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Prefigurada a vindoura “grande tribulação”A Sentinela — 1970 | 15 de julho
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Prefigurada a vindoura “grande tribulação”
“Então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo. De fato, se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.” — Mat. 24:21, 22.
1. Quando e depois de que eventos envolvendo Jerusalém falou-se a Daniel sobre o pior tempo de tribulação em toda a história humana?
HÁ MAIS de dois mil e quinhentos anos atrás, após a queda do poderoso Império Babilônico, falou-se ao idoso profeta Daniel sobre o pior tempo de tribulação que havia de vir em toda a história humana. (Dan. 10:1 a 12:1) Disse-se-lhe, porém, que não perdesse a paz de coração e mente por causa disso. (Dan. 12:13) Durante mais de oitenta anos, Daniel havia sido um exilado na Babilônia idólatra, no rio Eufrates do Oriente Médio. Sobreviveu ali à destruição da cidade santa de Jerusalém, causada pelo imperador babilônico, no ano de 607 antes de nossa Era Comum. (Dan. 1:1 a 2:1, 14) Mas pouco depois de a própria poderosa Babilônia ter sido derrubada, Daniel obteve a certeza da Palavra de Deus, de que Jerusalém seria reconstruída. A cidade e seu território de Judá haviam de jazer desolados apenas por setenta anos, assim como fora predito pelo amigo de Daniel, o profeta Jeremias. (Dan. 9:1-3) Mas, além disso, o anjo de Deus assegurou a Daniel que o há muito aguardado “Messias, o Líder”, viria a esta reconstruída Jerusalém. Mas não nos dias do idoso Daniel!
2. (a) Quando, segundo o que se disse a Daniel, havia de apresentar-se a Jerusalém o “Messias, o Líder”, e que período iniciaria isso? (b) Depois disso, o que havia de acontecer à Jerusalém reconstruída?
2 Quanto tempo depois dos dias de Daniel? O anjo de Deus disse a Daniel que Jeová Deus havia determinado setenta semanas de anos, ou 490 (7 X 70) anos, na sua tabela de tempo a respeito deste “Messias, o Líder”. O Messias se apresentaria ao povo de Daniel no fim de sessenta e nove daquelas semanas de anos, ou depois de 483 anos. Contadas a partir de quando? A partir da saída da ordem de se reconstruir e restaurar os muros de Jerusalém. Portanto, o aparecimento do Messias daria início à septuagésima semana de anos, mas no meio desta semana, ou depois de três anos e meio dela, ele seria “decepado” de tal modo, que faria “cessar o sacrifício e a oferenda” em Jerusalém. Depois do fim das setenta semanas de anos, haveria uma enorme tribulação para Jerusalém por causa duma “coisa repugnante” “causando desolação”. (Dan. 9:24-27) Associar-se-ia esta tribulação sobre ela com o maior tempo de tribulação sobre a humanidade? Daniel morreu antes de descobrir isso.
3. (a) Quando e como apareceu o Messias exatamente em tempo? (b) Onde se encontrava ele no meio da “septuagésima semana”, e com quem?
3 O título Messias significa “Ungido”. No outono do ano 29 de nossa Era Comum ocorreu a unção de alguém, não da parte de algum homem, mas da parte de Deus; não com óleo de unção, mas com espírito santo de Deus. Seguindo o tempo com exatidão, Deus fez esta unção exatamente no tempo certo, no início da septuagésima semana de anos. Ele ungiu seu próprio Filho em forma humana, Jesus, logo depois de este ter sido batizado em água por João Batista no rio Jordão. Esta unção com espírito santo fez de Jesus o “Messias, o Líder”. Assim apareceu o Messias, e começou a decisiva septuagésima semana de anos. Ele começou a executar aquilo para o que a sua unção o comissionava, por pregar o reino messiânico de Deus. Por fazer isto, criou muitos inimigos em Jerusalém e na judéia, e nas províncias vizinhas. No meio da septuagésima semana de anos, que veio em princípios da primavera do ano 33 E. C., Jesus, o Messias, certificou-se de estar em Jerusalém com os doze apóstolos que havia escolhido.
4. O que disse ele aos adoradores no templo sobre a sua “casa”, e até quando não seria visto de novo?
4 Na terça-feira, 11 de nisã, três dias antes da festa da Páscoa, visitou o reconstruído templo de Jerusalém. Ele já havia predito a destruição desta reconstruída Jerusalém; mas agora explicou claramente ao povo que adorava em Jerusalém que a sua “casa”, seu templo religioso, lhes havia de ser abandonado. Depois acrescentou: “Pois eu vos digo: De modo algum me vereis doravante, até que digais: ‘Bendito aquele que vem em nome de Jeová!’” (Mat. 23:37-39) Saiu do templo e nunca mais foi visto nele.
5. (a) O que disse Jesus sobre as pedras do templo? (b) Mais tarde, naquele mesmo dia, no Monte das Oliveiras, que pergunta lhe fizeram os seus apóstolos?
5 Quando Jesus ia saindo, seus apóstolos trouxeram-lhe à atenção os edifícios e as pedras do templo. Ele deu então a conhecer o resultado terrível de o templo ficar abandonado para o povo de Jerusalém, dizendo: “Não observais todas estas coisas? Deveras, eu vos digo: De modo algum ficará aqui pedra sobre pedra sem ser derrubada.” (Mat. 24:1, 2) Mais adiante, naquele mesmo dia, ele e seus apóstolos olhavam para o templo de cima do Monte das Oliveiras. Olhando para Jerusalém e seu templo lá embaixo, os apóstolos se lembraram do que Jesus dissera. Isto os induziu a fazer a seguinte pergunta: “Dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” — Mat. 24:3.
6. Que base havia para as três partes da pergunta dos apóstolos?
6 Quando se dariam todas estas coisas resultando na destruição de Jerusalém e de seu templo? Visto que Jesus dissera que o povo de Jerusalém não o veria mais até que dissessem: “Bendito aquele que vem em nome de Jeová!”, quando viria ele novamente de lá para onde ia e estaria outra vez presente? Uma vez que todas estas coisas não podiam acontecer sem o fim dum sistema de coisas, quando ocorreria a terminação do sistema de coisas?
7. Quão grande foi a pergunta feita por estes apóstolos, e o que queriam saber em primeiro lugar?
7 É evidente que aqueles apóstolos não sabiam o que estava envolvido nestas três coisas a respeito das quais perguntaram. Mas Jesus sabia, e por isso lhes deu uma resposta maior do que teriam esperado, uma resposta que ia mais longe do que o tempo que calculavam. É claro, porém, que primeiro queriam saber quando seriam destruídos Jerusalém e seu templo. Ocorreria nos dias deles, na sua geração? Por isso, Jesus falou primeiro sobre aquela fase da pergunta tríplice, e com aplicação direta à literal Jerusalém e seu templo. Ele disse:
8, 9. Afirmariam aqueles homens desencaminhadores, preditos por Jesus, ser o próprio Jesus, e por que seriam de atrativo especial para os judeus?
