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  • Revistas em quadrinhos — devem seus filhos lê-las?
  • Despertai! — 1983
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g83 22/12 pp. 8-10

Revistas em quadrinhos — devem seus filhos lê-las?

“QUANDO a sabedoria entrar no teu coração e o próprio conhecimento se tornar agradável à tua própria alma”, disse Salomão, “guardar-te-á o próprio raciocínio, resguardar-te-á o próprio discernimento”. (Provérbios 2:10, 11) O genitor perspicaz procura saber o que seus filhos lêem. Assim, que dizer de revistas em quadrinhos?

Seria injusto condenar radicalmente as revistas em quadrinhos. Por um lado, existem muitos tipos diferentes. Algumas ainda são como originalmente — humorísticas, divertidas, interessantes. Podem ser também educativas. Algumas cultivam o interesse da criança em literatura clássica. O método de quadrinhos tem sido usado até mesmo para estampar histórias bíblicas. E com a TV afastando tantos jovens dos livros, alguns educadores acham que as histórias em quadrinhos podem ser usadas para reacender o interesse pela leitura.

Fantasia — Um Bem ou um Mal?

‘Mas, é sadio expor uma criança à fantasia?’, perguntam alguns. Bem, certa dose de fantasia parece ser parte normal do desenvolvimento. Observe criancinhas brincando e notará quão prontamente uma caixa de papelão se transforma numa nave espacial, ou como gostam de imitar o ronco de um carro. Assim, alguma exposição à fantasia talvez não seja necessariamente prejudicial.

Você deve, porém, avaliar o que realmente consta em certas histórias em quadrinhos. A que tipo de fantasia serão conduzidos seus filhos? Divertem-se eles com as aventuras de um personagem que manifesta valores razoavelmente sadios, ou se entretêm com vilões vampirescos ou demoníacos? Dá-se ênfase a uma aproximação construtiva dos problemas ou é tudo resolvido “a tapa”?

Algumas crianças têm dificuldade em separar a imaginação da realidade. Quanto mais jovens forem, tanto menos experiência terão nisso. Assim, se seus filhos lerem quadrinhos, talvez queira observar se estão sendo adversamente afetados por eles. Será que conseguem tirar da mente os heróis das histórias em quadrinhos como sendo meramente um passatempo, ou será que falam demais sobre estes personagens?

A Violência nas Revistas em Quadrinhos

Outra preocupação pode ser a violência nas revistas em quadrinhos. O dr. Wertham, autor de Sedução de Inocentes (em inglês), afirma que “as revistas em quadrinhos podem exercer sobre as crianças efeitos tão diferentes como distorção de valores humanos, pesadelos e brincadeiras violentas”. No entanto, um estudo realizado em 1976 sobre o efeito da leitura ocasional de quadrinhos violentos deixou de estabelecer um vínculo entre estes e a agressão, em crianças.

Portanto, compete realmente aos pais determinar se as histórias em quadrinhos estão tendo mau efeito sobre seus próprios filhos. Se a criança continuamente criar fantasias em torno de “arrasar com tudo” ou destruir, o genitor talvez conclua sabiamente que seria mais apropriado outro material de leitura.

É verdade que alguns afirmam que os quadrinhos “provêem aos leitores tanto uma via de escape para tendências hostis e agressivas como um modo de aprender a controlá-las”. Mas esta não é a maneira que a Bíblia recomenda para lidar com tais emoções. Ao contrário, ela diz: “Por fim, irmãos, todas as coisas que são verdadeiras, todas as que são de séria preocupação, todas as que são justas, todas as que são castas, todas as que são amáveis . . . continuai a considerar tais coisas.” — Filipenses 4:8; veja também Colossenses 3:5-9.

Com a Palavra um Fã de Revistas em Quadrinhos

Danny, de quase 30 anos, cristão, ainda gosta de ocasionalmente dar uma olhada nas revistas em quadrinhos. Mas também se lembra do tempo em que era completamente viciado nelas, gastando com elas o equivalente a 40 ou 50 mil cruzeiros por mês! “Sou um tipo sonhador, de modo que eu gostava dos quadrinhos porque estimulavam a minha imaginação. Eu não gostava muito dos modernos super-heróis — eles me eram inconcebíveis. Mas eu gostava dos do tipo Homem-Aranha, que usavam habilidades acrobáticas. Eu podia imaginar-me igual a ele. Se a pessoa não cuidar, eles se tornam seu ídolo, e a pessoa acaba querendo ser igual a eles, quer imitá-los. Por exemplo, eu e meus colegas costumávamos brincar de Capitão América. O Capitão América sempre tinha um escudo, que atirava nos seus inimigos. Usávamos tampas de latas de lixo como escudo e costumávamos atirá-las uns nos outros.”

Mas, como é que ficou tão viciado a ponto de gastar tanto dinheiro com quadrinhos? “Eles são como novelas”, explica. “Terminam com o nosso herói em apuros e a gente aguarda ansioso o próximo número para saber o que lhe aconteceu. Antes que me desse conta, eu tinha uma pilha enorme de revistas. Eu não comprava uma revista só quando ia às bancas, mas tantas que juntas valiam 8 ou 9 dólares [c. 7 ou 8 mil cruzeiros].”

Será que tal gigantesca dieta de fantasia o afetou? “Devo admitir que sim”, diz Danny. “Muitas vezes eu saía para uma caminhada num dia frio de inverno e simplesmente deixava minha mente vaguear, pensando nas aventuras que eu havia lido nas revistas. Antes de me dar conta, eu já havia caminhado de cinco a seis quilômetros — sem nem mesmo sentir frio!”

Ensinar as Crianças a Serem Seletivas

Alguns pais talvez reajam a isso por simplesmente manterem as revistas em quadrinhos longe de sua casa. Danny, porém, diz que “se for usado de moderação, as revistas em quadrinhos podem ser muito agradáveis”. E elas gozam de tanta popularidade entre os jovens que seria praticamente impossível evitar que as lessem. Alguns colegas de escola de seus filhos talvez as colecionem às centenas. Certo jovem disse: “Tenho uma coleção de mais de 600 revistas. Mas alguns garotos têm coleções ainda maiores.”

Assim, em vez de agir simplesmente como “censor”, talvez possa tentar um método mais positivo — ensinar seus filhos a serem seletivos. O dr. Gary Stollack, da Universidade Estadual do Michigan, EUA, recomenda aos pais: “Tome tempo para ler o material e fale sobre ele com os [seus] filhos. O material exótico e imoral pode assim ser gradualmente exposto como tal e a compreensão da criança pode ser aguçada e suas preferências aprimoradas.”

Descubra o que a criança acha sobre histórias em quadrinhos. Que aspecto delas ela gosta? Existe em sua casa outro material de leitura que interessaria a uma criança da idade dela? Em vez de condenar todo tipo de quadrinhos, não seria mais proveitoso incentivar a criança a expandir os seus hábitos de leitura? Se algum material de leitura de seus filhos for objetável, por que não explica o que você acha sobre o que eles lêem e por que pensa assim? Ajudar seus filhos a serem seletivos na leitura é bem mais difícil do que simplesmente decidir por eles. Mas talvez tenha de fazer mais isso, como obrigação adicional qual genitor que realmente se interessa pelo bem-estar de seus filhos.

Naturalmente, os quadrinhos são apenas pequena parte da imensamente popular indústria da “fantasia” que atende ao gosto de crianças, bem como de adultos. Mas, é sábio mergulhar demais na fantasia? Existe o perigo de confundir fantasia com realidade?

[Foto na página 9]

Preocupa-se caso seus filhos imitem personagens violentos de revistas em quadrinhos?

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