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  • A preparação do Agente Principal da Regência Divina
    A Sentinela — 1973 | 15 de junho
    • 12. (a) Portanto, o que se deixou o povo fazer a respeito do pacto? (b) Como podemos chamar o ato dos Israelitas para com o pacto, e que termo descritivo é usado em Romanos 6:13?

      12 Cabia ao povo expressar sua livre escolha de aceitar ou de rejeitar a proposta divina. Cabia-lhes decidir com livre arbítrio tornar-se para Jeová “propriedade especial dentre todos os outros povos” ou recusar tornar-se tal, em vista dos termos especificados. Portanto, quando este povo remido respondeu como um só homem à proposta divina: “Tudo o que Jeová falou estamos dispostos a fazer”, ou, literalmente, “estaremos fazendo”, o que faziam? Como devemos chamar seus atos, em outras palavras? Seria dizer demais que se estavam comprometendo com Jeová Deus para fazer a Sua vontade, conforme Ele a expressasse? É isto paralelo ao que o apóstolo cristão Paulo disse à congregação cristã em Roma: “Apresentai-vos a Deus como vivos dentre os mortos; também os vossos membros, a Deus, como armas da justiça”, (Rom. 6:13) A versão Almeida atualizada verte isso de modo mais forte: “Oferecei-vos a Deus.” A versão da Liga de Estudos Bíblicos: “Ponde-vos . . . a serviço de Deus.” As versões de Lincoln Ramos e de Huberto Rohden: “Entregai-vos a Deus.” E a tradução inglesa de Moffatt: “Tendes de dedicar-vos a Deus.”

      13, 14. (a) Por que ofereceu-lhes Jeová este pacto, em vez de impô-lo à força a Israel, e, pela resposta deles, o que faziam realmente? (b) Quando reafirmaram sua vontade, e o que se tornaram assim para Jeová?

      13 Jeová não usou de forte persuasão para com os israelitas, dizendo: ‘Eu vos remi do Egito e vos livrei do Mar Vermelho. Além disso, sois a descendência natural de Abraão, meu amigo. Por isso tereis de celebrar este pacto comigo.’ É verdade que era por estes motivos que Deus lhes ofereceu uma relação pactuada com ele, e ele lhes apresentou uma perspectiva atraente para entrarem no pacto. Mas cabia aos israelitas escolher se queriam tornar-se o povo de Jeová e tê-lo por seu Deus. Concordemente, quando disseram: “Tudo o que Jeová falou estaremos fazendo”, eles se dedicavam a Jeová para ser Seu povo, para fazer a Sua vontade a ser especificada no pacto. Mais tarde, depois de se darem os Dez Mandamentos e daí se entregar a coleção de leis a Moisés, o pacto foi validado com o sangue de vítimas animais. E os israelitas tornaram-se assim o povo dedicado de Deus, num pacto validado com Jeová Deus. Nesta ocasião, até mesmo com conhecimento melhor, o povo reafirmou sua determinação de fazer a vontade de Jeová, pois o registro de Êxodo 24:7, 8, nos diz:

      14 ”Por fim [Moisés] tomou o livro do pacto e o leu aos ouvidos do povo. Disseram então: ‘Tudo o que Jeová falou estamos dispostos a fazer e a ser obedientes.’ Portanto, Moisés tomou o sangue e aspergiu com ele o povo, e disse: ‘Eis o sangue do pacto que Jeová concluiu convosco com respeito a todas estas palavras.” — Veja também Hebreus 9:18-20.

      15. Qual era a duração daquele pacto, e para quem era obrigatório?

      15 Este pacto, inaugurado com os membros daquele povo remido ali presentes junto ao monte Sinai não só era obrigatório para os presentes, mas também era obrigatório para seus descendentes carnais, naturais. Era um “pacto por tempo indefinido”. (Lev. 24:8) Isto colocava a todos os seus descendentes naturais numa relação pactuada com Deus, enquanto durasse o pacto. Em conseqüência disso, os israelitas que nasceram no ermo depois da inauguração deste pacto feito junto ao monte Sinai estavam neste pacto com Deus no quadragésimo e último ano de sua peregrinação forçada pelo ermo. Por isso continuaram a ser um povo dedicado ou uma nação dedicada.

      16. Nas planícies de Moabe, como preferiram muitos não permanecer numa relação pactuada com Jeová?

      16 Entretanto, naquele último ano (1473 A. E. C.), milhares de membros daquela nação dedicada escolheram não permanecer numa relação pactuada com Jeová. Mostraram isso nas planícies de Moabe. Lemos na narrativa disso feita por Moisés, em Números 25:1-5:

      “Ora, Israel estava morando em Sitim. O povo principiou então a ter relações imorais com as filhas de Moabe. E as mulheres vieram chamar o povo aos sacrifícios dos seus deuses, e o povo começou a comer e a curvar-se diante dos seus deuses. Israel ligou-se [ou: juntando-se Israel, Almeida, atual.; ou: uniu-se Israel, Trinitária] assim a Baal de Peor, e a ira de Jeová começou a acender-se contra Israel.

      “Por isso, Jeová disse a Moisés: ‘Toma todos os cabeças do povo e expõe-nos a Jeová em direção ao sol, para que a ira ardente de Jeová retorne de Israel.’ Moisés disse então aos juízes de Israel: ‘Matai cada um de vós os seus homens que tiverem ligação [que se juntaram, Al; que se uniram, Tr] com Baal de Peor.’”

      17. (a) Quantos morreram ali pela violação do pacto com Jeová? (b) Como fala Jeová, em Oséias 9:10, a respeito de eles se ligarem a Baal de Peor?

      17 Vinte e quatro mil morreram em resultado deste rompimento de seu compromisso de fazer “tudo o que Jeová falou”. (Núm. 25:9; 1 Cor. 10:8) Jeová referiu-se a este incidente chocante mais de setecentos anos depois, por meio de seu profeta Oséias. Primeiro disse quão desejável lhe era a nação de Israel e depois contou como aconteceu que muitos israelitas se fizeram repugnantes para ele. Jeová disse: “Achei Israel como uvas no ermo. Como o figo temporão numa figueira no seu princípio vi os vossos antepassados. Eles mesmos entraram até Baal de Peor e passaram a dedicar-se à coisa vergonhosa, e tornaram-se repugnantes como a coisa de seu amor.” (Osé. 9:10, UM; Brasileira) A tradução bíblica inglesa de Moffatt diz: “Devotaram-se a Baal, o Infame.” (Também a versão judaica leeser) Visto que estes israelitas se separaram de Jeová Deus a fim de passar-se para outra deidade, a Versão Normal Revisada, em inglês, diz: “Consagraram-se a Baal.” (Veja a versão do Centro Bíblico Católico; Almeida)

      18. (a) Como é salientado seu ato de deslealdade para com Jeová na tradução de Oséias 9:10 pela Sociedade Bíblica Trinitária? (b) Como e esta deslealdade salientada em conexão com a mesma palavra hebraica em Ezequiel 14:7, 8?

      18 Aqueles israelitas infiéis haviam-se dedicado ao único Deus vivente e verdadeiro, mas então se separaram Dele para se devotarem ou dedicarem a Baal. Para salientar este ato desleal, a versão da Sociedade Bíblica Trinitária diz: “E se separaram para essa vergonha.” O verbo hebraico vital aqui é nazar, e é usado com relação ao que um nazireu judaico fazia quando se separava especialmente para Deus (Núm. 6:1-8) Nos dias do profeta Ezequiel, pouco antes da primeira destruição de Jerusalém em 607 A. E. C., houve muitos israelitas que agiram de modo similar ao dos israelitas infiéis nos dias de Moisés, nas planícies de Moabe. Sobre estes desleais, Jeová disse ao profeta Ezequiel:

      “Absolutamente todo homem da casa de Israel ou dos residentes forasteiros que residem em Israel que se apartar [nazar] de me seguir, e que fizer os seus ídolos sórdidos subir ao seu coração, e que colocar diante da sua face a própria pedra de tropeço que causa o seu erro . . . terei de decepá-lo do meio do meu povo; e tereis de saber que eu sou Jeová.” — Eze. 14:7, 8.

      19. (a) Envolvia a dedicação daqueles israelitas desleais a Baal de Peor qualquer outra dedicação? (b) Em vez de dizer que eles se separaram para Baal de Peor, o que diz mesmo Números 25:3?

      19 De modo que a própria linguagem indica que aqueles israelitas separatistas estavam primeiro numa relação pactuada com Jeová Deus, relação em que seus antepassados os introduziram por dizer ao mediador Moisés: “Tudo o que Jeová falou estamos dispostos a fazer e a ser obedientes.” (Êxo. 24:7; 19:8) Mas agora, ao abandonarem o pacto e passarem para a idolatria, estavam violando a sua dedicação a Jeová e dedicavam-se à coisa idolatrada. Números 25:3, em vez de dizer que Israel se separava para Baal, diz definitivamente: “Israel ligou-se assim [uniu-se, Tr; juntando-se, Al atual.; consagrou-se, Soares; Figueiredo; também versículo 5] a Baal de Peor.” Isto deve ser uma advertência para nós hoje, caso alguém de nós esteja em relações com Jeová Deus. (1 Cor. 10:6, 11) Não desejamos cometer o mesmo erro fatal. Seria deslealdade para com a regência divina ou rebelião contra ela.

      ENCAMINHAMENTO PARA UM NOVO PACTO

      20. (a) Por que não era sem defeito aquele primeiro pacto, e o que admitia por isso? (b) Por intermédio de que profeta se predisse o novo pacto, e o que disse Moisés a respeito do mediador melhor?

