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Os apócrifos — são de Deus ou dos homens?A Sentinela — 1960 | 1.° de setembro
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dar a Daniel uma vasilha de mingau. Daniel é liberto depois de sete dias e seus inimigos são lançados aos leões. Recomenda-se tal conto a nós como sendo a Palavra de Deus?
É conforme certa autoridade resumiu o caso contra os escritos apócrifos: “Não tiveram a sanção dos judeus nem da primitiva Igreja Cristã; . . . falta-lhes inteiramente o espírito profético . . . ; não só não reivindicam a inspiração, mas lamentam até a falta dela; caracterizam-se em muitas passagens pela aparência de romance e de mitologia, alheios à grandiosidade simples da Bíblia; contradizem tanto a si próprios como alguns fatos bem conhecidos da história secular; ensinam doutrinas não contidas na Bíblia . . .; e parecem nunca ter sido citados como autoridade pelo Senhor ou por seus apóstolos.” — Dictionary of Religious Knowledge, Abbott, págs. 50, 51.
Deveras, os Apócrifos não são de Deus, mas sim dos homens. Que falta de entendimento e de apreciação é colocar os seus escritos no mesmo nível dos da Palavra de Deus, a Bíblia! Pode ser bem aplicado aos Apócrifos o aviso de Paulo contra a aceitação de fábulas judaicas. — Tito 1:14.
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‘Seja Feita a Tua Vontade na Terra’ — Parte 34 da sérieA Sentinela — 1960 | 1.° de setembro
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‘Seja Feita a Tua Vontade na Terra’ — Parte 34 da série
A partir do versículo cinco do capítulo onze da profecia de Daniel, a mensagem profética que lhe foi dada pelo anjo de Jeová Deus tratou da luta entre o rei do norte e o rei do sul. Depois de se ter prolongado por mais de 2.200 anos da história, esta luta culminou agora na “guerra fria” entre a potência governante comunista do bloco oriental de nações e a potência predominante democrática do bloco ocidental de nações. A profecia garante-nos que não haverá nenhuma futura predominância mundial do “rei do norte” comunista, por encerrar o capítulo onze com a declaração: “Virá ao seu fim, e não haverá quem o socorra.” (Al) O anjo que trouxe esta profecia a Daniel disse que estava cooperando com o arcanjo Miguel, e que Miguel era o “príncipe” celestial de Daniel. Miguel é, portanto, o “príncipe” dos verdadeiros cristãos hoje em dia os quais fazem parte do santuário espiritual, o templo espiritual em que Jeová Deus habita por meio do seu espírito santo ou sua força ativa.
CAPÍTULO 12
LEVANTA-SE O “PRÍNCIPE” DO SANTUÁRIO
1. Por que é marcado o tempo em que esta geração está vivendo?
A ATUAL geração da raça humana vive num tempo marcado. Foi marcado pelo Criador da humanidade, Aquele que disse há milhares de anos: “Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.” (Gên. 1:14, Al) Ele queria que o homem na terra marcasse o tempo. Ele mesmo marca o tempo com relação ao homem, segundo o seu próprio horário infalível e imutável, que é tão acurado como o sol, a lua e as estrelas na marcação do tempo para a terra.
2. Se for possível descobrir o tempo de Deus, como poderá ser feito isso? Que gostaríamos de saber sobre a marcação do tempo desta geração?
2 Por estudar a Palavra escrita de Deus, a Bíblia, o homem pode descobrir o tempo de Deus, sob a orientação da força ativa invisível de Deus, seu espírito santo. A fim de assegurar isto aos seus irmãos espirituais, Paulo, o apóstolo cristão, escreveu: “Ora, quanto aos tempos e às estações, irmãos, não tendes necessidade de que se vos escreva. Pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia de Jeová vem exatamente como o ladrão de noite. Quando for que disserem: ‘Paz e segurança!’ então virá sobre eles instantaneamente a repentina destruição, assim como as dores de aflição sobre a mulher grávida, e eles de modo algum escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em escuridão, para que aquele dia vos surpreenda como a ladrões.” (1 Tes. 5:1-4, NM) Nesta era nuclear, quando se insta tão freneticamente na paz e segurança internacional, para que evento marcou o Criador o tempo desta geração?
