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O batismo mostra féA Sentinela — 1967 | 1.° de fevereiro
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ato de fé. Será que pode responder “Sim” às duas perguntas regularmente propostas quando as pessoas se apresentam para o batismo cristão?
(1) Reconhece-se diante de Jeová Deus como pecador que necessita de salvação, e reconhece diante dele que esta salvação procede dele, o Pai, mediante seu Filho, Jesus Cristo?
(2) A base desta fé em Deus e em sua provisão para a salvação, tem-se dedicado sem reservas a Deus para fazer doravante a Sua vontade, conforme ele a revele por meio de Jesus Cristo, e por intermédio da Bíblia, sob o poder esclarecedor do espírito santo?
Se assim for, então dizemos: “E agora, por que demoras? Levanta-te, sê batizado e lava os teus pecados por invocares o seu nome.” — Atos 22:16.
LEMBRE-SE DO QUE ACOMPANHA A DEDICAÇÃO
17, 18. (a) Por que a dedicação e o batismo podem ser chamados de “bom começo”? (b) Qual é o alvo dos que assumem o serviço de Deus em associação com Cristo?
17 A fé e as obras têm de acompanhar a dedicação. O batismo não só é feito em nome do Pai, do Filho e do espírito santo, mas, depois, a pessoa tem de mostrar fielmente apreciação de sua relação para com o Pai, o Filho, e o espírito santo. Pode-se chamar a dedicação e o batismo de bom começo; devem ser acompanhados de perseverança em fazer continuamente a vontade de Jeová. É uma obra espiritualmente revigorante, em associação com Cristo Jesus. (Mat. 11:28-30) Jesus é nosso exemplo especial de fé e perseverança, depois de a pessoa se apresentar a Deus, exemplo para o qual olhamos atentamente: “Assim, pois, visto que temos a rodear-nos uma tão grande nuvem de testemunhas, ponhamos também de lado todo peso e o pecado que fàcilmente nos enlaça, e corramos com perseverança a carreira que se nos apresenta, olhando atentamente para o Agente Principal e Aperfeiçoador da nossa fé, Jesus. Pela alegria que se lhe apresentou, ele aturou uma estaca de tortura, desprezando a vergonha, e se tem assentado à direita do trono de Deus. Deveras, considerai de perto aquele que aturou tal conversa contrária da parte de pecadores contra os próprios interesses deles, para que não vos canseis nem desfaleçais nas vossas almas.” — Heb. 12:1-3.
18 O batismo é parte do começo da carreira ou proceder que conduz à vida. É uma carreira em que a perseverança é um fator primário. Para o tempo atual, a vontade de Deus é a pregação das boas novas do Reino, e ainda não terminou. (Mat. 24:14) Os cristãos têm a obrigação perante Deus, por causa de sua dedicação, e sua felicidade advém de observarem a fé. No fim de seu ministério, o batizado apóstolo Paulo podia dizer com confiança: “Tenho travado a luta excelente, tenho corrido até o fim da carreira, tenho observado a fé.” (2 Tim. 4:7) Uma das coisas exigidas é continuar pregando e ensinando até que tal parte da obra de Deus seja concluída. Mais tarde, outros privilégios abençoados serão concedidos às criaturas fiéis que servem a Jeová. — Isa. 32:1.
19. Com a ajuda da Palavra da verdade de Deus, que proceder tem de ser mantido depois da dedicação e do batismo?
19 Outros assuntos também requerem nossa vigilância. Os servos dedicados têm de manter a sua posição livre de Babilônia, a Grande, e do resto do sistema de coisas de Satanás. Antes da grande batalha do Har-Magedon de Deus é importante que os servos de Deus sejam encontrados espalhados por toda a terra, com o intuito de proclamarem as boas novas do Reino. Não podem, assim, evitar entrar em contato com as pessoas do mundo, não se podem permitir ficar enlaçados de novo. Darem atenção de perto à verdade, à Palavra de Deus, os mantêm fortes e alertas contra a impureza. Lembram-se do que Jesus pediu em oração, antes de sua morte, dizendo a seu Pai celeste: “Solicito-te, não que os tires do mundo, mas que vigies sobre eles, por causa do iníquo. Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo. Santifica-os por meio da verdade; a tua palavra é a verdade.” — João 17:15-17.
