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  • Jeová tem feito grandes coisas por nós

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  • Jeová tem feito grandes coisas por nós
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1985
  • Subtítulos
  • Lançadas as Primeiras Sementes
  • Surgem os Primeiros Obstáculos
  • Anos sob Proscrição
  • Concedida Plena Liberdade
  • Regozijo com o Aumento do Reino
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1985
w85 15/10 pp. 27-30

Jeová tem feito grandes coisas por nós

UNS sete anos de regime militar de facto. Guerra no Atlântico Sul. Inflação de uns 500 por cento ao ano. A Argentina passou por tudo isso durante a última década.

Hoje, os problemas financeiros não diminuíram. Mas, está no poder um governo republicano e não há guerra em curso. Portanto, os 30 milhões de habitantes deste país encaram o futuro com maior otimismo. Alguns, em especial, estão cheios de insuperável felicidade. Por quê? Devido às grandes coisas que Jeová Deus tem feito.

Com a bênção divina, cerca de 55.000 Testemunhas de Jeová divulgam agora as boas novas de grande alegria neste país sul-americano. Foi isso que produziu alegria na vida de tantos habitantes da Argentina.

Lançadas as Primeiras Sementes

A obra de pregação do Reino neste país teve início em 1924, quando J. F. Rutherford (então presidente da Sociedade Torre de Vigia dos EUA) enviou para cá Juan Muñiz, a fim de cuidar dos interesses do Reino. Cerca de um ano depois, Carlos Ott chegou e passou a divulgar as boas novas entre a população que falava alemão. Assim foram lançadas na Argentina as primeiras sementes da verdade do Reino.

Até 1945 havia 363 proclamadores do Reino na Argentina. No ano seguinte vieram missionários formados na Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia (EUA). O irmão Gwaenydd Hughes e a irmã Ofélia Estrada, ambos argentinos, foram os primeiros duma longa lista de gileaditas que serviram neste país. Entre estes estavam Charles e Lorene Eisenhower, bem como Helen Wilson, que chegaram em 1948. Após uns 36 anos, ainda estão ativos aqui no serviço de Jeová. Helen Nichols, que também chegou em 1948, terminou sua carreira terrestre em sua designação em Tucumán, em 1974.

Surgem os Primeiros Obstáculos

Ao passo que aumentávamos em número, muitas Testemunhas jovens, em idade militar, tomaram sua posição quais cristãos neutros. (Isaías 2:2-4; João 15:19) Isso resultou em oposição. Todavia, em 1950 a Sociedade Torre de Vigia local obteve reconhecimento legal, mas apenas por pouco tempo. Mais tarde naquele ano, este reconhecimento foi revogado, e nos 33 anos seguintes as Testemunhas de Jeová perseveraram sem ele.

Não obstante, mesmo sob tais circunstâncias difíceis, a obra de pregação do Reino continuou a expandir-se. Em 1974, o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová decidiu que nossas revistas A Sentinela e Despertai! deveriam ser impressas aqui. Assim, fizeram-se planos para a instalação da primeira rotativa offset a ser usada pela Sociedade. A própria rotativa veio da França, a seção da guilhotina (cortadeira de papel), da Alemanha, e a parte da grampeadora, dos Estados Unidos. Todas essas foram doações feitas pelas respectivas filiais da Sociedade. Tivemos de superar muitas dificuldades até podermos publicar nossas primeiras revistas na Argentina, mas que alegria sentimos quando A Sentinela de 15 de abril de 1975 saiu da rotativa!

Anos sob Proscrição

Em 1976, um novo governo militar fechou nossos Salões do Reino. Nossos filhos foram expulsos da escola, e Testemunhas de Jeová em todo o país foram presas por pregarem as boas novas. O clímax ocorreu quando, em 7 de setembro de 1976, a gráfica e os escritórios da Sociedade foram interditados. Somente a parte residencial do lar de Betel permaneceu aberta. Tudo isso resultou duma ordem que ‘proibia absolutamente a atividade das Testemunhas de Jeová e a divulgação e o exercício público de suas doutrinas em todo o território nacional’.

Começaram assim anos de dificuldade. Mas, este também foi um período de fortalecimento e enriquecimento espirituais. Nunca antes recebêramos tanta publicidade na imprensa. As próprias manchetes ajudam a contar a história do que aconteceu no decorrer dos anos: “Testemunhas presas por negar símbolos pátrios”; “As expulsões de crianças de escolas primárias provinciais”; “Readmissão escolar de Testemunhas de Jeová”; “Permitidas as atividades das Testemunhas de Jeová”.

Em março de 1979, o Supremo Tribunal de Justiça pronunciou uma decisão favorável no caso Juan Carlos Barros v. Conselho Nacional de Educação. Os dois filhos do irmão Barros, Paulo e Hugo (sete e oito anos respectivamente), haviam sido expulsos da escola por se recusarem a participar numa cerimônia de hasteamento de bandeira. (Veja Êxodo 20:4-6; Daniel 3:1, 16-18; 1 João 5:21.) A decisão do tribunal dizia em parte: “[Suas] ações, meramente passivas no caso, . . . não podem ser encaradas como constituindo manifestação racional de falta de respeito para com os símbolos pátrios, mas, antes, indicam obediência à autoridade parental.” Reconheceu-se assim que a posição religiosa adotada pelos filhos de Testemunhas de modo algum envolvia falta de respeito para com os símbolos nacionais da Argentina.

