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A seriedade dissoA Sentinela — 1969 | 15 de março
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curvarem diante da imagem que o rei mandara erguer na planície de Dura, puderam resistir, corajosa, firme e denodadamente. — Dan. 1:3-21; 3:1-30.
Além disso, sua posição firme resultou num grande testemunho para Jeová Deus; e assim mostrou também ser nos tempos modernos. Neste respeito, o Anuário das Testemunhas de Jeová de 1968 (em inglês) conta a seguinte experiência no seu relatório do Brasil: “Certa mãe relatou ter enviado seu filhinho ao jardim de infância, mas primeiro explicou em pormenor as coisas que talvez surgissem e que não são aprovadas pela Palavra de Deus. Ela também visitou a professôra e explicou-lhe o conceito bíblico sobre estas coisas. Certo dia, quando foi apanhar o menino, a professôra a chamou e disse-lhe que admirava muito o filho dela, pois ele aderia com firmeza às suas crenças. Uma das crianças trouxe um bôlo para a escola, a fim de celebrar seu aniversário, e a professôra já tinha sido informada das razões bíblicas pelas quais as testemunhas de Jeová não celebram aniversários, de modo que ficou pensando no que faria o menino. Quando as outras crianças cantaram a música de parabéns, o menininho ficou sentado em silêncio. Quando foi cortado o bôlo e lhe ofereceram um pedaço, recusou-o com delicadeza e comeu o lanche que tinha consigo. A mãe ficou especialmente orgulhosa, do entendimento do seu filho, pois disse: ‘Ele gosta muito de bolos.’ Tal fidelidade no que, para alguns, talvez pareça ser coisa pequena, tomando-a a sério, pode ajudar a pessoa a ser fiel quando confrontada com provas ainda mais difíceis da fé.
CELEBRAÇÕES RELIGIOSAS
Há outros costumes, também comuns entre as nações. Alguns deles são fundamentalmente religiosos. Qual é a atitude dos cristãos fiéis para com eles? Com respeito aos costumes religiosos das nações que cercavam o povo de Jeová Deus nos tempos antigos, ele lhe ordenou: “Não aprendais absolutamente o caminho das nações.” — Jer. 10:2.
Hoje em dia reconhece-se geralmente que o Natal tem antecedentes pagãos. A árvore de Natal, a acha de Natal, o visco e até mesmo a data de 25 de dezembro são admitidamente de origem pagã. E o mesmo se deve dizer dos ovos de Páscoa e do coelho de Páscoa.a Portanto, a celebração do Natal e da “Páscoa” do tipo atual é proibida pelas palavras do apóstolo Paulo: “Não podeis estar bebendo o copo de Jeová e o copo de demônios; não podeis estar participando da ‘mesa de Jeová’ e da mesa de demônios.” “‘Portanto, saí do meio deles e separai-vos’, diz Jeová, ‘e cessai de tocar em coisa impura’; ‘e eu vos acolherei’.” — 1 Cor. 10:21; 2 Cor. 6:17.
Os sábios pais cristãos não permitirão que o sentimentalismo os faça contemporizar na questão dos feriados da Páscoa e do Natal. Logo cedo na vida, os pais cristãos devem advertir seus filhos contra o laço do conformismo com o mundo, o de querer ser igual a todos os demais, temendo destacar-se como sendo diferentes, por causa dos princípios bíblicos. Admoesta-se os cristãos a não se conformarem a este sistema de coisas, mas a se transformarem por reformar a mente. (Rom. 12:2) Os filhos criados corretamente se alegrarão de ser diferentes, de que o mundo fica intrigado com eles. (1 Ped. 4:3, 4) Devem ser ensinados a encarar estas celebrações pelo que são: de origem pagã, desonrosas para Deus, marcadas pela impostura e pela exploração comercial. Então tenderão a ter pena dos que praticam tais coisas, em vez de terem inveja deles! Ao mesmo tempo, os próprios pais precisam cuidar-se para não contemporizar, para não enviar cartões de felicitação ou para não ter decorações de Natal nos seus lares, só para serem considerados ‘razoáveis’ e ‘boa gente’.
