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Os cristãos devem levar uma vida honestaA Sentinela — 1970 | 1.° de março
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O que se exige para se levar uma vida honesta é genuína fé e verdadeiro amor a Deus. Acredita realmente na promessa de Deus, de abençoar os seus servos com vida eterna no seu novo sistema de coisas? (2 Ped. 3:13; Sal. 37:29) Se acreditar, e realmente amar a Deus, esforçar-se-á sinceramente a ser honesto e a fazer o que é direito ao olhos Dele. “Aquele que amar a vida e quiser ver bons dias, refreie a sua língua do que é mau e os seus lábios de falar engano, mas desvie-se ele do que é mau e faça o que é bom.” — 1 Ped. 3:10, 11.
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A beleza da compaixãoA Sentinela — 1970 | 1.° de março
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A beleza da compaixão
ENTRE as coisas que contribuem para a alegria de viver se encontra a beleza. E há várias espécies de beleza. Há a beleza que agrada aos sentidos, tal como um belo panorama ou belos sons. Há também a beleza que agrada ao intelecto, tal como bela literatura. Mas, entre as coisas mais belas na vida se encontram as que têm beleza moral.
Beleza moral? Sim, a beleza que agrada ao que há de melhor em nós, à nossa consciência, aos nossos ideais. Atos altruístas, abnegados, são verdadeiramente belos. E especialmente bela é a demonstração da compaixão.
O que é esta bela qualidade da compaixão? Segundo o Oxford Dictionary, compaixão é o “sentimento ou a emoção em que a pessoa é comovida pelo sofrimento ou a aflição de outrem, e pelo desejo de aliviá-la”. Em outras palavras, a compaixão vem em auxílio dos que necessitam de ajuda, quer física quer espiritualmente, ou dos que desejam perdão.
Quão longe estão algumas pessoas, hoje em dia, de ter compaixão! Por exemplo, o Times de Nova Iorque, de 18 de março de 1969, noticiou na primeira página: “Jovem Amarrado Morreu Queimado: 19 Presos.” Foi desta maneira que um bando de motociclistas se vingou do líder dum bando rival. O mesmo jornal, em 2 de abril, falou de um homem que pendurou uma criancinha de dezoito meses no banheiro e a açoitou com um cinto com fivela, sendo que a criança era filha da mulher com quem vivia. Quando se lhe cortaram as amarras, deixou-se que caísse ao chão, onde foi deixada deitada por dois dias com um braço quebrado. Os alheios à compaixão estão longe de Deus. Em que sentido?
Porque a compaixão é uma das qualidades de Deus, conforme a Bíblia mostra repetidas vezes. Foi “na compaixão de Jeová” que mensageiros angélicos levaram apressadamente Ló e sua família para fora das cidades condenadas de Sodoma e Gomorra. (Gên. 19:16, 17) Em toda a história da nação de Israel, Jeová Deus demonstrou-lhe compaixão, conforme lemos: “Jeová, o Deus de seus antepassados, enviava contra eles avisos por meio dos seus mensageiros, enviando-os vez após vez, porque teve compaixão do seu povo e da sua habitação.” E ele diz a respeito dos que hoje lhe servem fielmente: “Vou ter compaixão deles assim como o homem tem compaixão de seu filho que o serve.” — 2 Crô. 36:15; Mal. 3:17.
Jesus Cristo, o Filho de Jeová Deus, reconhecia o valor e a necessidade de se ter compaixão, conforme se pode ver tanto nas suas palavras como nas suas ações. Ele contrastou o pai compassivo do filho pródigo com o irmão mais velho deste, que deixou de mostrar compaixão. Contrastou também o bom samaritano, que teve compaixão do homem espancado, roubado e deixado meio morto na
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