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A estrada de retorno à paz no ParaísoA Sentinela — 1970 | 15 de outubro
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de incluir o restabelecimento da humanidade num paraíso terrestre.
24. Que bênção resultaria para o descendente da “mulher” de Deus por combater a “serpente” e sua descendência, e onde podemos encontrar a identificação do descendente da “mulher” de Deus?
24 O ferimento no calcanhar não seria por nada. O descendente da mulher seria recompensado por sofrer ferimento no calcanhar, pois aconteceu por ele lutar ao lado de Jeová Deus na guerra resultante da inimizade que Deus estabeleceu entre a serpente e a mulher, e entre a descendência da serpente e o descendente da mulher. Seu ferimento havia de ser recompensado com honra e glória, pelo cumprimento da vontade de Jeová e pelo ferimento da cabeça da grande Serpente, destruindo este principal opositor de Deus. Estamos chegando muito perto do tempo em que o descendente da “mulher” de Deus obterá glória eterna por esmagar a cabeça da grande Serpente. Toda a humanidade viva estará então endividada com este Descendente glorioso por tal ato de libertação dela deste principal inimigo seu, o Diabo. Mas sabemos quem é este descendente da “mulher” de Deus? A história o identifica para nós, e esta história indisputável se encontra nas páginas do Livro que nos fala também do vindouro replantio do Paraíso para a humanidade, a saber, a Bíblia Sagrada. Repassemos rapidamente os indícios da identificação.
25, 26. Delineie a história que nos leva ao descendente da “mulher” de Deus, começando com Sem.
25 Não obtemos esta informação de historiadores mundanos, seculares. A história secular, em geral, despercebe, omite ou deixa fora os fatos históricos realmente importantes. Recorremos à Bíblia para saber que Sem, filho de Noé, foi especialmente destacado quando Noé abençoou a Sem e disse: “Bendito seja Jeová, Deus de Sem, e torne-se Canaã escravo dele. Conceda Deus amplo espaço a Jafé, e resida ele nas tendas de Sem.” (Gên. 9:24-27) Por passarmos então por nove gerações depois de Sem, chegamos ao descendente de Sem chamado Abrão (ou Abraão), na terra de Mesopotâmia. O Deus de Sem, Jeová, revelou-se a Abraão e disse: “Sai da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que te mostrarei; e farei de ti uma grande nação e te abençoarei, e hei de engrandecer o teu nome; e mostra-te uma bênção. E hei de abençoar os que te abençoarem e amaldiçoarei aquele que invocar o mal sobre ti, e todas as famílias do solo certamente abençoarão a si mesmas por meio de ti.” (Gên. 12:1-3) Abraão obedeceu a Deus e obteve a sua bênção.
26 Abraão mostrou-se uma bênção para todas as famílias do solo, não por meio do seu primeiro filho, Ismael, mas por meio do seu segundo filho, Isaque. Quando Abraão se mostrou obediente a Jeová Deus ao ponto de sacrificar seu filho amado Isaque às ordens de Deus, Deus disse a Abraão, junto ao altar de sacrifício: “Seguramente te abençoarei e seguramente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como os grãos de areia que há à beira do mar; e teu descendente tomará posse do portão de seus inimigos. E todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de tua descendência, pelo fato de que escutaste a minha voz.” (Gên. 22:15-18) A promessa de Deus indicava assim que o descendente de sua “mulher” viria a estar associado com a descendência de Abraão para a bênção de todas as nações da terra.
27, 28. (a) Através de quem continuou a linhagem até o Descendente, depois de Isaque? (b) O que mostra o registro bíblico então com respeito à bênção dos doze filhos de Israel?
27 Jeová Deus repetiu a sua promessa de bênção ao filho de Abraão, Isaque. Mas Isaque teve filhos gêmeos, Esaú e Jacó. Deus escolheu o segundo filho, Jacó, e repetiu-lhe sua promessa de bênção. Mudou também o nome de Jacó para Israel. Os israelitas atuais são descendentes de Jacó ou Israel; no entanto, hoje em dia, todas as nações da terra estão longe de querer abençoar a si mesmas por meio destes descendentes de Jacó ou Israel. Por quê? A história bíblica nos esclarece a razão. Por seguirmos o seu registro, notamos que Jacó teve doze filhos, os quais se haviam de tornar chefes patriarcais das doze tribos de Israel, uma nação-família. Por meio de qual destes doze filhos viria especificamente o descendente da “mulher” de Deus, para ferir a cabeça da grande Serpente e para abençoar todas as nações da terra sem parcialidade? Jacó, no seu leito de morte, lá no Egito, indicou quem seria. Quando deu as suas bênçãos proféticas a todos os doze filhos, ele disse ao seu quarto filho, Judá:
28 “Quanto a ti, Judá, teus irmãos te elogiarão. . . . Judá é um leãozinho. . . . O cetro não se afastará de Judá, nem o bastão de comandante de entre os seus pés, até que venha Siló; e a ele pertencerá a obediência dos povos.”
29. Que fatos possuímos agora sobre este descendente da “mulher” de Deus?
29 Estas palavras, preservadas para nós em Gênesis 49:8-10, tornam certo que o Feridor da grande Serpente e Abençoador de todos os povos obedientes tinha de ser judeu. Brandiria o cetro real e o bastão de comando legítimo havia de descansar entre os seus pés ou no seu colo. Seria a Ele que pertenceria o nome ou título “Siló”, que significa “Aquele a Quem Pertence”. Como Regente designado por Jeová Deus, teria o direito à obediência de todos os povos que procuram a bênção do Descendente de Abraão.
30. Como sabemos que Davi e Salomão, descendentes de Judá, não estavam habilitados para serem aquele descendente da “mulher” de Deus?
30 Seiscentos e quarenta e um anos depois, ou seja, em 1070 A. E. C., um descendente do patriarca Judá tornou-se rei duma nação, a saber, Davi, filho de Jessé, da cidade de Belém. Como rei de Jerusalém, ele comandou a obediência de todas as doze tribos de Israel. Terminou a conquista de toda a terra que Deus prometera dar a Abraão, no Oriente Médio, e os povos daquelas regiões conquistadas tinham de ser obedientes ao Rei Davi. Mas nem Davi, nem seu filho e herdeiro no trono, Salomão, comandaram a obediência de todos os povos em todo o nosso globo terrestre. A regência mundial, porém, viria a ser de um dos descendentes reais de Davi, a quem Deus daria um reino eterno. Deus indicou isto ao Rei Davi por meio da promessa pactuada que fez com ele. (2 Sam. 7:4-17) Sob a regência pacífica do filho de Davi, Salomão, grande parte da terra de Israel foi levada a uma condição aproximada daquela do Paraíso. — 1 Reis 4:20-25.
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Que benefícios resultam de se vencer o mal com o bem?A Sentinela — 1970 | 15 de outubro
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Que benefícios resultam de se vencer o mal com o bem?
✔ Certamente resultam benefícios físicos: “Declarações afáveis são . . . uma cura para os ossos.” (Pro. 16:24) Mas perder a calma faz mal à saúde bem como à saúde dos nossos entes queridos que tem de suportar isso. Vencer-se o mal com o bem fará que a ira se aplaque, em vez de aumentar. (Rom. 12:21; Pro. 15:1) Isto é assim quer se tenha de lidar com perseguição, quer com problemas na própria família. Ocasionalmente tem resultado em opositores se tornarem testemunhas cristãs de Jeová. Sim, são muitos os benefícios que resultam de se vencer o mal com o bem cristão.
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