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Por que está aguardando 1975?A Sentinela — 1969 | 15 de fevereiro
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cristãos têm corrido assim desde que Cristo Jesus abriu caminho e ordenou aos seus discípulos: “Segui-me!” Portanto, mantenha a mesma atitude mental como Cristo Jesus. Não deixe que nada o atrase ou faça ficar cansado e desistir. Os que querem fugir de Babilônia, a Grande, e deste sistema satânico de coisas estão agora correndo para salvar a vida, dirigindo-se para o reino de Deus, e não pararão em 1975. Não! Continuarão neste glorioso caminho que conduz à vida eterna, louvando e servindo a Jeová para todo o sempre!
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Como se fixam as datas de eventos do primeiro século neste século vinteA Sentinela — 1969 | 15 de fevereiro
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Como se fixam as datas de eventos do primeiro século neste século vinte
1. Por que é importante uma consideração adicional de datas bíblicas?
NOS DOIS artigos precedentes testou-se e provou-se a veracidade da antiga história bíblica, remontando até à criação de Adão. Qualquer consideração de datas históricas, porém, certamente seria incompleta se deixasse de localizar o ministério terrestre de Jesus e o de seus apóstolos na corrente da história do homem, pois, deveras, nenhum outro andou na terra que tivesse tido um efeito mais profundo sobre a vida e o destino de homens e nações em todo o mundo.
2. O que é primeiro necessário antes de se poderem fixar datas de evento do primeiro século?
2 Conforme já se salientou, nem o nosso atual calendário gregoriano, nem o calendário juliano que substituiu há menos de 400 anos atrás, é em si mesmo um instrumento adequado para localizar eventos registrados nas Escrituras Gregas Cristãs. Isto se dá porque a Bíblia usa um sistema inteiramente diferente de datar acontecimentos importantes. Em conseqüência, antes de se poder estabelecer qualquer correlação entre eventos bíblicos e os calendários modernos, é necessário ter um ponto de partida em comum no tempo, uma data absoluta, fixa, tanto atestada pela Bíblia como provada pela história secular. Uma vez conseguido isso, os outros eventos históricos relatados na Bíblia podem ser datados segundo o calendário civil.
3, 4. (a) Quando se tornou Tibério César imperador? (b) Portanto, em que ano começou João Batista a sua obra de pregação?
3 Após a morte de Júlio César, seu filho adotivo, Gaio Otávio, suprimiu habilmente o poder do senado romano, mudou peritamente a configuração da República para a dum império e finalmente se estabeleceu seguramente no mando como primeiro imperador de Roma. Em 27 A. E. C., em vias de ser deificado, Otávio assumiu um título religioso de reverência, o de Augusto. Ele é também lembrado por renomear o mês Sextilis no calendário juliano, dando-lhe o seu próprio nome e tirando um dia do mês de fevereiro, para que o mês de agosto (augusto) tivesse tantos dias como julho, que recebeu o nome de seu predecessor, Júlio César. Acontece que Augusto César faleceu no dia 19 do mês que leva seu nome, agosto, no ano 14 E. C., calendário juliano (17 de agosto, calendário gregoriano). No mesmo dia, o enteado e genro de Augusto, Tibério, sucedeu-lhe como imperador.
4 O dia 19 de agosto de 14 E. C., calendário juliano, portanto, é uma data indisputada, estabelecida, na história romana. Removeu-se, assim, toda dúvida razoável quanto ao ano em que João Batista começou a sua obra de pregação no ermo do Jordão, pois o historiador Lucas declara que foi “no décimo quinto ano do reinado de Tibério César”. (Luc. 3:1) este “décimo quinto ano” só terminou em 16 de agosto de 29 E. C., calendário gregoriano. Foi naquele ano, evidentemente na primavera, que João Batista começou a sua obra.
