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Conduta piedosa para com os outrosA Sentinela — 1981 | 15 de dezembro
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Conduta piedosa para com os outros
“Escrevo-te . . . para que saibas como deves comportar-te na família de Deus, que é a congregação.” — 1 Tim. 3:14, 15.
1, 2. Como pode a Bíblia ajudar-nos a lidar com os outros?
ENTRE os benefícios que os cristãos derivam do estudo da Bíblia está aprenderem o modo piedoso de tratar seus semelhantes. Até mesmo os que não conhecem o cristianismo ou a Bíblia admitem a sabedoria e a qualidade prática de conselho tal como este: “Assim como quereis que os homens façam a vós, fazei do mesmo modo a eles.” — Luc. 6:31.
2 A Bíblia oferece muito mais do que apenas amplas generalidades sobre a nossa conduta para com os outros. Ela nos aconselha sobre como devemos comportar-nos para com aqueles que estão numa relação específica conosco, ou em certas circunstâncias. Por exemplo, dá conselho sobre a conduta da esposa cristã para com o seu marido incrédulo, e aconselha-nos quanto à nossa conduta para com os de condição humilde, os aleijados e os do sexo oposto. (1 Ped. 3:1-6; Sal. 41:1; Lev. 19:14; 1 Tim. 5:1, 2) As Escrituras provêem também muito conselho salutar sobre como devemos ‘comportar-nos na família de Deus, que é a congregação’. — 1 Tim 3:15.
3. Por que precisamos da orientação de Deus quanto a nossa conduta?
3 A aplicação desse conselho divino é vital, porque a Palavra de Deus indica que, em parte, ele nos julgará à base de como nos comportamos para com os outros. (Mat. 18:35; 25:40, 45; Rev. 2:23) Portanto, em vez de nos guiarmos por aquilo que algum homem diz quanto ao que devemos fazer ou de nos deixarmos guiar pelas nossas emoções e o que “achamos” ser próprio, devemos adotar a atitude de Davi: “Faz-me saber os teus próprios caminhos, ó Jeová; ensina-me as tuas próprias veredas. Faz-me andar na tua verdade e ensina-me, pois tu és o meu Deus de Salvação.” — Sal. 25:4, 5; 139:17, 21.
COMO LIDAR COM PECADORES
4. Por que é necessário que saibamos como lidar com os pecadores?
4 Todos os humanos, como descendentes de Adão, “pecaram e não atingem a glória de Deus”. (Rom. 3:23; 5:12) Nossa situação não é desesperadora, porém, porque “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores”. Todos os que reconhecem isso e que exercem fé em Cristo podem obter perdão, mesmo que tenham vivido em pecado, no passado. — 1 Tim. 1:12-16; 1 Cor. 6:9-11; Atos 10:43; Rom. 6:12-14.
5. O que precisa ser feito, quando um cristão comete um pecado sério?
5 Mas o que se dá quando alguém se arrepende, deposita fé em Cristo e se torna cristão batizado, mas depois sucumbe à fraqueza ou tropeça, caindo num pecado grave? Ele ainda pode ser perdoado, assim como o apóstolo Pedro foi perdoado por ter negado a Jesus. Se souber que um concristão sucumbiu a um pecado grave, o que deverá fazer? Em verdadeiro amor, certamente desejaria que essa pessoa obtivesse ajuda espiritual. Os anciãos ou superintendentes espirituais, devotados, na congregação são muitas vezes o meio de prover tal ajuda. Com que objetivo? O de restabelecerem espiritualmente o cristão errante. — Gál. 6:1; 1 João 5:16; 2 Tim. 2:23-26; Judas 23.
6. Quando um cristão culpado de pecado grave não é penitente, que ação precisa ser tomada?
6 No entanto, às vezes acontece que alguém que por anos tem andado no caminho do verdadeiro cristianismo se desvia dele, entrega-se à conduta ímpia e depois não se arrepende, apesar dos esforços sinceros dos anciãos para ajudá-lo. A Bíblia mostra que isso aconteceu no primeiro século, e está acontecendo hoje em dia. (2 Ped. 2:10-20) O que se deve fazer então? Deus, na sua perfeita sabedoria e justiça, manda que se tomem medidas firmes para proteger a pureza moral e espiritual da congregação, medidas que talvez também abalem o transgressor a ponto de fazê-lo cair em si. A Palavra de Deus ordena: “Removei o homem iníquo de entre vós.” Isto significa expulsá-lo da congregação cristã. — 1 Cor. 5:13; 1 Tim. 1:20; veja Deuteronômio 17:7.
7. Que espécie de perguntas surgem a respeito de alguém que foi expulso da congregação?
7 É lamentável que a conduta e a atitude de alguém exija tal ação, mas, depois de ele ter sido expulso, como deve ser encarado e tratado pelos membros leais da congregação? Devem comportar-se para com ele assim como fariam para com qualquer vizinho, colega de trabalho ou alguém que venham a encontrar na rua? Devem dizer: “Bom dia” ou mesmo conversar brevemente quando por acaso se encontram com alguém que foi expulso? Que dizer de trabalhar para ele ou de empregá-lo? Até que ponto devem os pais cristãos ou outros parentes comunicar-se ou associar-se com tal pessoa? Surgem muitas perguntas assim. Quão gratos podemos ser de que Jeová Deus nos fornece a orientação sobre como lidar com um transgressor expulso!
O CONSELHO DE JESUS SOBRE TRANSGRESSORES
8, 9. (a) Que conselho deu Jesus sobre alguém que havia pecado? (b) A que tipo de pecado referia-se Jesus ali?
8 Num tempo em que Deus ainda lidava com os judeus como Seu povo, Jesus proveu conselho sobre alguém que havia pecado. Os discípulos de Cristo, que eram judeus, entendiam este conselho à luz da situação então existente na comunidade judaica. Nós também podemos tirar proveito, porque o conselho que Jesus deu aplicava-se mais tarde, quando Deus estabeleceu a congregação cristã. (Mat. 21:43) Cristo começou: “Se o teu Irmão cometer um pecado, vai expor a falta dele entre ti e ele só. Se te escutar, ganhaste o teu irmão.” — Mat. 18:15.
9 Evidentemente, Jesus não estava falando sobre um “pecado” no sentido duma pequena ofensa pessoal, como aquela sobre a qual lemos em Filipenses 4:2, 3. (Veja Provérbios 12:18.) Antes, pelo visto, ele se referiu a pecados tais como a fraude ou a calúnia, pecados bastante sérios para poderem levar alguém a ser expulso da congregação.a Se aquele contra quem se pecou puder resolver a questão em particular, terá ‘ganho o seu irmão’; quando o pecador demonstra arrependimento de coração e procura retificar o erro, não há necessidade de levar o assunto mais avante.
10, 11. Se esta primeira medida falhasse, qual seria a próxima coisa a fazer?
10 Mas o que se dá quando isso falha? Jesus prosseguiu: “Mas, se [o pecador] não te escutar, toma contigo mais um ou dois, para que, pela boca de duas ou três testemunhas, todo assunto seja estabelecido.” — Mat. 18:16.