20. Como e por que os servos dedicados de Jeová estudam a verdade?
20 O melhor meio de manter forte apego à verdade é pela consideração regular da verdade em associação com outros de fé, numa congregação. Torna-se ainda mais vital ao nos aproximarmos do fim do domínio de Satanás. As reuniões de estudos bíblicos na congregação são a provisão de Jeová para edificar seus servos, à medida que cada um faz declaração aberta das verdades da Bíblia. Assim, torna-se dever do homem para com Deus manter sem vacilar a associação regular com a congregação cristã, “não deixando de nos ajuntar, como é costume de alguns, mas encorajando-nos uns aos outros, e tanto mais quanto vedes chegar o dia”. (Heb. 10:23-25) Não pode haver limite de se assimilar a verdade; tem de ser ação contínua, se havemos de obter a vida eterna. Jesus se expressou da seguinte forma em sua oração a Jeová Deus: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” — João 17:3.
21. (a) Como é que avançamos à madureza? (b) Que espécie de fruto produzem as pessoas maduras?
21 Mediante conhecimento exato, pode-se manter forte fé. Um pouco de conhecimento porá o cristão no início do caminho, mas não devemos ficar satisfeitos com o aprendido até à ocasião do batismo. O batismo não é senão uma das doutrinas primárias. Devemos apoderar-nos daquilo que o apóstolo Paulo descreve como sendo alimento espiritual sólido e usá-lo. Para servirmos bem a Deus, temos de desejar ampliar nosso conhecimento de seus propósitos, progredir à madureza com a ajuda de Deus. Isto podemos fazer se continuarmos usando a Palavra de Deus, e a mesma nos colocará em posição de poder guiar-nos numa vida que agrada a Deus, ao podermos escolher as coisas corretas e rejeitar as erradas. “O alimento sólido, porém, é para as pessoas maduras, para aqueles que pelo uso têm as suas faculdades perceptivas treinadas para distinguir tanto o certo como o errado. Por esta razão, agora que temos abandonado a doutrina primária a respeito do Cristo, avancemos à madureza, não lançando novamente um alicerce, a saber, o arrependimento de obras mortas e a fé para com Deus, o ensino de batismos e a imposição das mãos, a ressurreição dos mortos e o julgamento eterno. E isto faremos, se Deus permitir.” (Heb. 5:14-6:3) Aqueles que andam humildemente com seu Deus avançam à madureza de ano em ano, e isto os equipa a servir bem agora e nos séculos vindouros, se forem fiéis. Este proceder sábio produz efeito definido sobre cada servo de Deus. Quanto mais aperfeiçoado se torna como servo dedicado de Deus, tanto mais se verificará que vive segundo o espírito de Deus. Deve ser o desejo do coração de cada um de nós mostrar os frutos do espírito, que são “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio” e, ao mesmo tempo, pendurar na estaca “a carne com as suas paixões e desejos”. — Gál. 5:22-24.
22. Como é que a dedicação e o batismo provam a nossa fé?
22 Esta breve consideração dos requisitos de Deus relacionados com a dedicação e o batismo e do proceder a ser seguido depois nos ajuda a avaliar o que Jesus Cristo queria dizer ao ordenar a obra de fazer discípulos e de ensinar entre as pessoas de todas as nações, de modo que elas pudessem observar todos os mandamentos. (Mat. 28:19, 20) Insta-se-nos a usar a inteligência e o livre arbítrio que Deus incutiu no homem, quando fazemos o voto de dedicação. Uma vez tenhamos agido como Deus quer que ajamos e façamos a dedicação, Jeová espera que continuemos a servi-lo enquanto vivermos, e isso poderá ser para sempre. (Ecl. 5:4) Isto exige fé. Mas, devemos ter fé que Jeová nos ajudará a cumprir nossas obrigações; os fiéis apóstolos tinham e foram abençoados com êxito. Voltando aos tempos modernos, apenas no último ano 64.393 pessoas simbolizaram sua dedicação a Deus por meio da imersão em água, e Jeová as está ajudando. As pessoas dedicadas a Deus têm a saudável associação de irmãos para as ajudar e as encorajar também. Para os cristãos, o batismo é um passo alegre em direção à adoração eterna de Jeová Deus.