      20 O pacto que Jeová celebrou com o povo dedicado de Israel por meio de Moisés era um “pacto por tempo indefinido”. Este pacto celebrado não era sem defeito, em vista da imperfeição dos israelitas e de seu mediador Moisés. Admitia, por isso, um pacto melhor, um novo pacto. Por conseguinte, Jeová Deus propôs-se um novo pacto, e o privilégio de entrar neste segundo pacto seria oferecido à nação do Israel natural. Mais de seiscentos anos antes de se inaugurar este novo pacto mediante um mediador melhor, Jeová o predisse através do profeta Jeremias, no sétimo século antes da vinda deste Mediador melhor. (Jer. 31:31-34; Heb. 8:6-13) A vinda deste Mediador melhor e maior foi predita pelo profeta Moisés, e ele disse que este vindouro mediador seria suscitado dentre os israelitas; ele seria israelita natural. — Deu. 18:15-19; Atos 3:22, 23; 7:37, 38.

      21. (a) Quando, onde e com que anúncio nasceu este mediador melhor? (b) Por que celebrou Jesus a Páscoa Judaica, e, na sua última celebração, ele se identificou como quem, e como?

      21 Este Mediador melhor nasceu no ano 2 A. E. C., como descendente do Rei Davi e na cidade de Davi, Belém. Era ao mesmo tempo o Filho de Deus, e quando nasceu, o anjo de Deus anunciou aos pastores nos campos perto de Belém: “Eis que vos declaro boas novas duma grande alegria que todo o povo terá, porque hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Luc. 2:10, 11) Nascido de mãe judia, este que havia de ser “Cristo, o Senhor”, era judeu natural e estava sob a Lei do pacto que Moisés havia mediado entre Deus e Israel. Em confirmação disso, lemos em Gálatas 4:4: “Mas, quando chegou o pleno limite do tempo, Deus enviou o seu Filho, que veio a proceder duma mulher e que veio a estar debaixo de lei”. Estando debaixo da lei do pacto com Israel, Jesus Cristo celebrava a ceia pascoal. Na última celebração da Páscoa, em 33 E. C., indicou a si mesmo com sendo o Mediador do prometido novo pacto. Como? Estabeleceu então o que se chama de Ceia do Senhor, e quando entregou o copo de vinho aos seus apóstolos fiéis, ele disse: “Este copo significa o novo pacto em virtude do meu sangue, que há de ser derramado em vosso benefício.” (Luc. 22:20) Jesus derramou seu próprio sangue para validar este pacto.

      22. (a) Quando empreendeu Jesus tornar-se o mediador do novo pacto? (b) Por que objetou João, no início, a batizar Jesus?

      22 O Senhor Jesus, no entanto, igual ao profeta Moisés, tinha de empreender tornar-se este Mediador do novo pacto. Quando empreendeu fazer isso? Por ocasião de seu batismo no rio Jordão. A idade de trinta anos, ele abandonou sua carpintaria em Nazaré e dirigiu-se a João Batista para ser imerso em água. Era uma nova espécie de batismo que João realizaria. Até então, lemos em Marcos 1:4: “Apareceu João, o batizador, no ermo, pregando o batismo em símbolo de arrependimento para o perdão de pecados.” (Luc. 3:3) Mas Jesus, o Filho de Deus, não se dirigiu a João Batista para ser batizado em símbolo de arrependimento para obter o perdão de pecados. Jesus era perfeito e sem pecados. (Heb. 7:26) Não se dirigiu a João com a consciência pesada, para fazer uma “solicitação de uma boa consciência, feita a Deus”. (1 Ped. 3:21) João sabia disso, e por isso lemos que João “tentou impedi-lo, dizendo: ‘Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?’” Mas, o que respondeu Jesus?

      23. O que respondeu Jesus a João, e por que disse que era “apropriado que executemos tudo o que é justo”, embora tivesse guardado a Lei?

      23 “Em resposta, Jesus disse-lhe: ‘Deixa por agora, pois assim é apropriado que executemos tudo o que é justo.’” (Mat. 3:13-15) O que queria Jesus dizer com isso? Como judeu natural, ele havia guardado a lei do pacto mosaico sem qualquer falta. Sobre isso ele disse mais tarde no seu Sermão do Monte: “Não penseis que vim destruir a Lei ou os Profetas. Não vim destruir, mas cumprir.” (Mat. 5:17) Naturalmente, o pacto da Lei com Israel era a vontade de Deus, mas Jesus havia cumprido a vontade de Deus, neste respeito, durante toda a sua vida terrestre, até o seu batismo. Portanto, as palavras de Jesus, “tudo o que é justo”, significavam outra coisa, que ia além do pacto da Lei, mas algo que cumpriria os aspectos simbólicos do pacto da Lei. Era “tudo o que é justo”, porque era da vontade de Deus que cumprisse isso. Portanto, era isso o que empreendeu fazer por ocasião de seu batismo.

      24. Segundo Hebreus 10:5-10, qual era a profecia específica que Jesus cumpriu ao se apresentar para o batismo?

      24 Por apresentar-se para o batismo Jesus realmente cumpriu as palavras dos “Profetas”, assim como disse. O apóstolo Paulo indicou em Hebreus 10:5-10 qual das profecias Jesus cumpriu; sendo que lemos ali a respeito da ocasião em que Jesus veio para ser batizado: “Por isso, ao entrar no mundo ele diz: ‘“Sacrifício e oferta não quiseste, porém, preparaste-me um corpo. Não aprovaste os holocaustos e as ofertas pelos pecados.” Então disse eu: “Eis que vim (no rolo do livro está escrito a meu respeito) para fazer a tua vontade, ó Deus.’” . . . Pela dita ‘vontade’ é que temos sido santificados por intermédio da oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez para sempre.” Jesus cumpriu assim o Salmo 40:6-8. A “vontade” de Deus requereu que Jesus se sacrificasse, que sacrificasse seu “corpo”.

      25. (a) Então, o que simbolizava o batismo de Jesus em água? (b) De que modo já era Jesus dedicado e remido?

      25 Ora, visto que a profecia exigia isso, então, Jesus teria tido uma consciência pesada se não tivesse vindo para fazer a vontade especial de Deus e assim apresentar-se a João para o batismo. É evidente que o batismo de Jesus era simbólico. Seu batismo não era “em símbolo de arrependimento para obter perdão de pecados”. Era em símbolo da vinda de Jesus ou de sua apresentação para fazer a vontade de Deus, “vontade” divina que incluía o oferecimento do corpo de Jesus em sacrifício, uma vez para sempre. Como judeu natural, ele já estava sob a lei mosaica e era membro da única nação na terra que então estava dedicada a Deus, para fazer “tudo o que Jeová falou”. Também, como primogênito de Maria, primogênito dela que foi adotado pelo seu marido José como seu próprio primogênito, Jesus estava santificado a Deus e pertencia a ele. (Êxo. 13:1, 2) Por este motivo, Jesus teve de ser remido por José e Maria, para poder-se empenhar em serviço secular. (Núm. 3:13-51; 18:14-16) De modo que o batismo de Jesus não representava sua dedicação a Deus, mas sua apresentação de si mesmo para fazer a vontade de Deus mesmo ao ponto de sacrifício.

      26. (a) Como manifestou Deus sua aceitação da apresentação que Jesus fez de si mesmo? (b) Até que ponto cumpriu Jesus, na carne, esta “vontade” divina?

      26 Jeová Deus manifestou que aceitava esta apresentação de seu Filho Jesus por derramar Seu espírito santo sobre o batizado Jesus e por deixar ouvir Sua voz desde o céu, dizendo: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” (Mat. 3:16, 17) Depois disso, João Batista anunciou o ungido Jesus como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. (João 1:28-36; Atos 10:37, 38) Jesus cumpriu a vontade de Deus até o fim dos seus dias na carne, na terra. Durante a sua última noite na terra, no corpo humano natural, ele orou a Deus e disse: “Pai meu, se não é possível que isto se afaste de mim sem que eu o beba, realize-se a tua vontade.” (Mat. 26:39-44) Na tarde seguinte, por volta das três horas, quando Jesus estava pendurado na estaca de tortura, conforme nos diz João 19:30, “Jesus disse: ‘Está consumado!’ e, inclinando a cabeça, entregou o seu espírito”. (UM ed. ingl. 1971) Assim, segundo a vontade de Deus, o corpo de Jesus foi oferecido uma vez para sempre.

      27. (a) Que espécie de ressurreição teve Jesus Cristo, e por que? (b) Como veio então a obter posse de toda a humanidade, e o que aguarda os mortos?

      27 Em harmonia com esta oferta sacrificial de seu corpo humano perfeito, Jesus Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, no terceiro dia, não num corpo de sangue e carne, mas num corpo espiritual. (1 Ped. 3:18; 1 Cor. 15:42-45) No quadragésimo dia depois de sua ressurreição, Jesus subiu ao céu e apresentou ali a Deus o valor ou mérito de seu sacrifício humano a favor de toda a humanidade. Ele dissera na terra que viera “para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos”. (Mat. 20:28) O apóstolo Paulo fala a respeito de Jesus como tendo “sofrido a morte, para que, pela benignidade imerecida de Deus, provasse a morte por todo homem”. Paulo fala também a respeito de “um homem, Cristo Jesus, o qual se entregou como resgate correspondente por todos”. (Heb. 2:9; 1 Tim. 2:5, 6) Jesus Cristo, apresentando assim a Deus o valor da vida de seu sacrifício humano, resgatou assim toda a humanidade, comprou-a, mesmo sem ela ter pedido isso. Por este motivo, sob o seu reino celestial, haverá uma “ressurreição tanto de justos como de injustos”. (Atos 24:15) Jesus Cristo é dono de todos eles.

