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AdãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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água foi impedido por vinte e uma horas e meia. (Veja The Foundations of Bible History — Joshua-Judges [As Bases da História Bíblica — Josué-Juízes], de John Garstang, pp. 136, 137.) Se este foi o meio que Deus achou apropriado empregar, então tal represamento do rio, nos dias de Josué, foi miraculosamente cronometrado e realizado, de modo a sincronizar-se com a travessia do Jordão no dia previamente anunciado por Jeová, por meio de Josué. — Jos. 3:5-13.
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AdarAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ADAR
Nome pós-exílico do décimo segundo mês lunar do calendário sagrado judaico, porém o sexto do calendário secular. (Ester 3:7) Corresponde a parte de fevereiro e parte de março. Alguns acham que tal nome significa “escuro” ou “nublado”. É depois do mês de adar que o mês intercalar, chamado veadar ou adar seni, ou segundo adar, é adicionado em certos anos.
Durante esse mês, que ocorria no fim da estação de inverno setentrional e levava à primavera setentrional, as alfarrobeiras começavam a florescer em partes da Palestina, e, nas baixadas quentes, as laranjeiras e os limoeiros estavam prontos para a colheita.
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AdivinhaçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ADIVINHAÇÃO
Do latim divus, “pertencente a deus”, significando que a informação recebida provém dos deuses. “Adivinhação” abrange, em geral, o inteiro escopo da obtenção de conhecimento secreto, em especial sobre eventos futuros, com a ajuda de poderes espíritas ocultos.
ORIGEM
Babilônia, a terra dos caldeus, foi o berço da adivinhação, e dali estas práticas ocultas se espalharam por toda a terra, com a migração da humanidade. (Gên. 11:8, 9) Da parte da biblioteca de Assurbanipal que foi escavada, diz-se que um quarto contém tábuas de presságios que visavam interpretar todas as peculiaridades observadas nos céus e na terra, bem como todas as ocorrências incidentais e acidentais da vida cotidiana. A decisão do Rei Nabucodonosor de atacar Jerusalém só foi feita depois de recorrer à adivinhação, a respeito da qual está escrito: “Sacudiu as flechas. Indagou por meio dos terafins; examinou o fígado. Na sua direita mostrou-se haver a adivinhação referente à Jerusalém.” — Eze. 21: 21, 22.
Examinar o fígado (hepatoscopia) em busca de presságios se baseava na crença de que toda vitalidade, emoção e afeição se centralizavam nesse órgão. Um sexto do sangue do homem está no fígado. As variações de seus lóbulos, canais, formações acessórias, veias, cissuras e marcas eram interpretadas como sinais ou presságios dos deuses. (Veja ASTRÓLOGOS.) Foi encontrado um grande número de modelos de fígados em argila, o mais antigo sendo de Babilônia, contendo presságios e textos em escrita cuneiforme, usados pelos adivinhos. Os antigos sacerdotes assírios eram chamados baru, que significa “inspetor” ou “aquele que vê”, devido ao destaque que a inspeção do fígado (hepatoscopia) gozava em sua religião que praticava a adivinhação.
CONDENADA PELA BÍBLIA
Todas as várias formas de adivinhação, sem considerar o nome pela qual sejam conhecidas, contrastam-se nitidamente com a Bíblia Sagrada e representam um desafio direto a ela. Jeová, mediante Moisés, avisou rigorosa e repetidamente a Israel para que não adotasse tais práticas de adivinhação de outras nações. (Deut. 18:9-12; Lev. 19:26, 31) Sonhadores-adivinhos, mesmo que seus sinais e portentos proféticos se cumprissem, não ficavam isentos da condenação. (Deut. 13:1-5; Jer. 23:32; Zac. 10:2) A extrema hostilidade da Bíblia para com os adivinhos é demonstrada em seu decreto de que todos eles deveriam ser mortos sem falta. — Êxo. 22:18; Lev. 20:27.