11 Os levados juntos devem ser “testemunhas”, não apenas pessoas neutras que procuram mediar uma reconciliação. Parece que devem ser aqueles que ‘testemunharam’ a transgressão, como por saberem do acordo financeiro por ocasião de sua feitura e assim poderem testificar sobre se houve fraude. Ou, se a evidência da transgressão é um contrato ou algo assim, talvez possam ser levados juntos irmãos espiritualmente qualificados que têm experiência com situações assim. Eles se tornariam testemunhas dos fatos e do que o acusado diz durante essa reunião, caso se tenha de adotar a última medida.
12. Qual seria a medida final, conforme explicada por Jesus?
12 Jesus apresentou a última medida com relação ao pecador: “Se não os escutar, fala à congregação. Se não escutar nem mesmo a congregação, seja ele para ti apenas como homem das nações e como cobrador de impostos.” (Mat. 18:17) Sim, como último esforço para desviar o pecador de seu caminho, o assunto seria levado aos anciãos espirituais da congregação. Estes ouviriam os fatos e obteriam o depoimento das testemunhas. E poderiam repreender o transgressor com a Palavra de Deus. Todavia, se ele se recusasse a se arrepender, eles agiriam em prol da congregação para discipliná-lo, protegendo a congregação contra a perigosa influência dele por expulsá-lo.
NÃO DESUMANO PARA COM OUTROS
13, 14. Que certeza podemos ter de que Jesus não endossou ser desumano para com os outros?
13 Como ajuda para sabermos qual deve ser a nossa conduta para com tal pessoa, precisamos entender as palavras de Jesus: “Seja ele para ti apenas como homem das nações e como cobrador de impostos.” Em séculos posteriores, alguns rabinos judaicos expressaram certos conceitos extremistas, tais como que o judeu não deveria nem mesmo ajudar o gentio que estivesse em perigo de morrer. Essa crueldade não era demonstrada apenas para com os gentios. Por exemplo, na parábola de Jesus a respeito de se ser realmente o próximo dos outros, tanto um levita como um sacerdote se negaram a ajudar um companheiro judeu ferido, embora um samaritano depois o fizesse. — Luc. 10:29-37.
14 Mas em Mateus 18:17 Jesus não se podia ter referido a que seus discípulos se negassem a prestar um ato humanitário, como no caso dum acidente ou de necessidade desesperada. Jesus mostrou tal bondade para com alguns gentios. Por exemplo, fez isso para com uma mulher siro-fenícia. Embora Jesus, seus discípulos e a mulher reconhecessem que a situação dela era incomum, por ela ser gentia e Jesus ser enviado aos judeus, contudo, Cristo curou-lhe a filha. (Mat. 15:21-28; Mar. 7:24-30) Jesus mostrou humanitarismo similar quando um oficial do exército romano lhe implorou que curasse um escravo paralítico e padecente. O oficial admitiu que não esperava que Jesus, instrutor judaico, entrasse na sua casa. Contudo, “anciãos dos judeus” rogaram que Jesus mostrasse misericórdia para com este gentio digno, e ele fez isso. (Luc. 7:1-10; Mat. 8:5-13) Portanto, por aquilo que Jesus disse sobre alguém ser “como homem das nações e como cobrador de impostos”, Jesus não proibiu expressões de bondade misericordiosa. Então, o que queria dizer?
“COMO COBRADOR DE IMPOSTOS”
15. Como encaravam e tratavam os judeus os cobradores de impostos?
15 Primeiro, como encaravam e tratavam os judeus os cobradores de impostos?
“Os publicanos [cobradores de impostos] do Novo Test[amento] eram encarados como traidores e apóstatas, profanados pelos seus freqüentes contatos com os pagãos, instrumentos solícitos do opressor. Eram classificados como pecadores . . . como meretrizes . . . como pagãos. . . . Ficando entregues a si mesmos, visto que homens de vida decente se mantinham afastados deles, encontravam apenas amigos ou companheiros entre os que eram proscritos iguais a eles.” — Cyclopaédia de M’Clintock e Strong, Vol. VIII, p. 769.
Sim, os ouvintes de Jesus sabiam muito bem que os judeus, em geral, evitavam os cobradores de impostos. Só com relutância mantinham os judeus os mínimos contatos comerciais possível com eles, para pagar o imposto exigido por lei.
16, 17. Qual era a conduta de Jesus para com alguns
16 Alguém talvez pergunte: ‘Mas não se associou Jesus com cobradores de impostos?’ Pois bem, examinemos os fatos.
17 Jesus, como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, era uma luz para todas as pessoas, embora se concentrasse nos judeus durante o seu ministério terrestre. (João 1:29; 8:12; Isa. 42:1, 6, 7; Mat. 10:5, 6; 15:24) Era igual a um médico em ajudar todos os judeus que mais precisavam dele, inclusive pecadores tais como as meretrizes, os beberrões e os cobradores de impostos, os quais muitas vezes usavam de métodos escusos. Mateus Levi, desprezado cobrador de impostos, foi um dos que aceitaram a nova mensagem de salvação trazida por Jesus. Mateus convidou Jesus ao seu lar para um banquete, o que permitiu que Mateus e outros cobradores de impostos, interessados, ouvissem mais sobre as maravilhosas verdades novas. (Luc. 5:27-32; 19:1-10) Esses eram homens que haviam ‘pecado em ignorância’, mas estavam prontos para dar os passos para terem seus pecados “apagados”. — Atos 3:19; Heb. 9:7.
18. Por que não constituíam os tratos de Jesus com alguns cobradores de impostos um modelo para o que disse em Mateus 18:17?
18 No entanto, os esforços de Jesus para dar testemunho aos cobradores de impostos que ‘chegavam perto dele para o ouvir’ e ‘o seguiam’ não era modelo de como se devia tratar os pecadores impenitentes. (Mar. 2:15; Luc. 15:1) Como podemos ter certeza disso? Embora Cristo comesse com tais cobradores de impostos, o apóstolo Paulo ordenou que os cristãos não devem ‘nem sequer comer com’ tal pecador expulso da congregação. (1 Cor. 5:11) Também, Jesus mandou que seus discípulos lidassem com o transgressor impenitente assim como eles, logicamente, encaravam os cobradores de impostos daquele tempo. A tradução de R. F. Weymouth (em inglês) reza: “Considera-o assim como tu consideras o gentio ou o coletor de impostos.” — Veja New International Version; The New English Bible.
COMO ERAM CONSIDERADOS E TRATADOS OS GENTIOS?
19. O que mostra a Bíblia quanto às relações entre judeus e não-judeus?
19 Os apóstolos que ouviram as palavras de Jesus registradas em Mateus 18:17 eram judeus e sabiam que seus patrícios não mantinham contatos sociais com os gentios. A Lei fazia uma distinção entre os judeus e os gentios, o que servia para manter os israelitas separados das nações circunvizinhas. (Deut. 7:1-4; Núm. 15:37-41; Efé. 2:11-14) Na Páscoa de 33 E.C., os judeus não queriam entrar no palácio do governador romano, “para que não se aviltassem”. (João 18:28) E a separação entre os judeus e os samaritanos, os quais até mesmo aceitavam o Pentateuco, era tão grande, que uma mulher junto a uma fonte em Samaria expressou sua surpresa de que Jesus, “apesar de ser judeu”, lhe pedia água. — João 4:9.
