
-
-
proveito, mas o da outra pessoa. Portanto, quer comais, quer bebais, quer façais alguma outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus. Guardai-vos para não vos tornardes causas de tropêço para os judeus bem como para os gregos, e para a congregação de Deus, assim como eu agrado a todas as pessoas, em todas as coisas, não buscando minha própria vantagem, mas a de muitos, a fim de que sejam salvos.” — 1 Cor. 10:23, 24, 31-33, NM.
13. A quem se imita por se adotar este proceder altruísta?
13 Esta forma de consideração para com outros, pela causa das boas novas, é a atitude correta para todos os cristãos. Mostra a atitude mental correta, assim como Cristo a demonstrou. Paulo diz isso em 1 Coríntios 11:1: “Tornai-vos meus imitadores, assim como eu o sou de Cristo.” (NM) Precisamos sempre buscar a vantagem dos outros pela causa das boas novas.
-
-
O uso amoroso do que recebemosA Sentinela — 1961 | 1.° de dezembro
-
-
O uso amoroso do que recebemos
1. Quais são os dons do espírito mencionados em Primeira Coríntios, capítulo 12, e para que fim foram dados?
DEPOIS de Paulo ter escrito aos coríntios sobre a necessidade de se ter consideração para com os outros na questão do alimento, ele passou a tratar de muitas outras coisas. No capítulo doze, ele introduz a consideração de vários dons do espírito que foram concedidos às primitivas congregações cristãs. Estes dons foram dados a cristãos individuais, não para o seu próprio prazer ou benefício, mas para o benefício de outros. Paulo escreve, por isso, no capítulo doze, versículos sete a onze: “Mas a manifestação do espírito é dada a cada um para um propósito benéfico. Por exemplo, a um se dá, pelo espírito, a palavra de sabedoria, a outro, a palavra de conhecimento, segundo o mesmo espírito, a outro, a fé, pelo mesmo espírito, a outro, dons de curar, por este único espírito, ainda outro, operações de poderosas obras, a outro, o profetizar, a outro, discernimento de expressões inspiradas, a outro, línguas diferentes, e a outro, interpretação de línguas. Mas, todas estas operações são realizadas pelo mesmo único espírito, fazendo a cada um respectivamente uma distribuição assim como quer.” — NM.
2. Que uso exigiu Jeová que se fizesse destes dons?
2 Todos os cristãos eram membros de um só corpo, e todas as coisas recebidas de Deus eram para o benefício da congregação inteira. Cada um tinha a sua posição no corpo, segundo o agrado de Deus, mas era importante como usavam as coisas que Deus lhes dera, como cooperadores na obra de edificação. Deus é um grande edificador no amor; do mesmo modo, os que trabalham com ele precisam também ter o amor como a sua força motivadora. Porque um recebera um dom do espírito, tal como falar em línguas ou profetizar, não significava que seria aceitável a Jeová, a menos que usasse o dom de maneira correta e com o motivo correto. Paulo disse: “Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, mas não tiver amor, eu me tenho tornado um pedaço de bronze que soa ou um címbalo que retine. E se eu tiver o dom de profetizar e entender todos os segredos sagrados e todo o conhecimento, e se tiver toda a fé, ao ponto de transplantar montanhas, mas não tiver amor, eu nada sou. E se eu der todos os meus bens para o sustento de outros, e se eu entregar meu corpo, para que possa vangloriar-me, mas não tiver amor, isso de nada me aproveita.” — 1 Cor. 13:1-3, NM.
3. (a) Por que haviam de cessar os dons? Quando? (b) Em contraste com isso, que qualidade não cessaria, e como é esta qualidade expressa pelos cristãos?
3 A obra de edificação havia de continuar depois da morte de Cristo Jesus. Por meio do espírito de Deus forneceram-se dons especiais para impressionar muitas pessoas com a mensagem do Reino. Estes dons estavam em operação na primitiva igreja cristã durante a vida dos apóstolos, mas, quando os apóstolos morreram, terminou a concessão deles. O apóstolo Paulo sabia que terminariam; por isso escreveu em 1 Coríntios 13:8: “Quer haja dons de profetizar, serão eliminados; quer haja línguas, cessarão; quer haja conhecimento, será eliminado.” (NM) Mas, enquanto eles tinham estes dons, deviam usá-los em amor para a edificação de outros. O amor é expressivo para com os outros, e ele é uma qualidade que há de continuar para sempre entre os cristãos. Os dons do espírito podem ter cessado, mas não o amor. O amor nunca falha, diz o apóstolo. Para mostrar como se expressa o amor, Paulo escreveu: “O amor é longânimo e obsequioso. O amor não é ciumento, não se vangloria, não se ensoberbece, não se comporta indecentemente, não busca os seus próprios interesses, não fica provocado. Não guarda lembrança da injúria. Não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Suporta todas as coisas, crê em todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas.” — 1 Cor. 13:4-7, NM.
4. Se a transmissão dos dons milagrosos do espírito cessou com a morte dos apóstolos, por que se preservou tanta menção deles nas Escrituras para a nossa consideração agora?