Especialmente o cristão que tem seu próprio negócio precisa precaver-se para não deixar o medo duma perda financeira induzi-lo a decorar seu lugar de negócio com ornamentos festivos e ter em estoque mercadorias de festividades pagãs, todos relacionados diretamente com a religião falsa. Se alguém que é testemunha dedicada de Jeová deixa o lucro ou qualquer outro motivo induzi-lo a contemporizar nestes assuntos, ele se torna culpado de apostasia. E, conforme a Bíblia torna claro, tais pessoas, que voltam a ‘comer à mesa dos demônios’ não podem continuar a comer à “mesa de Jeová”.
Pode haver também a tentação de participar nas festividades dos feriados, porque se destinam a agradar à carne decaída. A música e as decorações do Natal e as associadas com a “Páscoa” atual podem agradar às emoções da pessoa. E as festas, com abundância de comida, bebida e dança, agradam à carne, não importa qual a ocasião. Mas, não se esqueça nenhum cristão de que escolher seguir os induzimentos da lei do pecado significa morte, pois “os que estão em harmonia com a carne não podem agradar a Deus”. — Rom. 8:8.
No mesmo sentido precisam ser consideradas as festas e celebrações de São Valentim. Por causa das suas associações, o feriado de São Valentim é algo para se evitar. Recebeu seu nome de um ou mais “santos” católicos romanos, “santos” feitos por homens e não por Deus, e os costumes associados com ele são de origem pagã. Somos informados sobre a sua origem: “Uma prática na Roma antiga, na festividade das lupercais, durante o mês de fevereiro, quando, entre outras cerimônias, os nomes de môças eram colocados numa caixa, da qual eram retirados por homens jovens segundo o acaso. Os pastôres da primitiva igreja, achando impossível extirpar esta cerimônia pagã, mudaram-lhe a forma.”b O objetivo real da festa era o de assegurar a fertilidade das pessoas, dos rebanhos e dos campos.
Certamente não há objeção à recreação em conjunto, como família, a dar presentes e a enviar saudações aos amigos, para deixá-los saber que são amados. Mas, deve ser evidente que não demonstra verdadeiro amor aos outros quando se fazem tais coisas dum modo que os encoraja a praticar costumes que sabemos serem pagãos. Nem é tal proceder agradável a Deus, e os verdadeiros cristãos certamente querem agradar a Ele!
OUTRAS CELEBRAÇÕES
Naturalmente, as celebrações religiosas não são as únicas. Algumas são realizadas em homenagem a nações e seus heróis. Como são estas consideradas pelas testemunhas de Jeová? Elas não interferem no que os outros querem fazer, mas estão bem apercebidas de que Jesus Cristo disse que seus verdadeiros seguidores não fariam “parte do mundo”. (João 17:16) Sabem também que a Bíblia diz que, quando alguém fica manchado pela participação nos assuntos do mundo, sua adoração não é pura nem aceitável a Deus. (Tia. 1:27) Por que se dá isso?
Porque, conforme Jesus mostrou, “o governante do mundo” não é Jeová Deus, mas Satanás, o Diabo, o inimigo de Deus. (João 14:30) O Diabo é aquele que ofereceu a Jesus todos os reinos do mundo, em troca da sua adoração, e até o dia de hoje ele continua a exercer um contrôle poderoso sobre as nações. (Mat. 4:8-10) As condições existentes hoje na terra confirmam este fato bíblico. As testemunhas de Jeová crêem no que a Bíblia diz, e por esta razão evitam participar em feriados que tendem a glorificar qualquer parte do velho sistema de coisas. Sabem que o reino de Deus, em breve, eliminará da existência todos os reinos deste mundo, e que ele mesmo durará para sempre. (Dan. 2:44) Elas também querem durar para sempre, e por isso têm plena confiança na provisão de Deus para a bênção da humanidade obediente. Não podemos escapar deste fato. Se quisermos agradar a Jeová Deus, se estivermos resolvidos a amá-lo de todo o coração, alma, mente e força, não podemos considerar as festividades deste sistema de coisas como inofensivas. Temos de reconhecer a seriedade de evitá-las. Os primitivos cristãos fiéis negaram-se a ceder no mínimo na realização de atos que cheiravam à idolatria, nem mesmo para salvar a vida. Os que hoje querem agradar a Jeová precisam seguir seu exemplo. Em todos estes assuntos, lembre-se o cristão do princípio: “Quem é fiel no mínimo, é também fiel no muito, e quem é injusto no mínimo, é também injusto no muito.” — Luc. 16:10.