8 “Olhai para que ninguém vos desencaminhe; pois muitos virão à base do meu nome, dizendo: ‘Eu sou o Cristo’, e desencaminharão a muitos. Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras; vede que não fiqueis apavorados. Pois estas coisas têm de acontecer, mas ainda não é o fim.” — Mat. 24:4-6.
9 Tais homens enganadores não viriam dizendo: ‘Eu sou Jesus’, mas usariam o título de Messias e diriam: “Eu sou o Cristo.” Para os judeus, aqueles messias professos teriam de ser judeus, não gentios. Em vista da ameaça da destruição de Jerusalém, viriam como Libertadores, Preservadores da Cidade Santa, razão pela qual agradariam muito aos judeus e desencaminhariam a muitos. Levariam uma mensagem exatamente oposta à que Jesus, o verdadeiro “Messias, o Líder”, havia proclamado, a saber, a destruição de Jerusalém e do seu templo. Por meio deste aviso, os discípulos de Jesus poderiam saber que aqueles pretensos cristos, que não possuíam a unção do espírito de Deus, eram falsos.
10. O que prova que Jesus não fez ali uma predição falsa?
10 Jesus não fez ali uma predição falsa, pois Flávio Josefo, na sua história chamada “Guerras dos Judeus”, Livro 6, parágrafo 54 (em inglês), fala de três falsos messias como sendo uma das razões da revolta contra a Roma Imperial que levou à destruição de Jerusalém.
“GUERRAS E RELATOS DE GUERRAS”
11. Quando seria que os apóstolos haviam de ouvir “falar de guerras e relatos de guerras”?
11 Além do aparecimento de falsos cristos (o que indicaria que Jesus Cristo não estaria pessoalmente presente na carne), os apóstolos ouviriam “falar de guerras e relatos de guerras”. No caso de algumas destas guerras, os apóstolos estariam tão perto delas, que ouviriam diretamente o ruído delas, e não apenas os relatos de batalhas distantes. Quando se daria isso? Visto que as palavras proféticas de Jesus neste respeito levam à sua descrição da destruição da Jerusalém terrestre, estas guerras ocorreriam entre o tempo de sua profecia e a destruição da cidade santa. Isto se daria especialmente visto que os apóstolos haviam de ‘ouvir falar’ de tais guerras.
12. (a) Que pergunta se suscita aqui a respeito destas guerras e os conflitos internacionais mencionados no versículo seguinte (Mat. 24:7)? (b) A interrupção da narrativa de Lucas, neste ponto, tem induzido alguns comentadores a que argumento?
12 Pois bem, que dizer, então, das guerras preditas logo no versículo seguinte, o Mat. 24 versículo sete, em que Jesus prossegue: “Porque nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro”? Seriam estas guerras diferentes das preditas anteriormente? A narrativa paralela do evangelista Lucas faz aqui uma interrupção. Depois de citar as palavras de Jesus: “Quando ouvirdes falar de guerras e desordens, não fiqueis apavorados. Porque estas coisas têm de ocorrer primeiro, mas o fim não ocorre imediatamente”, a narrativa de Lucas reza: “Então prosseguiu a dizer-lhes: ‘Nação se levantará contra nação e reino contra reino; e haverá grandes terremotos, e, num lugar após outro, pestilências e escassez de víveres; e haverá vistas aterrorizantes e grandes sinais do céu.’” (Luc. 21:9-11) Esta interrupção na narrativa de Lucas é compreendida por alguns comentadores como significando que Jesus iniciou ali uma nova idéia. Mas, como se pode dar isso razoavelmente, visto que Jesus ainda estava tratando da destruição de Jerusalém?
13. (a) Quando ocorressem tais guerras, o que não deviam pensar os apóstolos? (b) Ocorreram tais guerras lá nos tempos apostólicos?
13 Torna-se claro, pois, que ali, na primeira aplicação da profecia, Jesus se referia às guerras internacionais que ocorreriam antes da impendente destruição de Jerusalém. Ao passar a dizer que nação se levantaria contra nação e reino contra reino, Jesus explicava por que ouviriam falar de guerras e de relatos de guerras. Mas eles não deviam ficar perturbados por causa destas guerras, pois não seriam evidência visível de que o fim já estava próximo. E, segundo a história secular, houve guerras entre o tempo em que Jesus ascendeu ao céu e a destruição da cidade santa. Houve as guerras dos partos, no sudoeste da Ásia, e os levantes que ocorreram nas províncias romanas da Gália e da Espanha. Houve a guerra travada por Asineu e Alineu contra os partos, ao leste do Império Romano. Houve a declaração de guerra dos partos contra o Rei Izates da terra de Adiabena.a
14. (a) Houve naquele tempo levantes de nacionalidades, que afetaram os judeus? (b) Que haviam certos rabinos dito a respeito de se levantarem reinos e nações?
14 É verdade que estas guerras não tinham relação direta com Jerusalém, mas, deve ser lembrado que Jesus predisse que nação se levantaria em guerra contra nação, e reino contra reino, o que admitiria guerras puramente gentias. Durante aquele tempo, os judeus sob o Império Romano não tinham reino. Não obstante, houve levantes de judeus contra outras nacionalidades e levantes de nacionalidades vizinhas contra os judeus, envolvendo os sírios e os samaritanos, de modo que dezenas de milhares de judeus foram mortos. Foi um período muito penoso para os judeus. Os judeus haviam sido informados por diversos rabinos que, quando reino se levantasse contra reino e cidade contra cidade, indicaria que o tempo do aparecimento do Messias estava próximo.
15. O que se pode dizer a respeito de terremotos naquele tempo?
15 Ocorreram também terremotos lá naquele tempo, dos quais há registro. Houve aquele terremoto na ilha de Creta, durante o reinado de Cláudio César, outro em Esmirna, outros em Hierápolis, Colossos, Quios, Mileto e Samos; outro derrubou a cidade de Laodicéia, durante o reinado do Imperador Nero. Houve até mesmo um em Roma, conforme relatado pelo historiador latino Tácito. Josefo, nas suas Guerras dos Judeus, Livro 4, capítulo 4, parágrafo 5 (em inglês), fala do horrível terremoto que ocorreu na própria Judéia.
16. O que se pode dizer sobre a escassez de víveres naquele tempo, e sobre pestilências?
16 Houve também fomes, uma das quais é relatada nos Atos dos Apóstolos, capítulo onze, versículos 27 a 30, o que foi predito pelo profeta cristão Ágabo e que ocorreu durante o reinado do Imperador Cláudio. Relata-se que muitos judeus em Jerusalém morreram por causa desta fome. Naturalmente por falta de alimentos e a acompanhante falta de nutrição adequada, as pessoas sucumbem às doenças e há pestilências. Foi conforme Jesus predisse.
