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  • Nunca transija nos princípios cristãos

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  • Nunca transija nos princípios cristãos
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1982
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  • PRINCÍPIOS — ALICERCE SOBRE O QUAL EDIFICAR
  • OS CRISTÃOS E O MUNDO
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1982
w82 1/8 pp. 9-14

Nunca transija nos princípios cristãos

“Portanto, todo aquele que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” — Tiago 4:4.

OS VERDADEIROS cristãos são governados por princípios. Princípio é uma verdade fundamental. Visto que verdade é aquilo que está em conformidade com o real estado das coisas, os princípios são essencialmente declarações de fatos básicos. A Bíblia contém milhares desses princípios, expressamente declarados, como no texto acima. Outros são encontrados no livro da natureza ou dele deduzidos, conforme escreveu Paulo em Romanos 1:20: “As suas qualidades invisíveis [i.e., as de Deus] são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas.”

Alguns exemplos de princípios servirão para mostrar o papel que os princípios desempenham no nosso entendimento e raciocínio. Eis alguns: Jeová é o Altíssimo sobre toda a terra. Não há Deus além de Jeová. Jeová é de eternidade a eternidade. Jesus é o princípio da criação de Deus. Deus é cabeça de Cristo. O Pai é maior do que Cristo. O Filho está sujeito a Deus. Deus ressuscitou a Cristo dentre os mortos. Deus concedeu a Cristo uma posição mais elevada do que antes. O espírito santo não é uma pessoa. Pessoas podem ficar cheias de espírito santo. — Salmo 83:18; Isaías 44:6; Salmo 90:2; Colossenses 1:15; 1 Coríntios 11:3; João 14:28; 1 Coríntios 15:28; Atos 13:30; 2:32, 33; 2:4, 17.

Como podem ser aplicados tais princípios? Podem ser encarados como materiais de construção dispostos de acordo com a planta, para formarem uma casa. Estes princípios específicos da verdade reunidos de acordo com o padrão divino formam as doutrinas bíblicas da verdade. Um ponto que se torna imediatamente evidente é que é impossível Jeová Deus, Cristo Jesus e o espírito santo serem um só ‘deus coigual e coeterno’, como afirmam os trinitários. Jeová é mais poderoso do que Cristo Jesus; portanto, os dois não são iguais. Jeová é eterno, mas Jesus foi criado por Deus; portanto, não são iguais, e Jesus não é o Eterno. E o espírito santo é a força de Deus, não uma pessoa. Pessoas não podem ficar literalmente cheias duma pessoa, mas podem ficar cheias duma força ativa ou de espírito santo. Os clérigos recusam-se a ponderar nestes princípios bíblicos, mas insistem em que a doutrina da Trindade é um mistério. Conseqüentemente, os clérigos são instrumentos de Satanás, pois Satanás procura mostrar que Deus não é supremo; e, por ensinarem a doutrina da Trindade, os clérigos procuram colocar Jeová Deus, o Todo-poderoso, numa posição em que outros sejam iguais a Ele. De acordo com os princípios bíblicos e os fatos isso é impossível. Assim, por ponderar nestes princípios, você fica habilitado a ver claramente que a doutrina da Trindade, da cristandade, é falsa. E, naturalmente, a palavra “trindade” não aparece na Bíblia.

As leis teocráticas de Jeová são baseadas em princípios de verdade. Por exemplo, a lei divina, que vigora até hoje, proíbe o homicídio. Baseia-se no claro princípio ou fato de que o homem é mortal. Portanto,assim como os princípios de verdade são usados para formar todas as muitas doutrinas bíblicas, assim também os princípios de verdade estão por trás de todas as leis de Deus.

Na verdade, cada uma das centenas de leis que compõem o pacto da lei, conforme dado a Moisés, baseia-se em um ou mais princípios de verdade. Um enorme número de princípios justos foram trazidos pela primeira vez à atenção do homem, como revelação, quando o pacto da lei foi dado aos israelitas. Assim, quando Deus pôs fim ao compromisso legal do pacto da lei, com a morte de Jesus, ele não destruiu os eternos princípios de verdade trazidos à atenção do homem por meio deste pacto. Tais princípios de verdade encontrados na Lei, ainda preservados para nós na Bíblia, continuam a orientar os cristãos no caminho da justiça. — Colossenses 2:14.