Quando os homens se desviam de Jeová e se alienam do Único que conhece o fim desde o princípio, facilmente se tornam vítimas da influência demoníaca, espírita, que aparenta revelar o futuro. Saul é notável exemplo de alguém que, no início, voltava-se para Jeová em busca de conhecimento dos eventos futuros, mas que, depois de ter perdido todo contato com Deus, devido à sua infidelidade, voltou-se para os demônios, como substitutos da orientação divina. — 1 Sam. 28:6, 7; 1 Crô. 10:13, 14.
Portanto, existe nítida diferença entre a verdade revelada de Deus e as informações obtidas pela adivinhação. Os que se voltam para esta amiúde tornam-se vítimas de violentas convulsões causadas por invisíveis forças demoníacas, às vezes atingindo um frenesi por meio de música excêntrica e certos tóxicos. A palavra grega para “vaticínio” provém do verbo maínesthai, que significa “delirar”, e é usada para descrever alguém que espuma pela boca e cujos cabelos são desalinhados e emaranhados. Origenes (terceiro século E.C.), ao responder ao ataque do filósofo pagão, Celso, de que “[os cristãos] não dão valor aos oráculos da sacerdotisa pítia”, declarou: “Diz-se que a sacerdotisa pítia, cujo oráculo parece ter sido o mais famoso, quando se sentava à boca da caverna castaliana, entrava nas partes íntimas dela o espírito profético de Apolo. . . . Outrossim, não é função dum espírito divino levar a profetisa a tal estado de êxtase e de loucura que ela chegue a perder o controle de si mesma. . . . Se, então, a sacerdotisa pítia fica fora de si quando profetiza, qual será o espírito que lhe enche a mente e lhe obscurece o juízo, a menos que seja da mesma ordem que os demônios, que muitos cristãos expulsam?” [Origen Against Celsus (Orígenes Contra Celso), Livro VII, caps. iii, iv] Os verdadeiros servos de Jeová não sentem nenhuma de tais distorções físicas ou mentais quando movidos a falar por espírito santo. (Atos 6:15; 2 Ped. 1:21) Os profetas de Deus, com correto senso de dever, falavam livremente, sem receberem pagamento; os adivinhos pagãos realizavam seus negócios visando lucro pessoal, egoísta.
Jeová frustra os adivinhos
O poder ilimitado de Jeová, comparado ao poder mui restrito demonstrado pelos adivinhos-mágicos, é dramatizado no caso de Moisés e Arão perante Faraó. Quando a vara de Arão tornou-se uma cobra, os mágicos egípcios aparentaram reproduzir tal feito. Mas, que revés sofreram estes mágicos quando a vara de Arão tragou as dos feiticeiros! Aparentemente, os sacerdotes egípcios transformaram água em sangue, e fizeram com que rãs cobrissem o país. Mas, quando Jeová fez com que o pó se transformasse em mosquitos, os feiticeiros, com suas artes secretas, tiveram de admitir que isto fora feito pelo “dedo de Deus”. — Êxo. 7:8-12, 19-22; 8:5-11, 16-19; 9:11.
O iníquo Hamã mandou que ‘alguém [evidentemente um astrólogo] lançasse Pur, isto é, a Sorte, . . . de dia em dia e de mês em mês’, a fim de determinar a ocasião mais favorável para mandar exterminar o povo de Jeová. (Ester 3:7-9) “Ao recorrer a este método de determinar o dia mais auspicioso para pôr em execução seu plano atroz, Hamã fez o que os reis e os nobres da Pérsia sempre fizeram, nunca se empenharam em algum empreendimento sem consultar os astrólogos e ficar satisfeitos quanto à hora da sua sorte.” (Commentary, de Jamieson, Vol. II, p. 639) Baseado em tal adivinhação, Hamã pôs imediatamente em execução seu plano iníquo. No entanto, o poder de Jeová de livrar seu povo foi novamente demonstrado, e Hamã, que confiava na adivinhação, foi enforcado na própria estaca que preparara para Mordecai. — Ester 9:24, 25.
