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Como passará o Natal?Despertai! — 1980 | 8 de dezembro
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Como passará o Natal?
AGUARDA ansiosamente o Natal, talvez até mesmo contando os dias? Milhões de pessoas fazem isso. Ou, será que o celebrará sem muita convicção, ou, talvez, nem o celebrará? Há milhões de pessoas que não se sentem entusiasmadas com tais festividades. Como o leitor passará o Natal?
Muitas pessoas consideram o Natal como sendo uma das épocas mais lindas do ano. Embora seus muitos costumes difiram de um país para outro, todavia, cada um, de seu próprio modo específico, contribui para a popularidade dessa celebração. No hemisfério norte, é a época de “sonhar com um Natal coberto de neve” — o perfume fragrante dos abetos; o ar festivo das ruas apinhadas, adornadas de luzes coloridas, e de compradores carregados de embrulhos multicoloridos; o som das conhecidas canções natalinas. No hemisfério sul — na Austrália, por exemplo — fazem-se preparativos para um jantar natalino ao ar livre, ou, como é costumeiro no Brasil, as pessoas se dirigem para as praias.
Apesar da popularidade do Natal, contudo, o número de pessoas que o celebram está diminuindo. Uma agência noticiosa européia veiculou, recentemente, que “para bilhões de pessoas, esta festa não existe”. Explicava que, agora que se tornaram independentes, alguns países africanos e asiáticos livraram-se das “celebrações natalinas”. Mas, até nas chamadas nações cristãs da Europa e da América, muitas pessoas deixaram de celebrá-lo. Por quê?
A Data da Celebração
Obviamente, alguém que não professe o cristianismo poderia objetar ter de celebrar o que é comumente reconhecido como o dia do nascimento de Cristo. Por outro lado, seria natural esperar que as pessoas que vêem Cristo Jesus como uma provisão divina para a redenção do homem do pecado e da morte mostrassem algum tipo de apreço por tal provisão. Não seria a celebração do aniversário de Cristo em 25 de dezembro um modo excelente de fazê-lo?
Mas, nasceu Cristo realmente em 25 de dezembro? A New Catholic Encyclopedia (Nova Enciclopédia Católica) responde a esta pergunta dizendo: “A data do nascimento de Cristo não é conhecida. Os Evangelhos não indicam nem o dia, nem o mês.” Um jornalista, com base em Londres, comentou: “O único ponto real de concordância [sobre este assunto] entre os historiadores parece ser, quase, que isto [o dia do nascimento de Cristo] não se deu em 25 de dezembro.”a
Tal jornalista continuou, dizendo, contudo: “O que realmente importa é o significado do evento comemorado.” Talvez concorde. Mas, ainda assim, não lhe parece estranho celebrar o aniversário duma pessoa num dia diferente do aniversário do seu nascimento? Será que a data correta não tem qualquer conseqüência? Não escolheria uma pessoa uma data que tivesse, pelo menos, algum fundamento, ao invés de uma data com muito pouco ou sem qualquer fundamento?
O Evento Celebrado
Só para se argumentar, admitamos que “o que realmente importa é o significado do evento comemorado”. Que o nascimento de Cristo foi importante é algo que nenhum cristão negaria.
Todavia, não importa quão importante seja o nascimento de Jesus, não poderia desfazer a verdade bíblica registrada em Eclesiastes 7:1, que afirma que “o dia da morte é melhor do que o dia em que se nasce”. Considerado do ponto de vista de Deus, tais palavras são facilmente entendidas. No decurso da vida duma pessoa, ela pode estabelecer excelente folha de serviços ao próximo e a seu Deus, excelente reputação que não deixará de ser recompensada. A vida começa no nascimento como um ponto de interrogação. Termina na morte como um ponto de exclamação, o padrão de vida da pessoa identificando-a abertamente pelo que ela realmente era.
No caso de Jesus, ele servira fielmente a Deus durante sua existência pré-humana nos céus. Mas, depois de seu nascimento como humano, continuaria a fazê-lo, agora que fora colocado na companhia de pecadores e estava sujeito à pressão satânica? Sua morte em fidelidade respondeu a tal pergunta de forma afirmativa, e garantiu uma ressurreição de volta ao céu, para uma posição ainda mais elevada do que usufruía antes. (Fil. 2:5-11) Assim, dum modo muitíssimo pessoal, o dia da morte de Cristo era melhor do que o dia do seu nascimento.