FAZENDO O QUE DEVERÍAMOS FAZER
23, 24. (a) O que é que todo homem deve fazer? (b) Será que Jeová é indiferente para com o homem e a terra?
23 Já parou alguma vez e pensou que o homem realmente deve todas estas coisas a Deus? Será razoável que Deus espere tudo isto da humanidade? Não nos esqueçamos de onde foi que o homem obteve vida; sem ela não se pode gozar nada. Mas, se servirmos a Jeová, não devemos ficar jactanciosos. Jesus usou esta ilustração para frisar um ponto importante para nós: “Quem de vós, que tiver um escravo arando ou cuidando do rebanho, lhe dirá, ao chegar ele do campo: ‘Vem logo para cá, e recosta-te à mesa’? Antes, não lhe dirá: ‘Apronta-me algo para a minha refeição noturna, e põe o avental e ministra-me até eu ter acabado de comer e de beber, e depois podes comer e beber? Será que ele sentirá gratidão pelo escravo porque ele fez as coisas determinadas? Assim também vós, quando tiverdes feito todas as coisas que vos foram determinadas, dizei: ‘Somos escravos imprestáveis. O que temos feito é o que devíamos fazer.’ — Luc. 17:7-10.
24 O ponto é, quando servimos a Deus, é apenas o que deveríamos fazer. Isso é correto. Jeová Deus sabe o que é bom para o homem. Estamos na posição correta quando servimos a Ele. Multidões de pessoas nos dias de Noé assumiram posição contrária e morreram desastrosamente. O antigo Israel se desviou e isso apenas lhe trouxe dificuldades. Jeová Deus não é indiferente para com a humanidade ou para o que acontece aqui na terra. Israel assim pensava: “E eles dizem: O Senhor [Jeová] não nos vê; o Senhor abandonou a terra.” (Eze. 8:12, Al) “Jeová não fará o bem, nem fará o mal.” (Sof. 1:12) Mas os homens que assim pensam estão errados. Jeová está a par de toda a violência, perversidade e mal, bem como da indiferença e dos vitupérios contra Seu nome, e ele agirá contra todos os malfeitores. — Rev. 11:17, 18.
25. O que Deus deseja que façamos ao provar nossa fé?
25 Jeová não criou o homem para ser violento destruidor de pessoas ou da própria terra. Acima de tudo, supõe-se que o homem guarde dois grandes mandamentos: “‘Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.’ Este é o maior e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é:‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” (Mat. 22:37-40) O jeito de Jeová é o jeito do amor. “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto que vos ameis uns aos outros; pois, quem ama o seu próximo tem cumprido a lei. Pois o código da lei: ‘Não deves cometer adultério, não deves assassinar, não deves furtar, não deves cobiçar’, e qualquer outro mandamento que haja, está englobado nesta palavra, a saber: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ O amor não obra o mal para com o próximo; portanto, o amor é o cumprimento da lei.” (Rom. 13:8-10) A expressão de amor a Deus e ao próximo é ação positiva. Caso algum homem se torne indiferente ou descuidado, deixando de perseverar com toda a alma, deve esperar ser rejeitado como inapto a servir a Deus. (Rev. 3:16) Ao passo que guardamos o segundo dos grandes mandamentos por mostrar amor aos nossos irmãos, a nossos vizinhos, temos sempre de nos lembrar do que vem primeiro, e isso é continuarmos a amar nosso Criador, Jeová Deus. Essa é a prova de nossa fé, de que é real e é aceitável a Deus.
