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PórticoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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exteriores primorosos (que davam acesso do E, do S e do N) englobava um pórtico com janelas de armações que iam estreitando-se. Pelo visto, a pessoa que subia pelas escadas até o portão passava por três saletas da guarda de cada lado, e então, por atravessar um patamar ou limiar, chegava ao pórtico, antes de entrar no pátio externo. (Eze. 40:6-17) Cada um dos três portões internos também possuía um pórtico, talvez logo que a pessoa subia as escadas e entrava pelo portão. O pórtico do portão com acesso do N continha quatro mesas para ser ali abatido o holocausto. — Eze. 40:35-42.
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Pórtico Das ColunasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PÓRTICO DAS COLUNAS
Um dos prédios oficiais que Salomão construiu na área do templo, algum tempo depois de ter concluído o templo. (1 Reis 7:1, 6) Em vista da menção do Pórtico das Colunas entre os comentários sobre a Casa da Floresta do Líbano e o Pórtico do Trono, é bem possível que o Pórtico das Colunas estivesse situado ao S do templo, e entre estes dois outros prédios oficiais. Assim, uma pessoa que viesse do S talvez atravessasse ou ladeasse a Casa da Floresta do Líbano e então entrasse no Pórtico das Colunas, caminhando no meio dele até o Pórtico do Trono.
O prédio tinha 50 côvados (c. 22 m) de comprimento por 30 côvados (c. 13 m) de largura. O seu próprio nome sugere que era constituído de fileiras de impressionantes colunas. Primeiro Reis 7:6 menciona outro pórtico em frente, com colunas e um alpendre. Isto talvez signifique que a pessoa chegava primeiro a um pórtico que tinha um alpendre estendido, sustentado por colunas. Daí, este pórtico se unia diretamente com o Pórtico das Colunas propriamente dito. Caso as dimensões fornecidas se apliquem apenas ao Pórtico das Colunas, então o tamanho da parte do alpendre não é suprido.
Este prédio talvez servisse como majestosa entrada ao Pórtico do Trono, e como local onde o rei conduzia os assuntos comuns do reino, e recebia alguns visitantes.
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Pórtico Do TronoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PÓRTICO DO TRONO
Importante prédio que Salomão construiu depois de o templo ter sido concluído. (1 Reis 7:1, 7) O “pórtico do julgamento” mencionado no texto parece ser sinônimo do “Pórtico do Trono”. Assim, o “Pórtico do Trono”, como é evidente, era o local em que Salomão colocou seu pomposo trono de marfim e de ouro, e onde fazia julgamentos. — 1 Reis 10:18-20.
A inteira descrição deste prédio é a seguinte: “Fez o pórtico do julgamento; e forraram-no de cedro, desde o soalho até o vigamento.” (1 Reis 7:7) O Texto Massorético realmente diz: “de piso a piso”, levando alguns a crer que existia cedro desde o piso deste prédio até o piso do Pórtico das Colunas, mencionado no versículo precedente. Não obstante, a Pesito siríaca reza “do piso ao teto”, e a Vulgata latina afirma: “do piso ao topo.” Assim, certos tradutores crêem que o cedro constituía alguma espécie de lambris esplêndidos desde o piso do Pórtico até seus caibros do telhado ou o teto. (ALA; BJ; BV; CBC; NM; PIB) Embora não se disponha de outros pormenores arquitetônicos, isto sugeriria um prédio que não dispunha de colunas abertas num dos lados, ou nas laterais, como é possível que tenha ocorrido com a Casa da Floresta do Líbano, e com o Pórtico das Colunas.
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Possessão DemoníacaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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POSSESSÃO DEMONÍACA
O controle e a influência, como cativo, de uma pessoa, por parte de um espírito iníquo invisível. Nos tempos bíblicos, os endemoninhados eram afligidos de várias maneiras: alguns ficavam mudos, alguns cegos, alguns agiam como lunáticos, e alguns possuíam força sobre-humana. Todos eram horrendamente maltratados por estes tiranos invisíveis. (Mat. 9:32; 12:22; 17:15; Mar. 5:3-5; Luc. 8:29; 9:42; 11:14; Atos 19:16) Suas vítimas eram tanto homens como mulheres e crianças. (Mat. 15:22; Mar. 5:2) Por vezes, sua agonia era acrescida quando muitos demônios se apoderavam duma única pessoa ao mesmo tempo. (Luc. 8:2, 30) Quando um demônio era expulso, a pessoa retornava ao seu estado mental normal e são. Existe uma diferença entre a possessão demoníaca e a doença e a moléstia físicas comuns, pois Jesus curou a ambos os tipos de distúrbios. — Mat. 8:16; 17:18; Mar. 1:32, 34.
