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Os que lutam contra Deus perdem a batalhaA Sentinela — 1978 | 15 de março
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Os que lutam contra Deus perdem a batalha
“Por certo lutarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti, pois ‘eu estou contigo’, é a pronunciação de Jeová, ‘para te livrar’.” — Jer. 1:19.
1. Em que sentido lutam contra Deus aqueles que agora perdem a batalha?
LUTAR contra Deus! Não no sentido de lutar contra as leis da criação de Deus, tais como a lei da gravidade. Mas lutar contra Deus no sentido de combater a organização visível de seu povo escolhido e a obra que ele manda fazer. Nos tempos modernos, homens que têm grande respeito pelas leis cientificamente descobertas da criação talvez se vejam assim lutando contra o Deus da Bíblia Sagrada. Para o vexame deles, estão perdendo a batalha. — Atos 5:39.
2. Que prova se fornece de que Deus tem aceito a pequena organização que está em consideração, e que ele não a tem rejeitado?
2 Para tais, que lutam contra Deus, sem dúvida parece presunçoso que uma pequena organização na terra se considere a organização a que Deus tem dado sua proteção especial, a fim de livrá-la dos que lutam contra ele. Mas, a que conclusões mentais deve chegar essa organização em vista das experiências reais? A evidência de 100 anos deveria levar a conclusão certa quanto à identidade da organização que Deus tem escolhido e fortalecido para suportar os ataques mundiais até agora. Esta pequena organização de pessoas dedicadas surgiu no cenário dos assuntos modernos em nome de Deus. Toda a evidência até o momento indica que Deus escolheu reconhecer e aceitar essa organização, e que ele não a tem rejeitado. O teste do tempo, de tantas quantas 10 décadas, tem fornecido prova válida deste fato.
3. Em nome de quem veio o anunciado Messias, mas que reação houve por parte das pessoas?
3 A experiência dessa organização compara-se com o que aconteceu há dezenove séculos, nos tempos bíblicos. No Oriente Médio, um homem era então anunciado como o há muito aguardado Messias, o ungido por Deus para ser o Rei dum governo que finalmente daria a toda a humanidade um governo justo. A maioria das pessoas seguiam seus líderes religiosos e se negavam a crer nele, como sendo o prometido Messias de Deus. Mas, ele não era impostor. Não era alguém que se fez Messias por ambicionar glória e poder. Ele disse aos seus opositores: “Não aceito glória de homens . . . Vim em nome de meu Pai, mas não me recebestes; se algum outro chegasse no seu próprio nome, a este receberíeis”. (João 5:41-43) Quem proferiu estas palavras foi Jesus, descendente do Rei Davi, de Jerusalém, e, portanto, também descendente do fiel Abraão, por meio de cujo descendente haviam de ser abençoadas todas as famílias da terra. — Gên. 12:3; 22:18; Mat. 1:1-16.
4. Vir Jesus em nome de seu Pai celestial significava o que a respeito dele?
4 A vinda de Jesus em nome de seu Pai celestial significava que ele não veio na sua própria iniciativa, mas como o enviado pelo seu Pai celestial. De modo que era filho que obedientemente tinha de fazer na terra a vontade de seu Pai. Ele tinha de divulgar o nome de seu Pai e dar-lhe honra, não difamá-lo.
5. Embora ele mesmo fosse profeta, nas profecias de quem se interessava também Jesus, o Messias?
5 Até o dia de hoje, Jesus, o Messias, tem-se mostrado o maior profeta que o Deus da Bíblia já teve na terra, não se excetuando nem mesmo o legislador Moisés, dos tempos pré-cristãos. (Deu. 18:15-19; Atos 3:22, 23; Rev. 22:18-20) Mas, ele também estava interessado nas profecias dum profeta anterior, chamado Jeremias.
