-
Lembra-se?A Sentinela — 1981 | 1.° de julho
-
-
Lembra-se?
Tem dado cuidadosa atenção aos pontos explanados em, recentes números de “A Sentinela”? Neste caso, sem dúvida, lembrar-se-á do seguinte:
● Por que ser a “grande multidão” mostrada como servindo a Deus no “naós”, ou santuário, não significa que seu destino será celestial?
A palavra grega “naós” pode referir-se não só ao “santuário” interior do templo, mas também, num sentido mais amplo, à inteira área ou ao arranjo do templo. (Isa. 66:6, “Versão dos Setenta” grega; Mat. 27:5, 39, 40; Mar. 15:29, 30; João 2:19-21) É aqui no pátio terrestre do templo espiritual de Deus que a incontável “grande multidão” é observada como prestando seu “serviço sagrado”. A “grande multidão” sobrevive como grupo à “grande tribulação”, e a promessa que se cumpre desde já para com ela, com respeito à sua relação espiritual com Jeová, é: “Deus enxugara toda lágrima dos olhos deles.” — Rev. 7:9-17. — 15/2, pp. 14-20.
● Será que o “serviço sagrado” inclui as atividades cotidianas da vida, tais como cuidar da nossa família, manter uma boa moral e coisas assim?
Não. O “serviço sagrado” se aplica a coisas que envolvem diretamente nossa adoração a Deus. Inclui dar testemunho formal e informal, participar da adoração nos Salões do Reino, cuidar do nosso local de reuniões, toda atividade relacionada com a proteção de Bíblias e de publicações bíblicas, bem como sacrifícios que talvez façamos para encorajar e ajudar nossos irmãos, em sentido espiritual e material, a se manterem ativos na obra de Jeová. — 15/2, pp. 30, 31.
● Por que mostram os verdadeiros cristãos sabedoria ao evitarem toda forma de jogatina?
Jogar para obter ganho material, mesmo que vejam pequenas quantias de dinheiro, pode levar ao desenvolvimento da ganância, da cobiça e de outras qualidades carnais indesejáveis. Produz a preguiça e outros maus frutos que poderão impedir a pessoa de obter as bênçãos do Reino (1 Cor 6:9, 10; Gál 5:19-23) Os cristãos devem obter o seu sustento com trabalho árduo, considerando seus bens materiais como algo devotado a Deus, e não para ser desperdiçado perante “o deus da Boa Sorte”. (Isa. 65:11, 12) — 1/3, p. 30.
● Que significado profético há quanto ao rebaixamento das águas do rio Eufrates logo antes da derrubada de Babilônia?
Atualmente, “Babilônia, a Grande”, o império mundial da religião falsa, “está sentada sobre muitas águas”, significando os “povos” que a sustentam. Mas, na atualidade, tem havido um grande abandono por parte do número tanto dos do rebanho como dos clérigos e trabalhadores religiosos, especialmente na cristandade. Esta diminuição do apoio dado a “Babilônia, a Grande” indica que Jeová está prestes a enviar o Ciro Maior, Jesus Cristo, para executar o julgamento sobre a “grande meretriz” (Rev. 17:1, 4, 15-17) — 15/4, pp. 17-23.
● Como podem os que são pais, mas que não têm cônjuge, enfrentar os problemas no mundo atual?
Podem fazê-lo por confiar em Deus e em suas promessas, mantendo uma relação pessoal, íntima, com Jeová, e ocupando-se em obras recompensadoras. Outros, dentro da congregação cristã, podem ajudar a alegrar-lhes o coração por meio de assistência amorosa e prática. — 1/5, pp. 20-26.
● Que evidências claras temos de que vivemos nos “últimos dias” desde 1914:
O “sinal” dado por Jesus em Mateus 24 e 25 tem tido um cumprimento convincente. A obra de pregação mundial das Testemunhas de Jeová tem executado o propósito de Deus de avisar as nações e reunir uma “grande multidão” para sobreviver para a sua “nova ordem”. Quando esta proclamação organizada do Reino atingir seu clímax, “então”, disse Jesus, “virá o fim.” — 15/5, p. 29.
-
-
Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1981 | 1.° de julho
-
-
Perguntas dos Leitores
● Em cumprimento da primeira profecia, em Gênesis 3:15, quando é que o “descendente” da mulher de Deus machuca a cabeça da serpente”?