26. Qual é a obrigação do homem?
26 Se contemplarmos a dedicação e o batismo, temos agora a excelente oportunidade de examinar nossa posição e dar os passos que nos levem a harmonizar-nos com Jeová Deus. Ou, se já fizemos a dedicação, é boa hora de determinarmos se estamos vivendo à altura de nossas obrigações e prosseguindo em direção à madureza cristã. Sim, depois de considerarmos este assunto que trata da relação do homem para com seu Criador, cada um deve saber o que deve a Deus. “A conclusão do assunto, tudo tendo sido ouvido, é: Teme o verdadeiro Deus e guarda seus mandamentos. Pois esta é toda a obrigação do homem.” — Ecl. 12:13.
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Um portentoA Sentinela — 1967 | 1.° de fevereiro
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Um portento
• Nas Escrituras Sagradas, em 2 Reis 20:8-11, e em Isaías 38:4-8, relata-se um portento que Deus deu ao doente Rei Ezequias, em resposta à oração de Isaías. Consistia em fazer que uma sombra que gradualmente diminuía mudasse sua direção e retornasse dez graus. Alguns afirmam que isto se refere a degraus ou graus de um relógio de sol para medir o tempo, e não é impossível que o pai de Ezequias obtivesse tal relógio de sol de Babilônia, visto que o uso de relógios de sol remonta além do oitavo século A. E. C., tanto em Babilônia como no Egito. No entanto, o historiador judeu, Josefo, ao comentar o relato, fala destes degraus de Acaz como sendo “em sua casa”, aparentemente indicando que formavam parte de uma escada. Talvez tenha havido uma coluna, colocada junto à escada, para receber os raios de sol e fazer que uma sombra se estendesse gradualmente pelos degraus, servindo como medidor de tempo. O milagre realizado evidentemente tinha efeitos de amplo alcance, visto que 2 Crônicas 32:24, 31 mostra que os mensageiros foram enviados de Babilônia a Jerusalém para se informar “do portento que acontecera no país”. Tal portento era garantia dada a Ezequias de que se recuperaria de sua doença e que Jeová adicionaria quinze anos à sua vida, também que Jerusalém seria liberta da mão do rei da Assíria. Tudo veio a acontecer conforme predito.
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“Aba, pai”A Sentinela — 1967 | 1.° de fevereiro
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“Aba, pai”
O escritor dum Evangelho, Marcos, registra que Jesus Cristo usou o termo “Aba” quando orava a Jeová Deus em Getsêmane, pouco antes de sua morte, dizendo: “Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; remove de mim este copo. Contudo, não o que eu quero, mas o que tu queres.” (Mar. 14:36) Aqui se acha um fervoroso apelo de um filho a um Pai querido, seguido rapidamente da garantia de que, em qualquer situação, permaneceria obediente. A palavra abba em aramaico significa “pai” e corresponde ao hebraico ab (pai), mas é a forma enfática de Ab. Era o nome intimo usado pelos filhos para seus pais e combina um tanto da intimidade da palavra portuguesa “papai” ao passo que retém a dignidade da palavra “pai”, sendo tanto informal como respeitosa, todavia. Era, por conseguinte, uma forma mais amorosa de falar do que um título e se achava entre as primeiras palavras que uma criança aprendia a falar. Duas outras ocorrências do uso da palavra se acham nas cartas de Paulo, em Romanos 8:15 e em Gálatas 4:6. Em ambos os lugares, a palavra é usada em relação com os cristãos chamados para ser filhos de Deus, gerados pelo espírito, e indica a intimidade de sua relação com seu Pai. Ao passo que são “escravos de Deus”, todavia, são também filhos na casa de um Pai amoroso, e se lhes dá ciência, de forma positiva, desta situação por meio do espírito santo, por meio de seu Senhor, Jesus. — Rom. 6:22; 8:15; Gál. 4:6.
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