Alguns dos maiores milagres efetuados por Jesus foram a libertação de pessoas possessas do cativeiro aos demônios. Estes eram impotentes diante dele. Mas, nem todos ficavam contentes com sua obra de expulsar demônios. Os fariseus o acusaram de estar mancomunado com o governante dos demônios, Belzebu, ao passo que, em realidade — como Jesus indicou — eles mesmos eram a descendência do Diabo. (Mat. 9:34; 12:24; Mar. 3:22; Luc. 11:15; João 7:20; 8:44, 48-52) Jesus sabia de onde se originava seu domínio sobre os demônios, e ele admitia francamente que isso se dava pelo poder e pelo espírito santo de Jeová. (Mat. 12:28; Luc. 8:39; 11:20) Os próprios demônios reconheciam a identidade de Jesus e se dirigiam a ele como o “Filho de Deus”, “o Santo de Deus”, e como sendo “Jesus, Filho do Deus Altíssimo”. (Mat. 8:29; Mar. 1:24; 3:11; 5:7; Luc. 4:34, 41; Atos 19:15; Tia. 2:19) No entanto, em nenhuma ocasião Jesus lhes permitiu testemunhar em seu favor. (Mar. 3:12) Por outro lado, um homem que foi liberto do poder dos demônios foi incentivado a anunciar a seus parentes “todas as coisas que Jeová tem feito para ti”. — Mar. 5:18-20.
Jesus também supriu a seus doze apóstolos a autoridade sobre os demônios, e, mais tarde, aos setenta que ele enviou, de modo que, em nome de Jesus, estes também puderam curar os possessos de demônios. (Mat. 10:8; Mar. 3:15; 6:13; Luc. 9:1; 10:17) Até mesmo alguém que não era um associado íntimo de Jesus ou de seus apóstolos conseguiu exorcismar um demônio à base do nome de Jesus. (Mar. 9:38-40; Luc. 9:49, 50) Depois da morte de Jesus, os apóstolos continuaram a ter este poder. Paulo removeu um “demônio de adivinhação” duma jovem escrava, para grande ira de seus donos amantes do dinheiro. (Atos 16:16-19) Mas, quando certos impostores, os sete filhos do sacerdote Ceva, tentaram fazer isto no nome de “Jesus, a quem Paulo prega”, o homem possesso de demônio agarrou-os e espancou-os duramente, deixando os sete nus. — Atos 19:13-16.
Não raro, a conduta brava e incontrolável das pessoas mentalmente desequilibradas se deve à obsessão direta por parte destes esbirros invisíveis de Satanás. Observa-se que, de vez em quando, relata-se que médiuns espíritas expulsam estes demônios, trazendo-nos à mente o que Jesus disse: “Muitos me dirão naquele dia: ’Senhor, Senhor, não . . . expulsamos demônios em teu nome . . . ?’ Contudo, eu lhes confessarei então: Nunca vos conheci!” (Mat. 7:22, 23) Estes são motivos que nos compelem, então, a acatar o conselho: “Sede vigilantes”, e: “Revesti-vos da armadura completa de Deus, para que vos possais manter firmes contra as maquinações do Diabo” e seus demônios. — 1 Ped. 5:8; Efé. 6:11.
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Poste SagradoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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POSTE SAGRADO
A palavra hebraica ’asheráh (pl., ’asherím), segundo se julga, refere-se a (1) um poste sagrado que representa a Axerá, uma deusa cananéia da fertilidade (Juí. 6:25, 26), e (2) a deusa Axerá. (2 Crô. 15:16, nota da NM, ed. 1955, em inglês: “a Axerá”; veja também Al; ALA; BJ; BV; CBC; IBB; PIB; So; VB.) Não obstante, nem sempre é possível assegurar se determinado texto deva ser entendido como se referindo ao objeto idólatra ou à deusa.
