Observando o Mundo
Aumenta a Crise Alimentar
◆ “Muitos observadores competentes crêem que a necessidade de alimentos é a verdadeira razão por três do abrandamento das relações entre os EUA e a Rússia e a China”, afirma um artigo da revista Progreesive Farmer (Lavrador Progressivo). Observa: “A produção de alimentos . . . tornou-se mais importante do que as armas nucleares.” A Organização das Nações Unidas Para a Alimentação e a Agricultura afirma agora que “abaladora situação dos cereais” na China, a pior colheita no Chile desde 1930, e a baixa de todos os tempos na produção mundial vital de farinha de peixe são fatores que contribuem para a crescente escassez de alimentos em todo o mundo. No ínterim, nos Estados Unidos, as esgotadas reservas de cereais, a crescente demanda, e uma primavera setentrional chuvosa que interferiu na plantação das culturas, elevaram os preços. O Departamento de Agricultura dos EUA afirma agora que os preços dos alimentos em 1973 talvez aumentem duas vezes mais do que em 1972.
Dificuldades com o Moral Militar
◆ As tensões afrouxadas da guerra fria criaram problemas do moral das tropas em alguns países. Conforme certos relatórios, milhares de comissários militares soviéticos se reuniram em abril para estudar a situação. Certo analista de notícias de Londres afirma: “Quando os militares soviéticos observam toda a docilidade entre a Rússia e os EUA — anteriormente o arquiinimigo — começam a imaginar o que lhes resta fazer.” As forças estadunidenses na Europa enfrentam problemas similares. Um capitão na Alemanha Ocidental disse a respeito de um teste de treinamento “A verdadeira questão é se estamos treinando para a guerra ou apenas treinando para estes testes. Imagino que tudo que fazemos é treinar para passar nos testes.” Poucos solhados pensam que a guerra esteja próxima. Como um se expressou: “Não me incomodo de ser um peão, mas não numa situação tão ridícula como essa.”
Pesquisa em Fetos Vivos
◆ A pesquisa em fotos abortados vivos tem sido realizada já por algum tempo nos países escandinavos e em outros. Mantêm-se os fetos vivos artificialmente por várias horas e até por dias, enquanto se fazem experiências. Orientações governamentais britânicas, estabelecidas em 1972 limitam os pesquisadores a usar fetos dentro de 20 semanas da concepção e que pesem menos de 300 gramas. Os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA anunciaram recentemente uma diretriz que não permite o uso de fundos federais para apoiar tais pesquisas. Protestando contra a declaração dos NIH, o Dr. Jerald Gauul, da Pesquisa Básica no Retardamento Mental disse que “é uma terrível perversão da ética — lançar tais fetos no incinerador, como usualmente se faz, ao invés de usá-los para se obter algumas informações úteis”. Por outro lado, o Dr. André Hellegers, professor de obstetrícia da Universidade de Georgetown, compara este tipo de pesquisa com as experiências feitas com os presos condenados nos campos de concentração nazista. Afirma que a maneira deles de encarar as coisas era: “Se isso vai morrer, bem que se pode fazer uso dele.”
Mulheres Como Clérigos?
◆ Com a constante queda nas fileiras dos seminaristas e do clero, a ordenação de mulheres quais sacerdotisas e ministras se tornou assunto de intensiva discussão. Obteve o maior tempo de debate em plenário na 88.a convenção anual da Diocese Episcopal de Los Angeles, Califórnia, EUA, na primavera setentrional de 1973: “Não façam uma decisão em base errada. Não retornem ao Novo Testamento, no que dizia respeito ao mundo de então. Não é o nosso mundo nem os nossos tempos”, argumentou Silva Lake, que ensinou religião por cinqüenta anos. Similar conceito foi expresso em outra ocasião por Chess Lovern, ministra de uma igreja metodista de Tulsa, Oklahoma: “Qualquer coisa que a Bíblia disse então não se pode aplicar a se as mulheres hoje deveriam ser ministras.” Assim, embora afirmem ser cristãs, rejeitam o próprio livro que é a base do ensino cristão.
“Salvação” Pelo Jogo
◆ “O bingo”, uma jogatina, “foi a nossa salvação”, apelou o Monsenhor católico-romano Joseph P. Burke, ao falar à Comissão Mista Sobre Regulamentos do Governo de Massachusetts, EUA. Argumentou em favor da legalização de outro jogo de azar chamado “Sete da Sorte”. Dramatizando como os jogos de azar ajudaram a financiar as escolas paroquiais, disse: “Se não conseguirmos o ‘Sete da Sorte’, teremos de fechar.” Gerard A. Guilmette, membro da comissão, apresentou um projeto-de-lei para legalizar o jogo de azar. O monsenhor indicou que já estava sendo jogado em “muitos lugares”. Guilmette disse: “Muitos homens de batina estão interessados nessa legislação.” Esta situação prevalece em grande parte dos EUA. Afirma C. B. Woodrich, diretor de informações da arquidiocese de Denver, Colorado, sobre o bingo, jogo de riscos: “É isso que mantém funcionando as escolas primárias.”
Crise na Igreja Portuguesa
◆ É Portugal ainda uma fortaleza da Igreja Católica? Não é mais, segundo o semanário noticioso português, Observador. Relata: “Portugal, dentre todos os países europeus, é um em que o número de sacerdotes é o menor, em proporção ao número de católicos.” E o que dizer dos membros da igreja? “Entre os católicos do Patriarcado de Lisboa apenas 15% vão à missa aos domingos.” O artigo, intitulado “Crise na Igreja”, observa em conclusão que “o catolicismo é uma religião minoritária em nosso país”.
