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Quem dera que os faróis pudessem falarDespertai! — 1971 | 22 de maio
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Por fazer a leitura ou comparação com qualquer outro sinal, podem determinar, dentro de meia milha náutica, mais ou menos, exatamente onde estão. Envio meu código a cada vinte segundos. Quando o mau tempo o exige, envio meu sinal muitíssimo apreciado a cada cinco segundos.
Nossa Devotada Equipe
Nem todos dentre nós, faróis, podem fazer tudo por si mesmos. Deveras, apreciamos os homens que cuidam de nós e nos mantêm sempre prontos para realizar nosso serviço salva-vidas. Dispõem de excelentes oportunidades para ver a beleza da obra-prima de Deus no por de um sol carmesim sobre um mar silencioso e estático, ou o poder das ondas, ao baterem implacavelmente contra a praia rochosa. Diz-se que para se adaptar à solidão e à rotina da vida de um faroleiro, a pessoa tem que nascer com esse dom ou ter ‘sangue de marujo’ nas veias. Será verdade? Não, porque os faroleiros vivem sob ampla variedade de condições.
Muito depende da localização do farol. Aqui no Cabo da Roca, estamos apenas a uma hora de carro de Lisboa. Assim, os nove homens que cuidam de mim não se acham de forma alguma isolados. No entanto, há muitos faroleiros cujo único contato com o mundo se dá uma vez por mês ou até com menor freqüência, quando o navio de suprimentos paga sua visita regular. O trabalho de faróis mais antigos e isolados está sendo agora feito por equipamento inteiramente automático, operado por controle remoto do território continental.
E a vida dum faroleiro não é de jeito nenhum enfadonha. Durante o dia, fazem-se observações em intervalos regulares que contribuem para o serviço meteorológico. As informações sobre as condições do mar, a força dos ventos e sua direção, a pressão barométrica e as condições das nuvens são reunidas regularmente, de modo a se prover a previsão meteorológica. A aviação, também, tira proveito de nosso serviço, pois envio um sinal luminoso que serve como indicação para os pilotos aéreos de que se aproximam do continente europeu.
Antes de terminar, devo lembrar-lhe que também constituo uma atração turística. Assim, da próxima vez que quiser fazer algo diferente, algo educativo, por que não me visitar? Talvez não possa vir a Portugal, mas, se morar próximo da costa, deve haver um de meus parentes perto do leitor. Estou certo de que o leitor e sua família apreciariam aprender mais sobre nossa família de faróis, em primeira mão, e certamente derivaria satisfação com a beleza selvagem e natural que usualmente cerca um farol. Verificará que os homens que cuidam de nós são gente feliz e amigável, e que alegremente lhe contarão algo mais sobre os valiosos serviços que presto, coisas que eu mesmo gostaria de lhe contar — e quem dera que os faróis pudessem falar!
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Alcoolismo — uma doença?Despertai! — 1971 | 22 de maio
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Alcoolismo — uma doença?
● Muitos são os itens noticiosos e artigos de revistas que falam do alcoolismo como sendo doença. Será mesmo? Em 1968, o Supremo Tribunal dos EUA anunciou um acordo que é considerado como decisão orientadora. Resolveu, por 5 votos contra 4, que o alcoolismo não é doença. O voto da maioria indicava que os médicos não podem concordar “no que significa afirmar que o alcoolismo é uma doença”. Comentando esta Decisão do Supremo Tribunal, Medical World News, de fevereiro de 1970, disse: “A lei ainda considera que o alcoolismo é tanto uma paralisia da força de vontade como tudo o mais.
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