3. Por que começou este tempo marcado em 1914, e como nos leva isso a querer saber qual foi o nome de Jesus antes, quando estava no céu?
3 Este tempo marcado começou no ano de 1914 (E. C.). Naquele ano importante findaram os “tempos designados das nações”, de 2.520 anos de duração. Se contarmos este número de anos para trás, a partir de 1914, chegamos à data antiga de 607 A. C. Aquele ano ficou marcado pela derrubada do ‘trono de Jeová’ na terra e pela destruição da cidade do trono, Jerusalém, e seu santuário, e pela desolação total da terra do reino de Judá. Há dezenove séculos, o descendente natural do primeiro rei de Judá em Jerusalém veio à terra como Herdeiro legítimo do trono derrubado. Foi Jesus. Ele veio a ser chamado de Cristo, porque fora ungido com o espírito de Jeová para dominar no reino de Deus. Descera do céu para nascer como homem que adorasse a Jeová Deus. Foi pela primeira vez na terra que ele foi chamado de Jesus. Qual foi o seu nome no céu, antes de se tornar homem? Podemos saber isso? Podemos, e o saberemos.
4. Como se deu a sua volta para o céu e o que há de interesse, desde então, sobre a sua identidade?
4 Embora fosse Herdeiro permanente do Rei Davi e tivesse sido ungido com espírito em vez de com o santo óleo de unção, não se lhe mandou sentar-se no derrubado ‘trono de Jeová’, nem mesmo quando entrou triunfalmente na cidade do trono, Jerusalém, na primavera do ano 33. O sumo sacerdote judeu, os subsacerdotes e outros líderes religiosos mandaram matá-lo no dia da Páscoa. No terceiro dia, ele foi ressuscitado dentre os mortos, e, quarenta dias depois, ascendeu de volta ao céu. Qual é desde então o seu nome no céu? Com o seu nome correto lá em cima, ele esperou à destra de Deus até o ano de 1914 E. C. Daí, no fim dos “tempos designados das nações”, Deus o entronizou como rei.
5. Em que palavras refere-se Daniel 12:1 a esta entronização do Filho de Deus?
5 A profecia do anjo de Jeová apontou para esta entronização do Filho ungido de Deus no céu, em 1914, dizendo a Daniel: “E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia [tribulação, VB], qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro.” — Dan. 12:1, Al.
6. (a) Por que não se menciona o nome Jesus neste versículo, e, no entanto, como se fala aqui dum filho de Deus? (b) Que pergunta surge quanto a onde se encontrava Miguel cinco séculos depois?
6 Onde, porém, menciona Daniel 12:1 o nome de Jesus? Não o faz, porque esta profecia foi proferida e escrita mais de quinhentos anos antes de nascer o Herdeiro do Rei Davi em Belém e ser chamado Jesus. Contudo menciona-se um filho de Deus em Daniel 12:1. Quem Miguel. Na palestra que precedeu ou introduziu este versículo o anjo falara a Daniel sobre este filho celestial de Deus como “Miguel, um dos primeiros príncipes” e como “Miguel, vosso príncipe”. E no próprio texto de Daniel 12:1 o anjo o chama de “grande príncipe, que se. levanta pelos filhos do teu povo”. Era o Príncipe de Deus e o Príncipe sobre o povo de Deus, o povo de Daniel. Por isso era filho de Deus. Jeová Deus o incluiu como filho quando falou da criação da terra como o tempo “quando as estrêlas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam”. (Jó 38:7, Al) Quando Jesus Cristo estava na terra como membro do povo de Daniel e foi ungido para ser príncipe ou rei sobre o povo de Daniel, achava-se Miguel então no céu e era ele então príncipe no céu sobre o povo de Daniel, inclusive sobre Jesus? Como podemos saber isso?