Os direitos dos nossos jovens também foram sustentados no caso Aurelio Francisco D’Aversa v. o Governo Nacional. O Conselho dos Professores havia decidido expulsar a criança D’Aversa de todas as escolas do país, mas, quando o caso chegou ao Tribunal Federal de Apelações, foi pronunciada uma decisão favorável. Este estabeleceu precedentes bem interessantes. Após mencionar que a maioria dos cidadãos do país participam espontaneamente na demonstração de seus sentimentos para com os símbolos nacionais, o juiz Tonelli disse: “Por outro lado, constituiria ofensa à consciência da maioria, que tem convicções patrióticas firmemente estabelecidas, ver alguém, contra suas crenças íntimas, obrigado a demonstrar sentimentos iguais sem sinceridade.” O juiz Barletta reconheceu “a falta de fatos que subentendessem desprezo, desrespeito ou demonstração pública de tais atitudes por parte do aluno D’Aversa”. O Supremo Tribunal posteriormente confirmou esta decisão.

A proscrição imposta à nossa obra em 1976 causou, pelo visto, o decréscimo no número de louvadores de Jeová de 33.503 naquele ano para 31.846 em 1977. Mas, uma vez que os irmãos se acostumaram à nova situação, a obra de pregação do Reino ganhou ímpeto novamente.

Com o tempo, começamos até mesmo a realizar pequenas assembléias, primeiro apenas com os anciãos e respectivas esposas presentes, e mais tarde com a presença de todos os membros das congregações. Tais assembléias eram realizadas nos lugares mais improváveis — em zonas rurais isoladas, em barracões usados para tosquia de ovelhas, e até mesmo em viveiros de galinhas. Que dias felizes passamos juntos, usufruindo instruções espirituais!

O que é ainda mais importante, nunca perdemos sequer um número de A Sentinela para uso no nosso estudo semanal. Tais revistas eram impressas em pequenas impressoras offset em diversos lugares. Tudo isso exigiu muito trabalho e amiúde punha nossos irmãos em perigo de perder sua liberdade. Na época os jornais alistavam milhares de pessoas que haviam sumido, mas nenhuma Testemunha de Jeová desapareceu. Apesar de todos os obstáculos enfrentados, o povo de Deus teve de 1977 a 1984 um aumento de 57 por cento, quando 18.000 novos publicadores do Reino juntaram-se às suas fileiras.

Concedida Plena Liberdade

Realmente, nossa liberdade veio em dois estágios. Primeiro, em 12 de dezembro de 1980 o regime militar suspendeu a proscrição. Nesse estágio, nossa obra não mais era proibida, embora ainda não fosse legalmente reconhecida. Por fim, o atual governo reconheceu a Associação das Testemunhas de Jeová. Este passo foi dado em 9 de março de 1984, pela dra. Maria T. de Morini, Subsecretária de Adoração.

Ficaram então para trás os longos anos de luta pelo reconhecimento legal. Nossos Salões do Reino podiam pela primeira vez ser identificados com letreiros. Ora, o anúncio do nosso registro legal fez-nos sentir como ‘os que estão sonhando, e nossa língua deu vazão a um clamor jubilante’! Deveras, ‘Jeová fizera uma grande coisa por nós’. — Veja o Salmo 126:1, 2.

Regozijo com o Aumento do Reino

Junto com o reconhecimento legal houve um grandioso aumento do Reino. Por causa disso, fizeram-se planos para a construção do nosso primeiro Salão de Assembléias. Havia de ser constituído próximo a Moreno, uns 40 quilômetros de Buenos Aires. Este salão acomodará 2.200 pessoas. Há também na mesma propriedade uma fazenda que provê grande parte do alimento necessário para os 78 membros da família de Betel.

O ano de serviço de 1985 iniciou com um novo auge de proclamadores do Reino, atingindo 51.962 em dezembro. O número de congregações elevou-se a 730. Quão felizes nos sentimos quando 135.379 pessoas se reuniram em 1985 para a Comemoração da morte de Cristo! E, em janeiro de 1985, encerramos nossa série de nove Assembléias de Distrito “Aumento do Reino” com a assistência total de 97.167 pessoas — 17.000 a mais do que no ano anterior.

Esse aumento tornou as dependências da filial inadequadas para as nossas necessidades. Conseguimos comprar um prédio, a fim de ser usado para a gráfica e os escritórios. Planejamos construir num terreno vizinho um prédio de dez andares, para acomodar a família de Betel.

Esperamos que as novas dependências nos habilitem a cuidar bem dos interesses do Reino na Argentina. E encaramos o futuro com otimismo, deveras gratos pelas grandes coisas que Jeová está fazendo por aqueles que o amam.

[Foto na página 29]

As manchetes dos jornais registram os problemas enfrentados sob proscrição e finalmente o retorno das liberdades religiosas.

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