      28. (a) O que se tornou assim o ressuscitado Jesus Cristo para com a salvação da humanidade? (b) De que coisa maior serve também como Agente Principal?

      28 Desta maneira, segundo a “vontade” divina, Jesus Cristo, o Filho de Deus, tornou-se o Agente Principal da salvação de toda a humanidade. Este é o entendimento que devemos ter de Hebreus 2:9, 10, que reza: “Observamos a Jesus, feito um pouco menor que os anjos, coroado de glória e de honra por ter sofrido a morte, para que, pela benignidade imerecida de Deus, provasse a morte por todo homem. Porque era próprio que aquele, para quem são todas as coisas e por intermédio de quem são todas as coisas, trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse por sofrimentos o Agente Principal da salvação deles.” E em Hebreus 5:9, 10: “E, depois de ter sido aperfeiçoado, tornou-se responsável pela salvação eterna de todos os que lhe obedecem, porque ele tem sido chamado especificamente por Deus como sumo sacerdote à maneira de Melquisedeque.” Ele mostrou-se digno de servir como Agente Principal da Regência Divina.

  • Sigamos o Agente Principal da Regência Divina
    A Sentinela — 1973 | 15 de junho
    • Sigamos o Agente Principal da Regência Divina

      1. (a) Por que não valia para com o novo pacto, para os judeus naturais, circuncisos, a decisão tomada pelos seus antepassados no monte Sinai? (b) A quem tinham de imitar estes judeus, e de que modo?

      PARA os judeus naturais, circuncisos, a situação não era mais a mesma depois de Jesus Cristo ter subido até a presença celestial de Jeová Deus e oferecido a ele o mérito precioso de seu sacrifício humano. Este foi o motivo de se cancelar o antigo pacto mosaico e de se validar um novo pacto, com o sangue do Filho de Deus, o Mediador deste pacto. A oportunidade de ser incluído neste novo pacto foi primeiro oferecida aos judeus naturais. Seus antepassados, quinze séculos antes, haviam declarado ao mediador Moisés: “Tudo o que Jeová falou estamos dispostos a fazer.” Mas isto não valeu para seus descendentes, no que se referia ao novo pacto. Para este último pacto, havia um novo mediador, maior do que Moisés, a saber, Jesus Cristo. Para serem aceitos no novo pacto, tinham de responder a este Mediador melhor e maior: “Tudo o que Jeová falou estamos dispostos a fazer e a ser obedientes.” Imitando o Agente Principal da Regência Divina, Jesus Cristo, o Mediador, estes judeus naturais tinham de se apresentar a Jeová, para fazer a sua vontade, conforme lhes era transmitida mediante este Mediador novo e maior.

      2. Segundo o que Pedro disse aos judeus em Pentecostes de 33 E.C., o que havia Deus feito com Jesus mudando a situação para aquelas judeus naturais?

      2 Deveras, havia surgido uma nova situação para os judeus naturais, e eles tinham de ajustar-se individualmente a ela. O apóstolo cristão Pedro salientou-lhes isto no dia festivo de Pentecostes, de 33 E. C., depois de Jeová Deus, por meio de Jesus Cristo, ter derramado o espírito santo sobre os seguidores fiéis do Agente Principal da Regência Divina. Depois de explicar o que havia ocorrido milagrosamente e o motivo disso, Pedro disse àqueles milhares de judeus reunidos: “Realmente, Davi não ascendeu aos céus, mas ele mesmo diz: ‘Jeová disse ao meu Senhor: “Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos como escabelo para os teus pés.”‘ Portanto, que toda a casa de Israel saiba com certeza que Deus o fez tanto Senhor como Cristo, a este Jesus, a quem pendurastes numa estaca.” — Atos 2:34-36.

      3. (a) Como se mostrariam estes judeus dignos de serem aceitos no novo pacto, conforme lustrado pelos seus antepassados no monte Sinai? (b) Depois de fazerem o que Pedro e os outros apóstolos lhes disseram o que indicaria que aqueles judeus haviam sido aceitos no novo pacto?

      3 Então, nesta nova série de circunstâncias, como declararam aqueles judeus ouvintes: “Tudo o que Jeová falou estamos dispostos a fazer”, mostrando-se assim dignos de ser aceitos no novo pacto! Fizeram isso pela aceitação de Jesus, que havia sido pendurado numa estaca, como seu Senhor e como o Cristo ou Messias de Jeová, bem como seu Mediador predito e prefigurado pelo profeta Moisés. Não podiam receber a salvação de nenhum outro modo. Milhares daqueles judeus sentiram-se compungidos no coração com o que ouviram Pedro dizer. Portanto, quando perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: ‘Irmãos, o que havemos de fazer?”, Pedro indicou-lhes o Agente Principal da vida, da parte de Deus, por dizer: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado no nome de Jesus Cristo, para o perdão de vossos pecados, e recebereis a dádiva gratuita do espírito santo. Porque a promessa é para vós e para os vossos filhos, e para todos os que estão longe, tantos quantos Jeová, nosso Deus, chamar a si. . . . Sede salvos desta geração pervertida.” (Atos 2:37-40) Se depois de serem imersos em água recebessem a dádiva gratuita do espírito santo de Deus, mediante Cristo, significaria que foram aceitos no novo pacto.

      4. O que significava, então, o batismo em água daqueles judeus?

      4 Então, o que simbolizou seu batismo em água? Visto que seu batismo devia ser “no nome de Jesus Cristo” e visto que seria precedido pelo seu arrependimento para com Jeová Deus, simbolizou que se apresentavam a Deus para fazer a sua vontade. Fazerem a vontade dele incluía aceitar a Jesus Cristo como o “Senhor” dado por Deus e como seu “Cristo” ou Messias dado por Deus.

      5, 6. (a) Por meio de quem receberiam o perdão de seus pecados, e quais eram os seus pecados que precisavam então ser perdoados? (b) Segundo Hebreus 9:14, em que resultaria para eles o perdão de seus pecados?

      5 Sem aceitarem a Jesus Cristo como “tanto Senhor como Cristo”, não poderiam obter “o perdão de [seus] pecados”. Estes pecados que Deus lhes perdoava então por meio de Jesus Cristo não eram pecados cometidos contra o pacto da Lei mosaica. Aquele pacto com o Israel natural já havia passado, já havia sido cancelado, e já se havia mediado o prometido novo pacto, por meio do Mediador melhor, Jesus Cristo. Portanto, os pecados de que precisavam arrepender-se para com Deus eram principalmente seus pecados contra Deus, por terem participado em pendurar o Filho dele, Jesus Cristo, num madeiro, bem como de seus pecados em geral. Receberem o perdão dos pecados por parte de Deus, mediante Cristo, resultaria em obterem uma boa consciência. Sobre isso lemos:

      6 “Quanto mais o sangue do Cristo, o qual, por intermédio dum espírito eterno, se ofereceu a Deus sem mácula, purificará as nossas consciências de obras mortas, para que prestemos serviço sagrado ao Deus vivente?’’ — Heb. 9:14.

      7. Em harmonia com os termos do novo pacto, o que se prometia a respeito dos pecados, e por meio de quem foram aqueles judeus batizados aceitos neste pacto?

      7 Este perdão dos pecados, que resulta numa boa consciência para com Deus, fora prometido por Ele nos termos do novo pacto. Quando Jeová predisse o novo pacto, por meio do profeta Jeremias, ele encerrou esta profecia por dizer: “Porque perdoarei seu erro e não me lembrarei mais do seu pecado.” (Jer. 31:31-34) Séculos depois, quando o apóstolo Paulo escreveu aos hebreus cristianizados, que eram descendentes naturais de Abraão, o “amigo de Jeová”, ele citou a profecia de Jeremias e prosseguiu: “‘Porque serei misericordioso para com as suas ações injustas e de modo algum me lembrarei mais dos seus pecados.’ Ao dizer ‘um novo pacto’, tornou obsoleto o anterior. Ora, aquilo que se torna obsoleto e fica velho está prestes a desaparecer.” (Heb. 8:12, 13) Portanto, segue-se logicamente que os três mil judeus que se arrependeram e que foram batizados no nome de Jesus Cristo, recebendo a dádiva gratuita do espírito santo, foram aceitos no novo pacto por meio do ‘mediador melhor’, Jesus Cristo. — Atos 2:41.

      8, 9. Alguns dias depois, no templo, a quem indicou Pedro aos judeus, e o que disse que eles precisavam fazer, com que resultado para eles?

      8 Alguns dias depois daquele acontecimento em Pentecostes, Pedro e João encontravam-se no templo em Jerusalém. Dirigindo-se à multidão reunida em volta deles, Pedro salientou novamente aos judeus o Agente Principal da regência divina. Pedro salientou também a necessidade que eles tinham de se arrepender e ser convertidos, procurando o revigoramento que resulta do perdão dos pecados por Deus, mediante Cristo. Pedro prosseguiu:

      9 “O Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus de nossos antepassados, deu esta honra ao seu servo Jesus, a quem traístes e repudiastes perante Pilatos, quando este havia decidido soltá-lo. Mas vós repudiastes o Santo, o Justo. Pedistes que se vos livrasse um assassino e matastes a própria fonte [o príncipe, Almeida; o Agente Principal, UM] da vida. Mas Deus ressuscitou-o dentre os mortos, conforme podemos atestar. . . . Portanto, arrependei-vos e voltai-vos para que se apaguem os vossos pecados, e venham tempos mais felizes da presença do Senhor e ele envie a Jesus, vosso Cristo destinado. . . . Foi a vós que Deus primeiro enviou seu servo depois de o ter ressuscitado dentre os mortos, para abençoar-vos por fazer a cada um de vós desviar-se de sua iniqüidade.” — Atos 3:13-26, American Translation; Trad. do Novo Mundo.