20. O que se pode aprender da experiência de Pedro com Cornélio quanto a como os judeus tratavam as pessoas das nações?
20 Além disso, em 36 E.C., quando Deus tomou o propósito de demonstrar que os gentios incircuncisos podiam então ser aceitos como herdeiros do Reino, ele encaminhou o apóstolo Pedro ao oficial do exército romano, Cornélio. Mas Pedro disse a Cornélio: “Vós bem sabeis quão ilícito é para um judeu juntar-se ou chegar-se a um homem de outra raça.” (Atos 10:28) A observação de Pedro mostra quão profundo era o sentimento dos judeus de que não devia haver nenhuma fraternização com um homem das nações. Também, quando se tornou conhecido que Pedro havia ido a Cornélio, alguns cristãos judeus objetaram fortemente a Pedro ter “ido à casa de homens incircuncisos e . . . comido com eles”. Sim, os judeus achavam chocante estar com um “homem das nações” e comer com ele. — Atos 11:1-3; veja Gálatas 2:12.
21. Então, como entende você aquilo que Jesus disse a respeito de o pecador impenitente ser “como homem das nações e como cobrador de impostos?
21 As Escrituras ajudam-nos assim a entender o conselho de Jesus, de tratar o transgressor impenitente, que se nega a escutar a congregação, “como homem das nações e como cobrador de impostos”. A aplicação do conselho de Cristo, hoje em dia, certamente não significaria encarar o transgressor como uma pessoa comum da localidade, porque não era assim que os discípulos de Jesus entendiam o que ele disse. Podemos avaliar isso melhor por examinar o conselho adicional contido nas Escrituras Gregas Cristãs, o que nos ajudará a lidar com situações da vida real, hoje em dia, envolvendo pessoas expulsas da congregação cristã.
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Como encarar a desassociaçãoA Sentinela — 1981 | 15 de dezembro
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Como encarar a desassociação
“Ó Jeová, . . . quem residirá no teu santo monte? Aquele que anda sem defeito e pratica a justiça.” — Sal. 15:1, 2.
1, 2. Como sabemos que Deus espera que seus adoradores sustentem as Suas normas?
JEOVÁ é justo e santo. Embora seja misericordioso e compreensivo com os homens imperfeitos, espera que os que o adoram reflitam a Sua santidade por tentarem sustentar as Suas normas justas. — Sal. 103:8-14; Núm. 15:40.
2 O israelita que deliberadamente violasse as ordens de Deus, tais como as contra a apostasia, o adultério ou o assassinato, devia ser decepado, morto. (Núm. 15:30, 31; 35:31; Deut. 13:1-5; Lev. 20:10) Esta firmeza em sustentar as normas razoáveis e justas de Deus era boa para todos os israelitas, porque ajudava a manter a pureza da congregação. E servia para impedir que alguém espalhasse a corrupção entre o povo que levava o nome de Deus.
3. Qual era a situação dum judeu expulso da sinagoga?
3 No primeiro século E.C., os judeus sob o domínio romano não tinham autoridade para aplicar a pena de morte. (João 18:28-31) Mas um judeu que fosse culpado de violar a Lei podia ser expulso da sinagoga. Um efeito desta severa punição era que os outros judeus evitavam o expulso e se esquivavam dele. Diz-se que outros nem mesmo mantinham transações comerciais com ele, exceto para vender-lhe as necessidades da vida.a — João 9:22; 12:42; 16:2.
4, 5. Como devia a congregação cristã tratar o pecador impenitente?
4 Após a formação da congregação cristã, esta substituiu a nação judaica em levar o nome de Deus. (Mat. 21:43; Atos 15:14) Por conseguinte, podia-se esperar corretamente que os cristãos sustentassem a justiça de Jeová. O apóstolo Pedro escreveu: “De acordo com o santo que vos chamou, vós, também, tornai-vos santos em toda a vossa conduta, porque está escrito: ‘Tendes de ser santos, porque eu sou santo.’” (1 Ped. 1:14-16) Jeová ama seu povo e quer proteger a pureza da congregação cristã. De modo que delineou a provisão de rejeitar ou expulsar alguém que persiste num proceder que desonra a Deus e põe em perigo a congregação.
5 O apóstolo Paulo aconselhou: “Quanto ao homem que promove uma seita, rejeita-o depois da primeira e da segunda admoestação, sabendo que tal homem foi desviado do caminho e está pecando, estando condenado por si mesmo.” (Tito 3:10, 11) Sim, os homens espirituais, tais como Tito era, primeiro procuram amorosamente ajudar o transgressor. Se ele não aceitar a sua ajuda e persistir num proceder de ‘pecado’, então eles têm a autoridade de convocar uma comissão de anciãos para ‘julgar os membros da associação’. (1 Cor. 5:12, Today’s English Version) O amor a Deus e à pureza do seu povo requer que os que estão na “associação”, a congregação, rejeitem tal homem.
6. Por que era correto e apropriado expulsar pecadores impenitentes?
6 No primeiro século surgiram alguns transgressores assim. Himeneu e Alexandre eram desses, homens que haviam ‘sofrido naufrágio no que se refere à sua fé. Paulo disse: “Eu os entreguei a Satanás, para que sejam ensinados pela disciplina a não blasfemarem.” (1 Tim. 1:19, 20) A expulsão desses dois homens era um castigo ou uma disciplina severa, uma punição que podia ensinar-lhes a não blasfemarem do Deus santo e vivente. (Veja Lucas 23:16, onde se usa a palavra grega básica que muitas vezes é traduzida por “disciplina”.) Era apropriado que esses blasfemadores fossem entregues à autoridade de Satanás, expulsos para as trevas do mundo sob a influência de Satanás. — 2 Cor. 4:4; Efé. 4:17-19; 1 João 5:19; veja Atos 26:18.
COMO TRATAR OS EXPULSOS
7, 8. Como podemos saber qual deve ser a nossa conduta para com um expulso?
7 No entanto, talvez surjam algumas perguntas sobre como devemos tratar um ex-membro que fora expulso. Somos gratos de que Deus proveu na sua Palavra respostas e orientações de que podemos ter certeza de que são perfeitas, justas e eqüitativas. — Jer. 17:10; Deut. 32:4.
8 Em certa ocasião, um homem na congregação coríntia praticava a imoralidade e evidentemente era impenitente. Paulo escreveu que este homem ‘fosse tirado do meio dela’, porque era como um pouco de fermento que podia levedar ou corromper a massa inteira. (1 Cor. 5:1, 2, 6) Mas, depois de expulso, devia ele ser tratado como se fosse apenas uma pessoa comum do mundo, que os cristãos talvez encontrassem na vizinhança ou na vida diária? Note o que Paulo disse.
9. Qual foi o conselho de Paulo sobre lidar com pessoas injustas em geral?
9 “Eu vos escrevi . . . que cesseis de manter convivência com fornicadores, não querendo dizer inteiramente com os fornicadores deste mundo, ou com os gananciosos e os extorsores, ou com os idólatras. Senão teríeis realmente de sair do mundo “ (1 Cor. 5:9, 10) Com estas palavras, Paulo reconheceu de modo realístico que a maioria das pessoas com que entramos em contato no dia-a-dia nunca conheceu ou seguiu o caminho de Deus. Talvez sejam fornicadores, extorsores ou idólatras, de modo que não são pessoas com as quais os cristãos queiram associar-se regular e intimamente. Contudo, vivemos neste planeta no meio da humanidade e talvez estejamos cercados por pessoas assim, falando com elas no trabalho, na escola e na vizinhança.