17. (a) Como não se deviam interpretar todas estas coisas, mas que efeito teriam sobre os discípulos? (b) Que aviso receberam, e que obra se havia de fazer em toda a parte?
17 No entanto, estas coisas não haviam de ser precursoras imediatas da destruição da “cidade do grande Rei”, Jerusalém. Depois de predizer tais coisas, Jesus acrescentou: “Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.” (Mat. 24:8) Tanto quanto se referiam a Jerusalém, eram os princípios das dores de aflição para ela e para a província da Judéia. Mas não significavam o fim imediato da cidade santa e a desolação da Judéia. Mas, serem essas coisas pelo menos o princípio das dores de aflição para Jerusalém devia ter sido o bastante para estimular os cristãos a maior atividade, em vez de fazê-los descansar e folgar, visto que ‘ainda não era o fim’. (Mat. 24:6; 5:35) Havia um vasto trabalho a fazer, e este exigia grande esforço e persistência em face de perseguição religiosa. Por isso, nos versículos 9-13, Jesus passou a advertir os seus apóstolos a respeito da vindoura perseguição por parte dos judeus e dos gentios, e sobre o aumento do que era contra a lei e sobre a necessidade de perseverança cristã, e então acrescentou: “E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mat. 24:14.
18. (a) Que ordem adicional deu o ressuscitado Jesus pouco antes de sua ascensão? (b) O que se pode dizer sobre a execução da obra antes da destruição de Jerusalém?
18 Várias semanas depois, após a sua ressurreição dentre os mortos e antes de sua ascensão ao céu, Jesus ordenou aos seus discípulos: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.” (Mat. 28:19, 20) Alguns dias depois, após a próxima festividade de Pentecostes, os discípulos fiéis passaram a fazer isso. Qual foi o resultado. Por volta do ano 60 ou 61 E. C., quando o apóstolo Paulo era prisioneiro em Roma, ele pôde escrever à congregação cristã em Colossos, na Ásia Menor, e dizer a respeito da esperança que eles tinham: “Esperança daquelas boas novas que ouvistes e que foram pregadas em toda a criação debaixo do céu.” (Col. 1:23) Naquele tempo, Paulo quis levar as boas novas do reino de Deus à Espanha, como evangelizador pioneiro. (Rom. 15:23, 24) Tal pregação do reino de Deus na terra habitada já havia sido feita uns dez anos antes da destruição de Jerusalém em 70 E. C. O “fim” não podia vir antes de se cumprir isso. — Mat. 24:14.
O FIM DA JERUSALÉM DO PRIMEIRO SÉCULO
19. Que evento, porém, havia de assinalar o tempo para uma ação rápida, e por quê?
19 Depois de mencionar a vinda do “fim”, Jesus passou a falar prontamente sobre a cidade santa, cujo fim viria durante aquele primeiro século E. C. Ele disse, segundo Mateus 24:15-22: “Portanto, quando avistardes a coisa repugnante que causa desolação, conforme falado por intermédio de Daniel, o profeta, estar em pé num lugar santo, (que o leitor use de discernimento,) então, os que estiverem na judéia comecem a fugir para os montes. O homem que estiver no alto da casa não desça para tirar de sua casa os bens; e o homem que estiver no campo não volte para casa para apanhar a sua roupa exterior. Ai das mulheres grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Persisti em orar que a vossa fuga não ocorra no tempo do inverno, nem no dia de sábado; pois então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo. De fato, se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.”
20. Visto que os discípulos haviam de fugir da judéia, por que foram apropriados os pormenores das instruções que Jesus lhes deu?
20 Jesus mencionou aqui definitivamente a província da Judéia. Deu instruções aos seus discípulos para que fugissem dela, coisa que necessariamente incluiria fugir de Jerusalém, cidade santa dos judeus. Era na judéia que se aplicava a lei do sábado, tornando difícil para as pessoas viajarem grandes distâncias ou carregarem fardos, e também se fechavam os portões das cidades muradas, mesmo aos que se iam refugiar ali. Quanto mas difícil seria para mulheres judaicas grávidas, ou que amamentassem seus bebês, apressar-se andando a pé! Também o inverno, com o mau tempo, tornaria a fuga difícil, não só para tais mulheres, mas também para todos os outros em fuga. Quando observassem os indícios preditos por Jesus, todos deviam fugir, de eirado em eirado, se necessário, e dos campos fora da cidade. Saiam todos da Judéia, sem demora!
21. Por causa de que aspecto da vindoura tribulação havia então tal necessidade de muitíssima pressa na fuga?
21 Mas, por que toda esta grande pressa? Porque então, finalmente, estaria próximo “o fim”. Seria iminente uma “grande tribulação” tão destrutiva, que “nenhuma carne seria salva” se não fossem abreviados os dias dela. Estes dias seriam abreviados por causa dos escolhidos de Deus. Nestas circunstâncias, apenas uma minoria das pessoas na Judéia salvaria a sua carne. Portanto, para não se arriscarem a ficar entre a vasta maioria daqueles cuja carne não seria salva naquela “grande tribulação”, o proceder sábio e seguro para elas seria dar ouvidos às instruções de Jesus e sair da Judéia, fugindo para os montes fora dela.
22, 23. (a) Qual era então o “lugar santo” em que a abominação que causa desolação nunca devia estar de pé? (b) Como indica a narrativa paralela de Lucas que aquele era realmente o “lugar santo”?
22 Qual era, então, o “lugar santo” em que havia de estar em pé a “coisa repugnante que causa desolação”? Pois bem, que lugar em toda a judéia era “lugar santo”? Era a cidade santa de Jerusalém e suas vizinhanças. Este era o “lugar santo” em que a “coisa repugnante que causa desolação” “não devia” estar em pé em nenhuma ocasião. (Mar. 13:14-20) De fato, a narrativa paralela do Evangelizador Lucas, a respeito da profecia de Jesus, menciona claramente Jerusalém. Lucas, capítulo vinte e um, versículos 20-24, reza:
23 “Outrossim, quando virdes Jerusalém cercada por exércitos acampados, então sabei que se tem aproximado a desolação dela. Então, comecem a fugir para os montes os que estiverem na Judéia, e retirem-se os que estiverem no meio dela, e não entrem nela os que estiverem nos campos; porque estes são dias para se executar a justiça, para que se cumpram todas as coisas escritas. Ai das mulheres grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Porque haverá grande necessidade na terra e furor sobre este povo; e cairão pelo fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.”
24. (a) Como viram os cristãos judaicos, na Judéia, Jerusalém cercada por exércitos acampados? (b) O que sabiam em vista disso?