7. Que significa levantar-se Miguel em cumprimento de Daniel 12:1, e em que tempo levanta-se ele assim?
7 Para determinarmos isto, temos de fazer a pergunta: O que diz Daniel 12:1 sobre Miguel no céu? O seguinte: “Naquele tempo se levantará Miguel.” (Al) Que significa isto? Que Miguel se torna rei no céu. Em Daniel, capítulo 11, usa-se repetidas vezes a expressão ‘levantar-se’ para indicar assumir o poder e começar a dominar como rei: “Eis que se levantarão tres reis na Persia; . . . Levantarse-á um rei poderoso, que reinará . . . Mas dum rebento das raizes della um se levantará no seu logar, . . . Depois em logar delle se levantará um que fará a um exactor passar pela gloria do reino; . . . Em seu logar se levantará um homem desprezivel, a quem elles não haviam dado a honra do reino.” (Dan. 11:2, 3, 7, 20, 21; também 8:22, 23) Miguel começa a reinar como rei no céu durante os anos finais do rei do norte, ou “naquele tempo”. Deus marcou este tempo como sendo 1914 E. C. — Dan. 11:29.
8. (a) Por que se levantou ou começou a reinar Miguel? (b) Quanto tempo atrás se predisse isso a respeito de Miguel e de quem falaram as outras profecias como fazendo isso em 1914 (E. C.)?
8 Visto que Miguel se levanta, para reinar, durante o conflito entre o rei do norte e o rei do sul, Miguel se levanta para dominar, para prevalecer no meio dos inimigos do povo sobre o qual é “príncipe”. Por isso se levanta no meio dos seus próprios inimigos. Mais de 530 anos antes do nascimento de Jesus, ou mais de 2.440 anos antes de 1914 E. C., foi predito que Miguel faria isto. Em 1914, no fim dos “tempos designados das nações”, quem tinha de começar a dominar como rei, segundo as outras profecias bíblicas? O Herdeiro do Rei Davi, Aquele a quem pertence o direito de reinar no reino restabelecido de Deus. Quem é este, segundo o nome terrestre? É Jesus Cristo, glorificado no céu à destra de Deus. Ele é o Filho do homem que, em Daniel 7:13, 14, é levado perante o trono do Ancião de Dias e a quem se dá domínio, glória e um reino.
9. Quem é aquele a quem se mandaria dominar no meio dos seus inimigos? Portanto, com quem é inevitavelmente identificado?
9 Além disso, quem é Aquele cujo cetro de poder é enviado por Jeová desde a Sião celestial com a ordem: “Domina no meio dos teus inimigos’? (Sal. 110:1, 2) É Jesus Cristo. “Este homem ofereceu um só sacrifício pelos pecados, perpètuamente, e se assentou à destra de Deus, daí por diante esperando até que os seus inimigos sejam feitos escabêlo para seus pés. Pois é por meio de uma só oferta sacrificial que ele tem tornado perpètuamente perfeitos os que estão sendo santificados.” (Heb. 10:12-14, NM) A identificação de Miguel torna-se assim inevitável. O Miguel que se levanta como o “grande príncipe” para cumprir Daniel 12:1 é o Senhor Jesus Cristo à destra de Deus.
10. Que irrompimento, e em que escala, prediz Daniel 12:1 em resultado de Miguel se levantar?
10 O resto de Daniel 12:1 (Al) apóia esta identificação, pois diz: “E haverá um tempo de angústia [tribulação], qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo [o povo de Daniel], todo aquele que se achar escrito no livro.” Levantar-se Miguel pára reinar no meio dos seus inimigos e dominar no meio deles exige uma guerra tal como nunca houve, um tempo de tribulação mais angustioso que já houve. Isto se deve dar, não só porque a guerra que irrompeu em 1914 foi global, mas porque esta tribulação abrange tanto o céu como a terra.
11. Por que foi apropriado que Jesus, ao profetizar sobre o fim do mundo, citasse a profecia de Daniel?
11 Já que Jesus Cristo glorificado é Miguel, o grande príncipe do povo de Daniel, no irrompimento desta tribulação, é só apropriado que Jesus, na terra, ao profetizar sobre o fim deste mundo, predissesse também esta angústia mundial e fizesse isto na linguagem da profecia de Daniel. Jesus, na sua profecia, citou duas vezes o livro de Daniel e disse: “Portanto, quando virdes a coisa repugnante que causa desolação, conforme predita por meio de Daniel, o profeta, estar num lugar santo, (que o leitor use de discernimento,) então, os que estiverem na Judéia comecem a fugir para os montes. . . . porque haverá então grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem jamais ocorrerá de novo. De fato, se aqueles dias não fôssem abreviados, não se salvaria nenhuma carne; mas, por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.” — Mat. 24:15-22, NM.