6. Em nome de quem veio e falou Jeremias, e como é este fato corroborado pelas declarações de pessoas daquele tempo?
6 Jeremias era membro duma família sacerdotal que morava em Anatote, no reino de Judá. Igual a Jesus Cristo, Jeremias não veio, nem falou, em seu próprio nome, embora recaíssem sobre ele as obrigações de sacerdote levita. Como no caso de Jesus, a profecia de Jeremias suscitou oposição. Seus opositores, que desejavam matá-lo, disseram-lhe: “Não deves profetizar em nome de Jeová, para que não morras à nossa mão.” (Jer. 11:21) Certa vez, quando se sentia desanimado, Jeremias disse: “Não farei menção dele e não vou mais falar em seu nome.” (Jer. 20:9) Mas ele se sentiu tão incitado pela palavra de Deus, que não conseguiu parar de proclamá-la. Suas profecias cumpriram-se com a destruição de Jerusalém, em 607 A.E.C., contudo, os sobreviventes judaicos, resolvidos a seguir seus próprios caminhos, disseram-lhe: “No que se refere à palavra que nos falaste em nome de Jeová, não te escutamos.” (Jer. 44:16) Com o tempo, estes que lutaram contra Deus tiveram de agüentar as conseqüências.
7. Que palavras reconfortantes precisou Jeová dirigir a Jeremias, no começo?
7 Não é de se admirar que, quarenta anos antes, em 647 A.E.C., Jeová precisasse dizer ao então jovem Jeremias: “Tens de . . . falar-lhes tudo o que eu mesmo te ordeno. Não fiques aterrorizado por causa deles, para que eu não te aterrorize diante deles. Mas, quanto a mim, eis que te fiz hoje uma cidade fortificada, e uma coluna de ferro, e uma muralha de cobre contra toda a terra, para com os reis de Judá, para com os príncipes dela, para com os sacerdotes dela e para com o povo da terra. E por certo lutarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti, pois ‘eu estou contigo’, é a pronunciação de Jeová, ‘para te livrar’.” — Jer. 1:17-19.
8. Que lembrança fortaleceu a Jeremias para perseverar por tanto tempo, mas que pergunta fazemos agora?
8 Pense na resistência que Jeremias teve de oferecer, na perseverança que teve de ter — por mais de 40 anos! Ele foi um dos porta-vozes de Jeová que é trazido à nossa atenção pelo discípulo cristão Tiago, dizendo: “Tomai por modelo do sofrimento do mal e do exercício da paciência os profetas, que falaram em nome de Jeová.” (Tia 5:10) Lembrar-se Jeremias constantemente de que não viera em seu próprio nome, mas que falava em nome de Jeová, fortalecia-o para perseverar, e frustrava o propósito dos que o atacavam, que realmente lutavam contra Deus. Jeová não aterrorizou Jeremias perante os seus atacantes, porque Jeremias não se deixou atemorizar pela aparência ameaçadora deles e pelo seu número. Isto foi excelente, há 26 séculos, mas, temos hoje algo para igualar isso — uma ilustração atualizada? Sim, temos!
UMA HODIERNA CLASSE DE JEREMIAS
9, 10. Conforme prefigurado por Jeremias, em quem estamos pensando, e por que deve existir agora?
9 Não queremos dizer que o próprio Jeremias tenha voltado à vida pela ressurreição dentre os mortos. Isto foi o que alguns dos israelitas do primeiro século pensavam de Jesus Cristo, por ele vir em nome de Jeová e suportar muita oposição religiosa ali em Israel. (Mat. 16:13, 14) Hoje, referimo-nos a alguém que foi prefigurado ou tipificado pelo antigo Jeremias. Pensamos no servo ou escravo sobre quem Jesus Cristo falou na sua profecia a respeito do ‘sinal da sua presença [ou: parusia] e da terminação do sistema de coisas’. (Mat. 24:3) Atualmente, os atentos estudantes da Bíblia vêem o “sinal” da presença, ou parusia, do glorificado Jesus Cristo, no poder do Reino celestial. Portanto, o servo ou escravo deve estar agora aqui na terra, para completar o “sinal” em todos os seus pormenores. Em Mateus 24:45-47, Jesus disse:
10 “Quem é realmente o escravo fiel e discreto a quem o seu amo designou sobre os seus domésticos, para dar-lhes o seu alimento no tempo apropriado? Feliz aquele escravo, se o seu amo, ao chegar, o achar fazendo assim. Deveras, eu vos digo: Ele o designará sobre todos os seus bens.” — NM; compare isso com a versão Almeida.
11, 12. (a) Quando surgiu o “escravo” no cenário, e como? (b) O que mostra que o “escravo” foi designado para alimentar os “domésticos” no tempo apropriado?