10, 11. Por que devem os cristãos agir de modo diferente para com o pecador que foi expulso?
10 No próximo versículo, Paulo contrasta a situação com a maneira em que os cristãos devem comportar-se com alguém que já fora “irmão” cristão, mas que foi expulso da congregação por causa duma transgressão: “Mas, eu vos escrevo agora para que cesseis de ter convivência [“não vos associeis”, A Bíblia de Jerusalém] com qualquer que se chame irmão, que for fornicador, ou ganancioso, ou idólatra, ou injuriador, ou beberrão, ou extorsor, nem sequer comendo com tal homem.” — 1 Cor. 5:11.
11 A pessoa expulsa não é mero homem do mundo, que não conhece a Deus, nem segue um modo de vida piedoso. Antes, ele já conheceu o caminho da verdade e da justiça, mas abandonou esse caminho e seguiu impenitentemente o pecado, a ponto de ter sido expulso. Portanto, ele deve ser tratado de maneira diferente.b Pedro comentou em que tal ex-cristão difere do “homem comum”. O apóstolo disse: “Se eles, depois de terem escapado dos aviltamentos do mundo pelo conhecimento exato do Senhor e Salvador Jesus Cristo, ficam novamente envolvidos nestas mesmas coisas e são vencidos, as condições derradeiras tornaram-se piores para eles do que as primeiras. . . . Com eles aconteceu o que diz o provérbio verdadeiro: ‘O cão voltou ao seu próprio vômito e a porca lavada a revolver-se no lamaçal.’” — 2 Ped. 2:20-22; 1 Cor. 6:11.
12. (a) Por que é apropriado o termo “desassociação”? (b) O que mostra a história sobre como os que professavam o cristianismo lidavam com pecadores nos tempos primitivos?
12 Sim, a Bíblia ordena que os cristãos não mantenham a companhia ou associação de alguém que foi expulso da congregação. Portanto, as Testemunhas de Jeová chamam apropriadamente de “desassociação” a expulsão de tal transgressor impenitente e ser ele depois evitado. Sua recusa de terem associação com alguém expulso, em qualquer nível espiritual ou social, demonstra lealdade às normas de Deus e obediência à sua ordem em 1 Coríntios 5:11, 13. Isto está de acordo com o conselho de Jesus, de que tal pessoa seja considerada assim como um “homem das nações” era considerado pelos judeus daquele tempo. Após a morte dos apóstolos, os que professavam o cristianismo evidentemente seguiam por algum tempo o procedimento bíblico.c Mas quantas igrejas acatam hoje a clara orientação de Deus neste respeito?
OS QUE SE DISSOCIAM
13. O que se deve fazer no caso de alguém que se torna fraco e inativo?
13 Um cristão pode enfraquecer espiritualmente, talvez por não estudar regularmente a Palavra de Deus, por ter problemas pessoais ou por sofrer perseguição. (1 Cor. 11:30; Rom. 14:1) Alguém assim talvez deixe de freqüentar as reuniões cristãs. O que se deve fazer? Lembre-se de que os apóstolos abandonaram Jesus na noite em que ele foi preso. No entanto, Cristo havia exortado a Pedro: “Tu, uma vez que tiveres voltado, fortalece os teus irmãos [que também haviam abandonado a Jesus].” (Luc. 22:32) Portanto, por amor, os anciãos cristãos, e outros, talvez possam visitar e ajudar aquele que enfraqueceu e ficou inativo. (1 Tes. 5:14; Rom. 15:1; Heb. 12:12, 13) O caso é diferente, porém, quando alguém repudia ser cristão e se dissocia.
14. Como pode alguém dissociar-se?
14 Alguém que tem sido verdadeiro cristão talvez renuncie ao caminho da verdade, declarando que não se considera mais como Testemunha de Jeová, nem quer ser conhecido como tal. Quando ocorrer um caso raro desses, a pessoa renuncia à sua posição como cristão, dissociando-se deliberadamente da congregação. O apóstolo João escreveu: “Saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos; pois, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco.” — 1 João 2:19.
15, 16. (a) De que outro modo poderia alguém dissociar-se? (b) Como devem os cristãos encarar e tratar os dissociados?
15 Ou pode ser que alguém renuncie ao seu lugar na congregação cristã por meio de suas ações, tais como por tornar-se parte duma organização cujo objetivo é contrário à Bíblia, e, por isso, vem sob o julgamento de Jeová Deus. (Veja Revelação 19:17-21; Isaías 2:4.) Portanto, quando alguém que era cristão decide juntar-se aos que são desaprovados por Deus, é apropriado que a congregação reconheça, por meio dum breve anúncio, que ele se dissociou e não é mais Testemunha de Jeová.
16 Os que se tornam ‘não dos nossos’ por deliberadamente rejeitarem a fé e as crenças das Testemunhas de Jeová devem ser encarados e tratados apropriadamente como aqueles que foram desassociados por causa duma transgressão.
COOPERAÇÃO COM A CONGREGAÇÃO
17, 18. O que está envolvido em cooperarmos com a congregação no assunto da desassociação?
17 Embora os cristãos usufruam associação espiritual quando consideram ou estudam a Bíblia com seus irmãos ou com interessados, não desejarão manter tal associação com um pecador expulso (ou com alguém que renunciou à fé e às crenças das Testemunhas de Jeová por se dissociar). O expulso foi ‘rejeitado’, estando “condenado por si mesmo” por estar “pecando”, e os da congregação tanto aceitam o julgamento de Deus como o apóiam. A desassociação, porém, envolve mais do que apenas deixar de ter associação espiritual. — Tito 3:10, 11.
18 Paulo escreveu: “[Cessai] de ter convivência . . . nem sequer comendo com tal homem.” (1 Cor. 5:11) Uma refeição é uma ocasião de descontração e contato social. Portanto, a Bíblia exclui aqui também a associação social, tal como participar com o expulso num piquenique ou em festa, jogo de bola, ida à praia ou ao cinema, ou tomar uma refeição com ele.d (Os problemas especiais que envolvem um parente desassociado são considerados no artigo que segue.)
19. Por que pode as vezes parecer difícil apoiar uma desassociação, mas por que é importante que o façamos?
19 O cristão pode às vezes sentir muita pressão para desconsiderar tal conselho bíblico. Suas próprias emoções podem criar tal pressão, ou ela pode ser exercida por conhecidos. Por exemplo, um irmão foi pressionado a oficiar o casamento de duas pessoas desassociadas. Pode tal serviço ser explicado como mera bondade? Alguém talvez pense que sim. Mas, por que se requeriam os serviços dele, em vez de recorrer a um tabelião ou a outra pessoa autorizada pelo estado a celebrar casamentos? Não foi por causa de sua condição de ministro de Deus e por ele poder dar conselho da Palavra de Deus sobre o casamento? Ceder a tal pressão o envolveria na associação com o casal, com pessoas que foram expulsas da congregação pelo seu proceder ímpio. — 1 Cor. 5:13.