5. Como nos assegura Lucas quando João Batista começou o seu ministério?
5 Lucas, talvez prevendo que antagonistas poderiam atacar tal evento importante, reforçou isso além de qualquer sombra de dúvida histórica. Depois de dizer que foi “no décimo quinto ano do reinado de Tibério César”, Lucas acrescentou que ao mesmo tempo havia outros seis importantes regentes em cargo, a saber, foi “quando Pôncio Pilotos era governador da Judéia [de 27 a 37 E. C.] e Herodes era governante distrital da Galiléia [até 40 E. C.], mas Filipe, seu irmão, era governante distrital do país da Ituréia e de Traconítis [até 34 E. C.], e Lisânias era governante distrital de Abilene, nos dias do principal sacerdote Anás e de Caifás [por volta de 18 a 36 E. C.].” (Luc. 3:1, 2) Com esta série de governantes, todos no poder ao mesmo tempo, no décimo quinto ano do reinado de Tibério, seria impossível para os duvidadores provarem, baseado na história romana e na judaica, que o ministério de João não começou no ano 29 E. C.
SETENTA SEMANAS DE ANOS
6. Que outro evento muito importante ocorreu no ano 29 E. C.?
6 O ano de 29 E. C. é de interesse não só porque foi o ano em que João Batista começou a proclamar: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus [ou: de Deus] se tem aproximado”, mas, também, o que é mais importante, porque aquele a quem Deus ungiria para aquele reino estava na iminência de aparecer. (Mat. 3:2) João, como precursor, era cerca de seis meses mais velho que Jesus. (Luc. 1:34-38) Segue-se, daí, que o batismo e a unção de Jesus ocorreram no outono daquele mesmo ano, 29 E. C., ocasião em que Jesus “tinha cerca de trinta anos de idade”. (Luc. 3:23) Naquela ocasião, João testificou que Jesus tornou-se ali o Ungido, ou Cristo, sendo ungido com o espírito santo de Deus. — João 1:32-34.
7. (a) Quando estava marcado que viria o Messias, segundo a profecia de Daniel? (b) Que período de espera havia de ser?
7 Que o começo da obra de ensino deste Ungido se deu no outono de 29 E. C. é corroborado pela profecia de longo alcance de Daniel 9:25, que reza, em parte: “Desde a saída da palavra para se restaurar e reconstruir Jerusalém até o Messias [significando Ungido], o Líder, haverá sete semanas, também sessenta e duas semanas.” Se as sete mais as sessenta e duas semanas, quer dizer, as sessenta e nove semanas, fossem literais de sete dias cada uma, então o período de espera para o Messias aparecer seria de apenas 483 dias literais de vinte e quatro horas, meros seis meses! Em vez disso, estas semanas eram proféticas. Portanto, seguindo-se a regra bíblica de “um dia por um ano”, elas representariam 483 anos (69 semanas de anos, não semanas de dias). — Núm. 14:34; Eze. 4:6.
8. Como sabemos que a ordem para reconstruir Jerusalém não foi dada em 537 A. E. C., ou no sétimo ano do reinado de Artaxerxes?
8 Quando, então, saiu a “palavra para se restaurar e reconstruir Jerusalém”? Não em 537 A. E. C., pois o decreto de Ciro, naquele ano, não foi para restaurar e reconstruir a cidade, mas apenas para ‘reconstruir a casa [ou templo] de Jeová, . . . que havia em Jerusalém’. (Esd. 1:2, 3) Nem aconteceu em 468 A. E. C., no sétimo ano do reinado de Artaxerxes I, rei da Pérsia, quando Esdras subiu a Jerusalém com uma carta especial da parte do rei. Esta carta, em parte alguma, autoriza ou ordena a reconstrução de Jerusalém; ela tratou apenas de assuntos relativos aos serviços do templo em Jerusalém. — Esd. 7:1-27.
9. Que eventos ocorreram no vigésimo ano do reinado de Artaxerxes, marcando-o como o tempo em que saiu a palavra para se reconstruir Jerusalém?
9 Mas, no vigésimo ano de Artaxerxes I, relataram-se a Neemias os “grandes apuros” em que a cidade de Jerusalém se encontrava, e que “a muralha de Jerusalém está derrocada e seus próprios
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