11 O “escravo” que aqui é predito não poderia ser um cristão individual, porque, em tal caso, ele já teria de ter agora mais de 1.900 anos de idade. O “escravo” deve ser a inteira congregação cristã, composta de 144.000 discípulos, que foram gerados pelo espírito de Deus para se tornar co-herdeiros de Jesus Cristo no reino celestial dele. Esta classe do “escravo” teve seu início no dia festivo de Pentecostes, no ano 33 E.C. A parte original da classe do “escravo” veio à existência quando o glorificado Jesus Cristo foi usado para derramar o espírito santo sobre os discípulos (cerca de 120 deles) que esperavam, reunidos, em Jerusalém. Que esta recém-criada classe do “escravo” foi então designada para dar alimento espiritual, no tempo apropriado, aos domésticos do glorificado Jesus Cristo, o Amo, é demonstrado por um fato notável. Qual?
12 Todos os que então foram ungidos com o espírito santo começaram a falar em línguas estrangeiras que até então lhes eram desconhecidas e a falar sobre “as coisas magníficas de Deus”. (Atos 2:1-11) Logo depois, 3.000 judeus e prosélitos, famintos da verdade, receberam alimento espiritual no tempo apropriado e tornaram-se cristãos batizados, gerados pelo espírito, domésticos do Amo Jesus Cristo. — Atos 2:14-42; Mat. 24:45.
13. (a) Como tem sido este “escravo” mantido vivo até agora e na expectativa de quê? (b) Por que deve ter o período de 63 anos, desde 1914, um significado especial?
13 Aqueles cristãos do primeiro século, gerados pelo espírito, já morreram, mas, nos séculos desde então, acrescentaram-se membros à congregação do “escravo”, todos aguardando a “presença” do glorificado Amo Jesus Cristo no poder do Reino. Desde o ano de 1914 tem aparecido o “sinal”, que se tornou cada vez mais impressionante, para confirmar que a presença do Amo no poder do Reino começou no fim dos tempos dos gentios, em 1914. (Luc. 21:24; Dan. 4:16, 23, 25, 32) Desde então, nenhum período de apenas 63 anos tem visto toda a humanidade atribulada com tantas guerras internacionais, reviravoltas políticas, acompanhadas por tantos terremotos, pestilências de proporções pandêmicas, escassez de víveres, com um vertiginoso aumento do preço dos gêneros alimentícios, erupções de violações da lei, e a desamorosa opressão e perseguição da classe cristã do “escravo” em todo o mundo. Deveras, este período, entre a Primeira Guerra Mundial de 1914 e agora, continua sem paralelo histórico. Deve ter significado de importância mundial. E tem mesmo! Jesus Cristo, profeta maior de Deus do que Moisés, explicou profeticamente o que isso significaria. O quê?
14. Segundo a explicação de Jesus, o que significa este período?
14 Que a sua “presença” ou parusia está agora em vigor desde 1914, e que o fim deste sistema de coisas está chegando cada vez mais perto!
15. Por que deve haver hoje uma classe de Jeremias na terra, e quem a compõe?
15 O período da “presença” de Cristo é o tempo para ele julgar os membros da congregação do “escravo”, designada há dezenove séculos para nutrir os domésticos dele com alimento espiritual no tempo apropriado. (Mat. 24:45-47; 25:14-30) Portanto, o restante final da classe do “escravo”, gerada pelo espírito, deve estar hoje aqui na terra e sofrer julgamento. Sua fidelidade e sabedoria espiritual no serviço do Amo decidem seu merecimento de ser encarregada de todos os bens terrenos de seu Amo. Também, visto que nossos tempos correspondem aos dias do profeta de Jeová, Jeremias, é lógico que deve haver hoje uma classe semelhante a Jeremias, vinda em nome de Jeová. E há tal classe! Ela é composta do restante aprovado da classe do “escravo”. E até agora, os que lutam contra Deus não prevaleceram contra ela!
16. (a) Há cem anos atrás, o que começou a existir em Allegheny, na Pensilvânia, com que relação com a cristandade? (b) Como veio a ser publicada então uma revista vitalmente necessária, e por quem?