12. Em resposta a que pergunta dos apóstolos disse Jesus o acima mencionado, e, portanto, de que dá evidência o principio daquela tribulação?
12 Jesus disse isso como parte de sua resposta à pergunta de seus apóstolos: “Dize-nos, quando acontecerá isso; e qual será o sinal da tua vinda e da conclusão deste estado de coisas” (Mat. 24:3)a Ou, conforme a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas: “Dize-nos, quando serão estas coisas, e qual será o sinal da tua presença e da consumação do sistema de coisas?” O princípio desta tribulação mundial faz parte da evidência de que Jesus Cristo, que é Miguel, o grande príncipe no céu, está presente no trono do reino restabelecido de Deus. Viste fato significa que tem de findar ‘este estado de coisas’ ou este “sistema de coisas”.
13. Quantas citações parciais de Daniel contém o Apocalipse de João, e quem é apontado no Apocalipse como chefiando a guerra no céu contra Satanás, o Diabo?
13 O último livro da Bíblia, O Apocalipse, dado por Jesus Cristo a João, faz mais de quarenta citações parciais do livro de Daniel. Ao representar por sinais o nascimento do reino de Deus pela coroação e entronização de Jesus Cristo no céu, o Apocalipse prediz que a tribulação sem igual incluiria o céu: Falando do nascimento bem sucedido do Reino como filho varão, a revelação das coisas invisíveis no céu diz: “E seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono . . . E estourou uma guerra no céu: Miguel e seus anjos batalharam contra o dragão, e o dragão e seus anjos batalharam, mas ele não prevaleceu, nem mais se achou no céu lugar para eles. Assim foi precipitado o grande dragão, a serpente original, aquele que se chama Diabo e Satanás, que engana a inteira terra habitada; foi precipitado na terra, e seus anjos foram precipitados com ele. E ouvi uma grande voz do céu dizer: ‘Agora se realizaram a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, porque foi lançado para baixo o acusador de nossos irmãos, o qual os acusa de dia e de noite diante de nosso Deus!’” (Apo. 12:5-10, NM) Miguel toma a dianteira nesta guerra contra Satanás, o Diabo.
14. Quando ele estava na terra como homem, por que não se indicou que ele tinha sido no céu Miguel e um dos primeiros príncipes?
14 É este Miguel o ressuscitado, glorificado e entronizado Jesus Cristo? Sim. Ele é aqui o mesmo que o Miguel que ajudou ao anjo que trouxe a Daniel a visão profética. (Dan. 10:13, 21, Al) Antes do ano 2 A. C., o Filho unigênito de Deus, no céu, foi chamado Miguel, nome que significa: “Quem é semelhante a Deus” Quando ele se despiu de seus poderes celestiais e sua vida foi milagrosamente transferida para o ventre da virgem judia de nome Maria, nascendo e sendo chamado de Jesus, perdeu ele seu nome celestial, Miguel? Não! Antes do nascimento de Jesus, houve dez homens na nação de Israel que foram alistados pelo nome de Miguel (Micael),b mas o Filho de Deus não havia de ser conhecido por este nome na terra. “Pôr-lhe-ás o nome de Jesus”, disse o anjo Gabriel a Maria, mãe de Jesus. (Luc. 1:26-31; 2:21, So) Portanto, na terra nem mesmo se indicou que ele tinha sido no céu Miguel e “um dos primeiros príncipes”. Daniel 8:11, 25 (Al) fala de Jeová Deus como sendo o “príncipe do exército” e o “príncipe dos príncipes”. Jeová é o supremo Príncipe, e ele está acompanhado por seu Filho Miguel, “um dos primeiros príncipes”. Este se tornou o Príncipe da Paz. — Isa. 9:6.
15. Depois de ele voltar para o céu, qual foi o seu nome? Por que era justo que ele fosse quem lançasse a Satanás fora do céu?