Trazendo-se o resto da humanidade para tal quadro — que dia lhes trouxe o maior benefício? Foi quando o menino Jesus assumiu a vida humana ao nascer que efetuou o resgate da humanidade, ou foi, ao invés, quando o ungido Jesus depôs sua vida humana na morte? — Heb. 9:14, 15.
Tendo-se presente estes fatos, não devíamos surpreender-nos de que Jesus ordenou a seus seguidores que comemorassem sua morte. (Mat. 26:26-30; 1 Cor. 11:23-26) Isto devia ser feito no dia 14 de nisã, o aniversário exato de sua morte, segundo o calendário judaico. No entanto, a Bíblia não indica, em parte alguma, que o aniversário de Cristo também devia ser celebrado.
Apesar da sua possível sinceridade, a pessoa que celebra em 25 de dezembro o aniversário de Cristo, ao invés de celebrar em 14 de nisã a morte de Cristo, está realmente celebrando, na data errada, o acontecimento errado! Como é que surgiu tal confusão?
Raízes Européias do Natal
Lembrarmo-nos de que o Natal é principalmente um produto do hemisfério norte nos ajudará a entender isso. Quando os pagãos europeus estavam sendo convertidos ao cristianismo, fez-se uma tentativa de utilizar de modo cristão alguns de seus costumes e idéias populares. Em 25 de dezembro, época por volta da qual os dias começam de novo a alongar-se, os romanos adoradores do sol celebravam o aniversário do sol invencível (natalis solis invicti). No quarto século E. C., transformou-se isto na celebração do nascimento do Filho de Deus. Mais tarde, o abeto usado pelas tribos germânicas pagãs em suas celebrações do solstício do inverno setentrional foi adotado como uma árvore de “Natal”. Pouco a pouco, as idéias e costumes pagãos e cristãos se fundiram ou se uniram.
Falando deste acontecimento, um jornal da Colúmbia Britânica, Canadá, disse: “O Natal é o produto da estratégia primitiva da igreja medieval de sincretismo [esforço de reconciliar e de unir vários sistemas de opinião religiosa] . . . O perigo do sincretismo e da teologia natural é que abrem uma via de duas mãos. A intenção é que a verdade cristã suplante as crenças pré-cristãs que eles supostamente desvendam, mas, inevitavelmente, também acontece o contrário. Isto é, a verdade cristã é colorida por noções pré-cristãs, e o resultado líquido é uma genuína paganização.”
Talvez, agora, possa avaliar melhor por que alguns que têm grande amor a Cristo e ao que ele ensinou tenham deixado de celebrar o Natal como feriado religioso.
Que Dizer de um Natal Não-Religioso?
À parte de qualquer significado religioso, alguns celebram o Natal simplesmente como feriado não-religioso para a família, especialmente “para os filhos”. Afirmam que fazer isso promove melhor atmosfera familiar e solidifica amizades.
Dar presentes é algo ótimo e, sem dúvida, deveras aprofunda os vínculos do amor e da amizade entre amigos e parentes. Mas será que as coisas vinculadas ao Natal, tais como o Papai Noel e os sapatos natalinos, são realmente necessários antes que possamos surpreender nossos filhos, nossos parentes e nossos amigos com um presente?
Nem todos os pais concordam que comprazer seus filhos com a estória do Papai Noel seja algo bom. Podem surgir problemas, conforme ilustrado pelo caso de uma menininha de sete anos, entrevistada na América do Norte. Ela disse: “Saber que Papai Noel não existe de verdade faz com que eu fique imaginando se Jesus existe mesmo.”