Outro exemplo do poder superior de Jeová sobre as forças ocultas é o caso em que os moabitas vieram “com os honorários pela adivinhação nas suas mãos” a fim de contratar Balaão, o adivinho mesopotâmio, para amaldiçoar Israel. (Núm. 22:7) Embora Balaão procurasse “encontrar quaisquer presságios de azar”, Jeová fez com que proferisse apenas bênçãos. Em uma das suas declarações proverbiais, Balaão admitiu, sob a força impulsionadora de Jeová: “Contra Jacó não há feitiço de azar, nem adivinhação contra Israel.” — Núm., caps. 23, 24.
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AdoçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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ADOÇÃO
O reconhecimento, como filho ou filha, de alguém que não é tal pela relação natural.
Nas Escrituras Hebraicas, a adoção não é considerada do ponto de vista do procedimento legal, mas a idéia básica é delineada em diversos casos. Parece que Abraão, antes do nascimento de Ismael e de Isaque, considerava seu escravo, Eliézer, pelo menos em linha para uma posição similar à de um filho adotivo, e como o provável herdeiro da casa de Abraão. (Gên. 15:2-4) O costume de adotar escravos como filhos há muito tem sido uma prática oriental comum, e, como tais, possuíam direitos de herança, embora não à frente dos filhos que descendiam naturalmente do pai.
Tanto Raquel como Léia consideravam os filhos nascidos de Jacó com suas servas como filhos delas mesmas, ‘nascidos sobre os seus joelhos’. (Gên. 30:3-8, 12, 13, 24) Tais filhos eram os herdeiros, junto com os nascidos diretamente das esposas legais de Jacó. Eram filhos naturais do pai e, visto que as escravas eram propriedade das esposas, Raquel e Léia possuíam direitos de propriedade sobre tais filhos.
O menino Moisés foi mais tarde adotado pela filha de Faraó. (Êxo. 2:5-10) Visto que os homens e as mulheres gozavam de direitos iguais sob a lei egípcia, a filha de Faraó estava em posição de exercer o direito de adoção.
SIGNIFICADO CRISTÃO
Nas Escrituras Gregas, a figura da adoção é empregada várias vezes pelo apóstolo Paulo com respeito à nova condição dos chamados e escolhidos por Deus. Tais pessoas, nascidas quais descendentes do imperfeito Adão, estavam em escravidão ao pecado e não possuíam a inerente filiação de Deus. Através da compra por meio de Cristo Jesus, obtêm a adoção quais filhos e também se tornam herdeiros junto com Cristo, o Filho unigênito de Deus. (Gál. 4:1-7; Rom. 8:14-17) Não adquirem tal filiação de modo natural, mas pela escolha de Deus, e segundo a Sua vontade. (Efé. 1:5) Ao passo que são reconhecidos como filhos de Deus desde o tempo em que Deus os gera por meio de seu espírito (1 João 3:1; João 1:12, 13), sua obtenção plena deste privilégio como filhos espirituais de Deus, segundo se mostra, depende de sua fidelidade até o fim. (Rom. 8:17; Rev. 21:7) Assim, Paulo fala deles como ‘esperando seriamente a adoção como filhos, serem livrados de seus corpos por meio de resgate’. — Rom. 8:23.
Tal estado adotivo traz benefícios de libertação dum ‘espírito de escravidão, causando temor’, substituindo-o pela confiança de filhos; de esperança duma herança celeste garantida pelo testemunho do espírito de Deus. Ao mesmo tempo, lembra-se a tais filhos espirituais, pela sua adoção, que tal posição se deve à benignidade imerecida e à escolha de Deus, ao invés de a seu direito herdado. — Rom. 8:15, 16; Gál. 4:5-7.
Em Romanos 9:4 Paulo fala dos israelitas carnais como aqueles “a quem pertencem a adoção como filhos, e a glória, e os pactos, e a promulgação da Lei”, e isto evidentemente se refere à posição ímpar concedida a Israel enquanto era o povo pactuado de Deus. Assim, Deus, vez por outra, mencionava Israel como “meu filho”. (Êxo. 4:22, 23; Deut. 14:1, 2; Isa. 43:6; Jer. 31:9; Osé. 1:10; 11:1; compare com João 8:41.) A filiação real, contudo, aguardava a provisão de resgate feita mediante Cristo Jesus e dependia da aceitação desse arranjo
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