16 Olhemos cem anos para trás — para 1877 E. C. Por volta daquele tempo, as seitas e denominações religiosas do domínio da cristandade já se haviam multiplicado grandemente. Todavia, naquela época, havia uma pequena congregação de dedicados estudantes da Bíblia, em Allegheny (agora parte de Pittsburgo), Pensilvânia, E. U. A. Esta congregação estava completamente separada dos sistemas religiosos da cristandade, que era então atacada pela teoria da evolução, pelo chamado alto criticismo e pelo materialismo. Dentro daquela pequena congregação em Allegheny, o estudo não-sectário da Palavra inspirada de Deus suscitou um impelente senso de urgência. Um ancião daquela congregação viu a necessidade de publicar uma nova revista, que defenderia as doutrinas básicas, fundamentais, da Bíblia Sagrada. Ele decidiu usar para isso sua riqueza material. De modo que, em julho de 1879, ele fundou a desejada revista, sendo ele mesmo o editor e redator. Esta revista havia de constituir um problema para o sistema mundial de coisas, especialmente para a cristandade. Chamava-se então “Torre de Vigia de Sião e Arauto da Presença de Cristo”. Seu editor e redator foi o abnegado estudante da Bíblia Charles Taze Russell.
17, 18. (a) Além do que é indicado pelo título “Torre de Vigia de Sião”, em nome de quem se apresentaram no cenário mundial aqueles que tinham que ver com esta revista? (b) Por que a revista nunca pediria ou suplicaria o apoio de homens?
17 Este editor e os colaboradores da nova revista, bem como a congregação que a apoiava, apareceram no cenário do mundo em nome do Deus de Jeremias, que havia servido como sacerdote na antiga Sião. A Bíblia fala repetidamente da Sião dos tempos de Jeremias como sendo a residência do Deus de Jeremias (Sal. 74:2; 48:1, 2) O nome que a revista tinha então, em inglês, “Torre de Vigia” (em português, agora, “A Sentinela”), relacionava-se com o texto bíblico que citava na página de rosto: “Vigia, que há sobre a noite?” “A manhã está chegando.” (Isa. 21:11, 12, Versão Atualizada, em inglês; veja Centro Bíblico Católico.) Isto sugeriu que o objetivo da revista era o de servir com respeito ao cumprimento de profecias bíblicas. Mas, na página 2 do segundo número da revista (Volume 1, Número 2, em inglês), no alto da primeira coluna, apareceu o cabeçalho: “Deseja a ‘Torre de Vigia de Sião’?” Sob este cabeçalho, o parágrafo três disse:
18 “Não pense que estas observações sejam uma solicitação de dinheiro. Não. Cremos que a ‘Torre de Vigia de Sião’ tenha a JEOVÁ por seu apoiador, e enquanto este for o caso, ela nunca pedirá nem suplicará o apoio de homens. Quando Aquele que diz: ‘Meu é todo o ouro e toda a prata dos montes’ deixar de prover os fundos necessários, compreenderemos que chegou a hora de suspender a publicação.”
AVANÇO NO NOME DIVINO
19. O que mostra se Jeová deixou de prover fundos para a publicação desta revista?
19 Não há margem para debater este ponto. O editor da Torre de Vigia de Sião e Arauto da Presença de Cristo apresentou-se na arena mundial de atividade religiosa em nome de JEOVÁ, assim como fizera o profeta Jeremias na antiguidade. Então, será que Jeová deixou de prover os fundos necessários para a continuação da publicação desta revista? A resposta a esta pergunta é óbvia, em vista do fato de que esta revista, desde julho de 1879 até agora, e apesar de em várias ocasiões ter sido proscrita, em diversos países, nunca suspendeu a sua publicação ou mesmo perdeu um só número!
20. Qual é a tiragem atual desta revista, e para que chama atenção o seu título?
20 Hoje a revista A Sentinela aumentou sua tiragem inicial de 6.000 exemplares mensais, em um só idioma (inglês) para uma tiragem bimensal de 9.800.000 exemplares, em 79 idiomas. Hoje, desde o número em inglês de 1.º de março de 1939, esta revista tem o título de “A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová”. Atualmente, tem também uma revista companheira intitulada “Despertai!”, impressa pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados e congêneres, em 33 idiomas e com uma tiragem média de 8.900.000 exemplares.