Viver segundo as regras estabelecidas por Moisés não era tão difícil como aprender a viver segundo os princípios de Cristo. É muito mais fácil a pessoa harmonizar sua conduta com uma regra do que fazer com que um princípio oriente a sua inteira vida. Moisés prescreveu regras; Cristo inculcou princípios. Regras são para crianças; princípios são para homens e mulheres maduros no desenvolvimento cristão.

Embora Jesus inculcasse princípios, isso não quer dizer que não há leis que governem as atividades dos cristãos. Leis são regras de ação ditadas pela autoridade para orientar a conduta dos subordinados, e os cristãos são, portanto, obrigados a obedecer às leis de Deus. Exemplos de leis dadas aos cristãos são: a proibição de comer sangue, abster-se da fornicação, guardar-se da adoração de ídolos, não deixar de se congregar, não cometer assassinato, e assim por diante. E não podemos esquecer-nos das duas grandes leis ou mandamentos que Jesus repetiu para nós: “‘Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.’ Este é o maior e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’” Estas leis baseiam-se em princípios de verdade. São delineadas para conduzir os cristãos à madureza. — Atos 15:20; Hebreus 10:25; Romanos 13:9; Mateus 22:37-39.

Mas, para o cristão, o conselho e as instruções são amiúde generalizados, destacando o princípio a ser seguido e dando à pessoa a liberdade moral de escolher seguir os princípios fiéis apresentados ou seguir seus desejos egoístas. Deste modo, Deus permite que cada um prove quanto amor tem por ele e quanta confiança tem Nele, bem como quão ansioso está de fazer a vontade divina.

Há duas forças que operam em todas as pessoas. Uma é a paixão, que é induzida pela influência de outros sobre a pessoa influenciada, e a segunda são os princípios ou as leis, isto é, a lei de Deus ou a regra de ação que prescreve o caminho que é direito e correto. Os devotados a Jeová são governados pela sua lei e seguem seus mandamentos baseados em princípios de verdade. Portanto, ser governado por princípios significa agir segundo o conhecimento dos fatos e em harmonia com a razão e a consciência. Ser governado pela paixão significa agir por causa da influência externa, significa deixar-se levar por considerações pessoais, tais como riqueza, fama, poder, segurança, ou a satisfação dos sentidos ou instintos.

A paixão orienta a mente da maioria dos homens na avaliação das coisas neste sistema sob Satanás. Fica cada vez mais claro que as lascivas da carne apaixonada são encaradas com favor pelo mundo, ao passo que os que são orientados pelos princípios da Palavra de Deus são ridicularizados e escarnecidos pela maioria da humanidade hoje em dia. Paulo mostrou em Gálatas 5:19-24 o contraste entre os que seguem as paixões e os que seguem os princípios justos de Deus, e podemos notar como as coisas inspiradas pela paixão ganham rapidamente popularidade nestes últimos dias: “Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são fornicação, impureza, conduta desenfreada, idolatria, prática de espiritismo, inimizades, rixa, ciúme, acessos de ira, contendas, divisões, seitas, invejas, bebedeiras, festanças e coisas semelhantes a estas. Quanto a tais coisas, aviso-vos de antemão, do mesmo modo como já vos avisei de antemão, de que os que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus. Por outro lado, os frutos do espírito são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio. Contra tais coisas não há lei. Além disso, os que pertencem a Cristo Jesus penduraram na estaca a carne com as suas paixões e desejos.”

Note dois princípios apresentados aqui: os que praticam as obras da carne não herdarão o reino de Deus; os que são cristãos não praticam tais obras. Os cristãos desejam viver sob o governo de Deus; portanto, precisam apegar-se aos princípios justos. É por isso que Pedro aconselhou vigorosamente, em 1 Pedro 2:11, 12: “Amados, exorto-vos como a forasteiros e residentes temporários a que vos abstenhais dos desejos carnais, que são os que travam um combate contra a alma. Mantende a vossa conduta excelente entre as nações, para que, naquilo em que falam de vós como de malfeitores, eles, em resultado das vossas obras excelentes, das quais são testemunhas oculares, glorifiquem a Deus no dia da sua inspeção.” O proceder correto adotado pelos cristãos resulta em louvor para Jeová aos olhos das pessoas inclinadas para a justiça, mas não aos olhos do mundo. Neste sistema de coisas, seguir princípios custa algo à pessoa. Significa amar a verdade apesar de esta ser impopular. Significa temer a Deus, não o homem. Significa odiar o ganho injusto, não empenhar-se por ele. Estas são as qualidades que Jeová procura naqueles que o servirão no novo sistema. — Êxodo 18:21; Provérbios 29:25.