24 Quando foi que os judeus cristãos, na Judéia, viram “Jerusalém cercada por exércitos acampados? Foi no ano 66 E. C., depois de a revolta dos judeus ter trazido os exércitos romanos do General Céstio Galo contra a cidade, no tempo da celebração da festividade das barracas (tabernáculos), de 19-25 de outubro. Isto foi exatamente trinta (30) anos depois que terminaram as setenta semanas de anos, preditas pelo profeta Daniel, no ano 36 E. C. No trigésimo dia do mês judaico de tisri, ou por volta de 3/4 de novembro, o General Galo levou seu exército para dentro da cidade. Durante cinco dias ele atacou a muralha do templo e conseguiu miná-la no sexto dia. Daí, subitamente, sem qualquer razão aparente, ele retirou seus exércitos, que sofreram muitas baixas às mãos dos judeus perseguidores. De modo que a “grande tribulação”, sem paralelos, para os judeus em Jerusalém e na Judéia não começou então. Mas os judeus cristãos sabiam então que estava próxima.
25. (a) O que viram assim os discípulos na judéia estar de pé onde não devia estar? (b) Como predissera Daniel 9:26, 27, esta coisa e a desolação que causaria?
25 Deste modo, os judeus cristãos avistaram “a coisa repugnante que causa desolação” em pé num “lugar santo”, onde “não devia” estar, quando os exércitos romanos ocuparam solo considerado sagrado pelos judeus, em volta da cidade, e especialmente quando minaram a muralha do templo. Esta era a “coisa repugnante” predita em Daniel 9:27. Naquele versículo, depois de descrever eventos da septuagésima semana de anos, Daniel prossegue: “E sobre a asa de coisas repugnantes haverá um causando desolação; e até a exterminação derramar-se-á a coisa determinada também sobre aquele que desola.” Esta desolação da reconstruída Jerusalém é detalhada no versículo precedente (26b), nas seguintes palavras: “E a cidade e o lugar santo serão arruinados pelo povo de um líder que há de vir. E o fim disso será pela inundação. E até o fim haverá guerra; o que foi determinado são desolações.” Jesus disse que Daniel havia predito tal “coisa repugnante”.
26. (a) Quem era este “líder” predito, quem era o “povo” e quando se deu a inundação daquela terra? (b) Como escaparam disso os “escolhidos” judaicos na Judéia?
26 Então quem era o “líder que há de vir”, cujo ‘povo” realmente arruinou “a cidade e o lugar santo”? Foi o General Tito, filho do General Vespasiano que se tornou imperador romano no ano 69 E. C. Nas Escrituras Hebraicas se fala repetidas vezes dum exército como “o povo”. Também se fala do exército como inundando a terra invadida. Esta inundação da parte do “povo” militar do “líder”, o General Tito, contra Jerusalém só ocorreu na primavera do ano 70 E. C. De modo que, desde a retirada dos exércitos do General Galo, em novembro de 66, até o princípio da primavera de 70 E. C., houve um intervalo de mais de três anos e cinco meses. Durante este intervalo favorável, os cristãos judeus em Jerusalém e na judéia aproveitaram a oportunidade para fugir para os “montes” fora da província condenada, pois sabiam então, daquilo que Jesus dissera, que se aproximara a desolação de Jerusalém. Assim escaparam estes “escolhidos” cristãos.
27. (a) Começaria atrasado o tempo de Deus para a “grande tribulação” de Jerusalém? (b) Quem eram os cristãos judaicos que então estavam em perigo e que Jeová quis ter num lugar seguro?
27 Na primavera e no verão de 70 E. C. sobreveio à Jerusalém a predita “grande tribulação”, causando grandes perdas de vidas judaicas. Segundo a profecia de Jesus, Deus tinha um tempo determinado para a “grande tribulação” sobre Jerusalém. Ele não adiou o tempo de seu começo. Por isso deixou que o ataque revogado de Céstio Galo, em 66 E. C., servisse de aviso para que os seus “escolhidos” em perigo fugissem. Céstio Galo poderia ter facilmente tomado Jerusalém em pouco tempo, mas perdeu a oportunidade. Não era o tempo de Deus para isso. Nem todos os seus “escolhidos” se achavam então na zona de perigo. Já havia centenas de judeus cristãos fora da província da Judéia, tanto fora como dentro do Império Romano. Estes não estavam em perigo por causa da iminente destruição de Jerusalém. Só os judeus cristãos dentro da judéia estavam em perigo. Foram estes “escolhidos” em perigo que Deus se propôs salvar da judéia e de Jerusalém, antes do seu tempo determinado para o início da “grande tribulação” de Jerusalém. Por que deveria qualquer destes ser destruído quando executasse a sua vingança na infiel Jerusalém e judéia? Não mereciam ser destruídos.
28. (a) Quem eram, então, os judeus cuja “carne” estava em perigo de não ser ‘salva’? (b) Quando todos os seus “escolhidos” estavam a salvo fora da zona de perigo, que ação podia Jeová tomar contra a judéia e Jerusalém?
28 Os cristãos judaicos, tendo então já fugido de Jerusalém e da Judéia, não estavam mais em perigo de ser prejudicados pela “grande tribulação” de Jerusalém. Eram os judeus incrédulos, que ficaram encerrados na cidade, que corriam o perigo de serem destruídos. Toda a “carne” judaica dentro de Jerusalém enfrentava o perigo de perder a vida, se a tribulação durasse tempo demais. Esses judeus não-cristãos haviam afluído à cidade para celebrar a festividade da Páscoa em 14 de nisã, à qual se havia de seguir a festividade dos pães não fermentados, de uma semana de duração. Foi então que o General Tito investiu com o seu “povo” militar contra a cidade condenada. Ele a cercou, encurralando assim dentro dela os judeus rebeldes. Fez também que seu “povo” construísse em volta da cidade uma paliçada de uns oito quilômetros de extensão, impedindo assim que quaisquer judeus sitiados escapassem. Visto que Jeová Deus já tinha então todos os seus “escolhidos” fora da região condenada, podia apressar a execução de sua vingança contra a Judéia e Jerusalém, restringindo assim a execução a um curto período de intensa destrutividade.
29. Quanto tempo durou o sítio de Jerusalém, e o que contribuiu para abreviá-lo?
29 O sítio de Jerusalém não durou muito, apenas de 14 de nisã a 6 de elul (6 de setembro no Calendário Gregoriano), ou menos de seis meses, e não dezoito meses, como o sítio de Jerusalém pelos exércitos babilônicos em 609-607 A. E. C. Houve várias coisas,b permitidas por Deus, que contribuíram para a abreviação do sítio em 70 E. C.
30. (a) Apesar de sua brevidade, quão desastroso foi o sítio? (b) O que se continuou a fazer a Jerusalém, mas que continuaria só até quando?