OS POSTES SAGRADOS
Os postes sagrados, pelo visto, erguiam-se de modo ereto, em vez de ficarem caídos ao chão, e eram feitos de madeira, ou, pelo menos, continham madeira, os israelitas recebendo ordem de abatê-los e queimá-los. (Êxo. 34:13; Deut. 12:3) Podem ter sido simples postes não esculpidos, talvez até mesmo árvores, em alguns casos, pois o povo de Deus foi instruído: “Não deves plantar para ti nenhuma sorte de árvore como poste sagrado.” — Deut. 16:21.
Tanto Israel como Judá desconsideraram a ordem expressa de Deus de não erguer colunas sagradas e postes sagrados, colocando-os sobre “todo morro elevado e debaixo de cada árvore frondosa”, ao lado dos altares usados para sacrifício. Tem-se sugerido que os postes representavam o princípio feminino, ao passo que as colunas representavam o princípio masculino. Estes itens de idolatria, provavelmente símbolos fálicos, estavam associados com orgias sexuais crassamente imorais, conforme indicado pela referência a homens que se prostituíam já existirem no país desde o reinado de Roboão. (1 Reis 14:22-24; 2 Reis 17:10) Só raramente é que surgiam reis, tais como Ezequias (e Josias) que “removeu os altos e despedaçou as colunas sagradas, e decepou o poste sagrado”. — 2 Reis 18:4; 2 Crô. 34:7.
AXERÁ
Os textos de Ras Xamra identificam esta deusa como sendo a esposa do deus El, o “Criador de Criaturas”, e se referem a ela como “Senhora Axerá do Mar”, e “Progenitora dos Deuses”, isto a tornando também a mãe de Baal. Entretanto, parece ter havido considerável coincidência de papéis entre as três deusas destacadas do baalismo (Anate, Axerá e Astorete), como pode ser observado de fontes extrabíblicas, bem como do registro bíblico. Ao passo que Astorete parece ter figurado qual esposa de Baal, Axerá talvez fosse também assim considerada.
Durante o período dos juízes, deve-se notar que israelitas apóstatas “serviam aos Baalins e aos postes sagrados [Axerás]“. (Juí. 3:7, nota da NM, ed. 1953, em inglês; BJ; BV; CBC; PIB; So; compare com Juízes 2:13.) A menção destas deidades no plural talvez indique que cada localidade possuía seu Baal e sua Axerá. (Juí. 6:25) A rainha Jezabel, esposa sidônia de Acabe, rei de Israel, recepcionava em sua mesa 450 profetas de Baal e 400 profetas do poste sagrado ou Axerá. — 1 Reis 18:19.
A adoração degradada de Axerá veio a ser praticada no próprio templo de Jeová. O Rei Manassés chegou mesmo a colocar ali uma imagem esculpida do poste sagrado, evidentemente uma representação da deusa Axerá. (2 Reis 21:7) Embora Manassés tirasse proveito da disciplina a que foi submetido por ser levado cativo para Babilônia, e, ao voltar a Jerusalém, tivesse purificado a casa de Jeová dos itens da idolatria, seu filho, Amom, reiniciou a degradante adoração de Baal e de Axerá, acompanhada pela prostituição cerimonial. (2 Crô. 33:11-13, 15, 21-23) Isto tornou necessário que o justo Rei Josias, que sucedeu a Amom no trono, demolisse “as casas dos homens que se prostituíam no serviço dum templo, que havia na casa de Jeová, onde as mulheres teciam sacrários de tenda para o poste sagrado”. — 2 Reis 23:4-7.
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PotifarAjuda ao Entendimento da Bíblia
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POTIFAR
[forma abreviada de Potífera, aquele a quem Rá deu].
Um oficial da corte egípcio, e o chefe da guarda pessoal de Faraó. Ele era o amo de José por certo tempo, e, pelo que parece, era um homem abastado. (Gên. 37:36; 39:4) Potifar comprou José de mercadores viajantes midianitas, e, observando quão bom servo era José, com o tempo o colocou como encarregado de toda a sua casa e todo o seu campo, estabelecimento que
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