Terroristas Infantis
◆ Dois garotos da Carolina do Norte, EUA, com 9 anos, e outro de 11 anos, segundo noticiado, extorquiram quase Cr$ 6.500,00 de dois colegas de 9 anos. Estes pequenos terroristas, segundo se disse, exigiram pagamentos para proteção de surras durante um período de 8 meses. Suas vítimas tentaram pagar com dinheiro dos lanches, mesadas e empréstimos dos amiguinhos. Mas, à medida que cresceram as exigências, começaram a tirar dinheiro de seus pais, até que o pai de um deles sentiu falta de uma nota de 100 dólares (Cr$ 650,00). O Daily Mail de Londres noticia similar situação na Inglaterra. O Dr. Rhodes Boyson, diretor da Escola Comercial “Highbury Grove”, de Londres Norte afirma que tem visto “turmas inteiras com cortes de lâminas de barbear nas mãos para mostrar que não pagaram sua taxa de proteção semanal”. Também afirma que “estamos aproximando-nos duma situação em que será o bom menino que não virá à escola — porque não ousará fazê-lo”.
Ampla Fome as Portas
◆ Devido à grave seca por vários anos, milhões de pessoas talvez morram de fome nos países Africanos tais como a Mauritânia, Tchade, Níger, Máli, Senegal e Alto Volta. Mas, muitas outras áreas do mundo também se vêem ameaçadas pela fome, tais como noticiou The Christian Century, de 15 a 22 de agosto de 1973: “A fome em uma área muito maior do globo quase que Já nos assola. No ano passado, uma seca de gravidade sem precedentes reduziu as safras da Austrália, passando pela Ásia e chegando a União Soviética, atravessando a África e chegando à América Central. A nova nação de Bangladesh tem sido alimentada quase que inteiramente com a ajuda de alimentos do exterior.
“Há seis anos atrás, em seu livro Famine — 1975 (Fome — 1975), William e Paul Paddock avisaram que uma crise internacional de alimentos, gerada principalmente pelos crescimentos demográficos, viria sobre nos em 1975. Mas, tempo incomumente ruim e trágica despreocupação talvez façam com que sua profecia se cumpra um ano antes.”
Índia — Mais Bebês, Menos Comida
◆ A cada dia nascem 57.000 bebês indianos; 21 milhões por ano! Cerca de 8 milhões de indianos morrem a cada ano, assim o crescimento demográfico anual daquele país é de cerca de 13 milhões de pessoas. De novo desesperadora escassez de alimentos confronta a Índia, com seus quase 600 milhões de habitantes. Mas, desta vez, pouca ajuda se acha disponível “Esta é a primeira vez em que a Índia terá que procurar aliviar-se sozinha”, disse um perito agrícola europeu. “No passado, sempre havia algum excedente mundial, sempre uma dádiva. Agora os países não dispõem de alimento nenhum para distribuir.”
Escassez de Arroz nas Filipinas
◆ Os estoques de arroz quase que já terminaram nas Filipinas. O acúmulo particular começou, à medida que o pânico enchia o ar. O sonho antes apresentado, da abundância de arroz devido à revolução verde”, se desvaneceu. Uma safra ruim, devido às condições péssimas de tempo, é grandemente responsável pela situação.
Escassez de Peixes
◆ Menos peixes são pescados pelas principais frotas pesqueiras do mundo. A Islândia e a Grã-Bretanha têm recentemente disputado os direitos de pesca nas águas do Atlântico Norte que certa vez eram usadas por ambas as nações. Em 1961, os dois países pescaram um total de 110.000 toneladas de eglefins (hadoques); agora conseguem cerca de 40.000 toneladas por ano. Ao largo da costa da Nova Inglaterra, há menos eglefins, percas oceânicas, bacalhau, arenques, e camarões recolhidos por várias nações. Em 1970, o Peru apanhou 12,3 toneladas métricas de enchovas, em 1972, apenas 4,5 milhões de toneladas. “A pesca este ano”, nas águas peruanas, afirma Scientific American, “ameaça ser ainda mais pobre”.
Desvanece a Influência dos Seminários
◆ Sete destacados seminários teológicos estadunidenses estão fazendo uma campanha para levantar Cr$ 273 milhões para um programa para enfrentar “uma crise de valores”. Crêem que a educação nos seminários precisa tornar-se mais uma “força influente” no mundo hodierno. Sobre este programa, a revista Christianity Today pergunta de forma pertinente: “O que faziam tais escolas quando se desenvolvia a crise de valores? . . . Tiveram a oportunidade de fornecer a devida liderança espiritual para o país, graças a seus numerosos formandos influentes, e a queimaram.”
“Pânico Sobre Comida”
◆ “Enfrentamos o pânico mundial sobre comida, e, a menos que seja feito algo, iremos ter escassez neste país.” É assim que o presidente de um moinho dos EUA vê a situação. O índice geral de preços de comestíveis do governo é quase quatro vezes superior ao que era um ano atrás. Isto atinge de forma direta o custo de produção de carne, leite e ovos. Os países estrangeiros compram tanto alimento quanto possível dos EUA para suplementar suas safras ruins de 1972. O Toronto Star afirmava que em 1973 os quatro principais países produtores de trigo exportaram 41 por cento mais do que no ano anterior devido à “disputa mundial de trigo”.