20. Qual deve ser nossa reação, se alguém com quem temos relações de negócios for desassociado?
20 Há outros problemas que surgem com relação a negócios ou ao emprego. O que se dá quando você é agora empregado dum homem que foi expulso da congregação ou você emprega alguém com quem isso aconteceu? O que se dá então? Se você estiver contratual ou financeiramente obrigado a continuar a relação comercial no momento, certamente teria então uma atitude diferente para com o desassociado. Talvez sejam necessárias palestras sobre assuntos comerciais com ele ou contatos no serviço, mas palestras espirituais ou associação social seriam coisas do passado. Demonstraria assim a sua obediência a Deus e ergueria uma barreira protetora para si mesmo. Isso também poderá incutir nele quanto lhe custou o seu pecado, em diversos sentidos. — 2 Cor. 6:14, 17.
DEVE-SE FALAR COM O DESASSOCIADO OU DISSOCIADO?
21, 22. Que conselho dão as Escrituras quanto a conversar com alguém desassociado?
21 Significaria a defesa da justiça de Deus e do seu arranjo de desassociação que o cristão não deve falar nada com alguém expulso, nem mesmo dizendo: “Bom dia”? Alguns se perguntaram sobre isso, em vista do conselho de Deus de amarmos os nossos inimigos e de não ‘cumprimentarmos somente os nossos irmãos’. — Mat. 5:43-47.
22 Deus, na sua sabedoria, realmente não procurou abranger toda situação possível. É necessário que entendamos o sentido do que Jeová diz sobre o tratamento dum desassociado, porque assim podemos esforçar-nos a apoiar o Seu conceito. Deus explica por meio do apóstolo João:
“Todo aquele que se adianta e não permanece no ensino do Cristo não tem Deus. . .. Se alguém se chegar a vós e não trouxer este ensino, nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis. Pois, quem o cumprimenta é partícipe das suas obras iníquas.” — 2 João 9-11.
23, 24. Por que é sábio evitar falar com alguém que foi expulso?
23 O apóstolo que deu esse aviso sábio era íntimo de Jesus e sabia muito bem o que Cristo dissera sobre cumprimentar outros. Ele sabia também que a saudação costumeira daquele tempo era: “Paz.” Diferente de algum “inimigo” pessoal ou dum homem de autoridade, do mundo, que se opõe aos cristãos, o desassociado ou dissociado que procura promover ou justificar seu pensamento apóstata, ou que continua no seu proceder ímpio, certamente não é alguém a quem se deseja “Paz”. (1 Tim. 2:1, 2) E todos sabemos de experiência no decorrer dos anos que um simples “Oi” dito a alguém pode ser o primeiro passo para uma conversa ou mesmo para amizade. Queremos dar este primeiro passo com alguém desassociado?
24 ‘Mas, e se ele parecer arrependido e precisar de encorajamento?’ poderá alguém querer saber. Há uma provisão para tratar de tais situações. Os superintendentes da congregação servem quais pastores e protetores espirituais do rebanho. (Heb. 13:17; 1 Ped. 5:2) Quando o desassociado ou dissociado pergunta ou dá evidência de querer voltar ao favor de Deus, os anciãos poderão falar com ele. Explicar-lhe-ão bondosamente o que ele deve fazer e poderão dar-lhe alguma admoestação apropriada. Podem lidar com ele à base dos fatos sobre o seu pecado e sua atitude no passado. Outros na congregação não possuem tal informação. Portanto, caso alguém ache que o desassociado ou dissociado ‘está arrependido’, não seria este um julgamento mais baseado numa impressão do que em informação exata? Se os superintendentes estiverem convencidos de que a pessoa está arrependida e está produzindo os frutos do arrependimento,e ela poderá ser readmitida na congregação. Depois disso, os demais da congregação poderão acolhê-la cordialmente nas reuniões, demonstrar perdão, consolá-la e confirmar-lhe seu amor, conforme Paulo exortou que os coríntios deviam fazer com o homem que fora readmitido em Corinto. — 2 Cor. 2:5-8.
NÃO PARTICIPE EM OBRAS INÍQUAS
25, 26. O que aconselha Deus quanto a alguém se tornar “partícipe” de um desassociado?
25 Todos os cristãos fiéis precisam tomar a peito a verdade séria que Deus inspirou João a escrever: “Quem . . . cumprimenta [o pecador expulso que promove ensinos errôneos ou se empenha em conduta ímpia] é partícipe das suas obras iníquas.” — 2 João 11.
26 Muitos dos comentaristas da cristandade fazem objeção a 2 João 11. Alegam que se trata de ‘conselho não-cristão, contrário ao espírito de nosso Senhor’, ou que estimula a intolerância. No entanto, tais sentimentos emanam de organizações religiosas que não aplicam a ordem de Deus, de ‘remover o homem iníquo de entre vós’, que raras vezes ou nunca expulsam de suas igrejas nem mesmo transgressores notórios. (1 Cor. 5:13) Sua “tolerância” é antibíblica, é anticristã. — Mat. 7:21-23; 25:24-30; João 8:44.
27. Como poderia o cristão tornar-se tal “partícipe” e com que resultado?
27 Mas não é errado ser leal ao Deus justo e eqüitativo da Bíblia. Ele nos diz que aceitará ‘no seu santo monte’ apenas os que andam sem defeito, que praticam a justiça e falam a verdade. (Sal. 15:1-5) Mas, se o cristão lançasse a sua sorte com um transgressor rejeitado por Deus e desassociado, ou que se dissociou, isso equivaleria a dizer: ‘Eu tampouco quero um lugar no santo monte de Deus.’ Se os anciãos o vissem encaminhar-se nessa direção por associar-se regularmente com alguém desassociado, eles procurariam amorosa e pacientemente ajudá-lo a recuperar o conceito de Deus. (Mat. 18:18; Gál. 6:1) Eles o admoestariam e, se necessário, o ‘repreenderiam com severidade’. Querem ajudá-lo a permanecer ‘no santo monte de Deus’. Mas, se não deixar de se associar com a pessoa expulsa, ele se torna assim ‘partícipe (apoiando ou compartilhando) das obras iníquas’ e terá de ser removido da congregação, expulso. — Tito 1:13; Judas 22, 23; veja Números 16:26.
LEALDADE AO CONCEITO DE DEUS
28. Como podemos mostrar nossa lealdade ao conceito de Jeová?
28 A lealdade a Jeová Deus e às suas provisões é motivo de felicidade, porque todos os seus caminhos são justos, eqüitativos e bons. Isto se aplica também à sua provisão de desassociar transgressores impenitentes. Cooperando com este arranjo, podemos confiar nas palavras de Davi: “Ficai sabendo que Jeová certamente distinguirá aquele que lhe é leal.” (Sal. 4:3) Sim, Deus destaca, honra e orienta os que são leais a ele e aos seus modos. Entre as muitas bênçãos que recebemos por tal lealdade está a alegria de estarmos entre aqueles que Deus aprova e aceita ‘no seu santo monte’. — Sal. 84:10, 11.