Um garotinho canadense de 10 anos também ficou perturbado: “Sei que não existe esse negócio de Papai Noel. Quando vi a letra escrita nos presentes, que supostamente eram de Papai Noel, e era a letra da mamãe, então fiquei seguro disso. Disse isso aos meus pais. Eles me disseram que não era mentira. Chamaram isso de fantasia. Papai me disse: ‘Nunca lhe menti em toda a minha vida.’ Eu lhe disse: ‘O que dizer do Papai Noel e da “Fadinha dos Dentes” e todo aquele negócio?’ Ele me disse que há algumas coisas em que os garotinhos realmente gostam de acreditar porque isso é realmente divertido. Mas eu ainda chamo a isso uma espécie de mentira.”
Isto deve dar aos adultos, especialmente aos pais, algo em que refletir. Não seria o caso de um presente prático, oferecido numa época de necessidade, ser mais apreciado do que um presente dado numa determinada data, só por senso de dever? Ademais, levar uma criança a pensar que estava recebendo um presente do mítico Papai Noel pouco contribui para fortalecer os laços de amor entre os pais e os filhos.
À luz de tudo isso, não é difícil avaliar por que alguns, embora gostem de dar presentes e de fazer coisas excelentes a favor de sua família e de seus amigos, deixaram de celebrar, não só um Natal religioso, mas também um não-religioso.
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Quão cristão é o espírito de Natal?Despertai! — 1980 | 8 de dezembro
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Quão cristão é o espírito de Natal?
UM LIVRO intitulado “Tudo Sobre os Feriados Estadunidenses” afirma que, embora a comercialização do Natal seja indesejável, esta característica negativa é “contrabalançada” pelo “ótimo espírito de amabilidade . . . também pelo espírito de generosidade” demonstrado na época do Natal. Isto é comumente chamado de o “espírito do Natal”. Mas, será que o chamado “espírito do Natal” é realmente tão bom assim? Contrabalança todos os muitos aspectos negativos do Natal? É cristão, se não no sentido religioso, pelo menos em sentido moral?
Examinemos este assunto à luz das qualidades que a Bíblia mostra serem características do espírito de Deus, e que, por conseguinte, devem caracterizar a vida dos verdadeiros cristãos. Tais qualidades são destacadas nos subtítulos em negrito que se seguem. (Gál. 5:22, 23) São características do “espírito do Natal”?
Amor e Benignidade
Se o “espírito do Natal” fosse verdadeiramente cristão, então devia caracterizar-se pelo amor e pela benignidade. Será que é?
Poder-se-ia argumentar que dar presentes, na época do Natal, constitui em si mesmo um indício de amor e benignidade. Isto é verdadeiro, contudo, apenas se envolver os motivos corretos. E envolve? Será que os absortos no “espírito do Natal” interessam-se principalmente em dar, ou é muito destacado o motivo egoísta de receber?
Se a dádiva altruísta fosse a principal consideração deles, por que os comerciantes “cristãos” não são influenciados a promover o aumento das dádivas por reduzirem seus preços na época do Natal, ao invés de elevá-los? Por que os preços, pelo menos em alguns lugares, tendem a elevar-se ao máximo nesta época do ano?
Um correspondente de Despertai! da África Ocidental relata que as pessoas que vivem ali gostam muito de receber presentes. Embora cerca de 60 por cento sejam constituídos de “não-cristãos”, na época do Natal, todos ficam enredados no “espírito do Natal”. Mendigos muçulmanos, com as mãos estendidas, saúdam os transeuntes com “Feliz Natal”. Os funcionários dos serviços públicos e das repartições públicas esperam presentes de seus clientes e usuários, e até lhes lembram isso, para que não se esqueçam. Alguns funcionários dos Correios até mesmo chegam a recusar-se a cuidar da correspondência de pessoas que não tomam parte neste costume de lhes dar presentes obrigados de Natal. Trata-se de algo mais do que oportunismo; isso é extorsão.
Uma semana antes do Natal de 1977, o Star de Toronto soou um aviso sobre os “ladrões de bolsas, ladrões de lojas, batedores de carteiras, falsários e assaltantes. E . . . falsos artistas, associados a falsas organizações de caridade”. O artigo também mencionava que “o roubo de loja aumenta de ritmo no Natal”. Com efeito, nos Estados Unidos, certa autoridade sobre questões de segurança, conhecida por toda aquela nação, declara que “quase 40 por cento das perdas anuais do estoque ocorrem nas 10 semanas da época pré-natalina”.