21, 22. (a) O que se tornou objetivo desta revista, e que nome foi adotado por aquelas que a aceitavam como seu órgão oficial? (b) Que obrigação recaiu assim sobre eles, similar à que recaiu sobre Jeremias?
21 A partir do número de 1.º de janeiro de 1926 (em inglês), a revista A Sentinela tem feito empenho especial de destacar ao máximo o nome do Deus da Bíblia, Jeová, perante todo o mundo Foi apenas lógico que, cinco anos mais tarde (em 1931), esses cristãos dedicados e batizados, que aceitavam a revista como sua publicação oficial, adotassem o nome baseado em Isaías 43:10, a saber, Testemunhas de Jeová. Não é de estranhar que vir e falar assim em nome do Deus de Jeremias, a partir de 1879, impusesse uma obrigação aos editores e apoiadores da revista A Sentinela e de publicações relacionadas. Qual? De proclamar a toda a humanidade o que Jeová declara na Bíblia Sagrada. Isto se assemelha à responsabilidade imposta a Jeremias, a quem Deus dissera:
22 “E quanto a ti, deves cingir teus quadris, e tens de levantar-te e falar-lhes tudo o que eu mesmo te ordeno.” — Jer. 1:17.
23. Portanto, que se tem continuamente esforçado a fazer a organização das Testemunhas de Jeová, e como?
23 A organização cristã das Testemunhas de Jeová reconhece sua obrigação neste respeito e se esforça continuamente a desincumbir-se dela. Não só publicam a Bíblia inteira em diversas traduções, mas também publicam e distribuem livros encadernados, folhetos e tratados que explicam a Palavra escrita de Deus na sua inteireza, quer dizer, “tudo o que eu mesmo te ordeno” Até agora, não se refrearam de fazer isso.
24. Como delineou Jesus a obra principal para seus discípulos?
24 Jesus Cristo, como profeta maior do que Jeremias, delineou a obra principal para seus discípulos, quando disse: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações.” Também: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai [Jeová], e do Filho [Jesus Cristo], e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” — Mat. 24:14; 28:19, 20.
25. Como levaram avante as Testemunhas de Jeová esta obra ordenada, mas que se pode dizer dos que lutam contra ela?
25 Tal obra, conforme ordenada pelo Filho de Deus, Jesus Cristo, tem sido levada pelas testemunhas cristãs de Jeová a 216 terras e grupos de ilhas, em todo o globo, em 194 idiomas. Os homens que se opõem a elas, nesta obra divinamente ordenada, estão realmente lutando contra Deus. Procedendo assim, travam uma batalha perdida. Persistem desesperadamente em pensar que prevalecerão contra a pequena classe ungida de Jeremias e seus companheiros leais. Mas, temos a Palavra de Jeová no sentido de que eles nunca prevalecerão!
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“Por certo lutarão contra ti”A Sentinela — 1978 | 15 de março
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“Por certo lutarão contra ti”
1. Que reação talvez sintamos diante da infidelidade dum cônjuge?
COMO nos sentiríamos, como casados, se nosso cônjuge legal se tornasse infiel a nós e cometesse flagrante adultério? Digamos que uma mulher, com quem nos casamos na sua juventude, quebrasse seus votos, nos abandonasse e se vendesse a homens de baixa moral. Se nós fôssemos maridos fiéis, não nos sentiríamos magoados no coração? Depois de se ter desvanecida a esperança de reconciliação, poderíamos mandá-la embora, dando-lhe carta de divórcio. Na nossa situação, talvez nunca mais a quiséssemos de volta!
2. Que caso de infidelidade em escala nacional é apresentado em Jeremias 3:1, 2?
2 Há vinte e seis séculos, nos dias do profeta Jeremias, surgiu um caso similar, mas em escala nacional. Ele tem um paralelo moderno, e por isso nos interessa. Merece ser examinado por nós, para ver como talvez estejamos envolvidos. No registro do caso, conforme apresentado por Jeremias, lemos o seguinte: “Há um ditado: ‘Se um homem mandasse embora a sua esposa e ela realmente se afastasse dele e se tornasse de outro homem, deveria ele ainda retornar a ela? . . . E tu mesma cometeste prostituição com muitos companheiros; e deveria haver um retorno a mim?’ é a pronunciação de Jeová. ‘Levanta os olhos para as veredas batidas e vê. Onde é que não foste estuprada? Tu te sentaste para eles à beira dos caminhos, assim como o árabe no ermo; e continuas a poluir a terra com os teus atos de prostituição e com a tua maldade.’” — Jer. 3:1, 2.