      10. Por que não houve batismo de judeus arrependidos naquela ocasião, e o que disseram Pedro e João ao Tribunal sobre o único nome pelo qual se pode obter a salvação?

      10 Antes de Pedro e João poderem providenciar que quaisquer judeus arrependidos, ali no templo, fossem batizados, a situação mudou, pois lemos: “Então, enquanto os dois estavam falando ao povo, sobrevieram-lhes os principais sacerdotes e o capitão do templo, e os saduceus, aborrecidos porque estavam ensinando o povo e estavam declarando distintamente a ressurreição dentre os mortos, no caso de Jesus.” (Atos 4:1, 2) De modo que Pedro e João ficaram detidos por uma noite, e no dia seguinte foram julgados e soltos. Declararam perante o Tribunal que não havia outro nome debaixo do céu, que tivesse sido dado entre os homens, pelo qual se pudesse ser salvo, exceto o nome do Agente Principal da regência divina de Jeová. (Atos 4:3-23) Os apóstolos negaram-se a deixar de seguir a este que tinha um nome tão precioso.

      11. (a) Como aconteceu que o evangelizador Filipe veio a pregar em Samaria? (b) Em nome de quem foram batizados os samaritanos crentes, e, portanto, discípulos de quem se tornaram eles?

      11 Mais tarde irrompeu em Jerusalém uma perseguição feroz, e o fiel cristão judeu Estêvão foi apedrejado até morrer. Os discípulos de Cristo foram espalhados de Jerusalém, com exceção dos doze apóstolos. Entre os espalhados encontrava-se Filipe, o Evangelizador. Ele foi para o norte, para a cidade de Samaria, e “começou a pregar-lhes o Cristo”. Filipe deu grande alegria à cidade por causa daquilo que pregava e por causa dos sinais milagrosos que realizava. Os samaritanos apegavam-se ao Pentateuco, ou a cinco livros escritos por Moisés, e praticavam a circuncisão. Por conseguinte, muitos deles aceitaram a Jesus Cristo como o ‘mediador melhor’ prefigurado por Moisés. No caso destes crentes samaritanos, Filipe cumpriu o que Jesus mandara fazer, pois lemos: “Mas, quando acreditaram em Filipe, que estava declarando as boas novas do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, passaram a ser batizados, tanto homens como mulheres.” (Atos 8:1-13; Mat. 28:19, 20; Atos 1:8) Aqueles samaritanos foram batizados no nome de Jesus; tornaram-se discípulos crentes e batizados dele.

      12. (a) Como chegou Filipe a pregar a um eunuco etíope no carro deste, e em nome de quem o batizou Filipe? (b) Que proceder adotado pelo etíope foi indicado pelo batismo dele?

      12 Depois de fazer muitos discípulos entre aqueles samaritanos circuncisos, Filipe foi guiado pelo anjo de Deus a um prosélito circunciso do judaísmo. Este homem, um eunuco etíope, retornava da adoração em Jerusalém. Quando Filipe saudou o carro e se chegou a ele, o etíope estava lendo a profecia de Isaías, o que agora é o capítulo cinqüenta e três. O etíope perguntou a Filipe a quem Isaías descrevia ali. Daí, conforme nos diz Atos 8:35, “Filipe abriu a sua boca e, principiando com esta escritura, declarou-lhe as boas novas a respeito de Jesus”. Felipe falou também ao etíope sobre o batismo em água, e o homem pediu ser batizado logo que chegassem a um corpo adequado de água. Felipe batizou-o, naturalmente, no nome de Jesus. (Atos 8:36-39) Igual àqueles samaritanos crentes, este etíope circunciso apresentou-se a Jeová Deus para fazer a Sua vontade, como discípulo de Jesus Cristo.

      “A CONVERSÃO DE PESSOAS DAS NAÇÕES”

      13. (a) Em que diferiam os gentios dos judeus quanto à responsabilidade pela morte de Jesus e quanto à maldição da Lei? (b) Quando e com quem começou Jeová a conceder arrependimento aos gentios?

      13 Dessemelhantes dos judeus circuncisos que compartilhavam a responsabilidade comunal pela morte de Jesus Cristo fora de Jerusalém, as pessoas das nações gentias não precisavam arrepender-se de qualquer participação em se pendurar o Filho inocente de Deus numa estaca. Não estavam sob a maldição do pacto da Lei mosaica. (Gál. 3:13) No entanto, eram pecadores, descendentes dos pecadores Adão e Eva, e tinham bastantes pecados pagãos dos quais precisavam arrepender-se e pelos quais estavam condenados à morte, por Deus. Conforme o apóstolo Paulo lhes disse, estavam “sem Cristo, apartados do estado de Israel e estranhos aos pactos da promessa, e não [tinham] esperança e [estavam] sem Deus no mundo”. (Efé. 2:12) Em geral, tratava-se de pessoas incircuncisas. Mas, no ano 36 E. C., Jeová Deus começou a conceder misericordiosamente “também a pessoas das nações o arrependimento com a vida por objetivo”, por meio de Jesus Cristo. (Atos 11:18) Isto teve início com Cornélio, de Cesaréia. Esta cidade era a sede provincial de Pôncio Pilatos, governador romano da província da Judéia.

      14. Já sabiam Cornélio e os reunidos na sua casa alguma coisa sobre Jesus, e o que lhes disse Pedro a respeito de se obter perdão de pecados?

      14 O centurião italiano Cornélio e os que havia ajuntado na sua casa já sabiam alguma coisa sobre Jesus Cristo. O apóstolo Pedro, que foi enviado para pregar-lhes, disse-lhes por isso: “Sabeis de que assunto se falava em toda a Judéia, principiando da Galiléia, depois do batismo pregado por João, a saber, Jesus que era de Nazaré, como Deus o ungiu com espírito santo e poder, e ele percorria o país, fazendo o bem e sarando a todos os oprimidos pelo Diabo; porque Deus estava com ele. E nós somos testemunhas de todas as coisas que ele fez.” Pedro continuou, por fim, dizendo: “Dele é que todos os profetas dão testemunho, de que todo aquele que deposita fé nele recebe perdão de pecados por intermédio de seu nome.” — Atos 10:37-43.

      15. O que mostra se aqueles gentios ouvintes receberam ou não o perdão de pecados, e o que se tornaram, às ordens de Pedro?

      15 Cornélio e os gentios reunidos com ele, calados, tornaram-se no coração crentes em Jesus Cristo e receberam este perdão dos pecados por meio de seu nome, e, por conseguinte, uma boa consciência para com Deus. Que evidência havia disso? A narrativa nos diz: “Enquanto Pedro ainda falava sobre estes assuntos, caiu o espírito santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que tinham vindo com Pedro . . . ouviam-nos falar em línguas e [magnificar] a Deus. Pedro respondeu então: ‘Pode alguém proibir a água, de modo que estes não sejam batizados, sendo que receberam o espírito santo assim como nós?’ Com isso mandou que fossem batizados no nome de Jesus Cristo.” (Atos 10:44-48) Estes tornaram-se discípulos crentes e batizados de Cristo.

      16. Como aconteceu que Paulo e Silas vieram a estar na prisão em Filipos, na Macedônia, e o que aconteceu ali à meia-noite?

      16 Este foi o começo, e depois, com o passar do tempo, outros gentios incircuncisos se converteram e foram batizados no nome de Jesus. Tome o caso de Filipos, na Macedônia, por volta do ano 50 E. C. Depois de o apóstolo Paulo ter curado uma moça endemoninhada, que havia sido adivinha, ele e seu companheiro Silas foram encarcerados sob acusações falsas. Por volta da meia-noite, quando oravam e louvavam a Deus em voz alta, houve um grande terremoto e todos os presos encontravam-se milagrosamente em liberdade. Paulo clamou ao carcereiro amedrontado, que não se matasse, pois nenhum preso havia fugido. O que aconteceu então? Lemos:

      17. O que disseram Paulo e Silas ao carcereiro e aos de sua casa sobre serem salvos, e como agiram estes à base da informação?

      17 ”Tomado de tremor, prostrou-se diante de Paulo e Silas. E ele os trouxe para fora e disse: ‘Senhores, o que tenho de fazer para ser salvo’’?’ Disseram: ‘Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua família.’ E falaram a palavra de Jeová a ele e a todos os na sua casa. E ele os levou consigo naquele hora da noite e banhou os seus vergões; e todos juntos, ele os seus, foram batizados sem demora. E ele os trouxe à sua casa e pôs a mesa diante deles, e alegrou-se grandemente, com toda a sua família, agora que tinha crido em Deus.” — Atos 16:29-34.

      18. (a) De que grupo tornaram-se membros o carcereiro e os de sua casa? (b) Na ordem: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo”, devia a ação principal para salvação dirigir-se a Jesus? Como Influi na resposta aquilo que aconteceu depois, relacionado com isso?