PRINCÍPIOS — ALICERCE SOBRE O QUAL EDIFICAR

O apóstolo Paulo escreveu especificamente aos hebreus sobre alguns princípios fundamentais ou básicos de verdade, aos quais todos os cristãos devem aderir, dizendo: “Pois, deveras, embora devêsseis ser instrutores, em vista do tempo, precisais novamente que alguém vos ensine desde o princípio as coisas elementares das proclamações sagradas de Deus e vos tornastes tais que precisais de leite, não de alimento sólido. Porque todo aquele que toma leite desconhece a palavra da justiça, pois é criancinha. O alimento sólido, porém, é para as pessoas maduras, para aqueles que pelo uso têm as suas faculdades perceptivas treinadas para distinguir tanto o certo como o errado. Por esta razão, agora que temos abandonado a doutrina primária a respeito do Cristo, avancemos à madureza, não lançando novamente um alicerce, a saber, o arrependimento de obras mortas e a fé para com Deus, o ensino de batismos e a imposição das mãos, a ressurreição dos mortos e o julgamento eterno.” — Hebreus 5:12 a 6:2.

E o que quer dizer Paulo quando diz que temos “abandonado” estes princípios doutrinais de verdade básica? Ao dizer que os temos “abandonado”, Paulo certamente não quer dizer que devemos deixar de crer no arrependimento e na fé, ou não praticá-los; tampouco quer dizer que devemos deixar de crer no batismo e não praticá-lo. O que o apóstolo está mostrando é que não devemos aprender essas mesmíssimas coisas vez após vez. Não devemos ficar satisfeitos por saber apenas as coisas fundamentais. Paulo estava repreendendo os hebreus a quem se dirigia, porque, embora devessem ser instrutores, ainda precisavam que se lhes ensinassem novamente os princípios elementares. Já deviam entender todas estas coisas e estar aptos a ensiná-las; e, ao passo que continuavam a crer nelas, deviam aumentar em conhecimento da Palavra e dos propósitos de Deus; e não só isso, mas deviam lembrar-se de que são necessários não só doutrinas corretas nesses assuntos, para se desenvolverem plenamente como seguidores de Cristo, mas, além disso, a obtenção dos resultados pretendidos, a saber, tornar-se cristãos plenamente desenvolvidos, capazes de raciocinar e entender a Palavra de Deus e conduzir-se em harmonia com os seus princípios de justiça. É isso que ele quer dizer quando diz: “Avancemos à madureza.”

Isto pode ser comparado ao modo como a criança, quando vai à escola, primeiro aprende a tabuada da multiplicação, e como somar, subtrair e dividir. Esses são os princípios fundamentais da matemática; contudo, acharíamos muito estúpida ou desatenta a criança que nos estudos permanece vários anos só aprendendo esses princípios elementares; e diríamos que ela devia sair desses princípios elementares e prosseguir com outras coisas, não querendo dizer com isso que se deva esquecer esses princípios elementares, ou considerá-los como algo a deixar para trás, para nunca mais pensar neles. A criança deve lembrar-se deles, empregá-los, e acrescentar-lhes as coisas mais profundas da matemática. Se a criança for formar-se em engenharia, terá de avançar em entendimento e fazer uso de matemática mais complexa. Terá de aprender e ser orientada pelos princípios adicionais disso. Não poderá ter êxito na carreira se não fizer caso dos princípios já aprendidos, pois, por meio dum cálculo incorreto quanto a necessidades básicas duma construção, a estrutura projetada ruiria.

Pode-se dizer que o cristão se encontra numa posição similar. Ele, segundo Paulo, deve usar os princípios fundamentais a respeito de Cristo como meio de avançar à madureza. Deve aprender e ser orientado por princípios adiantados sobre Cristo e deve estar apto a ensiná-los a outros. Se ele mesmo não os entender, não poderá ser orientado por eles, e assim não será capaz de instruir a outros sobre eles. O ensino cristão se dá tanto verbalmente como pelo exemplo; o modo de vida do cristão maduro é encarado pela pessoa imatura como bom para ser imitado, e é bom imitar se estiver baseado em princípios corretos. Este é outro motivo por que o cristão tem de ser governado por princípios. — Filipenses 3:17.