30 Embora o sítio fosse curto, foi bastante horrível, mesmo que não fosse a maior tribulação que sobreviera à humanidade até aquele tempo e nunca mais pudesse acontecer. A “coisa repugnante que causa desolação” resultou deveras num extermínio, de acordo com a própria decisão de Deus. O historiador judeu Flávio Josefo relata que 1.100.000 judeus foram mortos ou morreram. Mas, por causa da ‘abreviação’ dos dias da “grande tribulação” de Jerusalém, alguma “carne” judaica foi salva. Josefo relata que 97.000 sobreviveram e foram levados cativos, arrastados para o Egito e para outras províncias romanas.c A cidade e seu templo foram completamente destruídos, assim como Jesus predissera. Assim, em sentido bem literal, Jerusalém continuou a ser “pisada” pelos gentios (as nações não-judaicas), desde o tempo da primeira destruição e desolação de Jerusalém e de Judá pelos babilônios, no ano 607 A. E. C.d Mas, algum dia estes Tempos dos Gentios se haviam de completar, a saber, 2.520 anos após o seu começo lá no outono de 607 A. E. .C. Isto significava que seria em 1914 E. C. — Luc. 21:24.
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Paz com Deus no meio da “grande tribulação”A Sentinela — 1970 | 15 de julho
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Paz com Deus no meio da “grande tribulação”
1. (a) Teve a profecia de Jesus, em Mateus 24:4-22, um cumprimento literal na Jerusalém terrestre? (b) O que mostra se esta profecia há de ter um cumprimento adicional?
A PROFECIA de Jesus, conforme registrada em Mateus 24:4-22, teve um cumprimento literal, de modo notável. Este se deu entre o tempo em que a proferiu, em 33 E. C., e o fim da “grande tribulação” de Jerusalém, em 70 E. C. Tal “grande tribulação” nunca mais ocorreu ou se repetiu em Jerusalém, nem mesmo na reconstruída Jerusalém dos dias das Cruzadas realizadas pelos católicos romanos contra os muçulmanos, no Oriente Médio. Pois bem, significa isso que grande parte da profecia de Jesus é agora mera história morta, sem aplicação adicional? Não! Pois até mesmo a fraseologia da predição de Jesus a respeito da “grande tribulação” aponta para uma tribulação muito maior do que o sítio e a destruição de Jerusalém no ano 70 E. C. Não há dúvida nenhuma!
2. (a) Por que admitem certos comentadores bíblicos que é difícil de entender ou aplicar a profecia de Jesus? (b) O que diz A. Plummer a respeito de Lucas 21:22?
2 Bem conhecidos comentadores da Bíblia, da cristandade, admitem que a profecia de Jesus é às vezes difícil de compreender ou aplicar. Ele a deu em resposta a uma pergunta em três partes, a saber, sobre quando ocorreria a destruição de Jerusalém e de seu templo, e sobre o sinal da sua “presença” e da “terminação do sistema de coisas”. (Mat. 24:3) Estes comentadores admitem que, na resposta profética de Jesus a todas as três partes da pergunta, é às vezes difícil de compreender se ele se referia a uma ou a outra das particularidades.a Por exemplo, com referência às palavras de Jesus em Lucas 21:22: “Estes são dias para se executar a justiça, para que se cumpram todas as coisas escritas”, o autor e comentador bíblico A. Plummer faz a seguinte sugestão: “A referência, portanto, é à destruição de Jerusalém, considerada como tipo do fim do mundo.”b
3. Evidentemente, ao falar de Jerusalém e do sistema de coisas, em que estava pensando Jesus para Mateus 24:21, 22 ser veraz?
3 É bem evidente que, com toda a boa razão, quando Jesus falou do tempo em que “estas coisas” haviam de ocorrer, e também de qual seria o sinal da “terminação do sistema de coisas”, ele estava pensando em algo muitíssimo maior do que naquilo que os apóstolos indagadores tinham em mente. Ele usou a condenada Jerusalém infiel dos seus dias como tipo, e por isso tinha em mente a antitípica Jerusalém infiel, a saber, a cristandade, e também tinha em mente um sistema de coisas maior do que o sistema judaico desenvolvido em torno de Jerusalém e de seu templo. Por isso, Jesus pôde dizer, sem exagero: “Então haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo. De fato, se não se abreviassem aqueles dias, nenhuma carne seria salva; mas, por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.” (Mat. 24:21, 22) A terrível destruição da antitípica Jerusalém infiel, a cristandade, faz parte do fim calamitoso deste presente “sistema de coisas” mundial, comumente chamado de “fim do mundo”. — Mat. 24:3, Al; CBC.
4. (a) Que particularidades da profecia de Jesus vão além da destruição de Jerusalém em 70 E. C.? (b) Portanto, de que modo podia Jesus falar razoavelmente de Jerusalém?
4 Por certo, a segunda “presença” de Jesus Cristo não ocorreu por ocasião da destruição de Jerusalém em 70 E. C. Além disso, os Tempos dos Gentios haviam de continuar após a sua destruição, e este “sistema de coisas” mundial havia de continuar assim pelo menos até que se ‘cumprissem’ estes Tempos dos Gentios. Além disso, há fases da profecia de Jesus que se estendem desde depois da sua descrição da “grande tribulação” de Jerusalém até à sua parábola das ovelhas e dos cabritos, e estas fases não se cumpriram na destruição de Jerusalém em 70 E. C. (Mat. 24:23 a 25:46) Portanto, era só razoável que Jesus usasse a condenada Jerusalém num sentido duplo, literal e simbólico, típico e antitípico.
5. (a) Por que não erramos ao aplicarmos a profecia de Jesus ao tempo de 1914 em diante e até o Armagedom? (b) A pisadura de que “Jerusalém” terminou em 1914 e como?
5 Portanto, não erramos quando aplicamos a profecia de Jesus também a partir do ano de 1914 E. C. até a vindoura guerra do Armagedom, ou erramos? Não! Pois ainda temos conosco a infiel Jerusalém simbólica, antitípico, a saber, a cristandade. Tanto a tabela cronológica da Bíblia como os fatos físicos da história provam que os Tempos dos Gentios, “os tempos designados das nações”, terminaram em 1914 E. C., por volta de 4/5 de outubro daquele ano. (Luc. 21:24) As nações gentias não haviam ‘pisado’ a infiel Jerusalém antitípico (a cristandade) até o ano de 1914. Todavia, haviam pisado o direito ao Reino, da parte do Messias de Deus, como Herdeiro Permanente do Rei Davi de reger em Jerusalém e sobre a nação de Davi, das doze tribos de Israel. Por isso, Jeová Deus acabou em 1914 E. C. com essa pisada das nações gentias no direito que seu Messias tem ao Reino. Como? Por empossar seu Filho Jesus Cristo no Monte Sião celestial e assim restabelecer o reino messiânico. Desde então, Deus passou a fazer das nações gentias o escabelo para os pés de seu Rei messiânico Jesus, para destruí-las finalmente na vindoura guerra do Armagedom.
6. (a) Como se compara o hodierno período antitípico nos seus eventos até o momento com o período típico referente à antiga Jerusalém? (b) De que era isto evidência clara para as nações atuais?
