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“Táxi”Despertai! — 1973 | 8 de janeiro
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prova de bala fossem instalados entre o motorista e os passageiros e caixas trancadas foram soldadas ao chão do carro para receber as taxas do motorista, sendo que ele não possui a chave. Tais medidas, algumas das quais têm sido adotadas em outras cidades, reduziram tão decididamente o risco que os motoristas de táxi enfrentaram que, em 1971, nenhum motorista foi assassinado em serviço.
A respeito desse desafio, um motorista de praça contou a seguinte experiência à um membro da redação de Despertai!: “Era a véspera de Ano Novo. Um rapaz bem vestido me pediu que o levasse a seu destino. Ao chegar lá, saltou e, ao tentar pegar o troco, deixou cair parte dele no chão. Visto que parecia ter dificuldades em encontrar seu dinheiro, eu tirei o táxi do caminho e concentrei seus faróis no local. Eu saltei para ajudá-lo a encontrar seu dinheiro, e, ao olhar para ele, vi que apontava um revólver para a minha cabeça.
“Mandou que eu subisse na varanda de sua casa, e ao chegar ao fim da escada, dois homens desceram correndo dos andares de cima. Os três me levaram para o andar superior e me fizeram ficar de rosto para a parede, com braços estendidos sobre a cabeça, ao levarem minha carteira, meu relógio e anel. Perguntaram se eu tinha mais dinheiro no táxi — eu tinha bastante no bolso — e eu lhes disse que podiam descer e procurar, esperando conseguir fugir. Mas ao invés, um deles disse: ‘Vamos matá-lo!’ Eu lhes disse que era ministro cristão, que eu ajudara muitas pessoas no meu tempo livre e gostaria de continuar fazendo isso, mas, se quisessem matar-me, isso dependia deles, eu não podia impedi-los. Nisso, perguntaram-me se eu podia identificá-los, e, visto que era uma noite bem escura, eu lhes disse que não, e, aí, deixaram-me ir embora. Parece que eram viciados em tóxicos. Eu apresentei queixa à polícia, mas nunca mais ouvi nada sobre o assunto.”
O Desafio da Honestidade
Há também outro desafio que os motoristas de táxi têm de enfrentar — roubar ou não roubar de seus patrões ou fregueses. Por exemplo, um motorista talvez dê muitas voltas, ao levar um estranho, de modo a conseguir uma tarifa mais alta, o estranho não sabendo a diferença. Daí, então, quem é dono de seu próprio carro talvez sugira uma tarifa redonda ao invés de se usar o taxímetro, sabendo que tal tarifa seria maior do que a indicada pelo taxímetro. Ou, se operar um carro de uma frota, talvez ofereça levar o passageiro a seu destino por uma taxa redonda, inferior à que o taxímetro indicaria, porque, não usando o taxímetro, poderia embolsar a quantia toda ao invés de sua porcentagem.
Que alguns cedem a esta tentação é evidente dum item publicado em Taxi News, de 15-30 de dezembro de 1971. Sob a manchete “Batidas Contra as Bandeiras Levantadas”, declarava: “Desde 15 de out., sob a nova comissão, os motoristas que rodam com a bandeira levantada — assim roubando de seu patrão — ficaram sujeitos a multas de Cr$ 150,00 para a primeira ofensa, de Cr$ 300,00 para a segunda, e ficam sujeitos a perder sua licença na terceira vez.
“A comissão relata que, durante novembro, 23 motoristas de praça foram apanhados e multados em Cr$ 150,00. Até agora, em dezembro, 13 mais foram apanhados como ofensores primários e castigados com multas de Cr$ 150,00. Quatro homens [foram] castigados com multas de Cr$ 300,00 como reincidentes.”
Para combater essa tapeação, alguns táxis têm sido equipados com um “assento quente” que automaticamente faz girar o taxímetro quando um passageiro se senta.
Mas, o público tem seu quinhão de culpa neste assunto. Amiúde, o passageiro pede para que não se use o taxímetro a fim de fazer uma corrida mais barata, visto que o motorista poderá embolsar toda a tarifa, ao invés de obter uma porcentagem dela. E há alguns que ordenam que façam isso de uma forma um tanto ameaçadora. Quando isto aconteceu a certo chofer de praça, ele respondeu: “Desculpe, senhor, mas os inspetores estão por aí hoje à noite. Eu seria apanhado na certa.” Isto satisfez ao passageiro.
Este motorista também conta a seguinte experiência. “Uma senhora disse: Leve-me ao Bronx. Eis aqui Cr$ 30,00, não abaixe a bandeira.’ Eu respondi: ‘Sinto muito, minha senhora, mas sempre rodo pelo taxímetro.’ Ela se aborreceu comigo até seu destino no Bronx. A tarifa foi de Cr$ 21,00. Ela a pagou, mas não me deu gorjeta, muito embora tivesse economizado Cr$ 9,00 por eu rodar com o taxímetro, por ser honesto.” Sim, o público tem de levar seu quinhão de culpa por alguns motoristas não serem honestos!
Motoristas de Táxi Cristãos
Entre os motoristas de táxi se encontram algumas testemunhas cristãs de Jeová assim como podem ser encontradas quase em todas as formas honestas de emprego. As experiências precedentes foram tidas na maior parte por tais choferes de praça. Dizem que ser um motorista de táxi tem suas vantagens para o ministro. Um chofer de praça que antes tinha um emprego de responsabilidade num escritório disse que ele considerou vantajoso que o motorista não é incomodado por colegas briguentos ou lascivos. Pode facilmente manter distância de seus fregueses, se assim desejar.
Mais do que isso, goza de bastante liberdade. Pode tirar tempo quando quiser para comparecer às assembléias bíblicas, e pode trabalhar mais horas se precisar de dinheiro extra. Na cidade de Nova Iorque, os motoristas de praça tiram férias baseadas numa certa porcentagem de tarifas totais recebidas e têm muitos outros benefícios. E os motoristas cristãos de táxi encontram muitas oportunidades de falar com as pessoas, inclusive as chamadas celebridades, sobre sua esperança baseada na Bíblia de um paraíso terrestre, em harmonia com Revelação 21:1.
Sim, há possibilidade de que, da próxima vez em que chamar “Táxi!”, encontre uma pessoa amigável ao volante, uma pessoa que terá prazer em conversar com o leitor, um chefe de família que tenta ganhar dinheiro de forma honesta.
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“Quase atingindo um teto”Despertai! — 1973 | 8 de janeiro
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“Quase atingindo um teto”
● Ao considerar a população da terra, Nathan Keyfitz, Professor de Demografia, indicou que a duplicação da população da terra ocorreu entre 1825 e 1927, ou em 102 anos. A evidência é de que uma segunda duplicação, de 2 para 4 bilhões de pessoas, ocorrerá por volta de 1970, ou num espaço de apenas quarenta e oito anos. No entanto o professor indica que a taxa de alimento está crescendo, e, assim, o tempo exigido poderia ser até menor. Daí, acrescenta: “À base das asserções mais otimistas sobre o número de pessoas que podem viver na terra — não importa quão desconfortavelmente — apenas duas ou três duplicações mais são possíveis. Sob a melhor das circunstâncias, estamos quase atingindo um teto que será alcançado no período de vida das crianças que já nasceram.” — Environment — Resources, Pollution & Society (1971), página 32.
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