Por outro lado, se não avançarmos além dos princípios elementares de Cristo, mas nos demorarmos infantilmente nas verdades fundamentais do arrependimento, da fé, do batismo, da geração pelo espírito, da ressurreição, do julgamento das almas, e assim por diante, corremos perigo. Perigo de quê? De recair no pecado. Precisamos ter uma estrutura forte, bem construída sobre o alicerce sólido dos princípios do cristianismo, e continuar edificando. — Romanos 14:19; Judas 20.

Deve-se notar que o arrependimento, a fé e o batismo são verdades fundamentais. As Escrituras nos ordenam a avançar além delas para alcançarmos a madureza. Portanto, qualquer que se associe com a organização de Jeová hoje, que por um motivo ou outro deixe de se submeter ao batismo cristão, identifica-se como muito imaturo, não entendendo plenamente nem mesmo os princípios elementares de Cristo. Embora se tenha associado por muitos anos com a organização de Jeová e tenha assistido a reuniões congregacionais, ainda é controlado mais pela paixão do que por princípios. Os que progridem além dessas verdades fundamentais avançam com a ajuda do espírito santo, ao alimento espiritual maduro, obtendo uma compreensão mais profunda da Palavra de Deus. O espírito, ou força ativa de Deus, possui poderes esclarecedores, e com ele coisas mais profundas de Deus são investigadas e esclarecidas para nós. — 1 Coríntios 2:9, 10.

Todo este discernimento espiritual se baseia na Palavra de Deus. Por isso, não há substituto para o conhecimento da Palavra de Deus. Todos nós precisamos meditar diariamente na Palavra de Deus, para incutir mais firmemente na nossa mente os princípios de verdade de Jeová Deus, o Todo-poderoso. Quanto mais princípios básicos nós absorvermos, tanto mais maduros nos tornaremos, e tanto mais firmes e aptos estaremos para evitar cair ou recair no pecado. Os líderes religiosos judaicos elaboraram um Talmude para os judeus seguirem, estabelecendo assim regras para cada tipo de conduta e deixando pouca ou nenhuma margem para raciocínio na Palavra de Deus, para lógica ou para aprender os princípios de Deus. Jeová não forneceu por meio de Cristo uma lista de regras similar ao Talmude para o modo de vida cristão. Ele especificou na Bíblia algumas leis e regras básicas, de modo que temos um registro dos princípios que os cristãos precisam seguir. É necessário que os cristãos apliquem tais princípios cristãos em sua vida diária. Não basta ter um conhecimento superficial de alguns fatos encontrados nas Escrituras.

OS CRISTÃOS E O MUNDO

Os princípios justos da Palavra de Deus são mais difíceis para os homens do que a aceitação de fatos bíblicos de conhecimento comum. As Testemunhas de Jeová encontram-se atualmente num mundo em que muitos afirmam ser cristãos e elogiam os princípios apresentados na Bíblia, mas é raro encontrar pessoas de fora da organização de Jeová, que procuram coerentemente viver à altura dos princípios e das regras estabelecidas pelo Deus Todo-poderoso em Sua Palavra. É porque as Testemunhas de Jeová seguem princípios cristãos que a maioria dos no mundo as consideram um povo peculiar. Este sistema está tão afastado dos princípios de Jeová, que as Testemunhas de Jeová se destacam como diferentes de todas as outras pessoas deste mundo, e são consideradas por alguns governos deste mundo como um povo obstinado, um povo que não entra na linha. Os governantes não compreendem os princípios apresentados nas Escrituras, que mostram que Satanás é o deus deste mundo e que os cristãos não fazem parte deste mundo, assim como Cristo Jesus não fazia parte deste mundo. (1 Coríntios 2:14) Por meio de seus juízes e governantes, o mundo exige que as Testemunhas de Jeová rendam a César não só as coisas que pertencem a César, mas mais do que isso, e o mundo esquece-se do restante da ordem de Jesus, de pagar a Deus as coisas de Deus. As Testemunhas de Jeová pagam os impostos, aceitam a instrução fornecida pela nação através das escolas e dão apoio a todas as leis do país que estão de pleno acordo com os princípios de verdade e justiça de Deus, e, onde quer que morem, sujeitam-se às regras e aos regulamentos da nação Vestem-se como as outras pessoas, e, em grande parte, ajustam-se aos costumes e aos hábitos do povo. Mas há uma coisa que as Testemunhas de Jeová não podem fazer e não fazem, a saber, violar sua consciência treinada segundo os princípios apresentados na Palavra de Deus. Os verdadeiros cristãos, as Testemunhas de Jeová, se apegam aos princípios do Deus Todo-poderoso e retribuem a Deus aquilo que pertence a Deus. — Mateus 22:21.