[Nota(s) de rodapé]
a “Daí em diante ele era como um morto. Não se lhe permitia estudar junto com os outros, nem se devia manter com ele contato [social], nem mesmo se devia mostrar-lhe o caminho. Ele podia, é verdade, comprar as necessidades da vida, mas era proibido comer ou beber com tal.” — The Life and Times of Jesus the Messiah, de A. Edersheim, Vol. II, p. 184.
b Em harmonia com este ensino bíblico, Adam Clarke salienta a diferença, declarando: “Não tenhais nenhuma comunhão com [o pecador expulso] em coisas sagradas ou civis. Podeis transacionar vossos Interesses mundanos com alguém que não conhece a Deus e que não professa o cristianismo, não Importa qual seja seu caráter moral mas não deveis nem mesmo neste respeito reconhecer um homem que professe o cristianismo, que for escandaloso na sua conduta. Que ele leve este sinal extra de vossa abominação de todo o pecado.”
c O historiador eclesiástico Joseph Blugham escreveu sobre os primeiros séculos: “A disciplina da igreja consistia no poder de privar homens de todos os benefícios e privilégios do batismo, por expulsá-los da sociedade e da comunhão da igreja, . . . e todos se esquivavam deles e os evitavam na conversação comum, em parte para confirmar as censuras e os procedimentos da igreja contra eles, em parte para envergonhá-los e em parte para se prevenirem contra o perigo do contágio.” “. . . ninguém devia receber os excomungados no seu lar, nem comer à mesma mesa com eles; não se devia conversar com eles de modo familiar, enquanto vivessem: nem se deviam realizar exéquias por eles quando mortos, . . . Essas orientações baseavam-se no modelo daquelas regras dos apóstolos, que problema aos cristãos dar qualquer contemplação a Infratores notórios.” — The Antiquities of the Christian Chunrch, pp. 880, 891.
d Nosso número de 1.º de dezembro de 1981 considerou o texto de 2 Tessalonicenses 3:14, 15, onde a Bíblia diz que talvez seja necessário ‘tomar nota’ dum cristão que persiste em conduta desordeira. Ele ainda é um irmão e deve ser admoestado como tal, mas os outros cristãos devem ‘parar de associar-se com ele’. Se eles devem evitar a sua companhia de modo social, deve existir uma separação muito mais clara nos casos de transgressores desassociados ou dissociados.
e Veja A Sentinela de 1.º de dezembro de 1981 sobre o assunto do arrependimento.
LEMBRA-SE DESTES PONTOS
Como eram tratados os judeus expulsos da sinagoga?
Que diferença mostrou Paulo no tratamento
(1) de pessoas imorais do mundo?
(2) de pessoas imorais desassociadas da congregação?
Como devem os cristãos encarar alguém que se dissociou da congregação?
A “desassociação” subentende a terminação de que espécie de associação?
Por que não cumprimentam os cristãos alguém que foi desassociado nem falam com ele?
Quanto à desassociação, o que precisamos fazer para continuar ‘no santo monte de Deus’?
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Quando um parente é desassociado . . .A Sentinela — 1981 | 15 de dezembro
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Quando um parente é desassociado . . .
1, 2. (a) Qual era o propósito de Deus quanto à religião da família? (b) Com que decisão se confrontaram algumas famílias no tempo de Corá?
DEPOIS de Adão ter estado sozinho por algum tempo, Deus disse: “Não é bom que o homem continue só.” Criou então Eva e instituiu o casamento humano. (Gên. 2:18, 21, 22) Daí, a população da terra devia aumentar. De modo que cada pessoa teria muitos parentes. Mesmo que alguns membros da família, tais como os filhos, não vivessem por perto, podiam ser visitados e assim se podia usufruir uma associação agradável. — Gên. 1:28; Jó 1:1-5.
2 Deus tinha por objetivo que as famílias ficassem unidas na verdadeira adoração, para que as crenças religiosas não criassem nenhuma divisão. Mas surgiram incidentes em que a religião se tornou uma questão de família. Um destes ocorreu quando Corá, Datã e Abirão se rebelaram. Jeová confirmou que estava tratando por intermédio de Moisés e Arão, não por meio desses rebeldes religiosos. Moisés mandou então que o povo se afastasse das tendas dos rebeldes. O que fariam os filhos e os outros das famílias de Corá, Datã e Abirão? Colocariam a lealdade a família a frente da lealdade a Jeová e sua congregação? A maioria dos intimamente aparentados com os rebeldes colocaram a família à frente de Deus. Jeová executou esses parentes junto com os rebeldes. — Núm. 16:16-33.
3. Que escolha sábia fizeram alguns da família de Corá?
3 Todavia, alguns dos filhos de Corá permaneceram leais a Deus e ao Seu povo. Eles não foram executados junto com os demais da casa de Corá e das famílias de Datã e Abirão. (Núm. 26:9-11) De fato, os descendentes desses coraítas sobreviventes foram mais tarde abençoados com um serviço especial no templo e mencionados com honra, na Bíblia. — 2 Crô. 20:14-19; Sal. 42, 44-49, 84, 85, 87.
4. De que outra maneira podia a lealdade à família constituir uma prova em Israel?
4 Uma decisão similar entre a lealdade à família e a lealdade a Deus surgia quando um israelita se tornava apóstata. Procuraria a família dele, levada por emoções humanas ou vínculos sangüíneos, protegê-lo contra o decepamento? Ou reconheceria mesmo seu irmão, seu filho ou sua filha que a lealdade a Deus e à congregação era o proceder correto e sábio? (Veja Deuteronômio 13:6-11.) No atual arranjo cristão, o pecador não é decepado por meio duma execução, mas os cristãos poderão confrontar-se com uma prova porque um parente está sendo disciplinado.
OS PARENTES PODEM CAUSAR PROBLEMAS
5, 6. (a) Como pode surgir uma divisão na família por causa da religião? (b) Por que não devem os cristão, transigir numa situação assim? (Sal. 109:2-5)
5 Vínculos e afeições familiares podem ser muito fortes. Isto é natural e está de acordo com o arranjo de Deus. (João 16:21) Mas esses fortes laços também podem resultar numa prova difícil para os cristãos. Jesus explicou que um efeito de alguém se tornar cristão seria a possível oposição dos parentes. Jesus disse: “Vim estabelecer, não a paz, mas a espada. Pois vim causar divisão; o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a jovem esposa contra sua sogra. Deveras, os inimigos do homem serão pessoas de sua própria família. Quem tiver maior afeição pelo pai ou pela mãe do que por mim, não é digno de mim.” — Mat. 10:34-38.
6 Os cristãos não querem tal inimizade. E não há motivo de os parentes se oporem a eles ou os odiarem por se terem tornado servos puros, morais e honestos de Deus. Todavia, os verdadeiros cristãos reconhecem que não podem colocar a família à frente de Deus. Afinal, está nos melhores interesses de todos que os cristãos continuem fiéis a Deus. Com o tempo, eles talvez possam influenciar seus parentes para andarem no caminho que conduz à salvação. — Rom. 9:1-3; 1 Cor. 7:12-16.
7, 8. A quem cabe a culpa pelos problemas na família que a desassociação possa causar? (Deut. 32:4)
7 Os parentes também podem causar problemas aos verdadeiros cristãos em outros sentidos. Estes podem surgir quando um parente é desassociado. Conforme já considerado nos artigos precedentes, quando alguém na congregação pratica um grave pecado de modo impenitente, Deus exige que ele seja desassociado. (1 Cor. 5:11-13) A conduta do transgressor mudou sua relação com Jeová, e, portanto, também com os membros da família, que são Testemunhas de Jeová. Deus não é culpado disso, porque suas normas são justas e eqüitativas. (Jó 34:10, 12) Tampouco cabe a culpa aos parentes cristãos fiéis. Foi o desassociado que causou problemas para si mesmo e para seus parentes, assim como fizeram Corá, Datã e Abirão.