3. O que diz Jeová aos renegados a quem se fala aqui quanto a que devem fazer, e por quê?
3 É à nação de Israel que se fala aqui. Por conseguinte, lemos: “‘Volta deveras, ó renegada Israel’, é a pronunciação de Jeová. ‘Não deixarei a minha face decair em ira para convosco, porque sou leal’, é a pronunciação de Jeová.” “‘Não ficarei ressentido por tempo indefinido. Tão-somente nota o teu erro, pois é contra Jeová, teu Deus, que transgrediste.’” “‘Voltai, ó filhos renegados’, é a pronunciação de Jeová. ‘Pois eu mesmo me tornei dono marital de vós; e vou tomar-vos . . . e vou trazer-vos a Sião.’” — Jer. 3:12-14.
4. Quem é hoje semelhante à renegada nação de Israel, e que pergunta surge sobre a propriedade marital?
4 Quem é hoje igual à renegada nação de Israel é a cristandade. Há mais de 900.000.000 de pessoas que ainda estão ligadas à cristandade, porque estão registradas como membros das igrejas nas suas muitas seitas e denominações. Será que Jeová Deus foi alguma vez “dono marital” da cristandade? Ela rebaixa hoje o nome de Jeová e coloca o nome do Filho de Jeová, Jesus, quase que exclusivamente em destaque. Mais de 18 séculos antes de a cristandade começar a existir, Jeová tornou-se de fato “dono marital”. De quem? Da nação de Israel. Obteve a posse dela especialmente por libertá-la da escravidão no antigo Egito e depois introduzi-la num contrato legal consigo mesmo, junto ao monte Sinai, usando o profeta Moisés como mediador entre Deus e os homens. (Êxo. 19:1 a 24:8) Mas, que dizer agora da cristandade?
5. (a) Onde teve a cristandade suas raízes? (b) Em 33 E. C., com quem entrou Jeová numa relação marital, e como?
5 Aqui há algo que a atual classe ungida de Jeremias precisa indicar à cristandade, e o moderno Jeremias está fazendo isso. A cristandade teve suas raízes no cristianismo do primeiro século E. C. A verdadeira congregação cristã veio à existência no dia festivo de Pentecostes do ano 33 daquele século. Tornou-se “raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial” de Jeová Deus. (1 Ped. 2:9) Isto queria dizer que sua relação marital com a nação do Israel natural, circunciso, ficou anulada, abolida. Ela foi divorciada! Jeová entrou então na condição de “dono marital” da recém-nascida “nação santa”, o Israel espiritual. Esta “nação santa” fora comprada por ele com o sangue precioso de seu Filho Jesus Cristo, o Moisés Maior. Introduziu esta “nação” no “novo pacto” predito por Jeremias. (Jer. 31:31-34) Jesus foi o Mediador deste novo pacto. No outono (setentrional) do ano 36 E. C., não-judeus crentes foram admitidos ao batismo e tornaram-se parte do Israel espiritual.
6. A que levou a apostasia religiosa entre os professos cristãos, no quarto século E. C.?
6 O que aconteceu então? Após a morte dos apóstolos escolhidos de Cristo, até o fim do primeiro século, começou a arraigar-se na congregação do Israel espiritual uma rebelião religiosa contra o “dono marital” dela, Jeová Deus. (Mat. 13:24-28, 36-39) Esta apostasia entre os professos cristãos aumentou, até que, no começo do quarto século, o Imperador Constantino, do Império Romano, foi influenciado para se aproveitar desta situação. Embora não fosse batizado e ainda fosse Sumo Pontífice da religião pagã, romana, proclamou o cristianismo nominal dos seus dias como a religião estatal do Império Romano. Disso resultou o casamento do cristianismo apóstata com o Estado político.