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Defesa pronta e apropriadaA Sentinela — 1969 | 15 de março
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Defesa pronta e apropriada
Uma assembléia de circuito das testemunhas de Jeová, no Texas, E. U. A., há alguns anos atrás, contou-se a seguinte experiência interessante. Ela mostra como a oposição pode ser enfrentada e vencida com bom êxito.
“Outra Testemunha e eu estávamos pregando de casa em casa numa zona rural. Quando me dirigi à primeira casa, dois homens estavam sentados na varanda. O dono da casa não estava interessado, mas seu visitante, Jorge, demonstrou muito ódio a nós. Ele disse que éramos vendedores da Palavra de Deus e que não precisava daquelas ‘velhas revistas’, visto que tinha tudo o que precisava. Disse que lia a Bíblia Rei Jaime e cria em cada palavra nela. Com isso ele foi embora.
“Quando me dirigi à segunda casa, lá estava Jorge na varanda falando com o dono da casa. Sim, ele já fizera seu trabalho ardiloso. O dono da casa disse que não estava interessado. Jorge já se fora então. Chegando à terceira casa, lá estava ele novamente; esta vez com um casal.
“O que Jorge não sabia era que, no outono passado, eu deixara alguma literatura com aquele casal. Naquele tempo eles iam passar o inverno na Flórida. Permitiram-me bondosamente mostrar-lhes como estudar a literatura. Esta foi a minha primeira revisita a eles desde que voltaram da Flórida. Eu não sabia o que achavam da literatura que deixamos com eles.
“Quando Jorge começou seu sermão contra nós, observei o casal para ver a sua reação. Notei imediatamente que o marido se sentiu visivelmente embaraçado, porque gostara do que lera nos livros da Sociedade Tôrre de Vigia. Fiz prontamente uma pergunta direta a Jorge: ‘Quanto da literatura já leu?’
“‘Nenhuma página’, respondeu ele com desprezo, ‘nem pretendo fazê-lo!’”
“‘Está-me dizendo que não leu nada desta literatura’, perguntei, ‘e, no entanto, já se decidiu no assunto e agora está tentando influenciar outros para adotarem seu modo de pensar?’
“‘Sim senhora’, respondeu ele.
“‘E o senhor acredita na Bíblia Rei Jaime?’ perguntei. Ele respondeu novamente que sim. Pedi-lhe então que lesse Provérbios 18:13, que diz: ‘Quem responde a um assunto antes de ouvi-lo, é tolice e vergonha para ele.’
“‘Isso está na Bíblia mesmo!’ exclamou o dono da casa, ‘e eu não julgo nenhum homem, porque não quero que algum homem me julgue’. Pediram-me que me sentasse e Jorge foi embora. O homem me disse então que gostara de nosso método de pesquisar as Escrituras e iniciei ali mesmo, com ele e sua esposa, um estudo bíblico domiciliar. Na próxima casa que visitei — sim, não havia sinal de Jorge.”
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Por que o homem morreA Sentinela — 1969 | 15 de março
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Por que o homem morre
O redator científico do Times de Nova Iorque, Walter Sullivan, observou: “As células de nossos corpos (com exceção de algumas, tais como as células cerebrais) se substituem constantemente. Pareceria que, salvo acidente ou doença, isto deveria continuar Indefinidamente, mas, por causa de alguma influência sutil, o processo de substituição é imperfeito. Isto, a essência do envelhecimento, está agora sob estudo intenso. Não é inconcebível que possa ser controlado.” Qual é a influência que resulta na morte? A Bíblia mostra que é o pecado. (Rom. 5:12) Só Deus pode livrar os obedientes dos seus efeitos.
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