4 A concessão dos dons de línguas, do profetizar e das curas terminou com a morte dos apóstolos, e estes dons não são exercidos hoje. No entanto, há muita informação nas Escrituras sobre eles. Por que preservou Deus estes escritos para a nossa consideração? Embora os dons milagrosos do espírito cessassem com a morte dos apóstolos, recebemos uma lição pela instrução dada em relação com o uso destes dons. No capítulo quatorze, Paulo introduz a questão de se seguir o amor e de se usar os dons espirituais, fazendo de algum modo uma comparação por mostrar que alguns dons eram mais desejáveis que outros. Os dons foram muito benéficos para a primitiva congregação cristã, porque, quando os cristãos se reuniam para se edificarem mutuamente , não estavam plenamente equipados com a Bíblia completa o com muitos comentários e revistas que ajudam no estudo da Bíblia, assim como A Sentinela faz hoje. Qual dos dons havia de ser preferido?
5. Que dom era preferido, e por quê?
5 O dom preferível era o de profetizar. Mas, por que era o profetizar mais desejável do que o dom de curar ou o dom das línguas? “Pois aquele que fala numa língua fala, não aos homens, mas a Deus, pois ninguém escuta, mas ele, pelo espírito, fala segredos sagrados. No entanto, aquele que profetiza edifica, encoraja e consola os homens pelo seu falar. Aquele que fala numa língua edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica uma congregação.” (1 Cor. 14:2-4, NM) Este conselho é muito prático. Paulo mostrou que a pessoa que fala numa língua edifica a si mesma, mas, a menos que haja alguém para agir como intérprete ou tradutor, a congregação não recebe nenhum benefício edificante. Ele comparou o falar em línguas ao som indistinto de trombetas chamando à batalha. É melhor falar numa língua facilmente inteligível para que os ouvintes saibam o significado e tirem proveito disso. Portanto, se alguém tinha o dom de línguas, Paulo instava com ele, no versículo treze: “Portanto, o que fala numa língua, ore para que possa traduzir.” Ele enfatizou assim a, necessidade de que as pessoas entendam o que se diz, e, certamente, todo aquele que estiver interessado nos outros e não apenas em si próprio desejará fazer algo benéfico para os outros. No versículo dezesseis, Paulo chama convincentemente atenção aos agradecimentos proferidos numa língua, e levanta a pergunta: “Como dirá Amém aos teus agradecimentos o homem que ocupa o lugar da pessoa comum, visto que não sabe o que dizes?” Por isso é melhor, numa congregação, falar cinco palavras com entendimento e instruir outros verbalmente, do que falar dez mil palavras numa língua que os outros não entendem.
6, 7. (a) Por que concedeu Deus o dom de línguas aos primitivos cristãos? (b) De que maneira era benéfico o profetizar? (c) Que uso amoroso de dons ou capacidades dadas por Deus havia de ser o objetivo cristão, conforme mostrado em Primeira Coríntios, capítulo 14?
6 Por que, então, concedeu Deus o dom de línguas aos primitivos cristãos? Evidentemente foi com o fim de mostrar que estes eram os verdadeiros servos de Deus. Paulo disse: “Por conseguinte, as línguas servem de sinal, não para os crentes, mas para os descrentes.” (1 Cor. 14:22, NM) Depois de apresentar este argumento, Paulo explica as boas razões por que o profetizar havia de ser preferido. É preferido em consideração para com os outros cristãos, ou irmãos, ou os que desejam servir a Jeová. O uso do dom de profetizar ou de pregar as boas novas com entendimento e a instrução dos outros resultariam em proveito para os da congregação e mesmo para os incrédulos; ou para as pessoas comuns com quem se entrasse em contato poderiam ser instruídas e poderiam chegar a aprender a adorar a Jeová. “Ao passo que o profetizar não é para os descrentes, mas para os crentes. Portanto, quando a congregação inteira se reúne num lugar e eles todos falam em línguas, mas pessoas comuns ou descrentes entram, não dirão estes que estais loucos? Mas, se todos profetizarem e algum descrente ou pessoa comum entrar, ele é endireitado por todos eles, ele é examinado de perto por todos, os segredos do seu coração se tornam manifestos, de modo que se prostrará e adorará a Deus, declarando: ‘Deus está realmente entre vós.’” — 1 Cor. 14:22-25, NM.
7 Embora, cada um dos dons providos por Jeová tivesse a sua utilidade e proveito, este dom de profetizar havia de ser preferido porque era mais benéfico para a edificação dos irmãos e para a instrução das pessoas na adoração de Jeová. Não importava que dom do espírito alguém recebesse, o princípio do amor era o que se destacava; e as maneiras em que estes dons haviam de ser usados mostraram que se devia ter consideração para com os outros e que deviam ser de proveito para eles. Assim é também com tudo o que Jeová Deus provê para os que o servem. “Que se deve fazer, então, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro tem ensino, outro tem revelação, outro tem língua, outro tem interpretação. Que todas as coisas sejam para a edificação.” (1 Cor. 14:26, NM) É evidente que a verdadeira atitude cristã é que tudo seja para a edificação dos outros.
A HODIERNA OBRA DE EDIFICAÇÃO
8. Visto que os dons milagrosos do espírito não são usados pelas hodiernas congregações cristãs, que provisão se fez para a sua edificação?
8 As Escrituras tornam claro que a concessão dos dons milagrosos do espírito, para a edificação da primitiva congregação cristã, cessou com a morte dos apóstolos. Os dons de curar e de falar em línguas não são hoje usados pelos verdadeiros cristãos. Hoje há outros meios disponíveis para a edificação da congregação cristã. Jeová tem fornecido a sua Palavra, a Bíblia, e esta se acha agora disponível em mais de mil idiomas.
-