A versão da Bíblia sob os auspícios da Liga de Estudos Bíblicos reza em Gênesis 3:15: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Sua descendência te esmagará a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” The Emphasized Bible de Rotherham reza: “Ele esmagará a tua cabeça, mas tu esmagarás o calcanhar dele.” O esmagamento do calcanhar do “descendente” da mulher de Deus resultou na morte do Senhor Jesus Cristo. Em retribuição, o glorificado Jesus Cristo esmagará a serpente simbólica, Satanás, o Diabo.
Após o ‘nascimento’ do reino de Deus, no fim dos Tempos dos Gentios, em 1914, Revelação, capítulo 12, diz que Miguel e seus anjos batalharam contra o dragão simbólico e seus anjos demoníacos, expulsando-os do céu, e acrescenta: “Assim foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada; ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele.” — Rev. 12:5, 7-9.
Logo após a descrição de Revelação 19:11-21, a respeito da guerra no Armagedom, em que Jesus leva as forças celestiais à vitória sobre todos os opositores terrestres, João teve a visão de Satanás ser lançado no abismo: “E eu vi descer do céu um anjo [sem dúvida o arcanjo Miguel] com a chave do abismo e uma grande cadeia na mão. E ele se apoderou do dragão, a serpente original, que é o Diabo, e Satanás, e o amarrou por mil anos. E lançou-o no abismo, e fechou e selou este sobre ele, para que não mais desencaminhasse as nações até que tivessem terminado os mil anos.” — Rev. 20:1-3.
Jesus Cristo, como o “descendente” da mulher de Deus, certamente podia, nesta ocasião, esmagar plenamente “a serpente original”, acabando com ela totalmente, em vez de apenas lançá-la no abismo. Mas Jeová, na sua sabedoria, determinou que a humanidade aperfeiçoada fosse sujeita às tentações do mesmo desafiador de sua soberania universal após o reinado milenar de Cristo. Isto eliminará qualquer possível dúvida sobre a integridade dos que se negam a ser desencaminhados pelo Diabo.
Haverá uma tentativa final dos opositores terrestres, chefiados por Satanás, para assumir o domínio da terra. João descreve o resultado como se já tivesse acontecido, dizendo: “Desceu fogo do céu e os devorou.” E sobre machucar a cabeça da “serpente original”, o relato diz: “E o Diabo que os desencaminhava foi lançado no lago de fogo e enxofre.” (Rev. 20:9, 10) Isto significa a destruição completa dele. De modo que, quanto à cabeça do principal opositor de Deus ser machucada, não somente ocorre a eliminação completa dos opositores no universo, mas também a completa santificação do Seu santíssimo nome. Isto cumprirá plenamente a promessa de Romanos 16:20, aos co-herdeiros de Cristo, de que “o Deus que dá paz . . . esmagará em breve a Satanás debaixo dos vossos pés”. — Heb. 2:14, 15.
● Deve-se fazer uma distinção entre o reino de Deus e o reino de Cristo? Também, visto que o apóstolo Pedro se refere ao “reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, como é que a regência de Jesus acaba quando ele “entregar o reino ao seu Deus e Pai”? — 2 Ped. 1:11; 1 Cor. 15:24.
Jesus ensinou aos seus seguidores a orar: “Venha o teu reino”, o do Pai. (Mat. 6:9, 10) Portanto, o reino é de Deus, mas Jeová, o “Rei da eternidade”, entregou ao seu Filho unigênito as responsabilidades da regência por um tempo limitado e para um fim específico Durante este período designado, Jesus serve como governante delegado, enviado da mão direita de seu Pai. — 1 Tim. 1:17; Sal. 110:1, 2; Dan. 4:17.
Em vista da rebelião do filho espiritual que se tornou o Diabo, bem como dos primeiros humanos na terra, Jeová tomou o propósito de haver uma nova expressão de seu governo. Esta se daria por meio do “descendente” da promessa. (Gên. 3:15; Efé. 1:8-12) Jesus disse aos seus discípulos no dia em que morreu: “Eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino, a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu reino.” Todavia, o Pai escolheria quem havia de governar com ele, designando-lhes lugares no governo do Reino. — Mat. 20:23; Luc. 12:32; 22:29, 30; Rom. 8:16, 17.
Por causa desta autoridade delegada de governar junto com os 144.000 reis associados, pode-se dizer corretamente que Jesus tem um reino, um reino messiânico. Daniel teve a visão da então ainda futura posse de Jesus e desses “santos”, dizendo: “Ele obteve acesso ao Antigo de Dias [Jeová], e fizeram-no chegar perto perante Este. E foi-lhe dado domínio, e dignidade, e um
-