      18 Este carcereiro filipense, incircunciso, e sua família tornaram-se membros batizados da congregação cristã de Filipos, e, sem dúvida, receberam o espírito santo pela imposição das mãos do apóstolo Paulo. (Fil. 1:1) Disse-se-lhes: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo.” É preciso compreender muita coisa nesta expressão simples: “Crê no Senhor Jesus.” Isto, bem como ser o gentio incircunciso Cornélio e seus concrentes no seu lar “batizados no nome de Jesus Cristo”, suscita a pergunta: A quem se dirigia a ação principal para a salvação — a Jesus Cristo ou a Jeová Deus? A reposta é influenciada por terem Paulo e Silas, depois de dizerem simplesmente ao carcereiro filipense como ‘ser salvo’, ‘falado a palavra de Jeová’ a ele e a todos os de sua casa, e o carcereiro alegrou-se muito, “agora que tinha crido em Deus”.

      19. Qual era a condição religiosa ou espiritual daqueles pagãos incircuncisos, segundo disse Paulo, e a quem precisavam dedicar-se para obter salvação?

      19 Devemos lembrar-nos de que estes pagãos incircuncisos não só estavam “sem Cristo”, mas também “apartados do estado de Israel e estranhos aos pactos da promessa”, e “sem Deus no mundo”. (Efé. 2:12) Pertenciam àquela classe de pagãos aos quais Paulo escreveu, dizendo: ‘Sabeis que, quando éreis pessoas das nações, estáveis sendo conduzidos para aqueles ídolos sem voz, conforme acontecia que estáveis sendo conduzidos.” Também: “Vós . . . vos voltastes para Deus, desviando-vos dos vossos ídolos, a fim de trabalhar como escravos para um Deus vivente e verdadeiro.” (1 Cor. 12:2; 1 Tes. 1:9) Estavam dedicados àqueles ídolos ou aos deuses falsos representados por aqueles ídolos. Talvez levassem no corpo sinais que indicavam abertamente a qual deus estavam especialmente devotados. (Veja Ezequiel 9:4-6; Oséias 9:10.) Portanto, fundamentalmente, estes pagãos incircuncisos, ignorantes, precisavam ouvir algo sobre o “Deus vivente e verdadeiro”, que é Jeová. Daí, para obterem a salvação, precisavam dedicar-se a Ele, para fazer a Sua vontade. Este Deus os informava por intermédio de quem se podia fazer tal dedicação a Ele. Obedecendo a Ele, podiam ser batizados.

      20, 21. Em Romanos, capítulo dez, que palavras de Moisés aos israelitas cita Paulo a respeito da disponibilidade do mandamento de Deus?

      20 Tal proceder é claramente especificado pelo apóstolo Paulo, em Romanos, capítulo dez. Ali, nos versículos cinco a dez, ele aplica o que Jeová Deus inspirara Moisés a dizer em Deuteronômio 30:11-14. Esta última citação reza assim:

      21 “Pois, este mandamento que hoje te ordeno não é demasiado difícil para ti, nem está longe. Não está nos céus, de modo que se diga: ‘Quem ascenderá por nós aos céus e o obterá para nós, a fim de que no-lo deixe ouvir, para que o cumpramos?’ Nem está do outro lado do mar, de modo que se diga: ‘Quem passará por nós para o outro lado do mar e o obterá para nós, a fim de que no-lo deixe ouvir, para que o cumpramos?’ Pois a palavra está muito perto de ti, na tua própria boca e no teu próprio coração, para que a cumpras.”

      22. (a) Como veio o mandamento de Deus a estar muito perto daqueles israelitas lá nas planícies de Moabe, estando até mesmo na sua boca e no seu coração? (b) Portanto, o que somente restava ainda àqueles israelitas fazer? (c) Fazerem isso foi indicado por celebrarem o que com Deus, naquele tempo?

      22 Notemos que o inspirado Moisés chama a isso de “mandamento”, algo que deviam cumprir para com Deus. A partir do monte Sinai, este “mandamento” havia sido revelado a eles de modo compreensivo. Em resultado deste código escrito de Lei, várias vezes repetido para eles durante os quarenta anos, eles o conheciam e podiam proferi-lo com a boca, como se estivesse na ponta da língua. Também havia sido incutido no seu coração, para ajudá-los a entender o sentido dele e a apreciá-lo. Portanto, tudo o que restava então a fazer era decidir fazer esta vontade expressa de Deus. Foi evidentemente isto que Jeová ajudou estes israelitas a cumprir por mandá-los fazer um pacto suplementar com Ele, por meio de Moisés. Sobre isso diz Deuteronômio 29:1: “Estas são as palavras do pacto que Jeová mandou Moisés concluir com os filhos de Israel na terra de Moabe, além do pacto que havia concluído com eles em Horebe.”

      23. (a) Quem nos explica o significado antitípico disso, e onde? (b) Quão perto dos judeus fez Deus sua provisão de justiça, mas por que não se aproveitaram dela?

      23 Tudo isso tinha um significado típico, prefigurando algo relacionado com o Moisés Maior, o ‘mediador melhor’, Jesus Cristo. O apóstolo cristão Paulo nos explica o significado antitípico na sua carta aos Romanos, capítulo dez, para nos mostrar como podemos ter justiça perante Deus e uma boa consciência para com ele. Isto exige fé em Deus, visto que não se pode obter justiça pelo mero empenho da pessoa de guardar a Lei mosaica. Visto que os judeus confiavam nas suas próprias obras, para se mostrarem justos perante Deus, eles não achavam necessário ter fé na provisão que Deus lhes tornara disponível colocando-a perto deles, no seu meio, onde podiam obtê-la. Para obter a salvação, os cristãos precisam agir de modo muito diferente do daqueles judeus incrédulos.

      COMISSÃO COM A BOCA

      24. (a) O que disse Moisés a respeito da Lei e de se obter a vida, mas o que diz a justiça que pede fé a respeito da disponibilidade do mandamento de Deus? (b) Que papéis desempenham o coração e a boca no que se refere à justiça e à salvação?

      24 Em harmonia com este requisito, que é segundo o mandamento de Deus, o apóstolo Paulo passa a dizer: “Pois Moisés escreve que o homem que tem feito a justiça da Lei viverá por ela. Mas a justiça resultante da fé fala da seguinte maneira: ‘Não digas no teu coração: “Quem ascenderá ao céu?” isto é para fazer descer a Cristo; ou: “Quem descerá ao abismo?” isto é, para fazer subir a Cristo dentre os mortos.’ Mas, o que diz, ‘A palavra está perto de ti, na tua própria boca e no teu próprio coração’; isto é, a ‘palavra’ da fé, que estamos pregando. Pois, se declarares publicamente esta ‘palavra na tua própria boca’, que Jesus é Senhor, e no seu coração exerceres fé, que Deus o levantou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se exerce fé para a justiça, mas com a boca se faz declaração pública para a salvação.” — Rom. 10:5-10.

      25. (a) Quão perto levou Paulo esta “palavra” aos gentios, e de que modo tornou especialmente o Senhor Jesus esta informação disponível a nos? (b) Visto que a “palavra” estava assim fio perto, qual era a questão para os que procuravam a salvação?

      25 Foi especialmente por intermédio do apóstolo Paulo, que era, “na realidade, apóstolo para as nações”, e por meio de seus co-missionários, que a “palavra” sobre Deus e sobre seu Cristo foi levada às pessoas das nações gentias, para que pudessem repeti-la com a sua boca e guardá-la com apreço no coração. Jesus Cristo tornara-lhes esta informação possível também por descer do céu, para dar testemunho sobre Deus e seu propósito; e ele fora também ressuscitado dentre os mortos, pelo Deus Todo-poderoso, para que pudesse ser um testemunho vivo do cumprimento e da realização do propósito de Deus. Provou-se assim também inconfundivelmente que ele era o “Senhor”, o Agente Principal da regência divina de Jeová. Portanto, a “palavra” vitalizadora estava lá onde os gentios podiam obtê-la, tão perto deles quanto sua boca e seu coração. Mas, a questão era: O que iam fazer com ela? Se quisessem ter a salvação eterna, havia apenas uma coisa que podiam fazer com ela. Também, o que deviam fazer com ela para a salvação fora-lhes ordenado pelo próprio Deus. Lembre-se de que Moisés foi inspirado a chamar esta “palavra” de “mandamento que hoje te ordeno”. (Deu. 30:11-14) Para sermos salvos, temos de obedecer.

      26, 27. (a) Que “palavra” devemos aceitar em fé segundo Deus ordena? (b) O que disse Jesus aos judeus quanto a qual era a obra de Deus pela qual perguntaram, e como disse Paulo aos gregos no Areópago, em Atenas, que esta é a “obra” que Deus ordena?

      26 Sim, Jeová Deus, que estabelece todos os termos para a salvação, ordena que aceitemos com fé a palavra, a saber, que Jesus Cristo é Senhor e que Deus o ressuscitou dentre os mortos. Isto foi exatamente o que Jesus disse aos judeus em resposta à sua pergunta: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” Jesus disse: “Esta é a obra de Deus, que exerçais fé naquele a quem Este enviou.” (João 6:28, 29) Isto se aplica também aos não-judeus ou gentios incircuncisos. Portanto, não resta outro proceder senão que os gentios informados se dediquem a Deus para fazer a vontade de Deus, para realizar a obra de Deus. Precisam desviar-se dos falsos deuses idólatras aos quais haviam estado dedicados até então. Isto está em harmonia com o que o apóstolo Paulo disse aos gregos pagãos reunidos no Areópago, em Atenas:

      27 “É verdade que Deus não tem tomado em conta os tempos de tal ignorância, no entanto, agora ele está dizendo [intima, Pont. Inst. Bíbl.; manda, Brasileira] à humanidade que todos, em toda a parte, se arrependam. Porque ele fixou um dia em que se propôs julgar em justiça a terra habitada, por meio dum homem a quem designou, e ele tem fornecido garantia a todos os homens, visto que o ressuscitou dentre os mortos.” — Atos 17:30, 31.