15 Quando morreu como o homem Jesus Cristo e foi ressuscitado, voltando para o céu, qual foi o seu nome correto Foi ainda ou foi exclusivamente Jesus Cristo? Não; não foi apenas seu nome humano, terrestre. Ele retomou o seu nome celestial, Miguel. O nome Jesus Cristo foi retido a fim de mostrar a sua identificação como o Filho de Deus, que nasceu homem na terra. Retomou o nome Miguel a fim de fazer a ligação com a sua existência pré-humana. Como Miguel, ele foi o membro celestial a quem a organização-esposa de Jeová, composta de santos anjos, a “mulher” simbólica de Jeová, proveu pára ser a Semente que seria ferida no calcanhar pela grande Serpente e que, por sua vez, feriria a Serpente na cabeça. (Gên. 3:15) Portanto era justo que o glorificado Jesus Cristo, que na terra tinha sido ferido no calcanhar, lutasse, novamente como Miguel, contra Satanás e seus demônios, lançando-os fora do céu, abaixo,dos seus pés, na terra. Judas 9 chama-o de “arcanjo Miguel” (Al), que teve antigamente uma disputa com Satanás, o Diabo, no céu, e venceu.
16. Em que respeito é ele o “Príncipe” do santuário, e qual é o seu dever para com o restante da classe do santuário?
16 Visto que o glorificado Jesus Cristo é Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do povo de Daniel, ele é o Príncipe do santuário. O povo de Daniel hoje em dia são, igual a Daniel, testemunhas de Jeová. São a classe do santuário de Jeová, Seu templo de “pedras vivas”, sua “casa espiritual”, em que ele habita por seu espírito. O glorificado Jesus Cristo, ou Miguel, é a Principal Pedra de esquina deste santuário vivente. Assim, ele é o Príncipe deste santuário e edifica este santuário sobre si mesmo, como a rocha ou pedra. Por isso é seu dever levantar-se a favor dos membros remanescentes desta classe do santuário e libertá-los dos seus opressores.
17. Por que deve ele ser agora, mais do que nunca, seu Príncipe?
17 Ele, como Miguel, deve ser o seu Príncipe mais do que nunca. Por quê? Porque agora é o Pastor Correto de Jeová que depôs a sua vida humana a favor do “pequeno rebanho” dos co-herdeiros do Reino. “Terás de chamá-lo ‘Jesus’, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” (Mat. 1:21; João 10:11-15; Luc. 12:32; Rom. 8:16, 17, NM) Como Príncipe, ele tem agora mais poder do que antes, pois “humilhou-se a si mesmo e tornou-se obediente até a morte, sim, a morte numa estaca de tortura. Por esta mesma razão, também, Deus o exaltou a uma posição superior e bondosamente lhe deu o nome que está acima de todo outro nome, para que em o nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e dos que estão na terra, e dos que estão debaixo do solo, e toda língua confesse abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai”. (Fil. 2:8-11; Mat. 28:18, NM) Em 1914, ele foi feito Rei dominante na organização capital de Jeová, sobre todo o universo. Ele mostrará ser o Príncipe da Paz. — Isa. 9:6.
(Continua)
[Nota(s) de rodapé]
a Citado de The Bacred Writings of the Apostles and Evangelista of Jesus Christ, commonly styled the New Testament. Traduzido do grego original pelos Doutores George Campbell, James MacKnight e Philip Doddridge. Com prefácios, várias emendas e um apêndice. De Alexander Campbell. Quarta edição. Bethany, Brooke County, Virgínia, E. U. A. Impresso e publicado por M’Vay & Ewing, 1835. Em Mateus 13:39, 40, esta tradução diz: “A ceifa é a conclusão deste estado de coisas. . . . assim será na conclusão deste estado de coisas.” Em Mateus 28:20: “A conclusão deste estado de coisas.”
b Números 13:13; 1 Crônicas (Paralipômenos) 5:13, 14; 6:40; 7:3; 8:16; 12:20; 27:18; 2 Crônicas (Paralipômenos) 21:2; Esdras (1 Esdras) 8:8, Soares.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1960 | 1.° de setembro
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Perguntas dos Leitores
● Embora seja antibiblico que o cristão aceite por transfusão o sangue de outra pessoa, seria permissível que o cristão dedicado mandasse retirar um pouco do seu próprio sangue, restituindo-o depois novamente ao corpo durante uma operação? — W. D., E. U. A.
