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A misericórdia divina indica aos errantes o caminho de voltaA Sentinela — 1974 | 15 de novembro
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associação com ele; veja 1 João 1:6]. Quem permanece neste ensino é quem tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém se chegar a vós e não trouxer este ensino, nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis. Pois, quem o cumprimenta é partícipe das suas obras iníquas.” (2 João 9-11) Aplicam-se as palavras do apóstolo necessariamente a todos os expulsos da congregação por transgressões? Ou vedam necessariamente que se falem palavras de repreensão ou exortação a um desassociado, com o objetivo de induzi-lo a se arrepender, dar meia-volta e ser restabelecido na congregação? Ao considerarmos estas palavras do apóstolo no contexto, podemos ter um entendimento mais claro do sentido de sua exortação.
22. (a) Segundo o contexto, a que espécie de pessoas se referiu o apóstolo ali? (b) Por que seria impróprio um cumprimento a tais? (c) Há uma diferença na atitude recomendada para com os descritos por João e a atitude costumeira e correta para com ‘um homem das nações ou cobrador de impostos’?
22 Note que o apóstolo João diz, no versículo sete, que “muitos enganadores saíram pelo mundo afora, pessoas que não confessam Jesus Cristo vindo na carne. Este é o enganador e o anticristo”. João adverte então para se estar precavido e não receber a tais no lar, porque eles são propagandistas ativos de ensinos falsos, promotores enganosos da conduta errada. Não se lhes deve dar ponto de apoio do qual possam fazer infiltrações futuras. Nem mesmo devem ser cumprimentados, a fim de se evitar ser partícipe de suas obras iníquas. Neste respeito, podemos notar que a saudação comum entre os judeus, nos tempos apostólicos, era a expressão que significava: “A paz esteja contigo.” O cristão certamente não quer desejar a paz a alguém que é enganador e anticristo. Entretanto, não há nada para mostrar que os judeus com conceito equilibrado e bíblico se negassem a saudar um “homem das nações” ou cobrador de impostos. O conselho de Jesus sobre cumprimentos, relacionado com a sua exortação de se imitar a Deus na sua benignidade imerecida para com ‘iníquos e bons’, parece excluir tal atitude rígida. — Mat. 5:45-48.
23. Até que ponto ou sob que circunstâncias aplica-se corretamente 2 João 9-11 a alguém que foi desassociado?
23 Então, são todos os desassociados assim como os descritos na segunda carta de João? Na ocasião em que tiveram de ser desassociados, evidentemente seguiam um proceder igual a tais, ou pelo menos mostraram um sentimento similar. Conforme diz o livro Organização Para Pregar o Reino e Fazer Discípulos, na página 171: “Qualquer batizado que deliberadamente seguir um proceder de conduta imoral na realidade rejeita os ensinos da Bíblia, assim como faz aquele que ensina aos outros coisas contrárias às Escrituras sobre a identidade de Deus, a provisão do resgate, a ressurreição e assim por diante. (Veja Tito 3:10, 11; 2 Timóteo 2:16-19.)” E se alguém, depois de desassociado, tentasse justificar sua imoralidade perante outros e procurasse converter outros para seu modo pervertido de pensar, certamente se enquadraria na descrição fornecida pelo apóstolo João na sua segunda carta.
24, 25. (a) Que evidência há de que nem todos os desassociados se enquadram na descrição dada em 2 João 9-11? (b) Que reação deve isto produzir em nós e que pergunta vital passaremos a considerar?
24 Entretanto, nem todos os desassociados seguem depois o proceder de tais ‘enganadores e anticristos’. Nem todos se empenham ativamente em promover a transgressão, em se opor à verdade e em se esforçar em enganar outros a seguir o proceder errado que levou à sua desassociação. Isto se evidencia no número dos que, arrependidos, procuram e recebem a readmissão como membros aprovados da congregação. Assim, nos Estados Unidos (onde há agora mais de meio milhão de testemunhas cristãs de Jeová), durante o período de dez anos, de 1963 a 1973, 36.671 pessoas tiveram de ser desassociadas por diversas espécies de sérias transgressões. Contudo, no mesmo período, 14.508 pessoas foram readmitidas, aceitas novamente nas congregações, por causa de seu sincero arrependimento. Isto representa quase 40 por cento do total. Certamente, nós, na terra, devemos alegrar-nos com isso junto com Jeová e sua família celestial. — Luc. 15:7.
25 O que é que se pode fazer para ajudar ainda mais os que foram desassociados — mas que não seguem o proceder dos ‘anticristos’ descritos por João — para serem restabelecidos na congregação? Vejamos como os princípios bíblicos considerados se aplicam de modo prático.
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Mantenha um conceito equilibrado sobre os desassociadosA Sentinela — 1974 | 15 de novembro
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Mantenha um conceito equilibrado sobre os desassociados
1, 2. (a) Por que é correto que a congregação cristã tome ação contra os que exercem influência imoral no seu meio, e quem leva a responsabilidade especial neste respeito? (b) Que perigos paralelos existem no manejo de tais coisas?
UM POUCO de fermento pode levedar a massa inteira. Do mesmo modo também pode a influência imoral infiltrar-se e corromper toda uma congregação. Corretamente, pois, toda congregação desejará proteger-se contra tal influência, e especialmente os anciãos da congregação devem estar interessados em fazer isso. — 1 Cor. 5:6; Atos 20:28-30.
2 Há um verdadeiro perigo em ser remisso neste assunto, assim como a congregação de Corinto foi remissa para com um transgressor no seu meio, deixando de agir para eliminar tal influência ‘fermentante’. Mas há um perigo paralelo. Qual? O de ir ao outro extremo, de passar de remisso para rígido e duro.
3, 4. Qual e o significado das palavras de Paulo em 2 Coríntios 2:11?
3 Podemos observar a advertência dada pelo apóstolo Paulo na sua segunda carta aos Coríntios, evidentemente relacionada, (no contexto) com o pecador descrito na sua primeira carta, que foi preciso ‘remover de seu meio’. (1 Cor. 5:1-5, 13) Neste caso, este transgressor evidentemente se arrependeu. Depois de mencionar de a congregação perdoar a tal, pela tristeza que lhes havia causado qual congregação, Paulo prosseguiu, dizendo, “para que não sejamos sobrepujados por Satanás, pois não desconhecemos os seus desígnios”. (2 Cor. 2:5-11) O que queria dizer com isso o apóstolo?
4 Os “desígnios” de Satanás são devorar todo servo de Deus que ele possa, e ele anda em volta “como leão que ruge” para alcançar este objetivo. (1 Ped. 5:8) O homem que fora desassociado em Corinto havia sido ‘entregue’ a Satanás no sentido de que fora expulso da congregação e assim lançado fora, no mundo sob o domínio de Satanás. (1 Cor. 5:5; Atos 26:18; 1 João 5:19) Assim como um ‘pouco de fermento’ na “massa toda”, este homem havia sido a “carne” ou o elemento carnal dentro da congregação; e ao remover este homem incestuoso, a congregação de mentalidade espiritual havia destruído a “carne” no seu meio. Então, o desígnio ou objetivo de Satanás
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