Se o “espírito do Natal” é verdadeiramente cristão, por que fracassa em deter, ou pelo menos em reduzir, os atos egoístas, desamorosos e rudes na época do Natal?
Bondade Moral e Autodomínio
Se o “espírito do Natal” fosse verdadeiramente cristão, então devia caracterizar-se pela bondade moral e pelo autodomínio. Será que é?
Pense só no comer demais, no beber demais e nos abusos relacionados com o Natal. Quão amiúde as festas natalinas degeneram em bebedeiras e festanças que incentivam a conduta dissoluta e a imoralidade!
Tais influências são apropriadamente descritas pelo Sunday Globe, de Boston, EUA, em relação a um grupo de pessoas particularmente suscetíveis: “Para um alcoólico regenerado, ou uma pessoa que se empenha ativamente em lutar contra tal doença, esses feriados constituem um teste de força de vontade que poucas pessoas conseguiriam enfrentar sem apoio. É uma época do ano em que se espera que as pessoas bebam, quando até mesmo os bebedores sociais notam que ficam tontos (ou algo pior) mais freqüentemente do que de costume, devido a uma difundida ética social — coma, beba, fique feliz — que é tanto um imperativo como um convite.”
Se fosse verdadeiramente cristão, por que o “espírito do Natal” deixaria de impedir esta falta de autodomínio, que não é boa nem para a saúde nem para o bolso da pessoa, e pode realmente ser perigosa?
Alegria
Se o “espírito do Natal” fosse verdadeiramente cristão, então devia caracterizar-se pela alegria. Será que é?
Um artigo de I. R. Rosengard, M. D. [doutor em medicina], no número de dezembro de 1977 de Science Digest (Sinopse Científica), disse: “Não é o único a sentir uma ‘depressão do feriado’. Trata-se duma neurose de proporções epidêmicas . . . e aqui estão as regras dum médico para evitar a Fossa do Natal.” Ele continuava, dizendo: “Nem todos se sentem alegres nos feriados — e alguns se sentem bem pior do que de costume . . . Na época do Natal, as pessoas infelizes se sentem até mesmo pior porque ficam envergonhadas de se sentirem infelizes quando todo o mundo parece sentir-se feliz . . . Muitos de nós . . . sentimo-nos desapontados dentro de nós mesmos, porque nossas emoções no Natal são algo muito inferior à alegria.”
Isto explica por que certo doutor em medicina e doutor em filosofia, citado num periódico religioso alemão, disse “que o número de suicídios se acumula na Noite do Natal”. Se o “espírito do Natal” fosse verdadeiramente cristão, por que fracassaria tão amiúde em tornar as pessoas realmente alegres na época do Natal?
Paz, Longanimidade e Brandura
Se o “espírito do Natal” fosse verdadeiramente cristão, então devia caracterizar-se pela paz, longanimidade e brandura. Será que é?
Naturalmente, fala-se muito na época do Natal sobre “paz na terra, e boa vontade para com os homens”, mas a realidade é que as contendas e as discussões familiares se tornam comuns nessa fase do ano. O jornal Sunday Oregonian, dos EUA, veicula que, antes do Natal, “alguns pais e parentes estão instigando brigas que tornarão a Noite de Natal um dos piores turnos do ano para os policiais”. Explica um vice-delegado: “Os parentes se reúnem e bebem, e começam a discutir problemas passados que tiveram, e então começam a desenterrar hostilidades que já tinham sido sepultadas e deveriam permanecer sepultadas.” E, entre as famílias de baixa renda, “o estresse de prover um bom Natal para os filhos aumenta as tensões, e começam a ferver os maus gênios”, afirma o Oregonian. “Às vezes, o Natal num lar pode ser destruído numa briga conjugal, os pacotes sendo usados como projéteis e a árvore do Natal ficando reduzida a destroços.”