      “DECLARAÇÃO PÚBLICA PARA A SALVAÇÃO”

      28. (a) O que se nos ordena fazer por meio do coração? (b) Qual é a “palavra” que devemos aceitar em fé? (e) Como cultivamos tal fé em nosso coração, ao ponto de fazermos o quê?

      28 Em harmonia com a nossa dedicação a Jeová Deus, para fazer a sua vontade por guardar os seus mandamentos, temos de obedecer assim como ordenados: ‘exercer fé no coração’. Sabemos que do coração procede a afeição ou o amor, e que tem o poder de motivar seu dono. É com ele que sentimos apreço. Portanto, em que precisamos “exercer fé” com ele? Naquela “palavra” que Jeová Deus trouxe para perto de nós por meio de Jesus Cristo. O apóstolo Paulo disse que esta “palavra” é, segundo ele, “a ‘palavra’ da fé, que estamos pregando”. A aceitação desta “palavra” pregada pelo apóstolo Paulo exigia o exercício de fé, e nós precisamos fazer isso com o coração. Precisamos fixar o coração nesta “palavra” pregada. Precisamos criar no coração amor por esta “palavra”. Precisamos aumentar com o coração o apreço sincero desta “palavra”. Tal condição do coração induzirá ou motivará a pessoa a ter fé nesta palavra, a aceitá-la e a agir segundo ela.

      29. A respeito de que precisamos ter fé no coração, e, portanto, a quem se deve dirigir a nossa ação principal para a salvação?

      29 A respeito de que se exige que ‘exerçamos fé no coração’? A respeito de que “Deus o levantou dentre os mortos”. Ora, vemos aqui que não se trata apenas de ‘crer no Senhor Jesus’ para ser salvo. (Atos 16:31) Em primeiro lugar, precisamos ter fé em Deus. Ainda é verdade, conforme Paulo nos lembra, que “todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo”. (Rom. 10:13) É a Jeová que devemos amar de todo o coração, alma, mente e força. Ele é o Todo-poderoso que ressuscitou a Jesus Cristo dentre os mortos para a vida imortal. Portanto, é a Jeová que se dirige nossa ação principal. É a ele que devemos fazer nossa dedicação de fazer a Sua vontade, de guardar os Seus mandamentos. — Rom. 10:8, 9.

      30. (a) O que devemos crer no coração quanto a que Deus fez para com Jesus Cristo? (b) Assim, em que sentido tornou Deus disponível para nos uma “palavra” substancial?

      30 Portanto, nosso coração dedicado, cheio de amor e apreço, precisa induzir-nos a ter fé em que Jeová Deus realizou o espantoso milagre de ressuscitar dentre os mortos a Jesus Cristo, que fora pendurado numa estaca. Deste modo, Deus tornou possível que Jesus Cristo ascendesse à presença divina no céu e ali apresentasse o valor de seu sacrifício expiador a favor de toda a humanidade, comprando assim a todos. Por morrer em sacrifício, Jesus Cristo desceu ao “abismo”, mas o espírito ou a força ativa de Jeová desceu àquele “abismo”, a fim de “fazer subir a Cristo dentre os mortos”. O Deus Todo-poderoso, Jeová, podia assim fazer com que, mediante um Cristo vivo, a “palavra” nos estivesse disponível, podia dar conteúdo ou substância a esta “palavra” e podia fazer com que esta “palavra” contivesse para nós uma mensagem vitalizadora. Pensando bem, Jeová é assim o principal para com quem devemos agir por nos dedicar a ele. Mas precisamos fazer isso por meio de seu Agente Principal, Jesus Cristo. — Rom. 10:6, 7; Heb. 2:9, 10; 5:8, 9.

      31. Portanto, o nome de quem temos de invocar para ter salvação, mas por que precisa nossa boca também fazer confissão a respeito de Jesus Cristo?

      31 Segue-se inevitavelmente que precisamos “invocar o nome de Jeová” para ser salvos. (Rom. 10:13; Atos 2:21; Joel 2:32) Isto requer que a boca faça alguma coisa, motivada pelo coração. Com a boca somos obrigados a invocar o nome de Jeová. Mas agora, desde que Deus fez subir a Cristo dentre os mortos, não podemos fazer esta invocação à parte de Jesus Cristo. Precisarmos também fazer com a boca confissão a respeito de Jesus Cristo. É por isso que o apóstolo Paulo, ao considerar a “palavra” da fé que ele pregava, prosseguiu: “Pois, se declarares publicamente esta ‘palavra na tua própria boca’, que Jesus é Senhor, e no teu coração exerceres fé, que Deus o levantou dentre os mortos, serás salvo. Porque [1] com o coração se exerce fé para a justiça, mas [2] com a boca se faz declaração pública para a salvação.” — Rom. 10:9, 10.

      32. (a) Como é chamada em outras traduções da Bíblia esta declaração pública que fazemos com a boca? (b) Quando se faz esta confissão oral para a salvação?

      32 Quando é que “com a boca se faz declaração pública para a salvação”? Isto se dá e precisa dar-se antes de o crente dedicado ser batizado “em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo”. (Mat. 28:19, 20; Atos 16:31-33; 17:33; 19:1-7) Esta declaração pública é uma confissão, conforme mostra a Tradução Interlinear do Reino, em inglês, e outras traduções bíblicas (Almeida; Figueiredo; Com. Taizé) As traduções do Centro Bíblico Católico e do Pontifício Instituto Bíblico de Roma vertem isso como ‘profissão’. Esta confissão ou profissão é feita por nós oralmente perante o ministro cristão ou a ele, o qual preside ao batismo em água. Naturalmente, continuamos a fazer esta confissão em nossas reuniões congregacionais. (Heb. 10:23) Também a fazemos perante autoridades governamentais ou judiciárias, que talvez exijam uma explicação de nossa esperança cristã. (1 Ped. 3:15) Também a fazemos na nossa pregação pública de casa em casa e nas revisitas que fazemos às pessoas nos seus lares, quando achamos que estão interessadas. Mas esta confissão começa forçosamente antes do batismo.

      33. O que significa a confissão, e o que temos de confessar perante outros para obter a salvação?

      33 Naturalmente, confissão significa declarar, revelar, admitir ou professar algo a outro ou a outros. Então, o que e que precisamos declarar ou professar oralmente aos outros? É claro que é a “palavra”. Paulo disse: “Se declarares publicamente essa ‘palavra na tua própria boca’, que Jesus é Senhor, . . . serás salvo.” (Rom. 10:9) Por isso não podemos deixar a Jesus Cristo fora dos propósitos e dos arranjos de Deus, porque Jesus é “o Agente Principal da salvação deles”. (Heb. 2:10) Precisamos declarar, confessar, admitir ou professar oralmente que Jesus não só é o “Senhor” do Rei Davi, mas também o nosso próprio “Senhor”. (Sal. 110:1; Atos 2:34-46) Precisamos fazer esta declaração perante outros, segundo a “palavra inspirada pelo espírito de Deus.

      34. Segundo 1 Coríntios 12:2, 3, sob a direção de que confessamos que Jesus é Senhor, e por quanto tempo nos apegamos a esta confissão para a salvação?

      34 Foi por isso que o apóstolo Paulo disse: “Portanto, quero que [vos, anteriores devotos dos ídolos,] saibais que ninguém, falando pelo espírito de Deus, diz: ‘Jesus é amaldiçoado!’ e ninguém pode dizer: ‘Jesus é Senhor!’ exceto por espírito santo.” (1 Cor. 12:2, 3) O espírito de Deus em nós guia-nos para fazermos a confissão, profissão ou declaração correta perante outros, a saber, que Jesus é “Senhor” por designação de Deus. Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos para que fosse um Senhor vivo. Deus assentou o ressuscitado Jesus à sua própria mão direita e o fez “Senhor” mais elevado do que toda a restante criação. Se desejarmos a salvação eterna, teremos de apegar-nos à declaração, confissão ou profissão pública que fizemos antes de nosso batismo em água, a saber, que Jesus Cristo é o Senhor a quem Jeová Deus designou sobre nós e a quem aceitamos amorosamente.

      NEGAR-SE A SI MESMO

      35. O que disse Jesus aos seus apóstolos sobre o que terá de ser feito por aquele que deseja segui-lo?

      35 Confessarmos com a boca que Jesus Cristo é nosso Senhor impõe-nos certas obrigações. Jesus referiu-se a isso depois de censurar Pedro por tentar dissuadi-lo de continuar no seu caminho até a morte na estaca de tortura, em Jerusalém. Lemos: “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se algum quer vir após de mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.” (Mat. 16:24, Soares) A versão do Pontifício Instituto Bíblico reza: “Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” Explicando o significado de “negar”, o Novo Dicionário Brasileiro Melhoramentos diz, entre outras coisas: “Não reconhecer; abandonar, largar, repudiar.”

      36. (a) Quando foi que Pedro negou a Jesus três vezes e a quem reconheceu assim? (b) Ao renegar a Jesus, o que afirmava Pedro quanto a quem pertencia?

