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  • A vida no Calaári
    Despertai! — 1980 | 22 de janeiro
    • básicos tais como macacos, rodas sobressalentes ou equipamento de conserto. Ao mesmo tempo, demonstram surpreendente engenhosidade em manter o veículo motorizado funcionando sob condições incomuns.

      A primeira regra de dirigir na areia é manter os pneus com pressão bem inferior à normal. Embora isto seja prejudicial para as paredes dos pneus, habilita a pessoa a dirigir em virtualmente todo tipo de areia sem afundar nela.

      Mas, o que acontece se um pneu é furado? Erguer o carro com um macaco normal seria virtualmente impossível, visto que apenas irá afundando-se na areia. O óbvio é sempre levar uma tábua para enfiar por baixo do macaco. Mas, quando ela é esquecida, o criador do Calaári não se dá facilmente por vencido. Talvez coloque simplesmente um objeto sólido, tal como uma caixa de ferramentas de aço, um tronco de madeira ou uma pedra sob o eixo próximo da roda danificada e então passe a escavar a areia de debaixo da roda. Isto o habilita a remover a roda, quer para consertá-la, quer para substituí-la pela roda sobressalente. Em seguida, empurra de novo tanta areia quanto for possível para baixo da roda, e remove a areia de debaixo do objeto sólido que sustentava o eixo, assim recolocando o carro sobre suas rodas.

      Mas, e se a pessoa não tiver nem uma roda sobressalente nem equipamento de conserto? Depois de remover a câmara do modo normal, uma pessoa segurará o lugar do furo com firmeza, entre seu polegar e indicador, e então reterá o restante da câmara em sua outra mão, esticando a parte furada para longe dela. Isto torna possível que seu companheiro amarre um pedaço de corda ou de couro cru ao redor da seção esticada, puxando-a com firmeza e enrolando e dando nós nela repetidas vezes. Desta forma, o furo será tapado por amarração. A solução aparentemente plausível de encher de areia o pneu furado simplesmente não funciona.

      Quando o veículo apresenta dificuldades de pegar, a engenhosidade no Calaári logo se evidencia. É bem impossível empurrar um caminhão na areia para fazer que pegue. Confrontado com esse problema, certo senhor ergueu uma das rodas traseiras do veículo, como faria no caso dum pneu furado. Daí, ligou a ignição e colocou o carro em terceira. Daí, era simplesmente uma questão de agarrar com firmeza a parte externa da roda livre e girá-la vigorosamente. Logo motor começou a funcionar.

      “Achar” o Rastro

      Intrigante habilidade desenvolvida por esses moradores das areias é a de “achar” rastros. Um criador idoso agachou-se para examinar alguns rastros, ou pegadas, de animal, e então disse aos seus visitantes que se tratavam de pegadas de chacais. Ao examiná-las mais de perto, declarou que eram dois os animais, um macho e uma fêmea, e que a fêmea logo iria parir. Os visitantes deram risadas. Mas, daí, o criador raciocinou com eles, dizendo: “Vejam! Um par de pegadas é grande, e o outro pequeno. É razoável presumir que um macho e uma fêmea estejam correndo juntos.” Os visitantes admitiram tal ponto. “Mas, daí”, continuou o criador, “se olharem de novo, notarão que as menores afundam-se mais na areia. Isto significa que o animal menor, obviamente a fêmea, está relativamente mais pesada do que o maior, o que se dará caso a fêmea carregue filhotes”. Com toda a certeza! Três dias depois de ver tais rastros, o criador encontrou a mamãe chacal com seus filhotes recém-nascidos.

      Dicas Para Sobrevivência

      Os criadores do Calaári expressam surpresa quando ouvem falar de pessoas se perderem e então serem encontradas desmaiadas em seu carro devido ao intenso calor e sede. “É engraçado quase morrer de sede com o radiador do carro cheio d’água”, comentam. Naturalmente, a pessoa precisa assegurar-se de que não haja nenhum anticongelante tóxico na água.

      A melhor proteção contra o calor do meio-dia se acha bem abaixo do carro, e não dentro dele. Mas, por que não uma árvore frondosa, se existir uma? Porque sob uma árvore do Calaári existe o perigo de tampans, pequenos carrapatos venenosos que tornam as coisas insuportáveis com suas picadas.

      A pessoa jamais deve caminhar muito longe durante o calor do dia. Seria melhor dormir durante o dia e andar à noitinha e à noite, escolhendo uma estrela brilhante para orientar seu curso.

      Memórias

      São poucos os que gastaram algum tempo no Calaári que deixam de rememorar tal experiência com nostalgia. Jamais se consegue esquecer os nítidos contrastes — os dias escaldantes, as noites frias, e os amplos trechos de dunas recobertas de grama, aparentemente desolados, todavia vibrantes com infindável variedade de vida.

      A pessoa fica com incomparável sensação de paz, à medida que o calor diminui, quando o sol mergulha no horizonte. Os pores-do-sol são simplesmente magníficos, com tons constantemente variados de vermelho, alaranjado e púrpura. No ínterim, o penetrante grito de “clac-clac-clac” dum geco obtém um milhar de réplicas de outros “ecos que chamam para lá e para cá. O ar fica cheio com seus sons. Arredondando a sinfonia há o balido das ovelhas, o mugir das vacas e o grito rouco das abetardas, voando para o alto e para baixo, numa demonstração de acrobacia avícola.

      Na verdade, a vida no Calaári apresenta seus desafios e suas recompensas. Este deserto não é um ermo morto. É um domínio de vida fascinante.

  • Abalo da fé
    Despertai! — 1980 | 22 de janeiro
    • Abalo da fé

      “As velhas crenças entraram em decadência, e não surgiram novas crenças para substituí-las”, disse um editorial do The Wall Street Journal, de 30 de novembro de 1978. Refletia sobre os suicídios em massa na Guiana. Continuava dizendo:

      “A decadência da religião é inequívoca. O apelo dos cultos expressa a profundeza da vontade humana de crer, a ânsia da certeza da fé. O último lugar para o qual alguém se voltaria, hoje, a fim de satisfazer tal ânsia, é qualquer uma das principais denominações religiosas. Dispõem de pouco tempo para a fé, estando preocupadas com questões tais como o modo de governar a África do Sul. Até mesmo a Igreja Católica Romana, com seus milênios de experiência em distinguir o mal do bem no impulso religioso, está perdendo seu poder de atingir a alma.”

      Alguns se voltam para a ciência em busca de esperança, mas esse editorial não o fez. “Todavia, não é só a crença religiosa que declinou; também declinou a poderosa fé secular que surgiu da Era do Esclarecimento. O poder da razão, o poder da ciência, a crença no progresso — tudo está merecendo crescente dúvida. E, no mundo secular, assim como no religioso, são amiúde os sacerdotes estabelecidos que lideram tal tendência.

      “Os cientistas que inventaram a bomba atômica também iniciaram uma revista com um relógio do dia do juízo final na capa de cada edição — surpreendente testemunho de sua própria culpa e surpreendente símbolo de sua própria dúvida de que a ciência seja boa. Atualmente, pode-se sentir que o mundo científico treme diante da evidência cumulativa de uma origem do universo através duma ‘grande explosão’. Suscita a questão do que veio antes disso, e a fé mais fundamental dos cientistas fica abalada, por ter de confrontar-se face a face com sua incapacidade de responder às perguntas fundamentais.”

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