6 Há dezenove séculos, Jesus ausentou-se da terra por subir de novo ao céu. Visto que a antiga Jerusalém era típica, o período de tempo entre a sua ascensão e a destruição de Jerusalém se torna típico. Representa o período entre o fim dos Tempos dos Gentios, em 1914 E. C., e a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Armagedom, em que serão destruídos os amantes e associados políticos da antitípica Jerusalém infiel, a cristandade. (Rev. 16:14-16) Houve guerras, fomes, pestilências e terremotos lá há dezenove séculos atrás, antes da destruição de Jerusalém em 70 E. C.? Sim, e o mesmo se dá no período atual desde 1914 E. C., quando terminou a ausência de Jesus, falando-se espiritualmente. De fato, o fim dos Tempos dos Gentios naquele ano foi assinalado por nação se levantar contra nação, e reino contra reino, na primeira guerra mundial da história humana. Fomes, pestilências e terremotos acompanharam ou seguiram aquela primeira guerra mundial numa escala como nunca antes se registrou. Isto foi prova clara para as nações, de que Jesus Cristo estava “presente”, no seu reino celestial, como Messias, do mesmo modo como após a sua ascensão ao céu e ele assentar-se à direita de Deus reinou entre os seus discípulos dedicados e batizados, na terra, até a destruição de Jerusalém e depois dela.
7. (a) Quais eram estes eventos a partir de 1914, segundo o que Jesus disse na sua profecia? (b) Por que “ainda não” era o “fim” após aqueles eventos iniciais?
7 Assim como se deu há dezenove séculos atrás, a guerra internacional, a escassez de víveres, as pestilências e os terremotos foram “um princípio das dores de aflição”. (Mat. 24:8) Foi especialmente assim para a antitípica Jerusalém infiel, a cristandade, pois a Primeira Guerra Mundial foi predominantemente a sua guerra, sendo que todos os vinte e oito participantes dela, com exceção de quatro, eram nações e reinos chamados cristãos. Mas, após mais de quatro anos de Primeira Guerra Mundial, “ainda não” era “o fim”. Ela não levou à guerra do grande dia de Deus, no Armagedom. Ainda havia muito trabalho a fazer. Antes de se permitir que viesse este “fim”, seus fiéis discípulos na terra precisavam fazer uma obra mundial. Qual? “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” Assim como houve uma pregação das “boas novas” “em toda a criação debaixo do céu”, antes da destruição de Jerusalém em 70 E. C., assim tem havido um testemunho do reino messiânico, estabelecido, de Deus, em toda a terra habitada, a todas as nações, desde 1914 E. C. Isto também foi feito pelas testemunhas de Jeová, apesar de perseguição. — Mat. 24:9-14.
8. Portanto, o que aguarda ainda à antitípica Jerusalém infiel, e qual é o propósito de Deus com respeito aos dias dela?
8 A antitípica Jerusalém infiel, a cristandade, teve o seu “princípio das dores de aflição”, e a situação dela e do resto do mundo não ficou menos penosa desde então. A profecia de Jesus indicou que a “angústia de nações” e sua perplexidade continuariam, sem haver melhora. (Luc. 21:25, 26) Ainda aguarda a antitípica Jerusalém infiel a “grande tribulação”, a qual forçosamente afetará seus associados e patrocinadores políticos, mundiais. A descrição que Jesus fez dela torna claro que, igual ao dilúvio global dos dias de Noé, a tribulação ameaça toda a vida humana na carne. (Mat. 24:21, 22, 36-39) Caso se permitisse que continuasse por muito tempo, exterminaria a toda a “carne”. Por isso, o propósito de Deus é abreviar o número ‘destes dias’ da “grande tribulação” sem paralelo. — Mar. 13:19, 20.
9. Lá em 1925 E. C., que sugestão se publicou quanto a como Deus havia de abreviar os dias da “grande tribulação”?
9 Ele abrevia os dias por causa dos seus “escolhidos”. Como? Lá no ano de 1925, fez-se a sugestão, no artigo principal do número inglês da Sentinela de 1.° de maio, intitulado “Por Causa dos Eleitos”, de que “estes dias” da “grande tribulação” foram abreviados no meio. Deu-se a explicação de que a “grande tribulação” começara em 1914 E. C. e que não se havia permitido que se cumprisse então totalmente naquele tempo, mas que Deus parara a Primeira Guerra Mundial em novembro de 1918. Daquele tempo em diante, Deus permitiria um intervalo para a atividade do seu restante ungido de cristãos eleitos, antes de deixar que a parte final da “grande tribulação” recomeçasse na batalha do Armagedom e assim chegasse ao fim. Isto permitiria que pessoas semelhantes a ovelhas fossem salvas. — Mat. 25:31-46.
10. Por que parecia boa e razoável esta explicação lá em 1925?
10 Esta explicação parecia boa e razoável lá em 1925, apenas sete anos após a Primeira Guerra Mundial e quatorze anos antes da inesperada Segunda Guerra Mundial, conflito que foi quatro vezes pior do que a Primeira Guerra Mundial. Mas, até mesmo a Segunda Guerra Mundial não se fundiu na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Armagedom, conforme alguns esperavam. (Rev. 16:14-16) Agora estamos aqui, uns vinte e cinco anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, e ainda existe uma parte do restante ungido dos eleitos, e a guerra do Armagedom ainda está à frente, embora já muito perto. Lá em 1925, a tabela cronológica, bíblica, conforme apresentada no livro “Está Próximo o Tempo”, publicado em inglês no ano de 1889, ainda era considerada correta. Por isso não se calculou que os seis mil anos da vida do homem na terra ainda estavam para terminar durante a década de 1970. Naturalmente, a antiga tabela cronológica dos eventos da Bíblia e do cumprimento de profecias afetou a compreensão dos assuntos pelos Estudantes Internacionais da Bíblia. Mas agora se reexaminou a cronologia.
11. Segundo esta sugestão, que duração teria tido o intervalo de tempo até agora, e o que está acontecendo com o restante dos “eleitos” ungidos no ínterim?
11 Se a primeira parte da “grande tribulação” tivesse começado em 1914 e terminado em 1918, conforme explicado em 1925, então o intervalo de tempo pelo qual “estes dias” da tribulação são abreviados se teria estendido por cinqüenta e um anos, e ainda não acabou. Muitos dos do restante ungido que presenciaram o fim da Primeira Guerra Mundial em novembro de 1918, e outros que foram acrescentados ao restante desde então, envelheceram, e alguns foram mortos na perseguição, ou morreram de velhice ou de outras causas. Por exemplo, no ano de 1948, dentre 376.393 que celebraram a Ceia do Senhor, apenas 25.395 participaram do pão e do vinho para testificar que eram do restante ungido. Mas, em 1.° de abril do ano de 1969, dentre os 2.719.860 celebrantes, apenas 10.368 participaram do pão e do vinho. Estes incluíram um número bastante grande dos do restante, que haviam presenciado o “princípio das dores de aflição” durante a Primeira Guerra Mundial. Alguns destes devem sobreviver ainda mais um tempo, para ver e atravessar a guerra do Armagedom, em harmonia com as palavras de Jesus em Mateus 24:33-35:
12. O que profetizou Jesus a respeito ‘desta geração’?
12 “Quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo às portas. Deveras, eu vos digo que esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram. Céu e terra passarão, mas as minhas palavras de modo algum passarão [sem se cumprirem].”
