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  • Poderá tornar a folga proveitosa?
    A Sentinela — 1971 | 15 de novembro
    • atitude em vista das palavras do escritor inspirado de Eclesiastes, que aconselhou: “Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e faça-te bem o teu coração nos dias da tua idade viril, e anda nos caminhos do teu coração e nas coisas vistas pelos ‘teus olhos. Mas sabe que por todos estes o verdadeiro Deus te levará a juízo.” — Ecl. 11:9.

      A juventude possui um zelo natural pelo prazer. O coração está inclinado deste modo. Deus, naturalmente, quer que não só os jovens, mas sim todos usufruam a vida. Mas Deus adverte especialmente os jovens de que precisam usar de moderação. (2 Tim. 2:22) Quando alguém se entrega irrestritamente ao prazer e as coisas feitas não são muito boas, terá de prestar contas a Deus pelos seus atos. Em vista disso, o escritor de Eclesiastes prossegue:

      “Portanto, remove de teu coração o vexame e afasta de tua carne a calamidade; pois a juventude e o primor da mocidade são vaidade.” A juventude é transitória; não dura muito tempo. Portanto, durante este tempo, evite os excessos que resultam em depravação, calamidade e no desfavor de Deus. Selecione agora a recreação e os prazeres corretos. — Ecl. 11:10.

      Ao passo que se torna cada vez mais limitada a seleção disponível de bons filmes, programas de televisão e de outras formas de diversão, tanto os mais idosos como os jovens devem exercer crescente cuidado. De modo paradoxo, esta situação resulta em bem para o cristão. Tende a fazer que sua mente se volte exclusivamente para as coisas básicas que trazem satisfação e recompensa. Sim, impelem-no a ‘fazer todas as coisas para a glória de Deus’, sendo ao mesmo tempo edificante e contribuindo para a paz.

  • O testemunho da Crônica de Nabonido
    A Sentinela — 1971 | 15 de novembro
    • O testemunho da Crônica de Nabonido

      A QUEDA da enormemente fortificada Babilônia veio com uma repentinidade que deve ter deixado surpreso o mundo antigo. O conquistador dela, Ciro, o Grande, desviou as águas do rio Eufrates, que atravessava a cidade. Depois, suas forças marcharam pelo leito do rio, tomando a cidade de surpresa através dos portões não trancados ao longo do cais. Babilônia caiu numa só noite, terminando séculos de supremacia semítica e cumprindo a palavra de Jeová, falada por intermédio de seus profetas Isaías e Jeremias. — Isa. 44:27; 45:1, 2; Jer. 50:38; 51:30-32.

      A data deste acontecimento é de interesse para os estudantes da Bíblia. Isto se dá porque as datas de muitos outros acontecimentos mencionados nas Escrituras Sagradas podem ser determinadas com relação ao número de anos decorridos antes ou depois da queda de Babilônia.

      A Crônica de Nabonido (também conhecida como “Crônica de Ciro-Nabonido” e “A Tabuinha Analista de Ciro”), embora muito curta, contém o registro cuneiforme mais completo em existência a respeito da queda de Babilônia. Esta tabuinha fragmentária de argila tem aproximadamente quatorze centímetros de largura no seu ponto mais largo, e aproximadamente o mesmo comprimento. A base do estilo da escrita, os eruditos concluíram que a tabuinha pode datar de algum tempo do período selêucida (312-65 A. E. C.). Mas os historiadores afirmam que a inscrição é provavelmente uma cópia de um documento anterior. Visto que tende a glorificar Ciro, ao passo que apresenta Nabonido de modo depreciativo, foi apresentado a idéia de que a inscrição foi o trabalho dum escriba persa e ela foi até mesmo chamada de “propaganda persa”. Não obstante, os “dados circunstanciais” são considerados fidedignos.

      Segundo a Crônica de Nabonido, Ciro atacou as forças babilônicas em Ópis, no mês de tasritu (tisri [setembro-outubro]). A inscrição continua: “No 14.º dia, Sipar foi capturada sem batalha. Nabonido fugiu. No 16.º dia, Gobrias (Ugbaru), governador de Gutium, e o exército de Ciro entraram em Babilônia sem batalha. Depois, Nabonido foi preso em Babilônia ao voltar.” — Ancient Near Eastern Texts, editado por James B. Pritchard, p. 306.

      A referência, de que o exército de Ciro entrou em Babilônia “sem batalha”, significa provavelmente que o fez sem um conflito geral. Isto concorda com a profecia de Jeremias, de que ‘os poderosos de Babilônia deixariam de lutar’. — Jer. 51:30.

      Mas fornece a Crônica de Nabonido em si mesma uma base para se determinar o ano deste acontecimento? Não. Esta inscrição mostra que Babilônia caiu diante do exército de Ciro no décimo sexto dia de tisri (correspondendo a 11/12 de outubro [calendário juliano] ou a 5/6 de outubro [calendário gregoriano] do ano 539 A. E. C.), mas a referência ao “décimo sétimo ano” de Nabonido (ano que os historiadores acreditam ser o de 539 A. E. C.) foi inserida pelos tradutores. Não existem nenhumas tabuinhas cuneiformes que datem de depois do décimo sétimo ano de Nabonido, presumindo-se por isso que a queda de Babilônia deve ter ocorrido naquele ano e que, se a tabuinha não tivesse ficado parcialmente apagada, estas palavras apareceriam no espaço agora danificado. (Deve-se notar também que o historiador judaico Josefo [citando o sacerdote babilônico Beroso (do terceiro século A. E. C.], relata que Ciro tomou Babilônia no décimo sétimo ano do reinado de Nabonido.) — Against Apion, Livro I, parágrafo 20.

      Também outras fontes, inclusive o cânon de Ptolomeu, indicam o ano 539 A. E. C. como a data da queda de Babilônia. Por exemplo, historiadores antigos tais como Diodoro, Africano e Eusébio, mostram que o primeiro ano de Ciro como rei da Pérsia corresponde à Olimpíada 55, ano 1 (560/59 A. E. C.), ao passo que o último ano de Ciro é situado na Olimpíada 62, ano 2 (531/30 A. E. C.). (Os anos das olimpíadas duravam aproximadamente de 1.º de julho até o 30 de junho seguinte.) Tabuinhas cuneiformes atribuem a Ciro uma regência de nove anos sobre Babilônia. Isto se harmoniza com a data aceita para o início de sua regência sobre Babilônia em 539 A. E. C.

      Embora o ano não seja encontrado na própria Crônica de Nabonido, não obstante, a evidência disponível basta para se aceitar 539 A. E. C. como a data da queda de Babilônia. Naturalmente, este fator diminui o valor da Crônica de Nabonido para a determinação do tempo deste acontecimento. Mas a inscrição ainda assim é de considerável valor, pois fornece testemunho digno de nota a respeito da maneira da queda de Babilônia. Também, visto que a inscrição mostra que Nabonido não se encontrava em Babilônia por ocasião da queda da cidade, está explicado porque a Bíblia não o menciona por nome. Entretanto, as Escrituras Sagradas indicam a sua existência por mostrarem que Belsazar ofereceu a Daniel a terceira posição no reino, sendo a primeira ocupada por Nabonido e a segunda por Belsazar. — Dan. 5:16.

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