8 Precisamos examinar duas situações distintas. A primeira é o caso em que o cristão mora na mesma casa com um membro desassociado ou dissociado da família. A segunda é quando esse parente não se encontra no círculo familiar imediato.
NO CÍRCULO FAMILIAR IMEDIATO
9. Qual é a situação quanto às obrigações familiares quando o cônjuge da pessoa não é cristão ou é desassociado?
9 Alguém pode tornar-se cristão sem que os outros do seu círculo familiar aceitem a fé. Por exemplo, a esposa talvez sirva a Jeová, mas não o seu marido. Apesar disso, ela ainda é “uma só carne” com o seu marido, e tem a obrigação de amá-lo e de respeitá-lo. (Gên. 2:24; 1 Ped. 3:1-6) Ou ela talvez esteja casada com um homem que fora cristão dedicado, mas que fora depois expulso da congregação. Todavia, isso não rompe os vínculos maritais; só a morte ou um divórcio bíblico fariam isso. — 1 Cor. 7:39; Mat. 19:9.
10, 11. Como afeta a desassociação os vínculos espirituais no lar?
10 De maneira similar, quando um parente, tal como pai ou mãe, filho ou filha, é desassociado ou se dissociou, os vínculos sangüíneos e familiares continuam. Significa isso, então, que no círculo familiar tudo continua igual, quando um membro é desassociado? Decididamente não.
11 O desassociado foi espiritualmente decepado da congregação; os anteriores vínculos espirituais foram totalmente cortados. Isso se dá até mesmo com respeito aos seus parentes, inclusive os dentro do seu círculo familiar imediato. De modo que os membros da família — embora reconhecendo os vínculos familiares — não terão mais nenhuma associação espiritual com ele. — 1 Sam. 28:6; Pro. 15:8, 9.
12. Com respeito à comunhão espiritual, que mudanças poderão ocorrer quando um membro da família é desassociado?
12 Isto significa mudanças na associação espiritual que possam ter existido no lar. Por exemplo, se o marido for desassociado, a esposa e os filhos não se sentirão à vontade se ele dirigir um estudo bíblico familiar ou liderar na leitura da Bíblia e na oração. Se ele quiser proferir tal oração, como numa refeição, tem o direito de fazer isso na sua própria casa. Mas eles poderão fazer calados as suas próprias orações a Deus. (Pro. 28:9; Sal. 119:145, 146) O que se dá quando o desassociado no lar quer estar presente quando a família lê a Bíblia em conjunto e tem um estudo bíblico? Os outros poderão deixar que ele esteja presente para escutar, se não tentar ensiná-los ou transmitir suas idéias religiosas.
13. Como tratariam os pais um filho desassociado no lar?
13 Se um filho menor for desassociado, os pais ainda cuidarão de suas necessidades físicas, provendo-lhe instrução moral e disciplina. Não dirigirão um estudo bíblico diretamente para o filho, no qual ele participe. Contudo, isso não significa que não se requererá dele estar presente ao estudo da família. E eles poderão trazer à atenção as partes da Bíblia ou das publicações cristãs que contêm conselho de que ele precisa. (Pro. 1:8-19; 6:20-22; 29:17; Efé. 6:4) Poderão fazer com que os acompanhe às reuniões cristãs e se sente com eles, na esperança de que tome a peito o conselho bíblico.
14, 15. O que se deve fazer a respeito do pai ou da mãe desassociados que se mudam de volta para o lar?
14 Mas que dizer quando um parente chegado, tal como um filho, o pai ou a mãe, que não moram na casa, é desassociado e depois quer mudar-se novamente para a casa? A família poderá decidir o que fazer, dependendo da situação.a
15 Por exemplo, o pai ou a mãe desassociados podem estar doentes ou talvez não possam mais cuidar de si mesmos em sentido financeiro ou físico. Os filhos cristãos têm a obrigação bíblica e moral de ajudar. (1 Tim. 5:8) Talvez seja necessário trazer o pai, ou a mãe, para o lar, em caráter temporário ou permanente. Ou talvez seja aconselhável providenciar cuidar deles onde há pessoal médico, mas onde ele ou ela teriam de ser visitados. O que se fizer dependerá de fatores tais como as verdadeiras necessidades do pai ou da mãe, sua atitude e a consideração que o chefe da família tem para com o bem-estar espiritual da família.
16, 17. (a) Como poderiam os pais reagir diante da possibilidade de o filho desassociado se mudar de volta para a casa? (b) O que podemos aprender sobre isso da parábola do filho pródigo?
16 O mesmo se daria também com respeito ao filho que deixou o lar, mas que agora é desassociado ou dissociado. Pais cristãos às vezes, por algum tempo, acolheram de novo um filho desassociado que ficou física ou emocionalmente doente. Mas, em cada caso, os pais poderão avaliar as circunstâncias individuais. Viveu o filho desassociado sozinho, não podendo mais fazê-lo agora? Ou quer ele voltar principalmente porque seria uma vida mais fácil? Que dizer de sua moral e de sua atitude? Introduziria ele “fermento” no lar? — Gál. 5:9.
17 Na parábola de Jesus a respeito do filho pródigo, o pai correu ao encontro dele e acolheu então seu filho que voltara. O pai, vendo a condição lastimável do rapaz, reagiu com preocupação parental natural. Podemos observar, porém, que o filho não trouxe consigo meretrizes, nem veio com a disposição de continuar sua vida pecaminosa na casa de seu pai. Não, ele expressou arrependimento de coração e evidentemente estava decidido a voltar a levar uma vida limpa. — Luc 15:11-32
PARENTES DESASSOCIADOS QUE NÃO MORAM NA MESMA CASA
18, 19. (a) Como devem os cristãos encarar a associação com parentes desassociados que não são da família imediata? (b) Por que é apropriada tal atitude? (2 Tim. 2:19)
18 A segunda situação que temos de considerar é a que envolve um parente desassociado ou dissociado que não é do círculo familiar imediato, nem vive no mesmo lar. Tal pessoa ainda está aparentada por sangue ou casamento, e por isso poderá haver necessidade limitada de cuidar de assuntos familiares necessários. Não obstante, não é o mesmo como se vivesse na mesma casa, onde não se podem evitar o contato e a conversação. Devemos ter bem em mente a orientação inspirada da Bíblia: “[Cessai] de ter convivência com qualquer que se chame irmão, que for fornicador, ou ganancioso . . ., nem sequer comendo com tal homem.” — 1 Cor. 5:11.
19 Portanto, cristãos aparentados com um desassociado que não vive na mesma casa devem esforçar-se a evitar a associação desnecessária, mantendo até mesmo os negócios reduzidos ao mínimo. A razoabilidade deste proceder torna-se evidente em vista dos relatórios sobre o que tem ocorrido quando os parentes adotaram o conceito errado: ‘Embora ele seja desassociado, ainda somos aparentados e por isso podemos tratá-lo assim como antes.’ De certa região veio o seguinte relatório:
“Um desassociado estava aparentado com quase um terço da congregação. Todos os seus parentes continuaram a associar-se com ele.”