13. (a) Segundo o tipo referente à antiga Jerusalém, quando não começou a “grande tribulação”? (b) Onde se situa, então a “grande tribulação”, e o que significará para a cristandade e seus aliados?
13 Fossem certas as sugestões feitas em 1925, quanto à abreviação dos dias da “grande tribulação” no meio, “por causa dos eleitos” (Mat. 24:22, Rei Jaime, em inglês), o que se daria então? Então o intervalo de tempo entre a parte inicial da “grande tribulação” e a parte final no Armagedom seria cerca de cinco vezes maior em duração do que a própria “grande tribulação”. No entanto, para corresponder aos eventos do primeiro século, desde o tempo da partida de Jesus pela sua ascensão ao céu, em 33 E. C., até a destruição de Jerusalém em 70 E. C., a antitípica “grande tribulação” não começou em 1914 E. C. Antes, o que ocorreu no antítipo moderno de Jerusalém em 1914-1918 foi apenas o “princípio das dores de aflição” para este e seus aliados políticos. A “grande tribulação”, tal como nunca mais ocorrerá, ainda está no futuro, pois significa a destruição do império mundial da religião falsa (inclusive da cristandade), seguida pela guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Armagedom, contra os aliados políticos da religião babilônica, falsa. Nesta “grande tribulação”, o atual sistema de coisas terá de findar na sua fase religiosa e política.
14. (a) Segundo a palavra usada por Jesus como será abreviada a vindoura “grande tribulação”? (b) Por que pode Deus abreviar os dias dela, e por que é isto urgente?
14 É esta vindoura “grande tribulação” cujos dias precisam ser ‘abreviados’ [em grego: kolobo’o], reduzidos, cortados na extremidade, não divididos no meio. Isto se faz por causa dos “escolhidos” de Deus e para que ‘alguma carne’ seja salva. (Mat. 24:21, 22) Deus fixou ‘dia e hora’ para o início desta “grande tribulação”, sem que haja demora. (Mat. 24:36) Visto que ‘naquele dia e naquela hora’ Deus já terá todos os do restante dos seus “escolhidos” a salvo fora da antitípica Jerusalém infiel e fora do sistema de coisas secular, associado dela, Ele poderá então executar rapidamente a vingança divina e a destruição deste inteiro sistema iníquo de coisas. Como no caso da destruição de Jerusalém, em 70 E. C., o número dos dias desta vindoura “grande tribulação” pode ser ‘abreviado’, não havendo necessidade de prolongá-los. Isto permitirá também que ‘alguma carne’ se salve viva através da “grande tribulação”, pois, normalmente, a “carne” humana frágil, sem proteção divina, não suportaria a duração prolongada desta “grande tribulação”, que será a pior de toda a história humana.
15. (a) De que modo terminou repentinamente a obra de se produzirem membros adicionais do restante judaico na Judéia? (b) Depois, como se executou o ajuste de contas de Deus com a Jerusalém e a Judéia?
15 Há dezenove séculos, o apóstolo Paulo, com relação ao restante cristão tirado da nação judaica, fez uma observação significativa na sua carta aos Romanos, escrita por volta do ano de 56 E. C. Ele citou Isaías 10:22, 23 e disse: “É o restante que será salvo. Pois Jeová fará uma prestação de contas na terra, concluindo-a e abreviando-a [ou: executando-a rapidamente; em grego: syntémno].” (Rom. 9:27, 28; ed. ingl. de 1950, margem) Lá em 66 E. C. e pouco depois, os cristãos judeus fugiram da Judéia e de Jerusalém, e assim se abreviou abruptamente a obra de fazer conversos judaicos na Judéia e em Jerusalém para serem parte do restante judaico. Concordemente, em 70 E. C., executou-se a sentença de destruição na Jerusalém e no seu templo, não numa guerra de longa duração, por um longo sítio, mas por meio dum sítio surpreendentemente curto, devido ao colapso da defesa dos judeus rebeldes, encurralados.
16. O que foi assim ‘abreviado’ para Jerusalém, contudo, por que pereceram tantos judeus?
16 A “grande tribulação” de Jerusalém não foi assim estendida, mas foi ‘abreviada’, permitindo que 97.000 judeus sobrevivessem, embora não tivessem a proteção de Deus, ao passo que 1.100.000 judeus pereceram. Jerusalém, deveras, não estava então em paz com Deus, mas este desastre lhe sobreveio pela razão mencionada a ela por Jesus, com lágrimas, dizendo ele: “Se tu, sim tu, tivesses discernido neste dia as coisas que têm que ver com a paz — mas agora foram escondidas de teus olhos. Porque . . . não discerniste o tempo de seres inspecionada.” — Luc. 19:41-44.
17. Quais, porém, eram as relações dos cristãos judaicos que escaparam, e para o que estavam livres?
17 Por outro lado, os judeus cristãos que escaparam, que então já se achavam fora da Judéia desolada, estavam em paz com Deus, iguais a todos os outros crentes cristãos, gentios e judeus. Eram os “escolhidos” de Deus, livres para o servirem pela pregação das “boas novas” do seu reino messiânico, em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações. — Mat. 24:14; Mar. 13:10.
18. (a) Quem participará em bater-se em lamentação na esperada vinda do Filho de Deus para executar o julgamento? (b) Depois de que profetizou Jesus o ajuntamento dos escolhidos, e o que mostra a história a respeito deste ajuntamento?
18 Do mesmo modo hoje, os do restante ungido dos “escolhidos” de Deus estão em paz com ele, embora estando no meio dum mundo em rebuliço. Esperam que o Filho de Deus, Jesus Cristo, venha em breve para executar o juízo de Deus sobre este iníquo “sistema de coisas”. Neste tempo, segundo a profecia de Jesus, não só as tribos judaicas, mas “todas as tribos da terra se baterão . . . em lamentação”. Verão a destruição encará-los, procedente das mãos deste “Filho do homem”, Jesus Cristo, na sua glória e no seu poder. Mas, o que acontecerá com os do restante ungido? Participarão na lamentação mundial? Não! Pois Jesus profetizou que seus anjos “ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma extremidade dos céus até à outra extremidade deles”. (Mat. 24:29-31) Jesus alistou isso depois de falar sobre a destruição de Jerusalém. Segundo os fatos históricos, o ajuntamento destes “escolhidos” começou primeiro só muito tempo depois da “grande tribulação” da antiga Jerusalém em 70 E. C.
19. (a) Em que são ajuntados os “escolhidos”? (b) No tempo da “grande tribulação”, o que se dará com o restante e o que espera este?
