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foram maltratados. (2 Sam. 10:1-7) Absalão enviou espiões por todo o Israel, não tanto para obter informações para sua conspiração contra Davi, mas para suscitar apoio para sua causa subversiva. — 2 Sam. 15:10-12.
O apóstolo Paulo escreveu sobre sua visita a Jerusalém, junto com Barnabé e Tito, mencionando que, naquele tempo, havia “falsos irmãos, introduzidos quietamente, que entraram furtivamente para espreitar a nossa liberdade, que temos em união com Cristo Jesus”. — Gál. 2:1-5.
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ESPIRITISMO
A crença ou doutrina de que os espíritos dos mortos humanos, sobrevivendo à morte física, podem comunicar-se e deveras se comunicam com os vivos, especialmente por meio duma pessoa (ou médium) particularmente suscetível à sua influência; espiritualismo. Tanto a Bíblia como a história secular revelam que o espiritismo já existia desde os primórdios dos tempos. A religião do Egito achava-se permeada dele. (Isa. 19:3) E a religião de Babilônia (cidade que também era o principal centro religioso para a Assíria) era espiritista. — Isa. 47:12, 13.
A palavra grega para “espiritismo” é pharmakeía. O Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), de W. E. Vine (Vol. IV, pp. 51, 52), diz sobre esta palavra: “(Ingl. , farmácia, etc.) significava principalmente o uso de medicamentos, drogas, encantamentos; daí, envenenamento; daí, feitiçaria, Gál. 5:20, V.R. ‘bruxaria’ (V.A., ‘feitiçaria’), mencionada como ‘uma das obras da carne’. Veja também Apo. 9:21; 18:23. Na Sept[uaginta], Ex. 7:11, 22; 8:7, 18; Isa. 47:9, 12. Na feitiçaria, o uso de drogas, quer simples quer potentes, era geralmente acompanhado de encantamentos e de invocações de poderes ocultos, sendo providos vários talismãs, amuletos, etc., professamente destinados a proteger o suplicante ou paciente da atenção e do poder dos demônios, mas, na realidade, para impressionar o suplicante com os misteriosos recursos e poderes do feiticeiro.”
SUA FONTE
Uma das características principais do espiritismo é a suposta comunicação com os mortos. Visto que os mortos “não estão cônscios de absolutamente nada”, a comunicação com tais pessoas mortas é realmente impossível. (Ecl. 9:5) A lei dada por Deus a Israel proibia que alguém tentasse consultar os mortos, tornando a prática do espiritismo um crime capital. (Lev. 19:31; 20:6, 27; Deut. 18:9-12; compare com Isaías 8:19.) E, nas Escrituras Gregas Cristãs faz-se a declaração de que aqueles que praticam o espiritismo “não herdarão o reino de Deus”. (Gál. 5:20, 21; Rev. 21:8) Por conseguinte, segue-se logicamente que qualquer pretensa comunicação com pessoas mortas, se não for uma mentira deliberada por parte do declarante, tem de provir duma fonte maligna, fonte esta que se opõe a Jeová Deus.
A Bíblia indica claramente que espíritos iníquos, demônios, são esta fonte maligna. (Veja DEMÔNIO; POSSESSÃO DEMONÍACA.) Um caso em pauta é “certa serva”, na cidade de Filipos. Ela costumava prover muito lucro a seus amos por praticar “a arte do vaticínio”, uma das coisas relacionadas com o espiritismo. (Deut. 18:11) O relato afirma meridianamente que a fonte de sua predição não era Deus, mas um “demônio de adivinhação”, um espírito iníquo. Por isso, quando o apóstolo Paulo expeliu tal espírito iníquo, esta jovem perdeu seus poderes de vaticínio. — Atos 16:16-19.
EM ISRAEL
Muito embora Deus tivesse fornecido uma legislação estrita contra o espiritismo, de vez em quando apareciam médiuns espíritas na terra de Israel. Eram provavelmente estrangeiros que chegavam ao país ou alguns dos naturais da terra que os israelitas tinham poupado da destruição. O Rei Saul os removeu da terra, durante seu reinado, mas, evidentemente, perto do fim de sua regência, certos médiuns espíritas voltaram à ativa. Saul demonstrou quão distanciado ficara de Deus quando foi consultar a “dona de mediunidade espírita” em En-Dor. — 1 Sam. 28:3, 7-10.
O REI SAUL VISITA UMA MÉDIUM
Quando Saul se dirigiu à médium, o espírito de Jeová já estava desde algum tempo removido dele, e, com efeito, Deus não respondia às suas consultas, quer por sonhos quer por meio do Urim (usado pelo sumo sacerdote), nem por meio dos profetas. (1 Sam. 28:6) Deus não queria ter mais nada que ver com ele; e Samuel, profeta de Deus, não tinha visto Saul já por longo tempo, desde antes de ungir a Davi como rei. Assim, seria desarrazoado pensar que Samuel, mesmo que ainda estivesse vivo, viria então dar conselhos a Saul. E Deus certamente não faria que Samuel, a quem não tinha enviado a Saul antes da sua morte, retornasse de entre os mortos para falar com Saul. — 1 Sam. 15:35.
Que Jeová não aprovaria nem cooperaria, de forma alguma, para o passo dado por Saul, é demonstrado por sua posterior declaração, mediante Isaías: “E caso vos digam: ‘Recorrei aos médiuns espíritas ou aos que têm espírito de predição, que chilram e fazem pronunciações em voz baixa’, não é a seu Deus que qualquer povo devia recorrer? Acaso se deve recorrer a pessoas mortas a favor de pessoas vivas? À lei e à atestação!” — Isa. 8: 19, 20.
Por conseguinte, quando o relato reza: “Quando a mulher viu ‘Samuel’ começou a clamar ao máximo da sua voz”, obviamente relata o evento conforme visto pela médium, enganada pelo espírito que personificou Samuel. (1 Sam. 28:12) Quanto ao próprio Saul, aplicava-se o princípio expresso pelo apóstolo Paulo: “Assim como não aprovaram reter Deus
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