E um muito respeitado ancião cristão escreveu:
“Na nossa região, alguns desassociados com grande família têm sido acolhidos no vestíbulo do Salão do Reino com grande fanfarra de batidinhas nas costas e apertos de mão (embora este desassociado lhes fosse conhecido como ainda vivendo de modo imoral). Preocupo-me profundamente de que os desassociados compreendam que seu proceder é odiado por Jeová e pelo povo Dele, e que devem sentir verdadeira necessidade de ficarem genuinamente arrependidos. Como se ajudará a esses desassociados a mudar quando continuamente são cumprimentados por todos de sua grande família, que sabem de sua práticas?”
20, 21. Por que precisamos ter cuidado no que se refere a parentes desassociados? (2 Tim. 2:22)
20 No primeiro século, deve ter havido congregações nas quais muitos estavam aparentados entre si. Mas quando alguém era desassociado, deviam todos os parentes proceder normalmente, desde que não tratassem de assuntos bíblicos com o desassociado? Não. Porque então a congregação não estaria realmente aplicando a ordem: “Removei o homem iníquo de entre vós.” — 1 Cor. 5:13.
21 É preciso ter muito cuidado para que a situação da pessoa como pecador desassociado não seja desconsiderada, nem minimizada. Conforme foi muito bem demonstrado pelos filhos de Corá, nossa principal lealdade deve ser para com Jeová e seu arranjo teocrático. Podemos ter a certeza de que, quando apoiamos as suas normas e preferimos a associação com o seu povo organizado, em vez de com transgressores, teremos a Sua proteção e bênção. — Sal. 84:10-12.
REUNIÕES SOCIAIS E PARENTES DESASSOCIADOS
22. Por que podem as reuniões familiares constituir problemas especiais com respeito a parentes desassociados?
22 Normalmente, parentes costumam estar muitas vezes juntos em refeições, piqueniques, reuniões familiares ou em outras reuniões sociais. Mas quando alguém seguiu impenitentemente o pecado e teve de ser desassociado, ele poderá causar dificuldades aos seus parentes cristãos com respeito a tais reuniões. Embora estes se apercebam de que ainda estão aparentados com ele, não querem fazer pouco caso do conselho de Paulo, de que os cristãos fiéis devem ‘cessar de ter convivência’ com um pecador expulso.
23. Qual é a situação quanto ao parente desassociado e um casamento cristão?
23 Não adianta procurar alguma regra sobre membros duma família estarem em reuniões em que um parente desassociado talvez esteja presente. Isto é algo que cabe aos envolvidos resolver, em harmonia com o conselho de Paulo. (1 Cor. 5:11) Contudo, deve ser reconhecido que, se o desassociado vai estar numa reunião à qual foram convidadas Testemunhas que não são parentes, isto poderá afetar o que os outros fazem. Por exemplo, um casal cristão talvez se case num Salão do Reino. Se um parente desassociado vier ao Salão do Reino para o casamento, ele obviamente não faria ali parte do séqüito nupcial, nem “entregará” a noiva. No entanto, que dizer se houver uma festa ou recepção de casamento? Esta pode ser um acontecimento social feliz, assim como foi em Caná, onde Jesus estava presente. (João 2:1, 2) Mas, permitir-se-á a vinda do parente desassociado ou será até mesmo convidado? Se ele comparecesse, muitos cristãos, parentes ou não, poderiam chegar à conclusão de que não deveriam estar ali, comendo e associando-se com ele, em vista da orientação de Paulo em 1 Coríntios 5:11.
24. Que associação pode ser mais usufruída pelos cristãos leais? (Pro. 18:24)
24 De modo que os cristãos, às vezes, talvez achem não poder ter um parente desassociado ou dissociado presente numa reunião que normalmente incluiria os membros da família. No entanto, os cristãos poderão usufruir a associação dos membros leais da congregação, lembrando-se das palavras de Jesus: “Todo aquele que faz a vontade de Deus, este é meu irmão, e minha irmã e minha mãe.” — Mar. 3:35.
25, 26. Quando um parente desassociado morre, qual seria a situação com respeito a um funeral?
25 O fato é que, quando um cristão se entrega ao pecado e tem de ser desassociado, ele perde muito: sua posição aprovada perante Deus; ser membro da congregação feliz de cristãos; a associação agradável com os irmãos, inclusive grande parte da associação que teve com parentes cristãos. (1 Ped. 2:17) A dor que causou poderá até mesmo sobreviver a ele.
26 Caso morra enquanto desassociado, os arranjos para o seu funeral poderão constituir um problema. Seus parentes cristãos talvez quisessem ter um discurso no Salão do Reino, se esse for o costume local. Mas isso não seria próprio para alguém que foi expulso da congregação. Se ele tiver dado evidência de arrependimento e de querer o perdão de Deus, tal como por deixar de praticar o pecado e assistir as reuniões cristãs, a consciência de algum irmão talvez lhe permita proferir um discurso bíblico na funerária ou no local do enterro. Tais comentários bíblicos sobre a condição dos mortos fornecem um testemunho aos incrédulos ou consolam os parentes. Todavia, se o desassociado ainda tiver promovido ensinos falsos ou conduta ímpia, nem mesmo tal discurso seria apropriado. — 2 João 9-11.
LIÇÕES PARA TODOS NÓS
27. Como devemos encarar os julgamentos de Deus?
27 Todos nós temos de reconhecer que é o julgamento de Jeová que conta. (Pro. 29:26) Isto é assim com práticas odiosas, porque a Bíblia mostra que essas são as coisas que Deus detesta. (Pro. 6:16-19) Mas é assim também com respeito ao seu julgamento de pessoas. A Palavra de Jeová diz claramente que os “injustos”, os que praticam as “obras da carne”, não herdarão o Seu reino. (1 Cor. 6:9, 10; Gál. 5:19-21) Tais pessoas não têm lugar no céu, nem mesmo se enquadram no domínio terrestre do Reino. Por conseguinte, quem quiser hoje permanecer na congregação limpa de Deus terá de satisfazer as Suas normas. Deus simplesmente não permitirá a presença de “fermento” como influência corrompedora no meio do seu povo santo. — 1 Cor. 5:6-13.
28. Como pode nossa lealdade ser posta a prova pela questão da desassociação?
28 Naturalmente, quando um parente chegado é desassociado, as emoções humanas podem ser uma grande prova para nós. Os sentimentos e os laços familiares são especialmente fortes entre pais e filhos, e são também poderosos quando um cônjuge é desassociado. Ainda assim, temos de reconhecer que, afinal de contas, não beneficiaremos a ninguém, nem agradaremos a Deus, se permitirmos que as emoções nos levem a desconsiderar o Seu conselho e orientação sábios. Precisamos demonstrar nossa completa confiança na justiça perfeita dos modos de Deus, inclusive de sua provisão de desassociar transgressores impenitentes. Se permanecermos leais a Deus e à congregação, o transgressor, com o tempo, talvez tire uma lição disso, se arrependa e seja readmitido na congregação. Todavia, quer isso ocorra, quer não, podemos derivar consolo e força do que Davi disse no fim da sua vida:
“Todas as . . . decisões judiciais [de Deus] estão diante de mim; . . . E que Jeová me pague de volta segundo a minha justiça, segundo a minha limpeza diante dos seus olhos. Com alguém leal agirás com lealdade; com o que está sem defeito, o poderoso, procederás sem defeito; com aquele que se mantém limpo, tu te mostrarás limpo . . . E salvarás o povo humilde.” — 2 Sam. 22:23-28.
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