      36 Na noite em que Jesus foi traído por Judas Iscariotes, o apóstolo Pedro negou Jesus três vezes. Depois que os que suspeitavam de Pedro o acusaram três vezes de ser companheiro de Jesus, conforme nos diz Mateus 26:74, Pedro “principiou então a praguejar e a jurar: ‘Não conheço este homem!’” Ao negar assim a Jesus, Pedro excluiu-se dos companheiros ou seguidores de Jesus. Fazendo isso, Pedro não só se separou de todos os outros. Não, mas antes, colocou-se do lado dos que não seguiam a Jesus, mas que achavam que Jesus devia ser julgado pela sua vida. Ou, para se usar a outra palavra, “renunciar”, Pedro, ao renunciar a Jesus como seu Líder e Instrutor, afirmava pertencer a outro como seu líder e instrutor. Ao renunciar a Jesus, Pedro não se colocou numa situação neutra, numa posição que não favorecesse nenhum dos lados na questão, numa posição isolada e sem relação com qualquer outro. Ao renunciar a Jesus, Pedro tinha de afirmar pertencer a outro.

      37. Portanto, o que significa negar-se a si mesmo para se seguir a Jesus, e em harmonia com a vontade de quem se faz isso?

      37 O mesmo se dá com o que Jesus disse aos seus discípulos, em Mateus 16:24. Quando alguém se nega e toma sobre si a estaca de tortura, continuando a seguir a Jesus, ele não está apenas dizendo Não! a si mesmo quanto a um desejo pessoal agora e outro desejo pessoal em outra ocasião. Ele está de fato dizendo Não! a si mesmo quanto ao resto de sua vida como alguém que egoistamente não seguia a Jesus Cristo. Quando alguém nega a si mesmo, ele dá as costas para seu proceder egoísta e materialista na vida e torna-se seguidor de Jesus, levando uma estaca de tortura mortal assim como Jesus fez. Nega-se quanto a ser seu próprio líder, e decide, reconhece e professa a Jesus Cristo como seu Líder e Instrutor. Este passo é dado, naturalmente, segundo a vontade de Deus.

      38. O que significa negarmo-nos a nós mesmos para seguirmos a Jesus, e, iguais a ele, escravos de quem nos tornamos?

      38 A Tradução do Novo Mundo verte Mateus 16:24: “Se alguém quer vir após mim negue-se a si mesmo e apanhe a sua estaca de tortura, e siga-me continuamente.” Neste caso, então, o que significa negar-se a si mesmo? Certamente, significa não mais reivindicar ser dono de si mesmo. Neste caso, cedemos ou entregamos o domínio sobre nós mesmos a outro, e reconhecemos e admitimos que este é nosso dono. Não nos tornamos simplesmente de ninguém. Então, quem se torna nosso dono, visto que nos negamos a nós mesmos para nos tornarmos carregadores duma estaca e seguirmos continuamente a Jesus Cristo? Não há dúvida de que Jesus negou-se a si mesmo; isto significava que ele reconhecia e admitia que Jeová era seu dono, e que ele mesmo era escravo de Jeová. Concordemente, quando nós nos negamos para nos tornar seguidores de Jesus, concedemos ou cedemos o domínio sobre nós mesmos a Jeová, cujos escravos cristãos nos tornamos. Não pertencemos mais a nós mesmos.

      39. (a) Que ação exige isso então da parte daqueles que fazem esta escolha? (b) Como se simboliza isso, mas apenas depois de se fazer que confissão?

      39 Então, o que exige isso de nós, os que fazemos esta escolha? Exige nossa dedicação sem reservas a Jeová Deus, para fazer a sua vontade, em imitação de seu Filho Jesus Cristo. É da sua vontade que sejamos discípulos fiéis de Jesus Cristo. Sua vontade é que declaremos, confessemos e professemos que Jesus Cristo é nosso “Senhor” designado por Deus. Jesus torna-se assim nosso Amo, com a autoridade de nos dar ordens e de designar-nos a deveres. Fazemos esta dedicação a Jeová Deus, naturalmente, depois de nosso arrependimento e de nossa conversão a ele. Levamos nosso modo de vida convertido ao seu objetivo real ao nos dedicarmos a Jeová Deus por meio de seu Agente Principal, Jesus Cristo. Simbolizamos então esta dedicação pela imersão em água. Esta é a vontade de Deus, para fazer a qual nos dedicamos a Ele. Antes de nosso batismo em água, temos de fazer uma declaração pública ou confissão com a boca para a salvação, em expressão aberta do que cremos no coração. Apenas por fazermos isso tomamos o caminho da salvação eterna provinda de Deus mediante Cristo.

      [Foto na página 376]

      A “declaração pública para a salvação” feita por crentes dedicados começa antes do batismo, ao responderem oralmente às perguntas do ministro que preside ao batismo.

  • A relação do batismo em água com a salvação
    A Sentinela — 1973 | 15 de junho
    • A relação do batismo em água com a salvação

      1. (a) Como relaciona 1 Pedro 3:20, 21 a passagem de oito almas humanas através do Dilúvio com o batismo cristão? (b) Em que é o batismo diferente da água?

      A RELAÇÃO do batismo em água com a salvação é comentada pelo apóstolo Pedro na sua primeira carta, capítulo três. Depois de dizer que Jesus foi ressuscitado em espírito e que pregou aos espíritos em prisão, Pedro prossegue: “A paciência de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se construía a arca, na qual poucas pessoas, isto é, oito almas, foram levadas a salvo através da água. O que corresponde a isso salva-vos também agora, a saber, o batismo, (não a eliminação da sujeira da carne, mas a solicitação de uma boa consciência, feita a Deus,) pela ressurreição de Jesus Cristo.” (1 Ped. 3:20, 21, UM; Taizé; Rohden; L. Ramos) Não é a água que salva. O batismo não é a água batismal. O batismo é a passagem pela água, pela imersão nela. O batismo é um ato, não água.

      2. (a) Como mostra Hebreus 11:7 o que foi que resultou na salvação de Noé durante o dilúvio? (b) Apesar de Noé andar com Deus antes do dilúvio, que medidas decisivas tinha de tomar para ser salvo?

      2 Noé não foi salvo pela água do Dilúvio. Como foi salvo é contado em Hebreus 11:7: “Pela fé Noé, depois de receber aviso divino de coisas ainda não observadas, mostrou temor piedoso e construiu uma arca para a salvação de sua família; e, por intermédio desta fé, ele condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé.” Já antes do Dilúvio, “Noé era homem justo. Mostrou-se sem defeito entre os seus contemporâneos.” (Gên. 6:9) Mas, veio o tempo em que Noé teve de fazer uma grande decisão. Isto se deu quando Deus o avisou sobre coisas que aconteceriam na sua geração e lhe mandou que construísse uma enorme arca. Fazer isso, exigiu fé e obediência da parte de Noé. A questão era então: Faria Noé a vontade de Deus? Ele decidiu cumprir esta maior tarefa na sua vida. Por isso comprometeu-se, e dedicou-se a fazer a vontade de Deus. Isto resultou na salvação dele e de sua família. Eles foram salvos naquela arca. — Veja Hebreus 10:7-9.

      3. (a) Portanto, o que simbolizava a arca salvadora de vida no que se referia a Noé e sua família? (b) O que obtiveram estas oito almas no íntimo pela sua obediência devido à sua fé?

      3 Esta arca, portanto, tornou-se símbolo da dedicação de Noé a fazer a vontade de Deus e de ele fazer esta vontade com fé e obediência. Esta arca, que era uma expressão concreta, tangível e prática da dedicação de fazer a vontade de Deus, foi o que salvou a Noé e mais sete almas humanas. Não foi a água do Dilúvio que os salvou; esta causou a morte dos que estavam fora da arca. Dentro da arca, Noé e sua família passaram pela água e foram salvos. Por Noé dedicar-se a fazer a vontade de Deus com respeito à arca e depois construí-la, ele obteve uma boa consciência para com Deus. Sua família fez o mesmo. A justiça que talvez tivessem antes da construção da arca não os teria salvo, por si só, através do Dilúvio. A casa em que Noé morou com sua família até entrar na arca foi destruída.

      4. Conforme ilustrou o caso dos judeus sob o pacto da Lei mosaica, por que é uma boa consciência algo que temos de solicitar a Deus?

      4 Algo correspondente a isto ocorre com os que se tornam discípulos batizados de Jesus Cristo. Não nascemos com uma boa consciência para com Deus, nem a produzimos por nós mesmos, nos nossos próprios termos, por obras de justiça própria. Os Judeus procuravam obter uma boa consciência perante Jeová Deus por se empenharem em prol da perfeição na execução das obras ordenadas no pacto da Lei mosaica com a sua nação, mas eles falharam. Este era o motivo pelo qual, anualmente, em cada Dia da Expiação (10 de tisri), eles tinham de mandar oferecer sacrifícios propiciatórios para si, pelo sumo sacerdote de Israel, a fim de restabelecer a sua boa consciência para com Deus. Portanto, a boa consciência é alguém que temos de solicitar a Jeová Deus.

      5. (a) Como solicitamos a Deus uma boa consciência e como a obtemos? (b) Até então, a vontade de quem fazíamos?

      5 Foi por isso que Pedro disse, ao declarar o que estava envolvido no batismo: “Não a eliminação da sujeira da carne, mas a solicitação de uma boa consciência, feita a Deus.” (1 Ped. 3:21) Então, como fazemos a solicitação a Deus, pedindo uma boa consciência? Fazemos isso do mesmo modo como Noé, pela nossa dedicação antes de passarmos pela água. Iguais a Noé, dedicamo-nos a Jeová Deus para fazer a sua vontade, e daí em diante passamos a fazê-la. E visto que isso tem que ver com nossa associação com o novo pacto de Jeová, do qual Jesus Cristo é o Mediador, precisamos fazer assim como o povo de Israel fez, no monte Sinai, antes de ser aceito no pacto da Lei mosaica, dedicando-se a Deus com as palavras: “Tudo o que Jeová falou estamos dispostos a fazer.” (Êxo. 19:8; 24:7, 8) Até então, temos “feito a vontade das nações” e vivido “para os desejos dos homens”; mas, daí, dedicamo-nos a viver “para a vontade de Deus”. (1 Ped. 4:1-3, 19) Isto resulta em obtermos uma boa consciência, pois, quando sabemos que fazemos a vontade de Deus temos uma boa consciência.