Segundo o método de lidar com sangue prescrito na Bíblia, o sangue, quando tirado dum corpo, tinha de ser derramado no chão, assim como água, e coberto de pó. (Lev. 17:13, 14; Deu. 12:16, 23, 24; 15:23; 1 Crô. 11:18, 19) Isto se deu porque a vida está no sangue e tal sangue derramado é considerado sagrado por Jeová Deus. O pacto a respeito da santidade do sangue, especificado depois do Dilúvio, ainda está em vigor hoje em dia, e abrange tanto o sangue animal como o humano, quer da própria pessoa, quer de outra. Conseqüentemente, a remoção do sangue da própria pessoa, para ser armazenado e mais tarde novamente restituído à mesma pessoa, seria uma violação do principio bíblico que governa o manejo do sangue. — Gên. 9:4-6.
Se, porém, houver hemorragia durante uma operação e houver um meio de canalizar o sangue imediatamente de volta ao corpo, isto seria permissível. O uso de algum aparelho, por meio do qual o sangue é temporàriamente desviado de certa região ou de certo órgão durante a cirurgia, seria biblicamente permissível, pois o sangue passaria do corpo através do aparelho e imediatamente de volta para o corpo. Por outro lado, se o sangue ficar armazenado, mesmo por um curto período de tempo, constituiria uma violação das Escrituras.
O uso do sangue de outra pessoa para “aprontar” o aparelho empregado na cirurgia é condenável. Neste caso, o sangue circularia através do organismo do paciente. e se misturaria com o seu próprio. Outrossim, se o sangue da própria pessoa fosse retirado a intervalos e armazenado até haver uma quantidade suficiente para pôr a máquina em funcionamento, isto também cairia sob a proibição bíblica. Os envolvidos no assunto estão em melhor situação para verificar exatamente como o sangue seria manejado, e eles são os que têm de levar a responsabilidade perante Jeová quanto a cuidar que não seja manejado do modo contrário às Escrituras.
● Houve alguém na terra que tenha ouvido a voz de Jeová? — N. P., E. U. A.
O inspirado apóstolo João diz, em João 1:1-3, que Jesus Cristo, na sua existência pré-humana, foi conhecido como o Logos ou o Verbo, o porta-voz oficial de Jeová Deus. Entende-se assim que na grande maioria dos casos, em toda a Bíblia, em que se menciona Jeová como falando ao seu povo, ele fez isso de modo representativo e não direto. Deus falou principalmente por meio do seu porta-voz principal, o Verbo.
Assim, quando Jeová apareceu a Moisés na sarça ardente e lhe falou, fez isso por meio dum mensageiro angélico, conforme indicado em Êxodo 3:2 e confirmado em Atos 7:30, 35. Moisés lembrou também aos israelitas a sua experiência no Monte Sinal: “Jeová começou a falar-vos do meio do fogo. O que ouvistes foi o som de palavras, mas não vistes nenhuma forma — nada senão uma voz. E ele passou a declarar-vos o seu pacto, que vos ordenou a cumprir — as Dez Palavras, após o que as escreveu em duas tábuas de pedra.” (Deu. 4:12, 13, NM) Tanto Estêvão como Paulo tornaram claro que isto foi feito de modo representativo, dizendo que a Lei foi “transmitida pelos anjos”. Em Hebreus 2:2 indica-se especificamente que foi “falada pelos anjos”. — Atos 7:53; Gál. 3:19, NM.
No entanto, houve três ocasiões mencionadas na Palavra de Deus em que o Filho unigênito de Jeová, ou seu principal porta-voz, se achava aqui na terra quando Jeová Deus lhe falou. Nestes três casos, tanto o contexto como as circunstâncias indicam que a voz ouvida foi a do próprio Deus Jeová. Por exemplo, por ocasião do batismo de Jesus, o relato nos diz: “Vê! também houve uma voz dos céus que dizia: ‘Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” (Mat. 3:17, NM) Quando Pedro, Tiago e João acompanharam Jesus Cristo ao monte e foram testemunhas da cena da transfiguração, ouviu-se a voz de Jeová dizendo: “Este é o meu Filho, o Amado, a quem aprovei; a ele ouvi.” (Mat. 17:5, NM) Em outra ocasião, Jesus
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