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Desemprego — ainda é um problema mundialDespertai! — 1985 | 22 de janeiro
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sendo que as fileiras dos sem emprego ainda estão crescendo”, afirma U.S.News & World Report.
Um de cada cinco trabalhadores da Costa do Marfim está ocioso, calcula a revista Time.
As Conseqüências
Muitos não avaliam as conseqüências psicológicas, físicas e sociais para os desempregados e suas famílias, ou como as tênues perspectivas de conseguir emprego aumentam as frustrações dos desempregados. Não ter um emprego “pode ter devastadores efeitos sobre os trabalhadores e suas famílias”, dizia certo informe sobre desemprego. Explicava: “Perda do respeito próprio, insônia, relacionamentos familiares tensos, violência doméstica, depressão, abuso do álcool, e até mesmo o suicídio são reações bem-documentadas da perda dum emprego.” Afirmam as manchetes: “Suicídio e crime relacionados com o desemprego.”
Alguns questionam o “vínculo suicídio-economia”, mas os pesquisadores nos Estados Unidos apontam um aumento de 13 por cento nos suicídios durante um período de três meses, nos EUA, em que o “aumento correspondente da taxa de desempregos foi de 28 por cento”. De acordo com sua análise, “o aumento de 1 ponto percentual na taxa anual de desemprego leva a 320 suicídios adicionais de homens por ano”.
São graves os efeitos psicológicos negativos. “O desemprego é um assassino”, afirmava outra manchete. A notícia falava do aumento das doenças cardiovasculares e do aumento de homicídios. Certo médico e jornalista, Hugh Drummond, chamou o desemprego de “uma das maiores ameaças para a saúde que já existiu”. Um ministro religioso declarou: “Tenho celebrado funerais de homens que creio morreram de desemprego.”
Se estiver desempregado, pode fazer algo para enfrentar as devastações causadas pelo desemprego? Existem meios de ir levando as coisas até voltar a empregar-se? Há maneiras de criar seu próprio trabalho ou encontrar um outro serviço? Que se pode fazer quanto à sua disposição mental, tão essencial para se manter o equilíbrio?
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Como enfrentar o desempregoDespertai! — 1985 | 22 de janeiro
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Como enfrentar o desemprego
SENTE-SE uma ferroada ao ouvir as palavras cortantes: ‘Sinto muito, mas teremos de despedi-lo.’ Daí, uma sensação de desespero toma conta da pessoa. Temores quanto ao futuro se apoderam dela. Tênues perspectivas de emprego somente acrescentam os sentimentos já dominantes de desamparo e de frustração. Torna-se um pesadelo enfrentar cada novo dia. Incessante sensação de vergonha paira sobre a pessoa, como uma nuvem negra.
Para crescente segmento da população, é deveras real a perspectiva de defrontar-se com tal situação. Para muitos outros, já é dura realidade. Permeia todas as raças, idades e níveis econômicos sem misericórdia, atingindo crescentes números de pessoas que, antes, jamais pensaram que seriam
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