      6. Visto que agora podemos fazer a vontade de Deus apenas de modo imperfeito, o que precisa ser aplicado a nosso lavor para retermos uma boa consciência?

      6 É claro que podemos fazer a vontade de Deus apenas de modo imperfeito, e por isso precisamos que o sangue expiador de Jesus Cristo seja aplicado por Deus a nosso favor, para nos purificar da mancha do pecado e da imperfeição. É como pergunta Hebreus 9:14: “Quanto mais o sangue do Cristo, o qual, por intermédio dum espírito eterno, se ofereceu a Deus sem mácula, purificará as nossas consciências de obras mortas, para que prestemos serviço sagrado ao Deus vivente?”

      7. (a) O que representa então realmente nossa dedicação a Deus por intermédio de Cristo, na linguagem de 1 Pedro 3:21? (b) Para mantermos esta boa consciência a que precisamos recorrer constantemente?

      7 De modo que a nossa dedicação a Deus, para fazer a sua vontade, é realmente uma “solicitação de uma boa consciência, feita a Deus”. A boa consciência não resulta de fazermos nossas próprias obras de autojustiça, que são “obras mortas”, mas sim de fazermos as obras prescritas de Deus, a vontade de Deus. É para fazer isso que nos dedicamos a Ele. Para mantermos esta boa consciência desde que a obtemos, precisamos recorrer continuamente aos benefícios do sangue derramado de Jesus Cristo, como sacrifício propiciatório do grande e antitípico Dia da Expiação. Conforme nos faz lembrar Hebreus 9:22, “a menos que se derrame sangue, não há perdão”. Por este motivo, nós, os que somos perdoados mediante Cristo, “não [temos] mais consciência de pecados”. — Heb. 10:1, 2.

      8. (a) Visto que nos arrependemos, fomos convertidos e nos dedicamos, o que aplica Deus a nosso favor, com que resultado para nós? (b) Portanto, o que se pode dizer que simboliza nosso batismo em água? (c) Que textos indicam se é apenas o batismo em água que nos salva?

      8 Portanto, nossa dedicação de nós mesmos a Deus constitui uma “solicitação de uma boa consciência, feita a Deus”. Por quê? Porque nós, em nossa condição imperfeita e pecadora, não somos aceitáveis a Deus. Portanto, visto que nos arrependemos do pecado e damos meia-volta ou somos convertidos, e por nos dedicarmos a Deus mediante Cristo, Jeová aplica a nós o sangue purificador do sacrifício expiador de Cristo, aliviando-nos assim da condenação do pecado e dando-nos uma boa consciência para com Ele. Pode-se dizer, assim, que nosso batismo em água, passarmos obedientemente pela água batismal, simboliza nossa dedicação a Jeová Deus por meio de Jesus Cristo. Noé e sua família foram salvos por empreenderem obedientemente a fazer a vontade de Deus, construindo a arca, e nossa dedicação a Deus, para fazer a sua vontade e depois cumpri-la fielmente é o que ‘nos salva também agora’. Neste respeito, invocamos o nome de Jeová para ser salvos. (Heb. 13:15, Soares) Cremos no Senhor Jesus para ser salvos. (Atos 4:12) Fazemos abertamente uma confissão ou declaração pública, com a boca, de que “Jesus é Senhor” e de que cremos no coração que “Deus o levantou dentre os mortos”, para sermos salvos.

      9. O que não pode dizer mais tarde aquele que dá tais passos positivos sobre a sua “solicitação de uma boa consciência, feita a Deus”?

      9 Por este motivo, ninguém que dá passos positivos tais como o arrependimento, a conversão e a dedicação, tem razão para dizer mais tarde que a sua “solicitação de uma boa consciência, feita a Deus”, nunca foi respondida e que Deus nunca lhe deu uma boa consciência, e que sua dedicação, por isso, não tinha valor e não o obrigava a nada.

      10. (a) Para que precisamos apresentar-nos, a fim de sermos salvos? (b) Por que é também “pela ressurreição de Jesus Cristo” que tal batismo nos salva agora?

      10 Por isso, podemos assim avaliar agora que, se quisermos ser salvos, teremos de apresentar-nos para o batismo em água, em imitação de Jesus Cristo e em obediência à sua ordem. (Mat. 28:19, 20) Nada podia ser declarado de modo mais claro do que o seguinte, em 1 Pedro 3:21, a saber: “O que corresponde a isso salva-vos também agora, a saber, o batismo, . . . pela ressurreição de Jesus Cristo.” Temos de crer com o coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos. O ressuscitado Jesus Cristo é necessário para a nossa salvação, porque só o ressuscitado Filho de Deus pode agir como Sumo Sacerdote de Deus em oferecer a Deus, no céu, o valor de seu sangue vital, derramado a nosso favor para a obtenção do perdão de pecados e a resultante boa consciência. Ele é necessário para que Deus nos dê uma boa consciência em resposta à nossa solicitação. — 1 Ped. 3:22.

      NOSSO LÍDER MESSIÂNICO

      11. Em que resulta para os da “grande multidão” lavarem suas vestes compridas no sangue do Cordeiro e que bom motivo tem para aclamar este Cordeiro de Deus?

      11 Até mesmo os da “grande multidão”, reunidos hoje dentre todas as nações, tribos, povos e línguas, lavam suas vestes compridas e as embranquecem no sangue do Cordeiro Jesus Cristo, e assim obtêm uma boa consciência para com Deus. Este é um bom motivo para estarem em pé diante do trono de Deus e acenarem com palmas, clamando em voz alta: “Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.” (Rev. 7:9-14) Aclamam assim o Agente Principal de Jeová da regência divina. Seguem a ele como seu Pastor e Líder.

      12. Quem precisa seguir, na terra, o Agente Principal da Regência Divina, e o que significará isso para os que o fizerem?

      12 Todos os que se tornam discípulos dedicados e batizados deste Agente Principal da regência divina precisam segui-lo. Para fazer isso, precisam estar “olhando atentamente para o Agente Principal e Aperfeiçoador da nossa fé, Jesus”. (Heb. 12:1, 2) Fazermos isso amorosamente significará nossa salvação eterna, para o louvor eterno do grande Regente Divino, Jeová Deus.

  • Serão as necessidades dos pobres alguma vez satisfeitas?
    A Sentinela — 1973 | 15 de junho
    • Serão as necessidades dos pobres alguma vez satisfeitas?

      A POBREZA não é novidade no mundo. Há quase 3.500 anos atrás, os israelitas foram informados: “Nunca deixará de haver pobre no meio do país.” (Deu. 15:11) Séculos depois, quando Jesus Cristo aceitou um ato de generosidade, ele reconheceu o mesmo fato sólido, dizendo: “Vós sempre tendes convosco os pobres, a mim, porém, nem sempre me tereis.” — Mat. 26:11.

      É triste que neste atual sistema imperfeito de coisas milhões de homens, mulheres e crianças continuem a viver em pobreza. Talvez se encontre entre estes milhões.

      Acha ser problema ter um emprego firme? Preocupa-se em como possa obter alimentos suficientes para a sua família, Perturba-o que a falta do necessário para a vida lhe tire a boa saúde, assim como também aos de sua família? Sente-se como que preso na sua moradia atual, em ter os meios para se mudar dum ambiente deprimente? Já se perguntou alguma vez: Terá de continuar isso assim? Serão as necessidades dos pobres alguma vez satisfeitas!

      Mesmo que não se classifique entre os habitantes pobres da terra, certamente conhece gente pobre. Mesmo nas nações prósperas há pobreza. O Senador Hutert H. Humphrey observou a respeito dos Estados Unidos da América, no seu livro Guerra à Pobreza (War on Poverty), que ‘um dentre cada cinco americanos vive em pobreza, vergonha, miséria e degradação’. Sente compaixão por tais pessoas?

      Em toda a terra, muitos pobres têm a esperança de que os governos humanos possam de algum modo ajudá-los. Mas eles admitem prontamente que demasiadas vezes ficaram desapontados.

      Tome, por exemplo, o que aconteceu na Colômbia, na América do Sul. Lá em 1962, quando o agora falecido Guillermo León Valência se candidatou à presidência, ele muitas vezes citava uma linha dos poemas de seu pai: “Um quinhão pleno para todos.” Prometia que seu governo seria “o governo dos pobres”. Mas, aconteceu assim? Suas severas medidas econômicas prejudicaram os próprios que pretendia favorecer. Desde o fim de 1962 até o princípio de 1964, o custo de vida aumentou em 50 por cento! Em pouco tempo, o governo de Valência veio a ser chamado pelo homem da rua de “governo dos pobres ricos”.

      Por causa dos repetidos desapontamentos, muitos se voltam para o comunismo e para o marxismo na esperança de que sua situação melhore. Entretanto, os países comunistas, iguais aos países controlados por outras formas de governo humano, não puderam solucionar muitos dos grandes problemas da vida. Não é verdade que são afligidos por desconcertantes condições políticas, por facções nacionalistas

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