19 O ajuntamento começou depois do fim da Primeira Guerra Mundial em 1918. Os do restante dos “escolhidos” foram ajuntados, não no céu, mas numa união de organização e de ação em todo o mundo, para pregarem a todas as nações as “boas novas” do reino estabelecido de Deus, para o qual tinham sido escolhidos como herdeiros de Deus e co-herdeiros de Jesus Cristo. (Mat. 24:14; Rom. 8:16, 17; 2 Tim. 2:11, 12) Quando a antitípica “grande tribulação” irromper, já estará completo o pleno número dos deste restante ungido; terá terminado a escolha dos herdeiros do Reino. Este restante ungido, como classe, espera sobreviver à “grande tribulação’ e à destruição do atual “sistema de coisas”, e entrar no novo sistema de coisas de Deus, sob o reino celestial do seu Messias, Jesus. — Rev. 7:1-8.
‘ALGUMA CARNE SERÁ SALVA’
20. (a) Na maior parte, os do restante dos “escolhidos” foram retirados de que domínio religioso? (b) Por que não será necessário estender o tempo da “grande tribulação”, e qual é o propósito de Deus?
20 Desde o “princípio das dores de aflição”, em 1914 E. C., a maioria dos que compõem o restante dos “escolhidos” têm sido pessoas tiradas da hodierna Jerusalém infiel, antitípica, a saber, da cristandade, procedendo a minoria deles do domínio pagão. Quando Jeová Deus, evidentemente em breve, completar a obra de ajuntamento do seu restante de “escolhidos” de todas as partes debaixo do céu, não haverá necessidade de ele ainda lidar pacientemente com a cristandade e seus amantes políticos deste sistema de coisas. Assim como aconteceu com a Jerusalém dos dias dos apóstolos, Jeová pode terminar seu ajuste de contas com a cristandade e o resto deste sistema de coisas dum modo rápido, não demorado, num curto período de tempo. Embora ele, como Cronometrista exato, especificasse dia e hora para o começo da “grande tribulação”, pode cortar tudo o que tenda a prolongá-la. Tem o propósito de fazer isso. — Mat. 24:21, 22, 36.
21. (a) A “carne” de quem será salva da “grande tribulação”? (b) Em que diferirá a sua situação daquela da “carne” judaica salva na destruição de Jerusalém?
21 Salvar-se-á ‘alguma carne’ naquele tempo? Sim, e esta além dos do restante dos “escolhidos”. No primeiro século, nos dias dos apóstolos, não foram os “escolhidos”, quer judeus quer gentios, que estavam em perigo na destruição de Jerusalém e na desolação da Judéia. Estavam todos fora delas, a salvo de ataque e de serem capturados pelos exércitos romanos sob Tito. Quem estava em perigo de ser exterminado no meio da “grande tribulação” de Jerusalém eram os judeus encurralados nela. Por causa da brevidade do sítio romano, 97.000 foram poupados vivos, embora sem a proteção de Deus. Mas, para quê? Para a escravidão degradante entre os gentios pagãos. Mas, na vindoura “grande tribulação” antitípica, nenhum dos religiosos que permanecem com a antitípica Jerusalém infiel e em associação com os aliados políticos dela será preservado vivo, não importa quão breve seja a “grande tribulação”. Serão destruídos com o atual “sistema de coisas” do qual fazem parte. Por que deveriam ser salvos, visto que não estão em paz com Deus?
22. (a) Na maior parte, quem são os cuja “carne” será salva, e por causa de que sobreviverão? (b) O que testemunharão?
22 No entanto, hoje existem na terra muitos que estão em paz com Deus, embora não sejam do restante dos “escolhidos”. São cristãos plenamente dedicados e batizados, mas sem terem esperança e herança celestiais assim como os “escolhidos” gerados pelo espírito. Segundo as estatísticas disponíveis, estes fugiram, na maior parte, da antitípica Jerusalém condenada, em vez de ficarem nela para ser encurralados para a destruição. Estes constituem a ‘alguma carne’ que Jesus indicou “seria salva”. Sobreviverão não só por causa da abreviação dos dias, mas por causa da proteção de Deus sobre eles. A sua sobrevivência à “grande tribulação” que é iminente não significará o que significou no caso dos 97.000 judeus sobreviventes da destruição de Jerusalém, a saber, serem levados à escravidão pelos que constituem a hodierna “coisa repugnante que causa desolação”. Antes, presenciarão a destruição daquele repugnante desolador e sobreviverão a ela, tornando-se livres no novo sistema de Deus. — Rev. 17:1-14; 19:11-21.
23, 24. (a) Em comparação com os do restante dos escolhidos, que nome se dá aos sobreviventes desta “tribulação”, e quantos serão então? (b) Que espécie de relação têm com Deus, e por quê?
23 Revelação 7:9-17 fala destes como ‘saindo da grande tribulação’. Comparados com o número dos que compõem o restante dos “escolhidos” de Deus, tais cristãos dedicados e batizados, com esperança terrestre, são uma “grande multidão”. Ninguém hoje sabe quantos haverá nesta “grande multidão” no tempo da “grande tribulação”. No que se refere à sua carne, saem de todas as nações, tribos, povos e línguas. Embora não sejam israelitas espirituais como os “escolhidos”, estão agora em paz com Jeová Deus. Abandonaram o lado dos inimigos de Deus, tanto dentro como fora da antitípica Jerusalém infiel, e se passaram para o lado dos “escolhidos” que escaparam. Por isso gozam de posição favorável perante o trono de Deus e perante o seu Cordeiro, Jesus cristo, e eles os aclamam com palmas de júbilo. Reconhecem a sua condição salva, no presente, e esperam a salvação durante a vindoura “grande tribulação”, clamando em declaração pública:
24 “Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.” — Rev. 7:9, 10.
25. (a) Apesar da destrutividade da “tribulação”, o que se dará com esta “grande multidão”? (b) De que se esforçarão a mostrar-se dignos depois do Armagedom?
25 Não importa quão destrutiva seja a “grande tribulação”, não importa quão intensa seja a destrutividade dela em vista da concentração da “grande tribulação” num curto período de tempo, os desta “grande multidão” sem número serão salvos na sua “carne” e entrarão no novo sistema de coisas de Deus após a Sua guerra no Armagedom. Tudo isso se dará porque eles, junto com os do restante dos “escolhidos”, mantêm a paz e a harmonia com Deus e seu Cordeiro, Jesus Cristo, até a “grande tribulação” e até que ela termine, servindo a Deus “dia e noite, no seu templo”, em companhia do restante escolhido. (Rev. 7:14-17) Semelhantes a ovelhas à mão direita do Rei Pastor Jesus Cristo, continuarão a fazer o bem aos do seu restante dos “irmãos” espirituais, enquanto estes estiverem com eles na “carne”. No sistema terrestre de Deus, após o Armagedom, tais pessoas semelhantes a ovelhas se esforçarão com gratidão a se mostrar dignas da salvação, por toda a eternidade, para o louvor de Deus.
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