Com respeito à paz numa escala global, conta-se, amiúde com olhos embaciados, uma história sobre a Noite do Natal de 1914, quando uma sentinela inglesa ouviu o som de vozes que entoavam “Stille Nacht, Heilige Nacht” das trincheiras alemãs, a cerca de 90 metros de distância. As tropas inglesas cantaram, em resposta: “Vinde, Todos Vós, Fiéis.” Daí, ambos os lados abandonaram suas trincheiras para entoar juntos várias canções natalinas por algumas horas. Mas, rapidamente voltaram depois à matança, sendo todos supostos “cristãos”! Será que este evento revela qualquer “espírito do Natal” verdadeiramente pacífico? Ou, antes, não sublinha um espírito de hipocrisia, neste caso, levado a arrepiante extremo?
Fé
Se o “espírito do Natal” fosse verdadeiramente cristão, então devia caracterizar-se pela fé. Será que é?
A fé cristã, segundo sua definição, em Hebreus 11:1, baseia-se nas realidades ou nos fatos. Visto que o Natal se alicerça, em grande parte, em tradição, em mitos e em falsidades, poderíamos esperar que promovesse forte fé?
Uma carta paroquial, publicada na Alemanha, dizia, ao falar sobre Cristo e os cristãos primitivos: “Seu ensino era muito mais importante para o povo do que a data do seu nascimento.” Adicionava: “Os primeiros cristãos não conheciam algo como uma celebração de aniversário.”
De que proveito é crer que Cristo nasceu, se deixarmos de acreditar no que ele ensinou ou de exercer fé no valor de seu sacrifício? Não é preciso muita fé para se crer que Cristo nasceu; muito mais é necessária para se crer no valor de seu sacrifício resgatador e em sua posição de realeza no reino estabelecido de Deus. Se o “espírito do Natal” fosse verdadeiramente cristão, por que faria pouco mais do que aumentar a assistência nas igrejas na época do Natal, e, todavia, não teria êxito em motivar os membros das igrejas a produzir reais obras de fé, em imitação de Cristo, durante o ano todo?
Em resumo, se o “espírito do Natal” fosse verdadeiramente cristão, então devia caracterizar-se pelos frutos do espírito de Deus. Será que é? Gálatas 5:22, 23 nos diz que “os frutos do espírito são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. Será isto o que observamos ser o espírito do Natal? Ou, conforme já comentamos, são as obras da carne decaída, conforme descritas no mesmo capítulo da Bíblia, nos Gál. 5 versículos 19-21, que mais aptamente se enquadram no que predomina realmente na época do Natal? “Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são fornicação, impureza, conduta desenfreada, idolatria, prática de espiritismo, inimizades, rixa, ciúme, acessos de ira, contendas, divisões, seitas, invejas, bebedeiras, festanças e coisas semelhantes a estas. . . . Os que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus.”
Visto do ponto de vista geral da sua celebração global e ampla, ao invés do ponto de vista de pessoas possivelmente sinceras que talvez se portem mui decentemente quando celebram o Natal, o que verificamos? É evidente que as “obras da carne” são por demais manifestas, e os “frutos do espírito” com freqüência inexistem.
Talvez possa agora avaliar melhor por que há pessoas, interessadas em produzir os frutos do espírito de Deus e em evitar as obras da carne, que tentam não ficar envolvidas no “espírito do Natal”. Esperamos que estes fatos, quando considerados junto com oração, possam ajudá-lo a decidir, dum modo que agrade a Cristo, o Fundador do cristianismo, como passará o Natal.
[Foto na página 8]
Se o “espírito do Natal” fosse verdadeiramente cristão, devia caracterizar-se pelos frutos do espírito de Deus? Será que é?
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A vida ou os princípios?Despertai! — 1980 | 8 de dezembro
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A vida ou os princípios?
O colunista norte-americano de assuntos religiosos, George R. Plagenz, considerou, em data recente, a recusa das Testemunhas de Jeová de aceitar transfusões de sangue. Ele comentou: “Se falamos sério ao dizer: ‘Há coisas que são mais preciosas do que a própria vida’ (que ouvimos durante o tempo de guerra), por que ficamos tão abalados e transtornados quando outra pessoa diz que prefere morrer a trair suas crenças?” — “Cleveland Press”, EUA, 24 de setembro de 1979.
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