Os homens não podem desconsiderar o destacado princípio de que Jeová é o Criador e o Deus Todo-poderoso do universo, se hão de ter entendimento. Alguns dos homens de ciência considerados sábios no mundo erguem uma intransponível barreira ao entendimento da origem da vida por desconsiderarem deliberadamente este princípio. Daí, tentem quanto quiserem, sem esta verdade básica, nunca chegarão a uma explicação satisfatória da vida. — Gênesis 1:1.

Jeová, como Criador e Todo-poderoso, tem o direito de receber a devoção exclusiva das criaturas humanas na terra. O próprio Jeová tornou isso claro quando deu sua lei a Israel: “Não deves fazer para ti imagem esculpida, nem semelhança alguma do que há nos céus em cima, ou do que há na terra embaixo, ou do que há nas águas abaixo da terra. Não te deves curvar diante delas, nem ser induzido a servi-las, porque eu, Jeová, teu Deus, sou um Deus que exige devoção exclusiva.” (Êxodo 20:4, 5) Esse é um princípio de verdade, um fato. Também é fato que Sua supremacia foi desafiada por Satanás, o deus deste mundo, e este mundo está em oposição a Jeová Deus, o Todo-poderoso. (Jó 1:11; Isaías 14:13; Tiago 4:4) Os cristãos dedicam-se incondicionalmente a Jeová e se tornam assim forasteiros neste velho sistema satânico. Portanto, a dedicação é como solicitar cidadania no novo sistema, e a cerimônia formal do batismo é semelhante a um juramento perante testemunhas em confirmação deste fato. O fundador do cristianismo, Jesus Cristo, deu o exemplo por sua dedicação e batismo, e então, em João 17:14, declarou claramente a respeito dos cristãos: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.”

O que queria dizer Jesus com o princípio aqui declarado? Por que não entrou em detalhes e não estabeleceu um montão de regras para os cristãos seguirem? É verdade que ele declarou o princípio um pouco antes, quando disse aos seus seguidores, em João 15:19: “Se vós fizésseis parte do mundo, o mundo estaria afeiçoado ao que é seu. Agora, porque não fazeis parte do mundo, mas eu vos escolhi do mundo, por esta razão o mundo vos odeia.” Contudo, não queria que os cristãos se isolassem a ponto de não pregarem ao mundo, pois ele orou a Jeová, em João 17:15: “Solicito-te, não que os tires do mundo, mas que vigies sobre eles, por causa do iníquo.” Sim, o deus deste mundo é perigoso. (2 Coríntios 4:4) Jesus revelou aos cristãos os princípios teocráticos, mas deixou que eles raciocinassem à base das Escrituras e determinassem o modo de lidar com as armadilhas sutis de Satanás e como viver neste sistema de coisas.

Os cristãos em toda a terra hoje têm o benefício de ver como Cristo e os inspirados apóstolos raciocinavam sobre os princípios bíblicos. Jesus apresentou-se solenemente para servir a Jeová. Isto significava que ele era ministro ou embaixador de Jeová, e exigia-se dele que desse atenção primária ao serviço de Jeová. Apreciava os verdadeiros valores, visualizando a legitimidade da sua posição, e mantendo-se afastado do velho sistema e dos falsos raciocínios humanos. Pregava que se deviam armazenar tesouros no céu, e praticou o que pregava por servir no ministério de tempo integral. Compreendia os princípios de que todas as coisas pertencem a Jeová e que é a bênção de Jeová que enriquece. Resistiu ao esforço do povo de fazer dele rei. Jesus era positivo em suas expressões e ações. Compreendia plenamente o seu lugar e a obra a ser feita. Embora fosse neutro para com os conflitos, a política e o comércio deste mundo, ainda assim não hesitou em condenar as violações dos princípios justos de Deus. Nunca transigiu nos princípios por ser diplomático demais. Jesus negou-se a participar nas religiões falsas dos seus dias, e, por sua estrita aderência aos princípios justos de Deus, atraiu a si o furor dos líderes religiosos, que o levaram perante os governantes romanos. Ali Jesus declarou um princípio: “Meu reino não faz parte deste mundo.” E depois ele disse: “Se o meu reino fizesse parte deste mundo, meus assistentes teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas, assim como é, o meu reino não é desta fonte.” — João 18:36; também Mateus 6:20; 4:1-10; 23:4, 5.

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