7. Segundo Jeremias 2:20, 21, que degeneração precisam as testemunhas cristãs de Jeová trazer à atenção da cristandade?
7 As testemunhas cristãs de Jeová têm o dever de falar à cristandade atual assim como Jeremias falou à nação apóstata de Israel, do sétimo século antes de nossa Era Comum. Com que palavras da parte de Jeová Deus? As seguintes: “Sobre todo morro alto e debaixo de cada árvore frondosa jazias espraiada, prostituindo-te. E no que se refere a mim, eu te tinha plantado como videira seleta de casta tinta, toda ela de semente verdadeira. Portanto, como é que te transformaste para mim em varas degeneradas duma videira estrangeira?” — Jer. 2:20, 21.
8. Como mostra Jeremias 2:2, 3, a queda do Israel de um estado espiritual, honroso?
8 Jeová descreveu adicionalmente o estado espiritual do qual seu povo pactuado, Israel, e, hodiernamente, o cristianismo nominal, havia caído, quando Ele disse também por meio de Jeremias: “Eu bem me lembro, a teu respeito, da benevolência da tua mocidade, do amor durante o teu noivado, de teres andado atrás de mim no ermo, numa terra não semeada Israel era algo santo para Jeová, a primeira safra [as primícias] para Ele.” (Jer. 2:2, 3) A santidade desta relação pactuada com Jeová, qual Deus, foi perdida de vista pelo Israel natural, exceto por um restante fiel, que incluía Jeremias. Uma similar falta de apreço da propriedade da devoção exclusiva a Jeová Deus foi demonstrada pela cristandade. Ela não tem vivido segundo o novo pacto.
9, 10. Por que faz a cristandade perguntas sobre a aptidão das testemunhas cristãs de Jeová, de agir assim como Jeremias?
9 No entanto, quem são hoje as testemunhas cristãs de Jeová para presumirem agir assim como Jeremias e acusarem a cristandade de falhar em cumprir os requisitos de Deus para os israelitas espirituais no novo pacto? Quem são elas para acusar a cristandade de ser culpada de adultério espiritual para com o Deus do novo pacto? (Tia 4:4) É assim que a cristandade encara a obra das Testemunhas de Jeová. Calculado desde o tempo de Constantino, o Grande, a cristandade já tem mais de 1.600 anos de idade e tem milhões de congregações!
10 Em contraste, as testemunhas cristãs de Jeová, da atualidade, têm apenas um século de idade, calculado desde a fundação da congregação de Allegheny (Pensilvânia), de estudantes não-sectários da Bíblia. A cristandade encara-as apenas como congregação novata, sem a erudição bíblica de que ela se pode gabar. Que dizer, porém, da idade de Jeremias, quando Jeová o comissionou como profeta?
11. Segundo Jeremias 1:4-6, importava para Jeová a juventude de Jeremias?
11 A juventude de Jeremias não importava para Jeová. A devoção piedosa e a disposição de servir sob circunstâncias desagradáveis eram as qualidades que importavam perante Jeová. Isto é evidenciado pelo registro bíblico: “E começou a vir a haver para mim a palavra de Jeová, dizendo: ‘Antes de formar-te no ventre, eu te conheci, e antes de saíres da madre, eu te santifiquei. Eu te constitui profeta para as nações. ‘Mas eu disse: ‘Ai! [Soberano] Senhor Jeová! Eis que realmente nem sei falar, pois sou apenas rapaz.’” — Jer. 1:4-6.
“APENAS RAPAZ”
12. Por que não era Jeremias jovem demais, em 647 A.E.C., para Jeová o escolher como “profeta para as nações”?
12 Todavia, será que este filho de Hilquias, o sacerdote, era jovem demais, em 647 A. E. C., para ser escolhido por Jeová como “profeta para as nações”? Não, porque mesmo já antes de Jeremias ser concebido no ventre de sua mãe, portanto, muito antes de seu nascimento, Jeová viu que um filho de Hilquias seria apto para este cargo responsável — também exatamente no tempo certo. Igualmente, se Jeová podia santificar tal filho antes de Hilquias o gerar, este Deus Todo-poderoso certamente podia introduzir esse filho no cargo sagrado, digamos, uns 20 anos depois de seu nascimento, ou, melhor ainda, uns 25 anos depois de ele nascer, quando ficaria qualificado para a primeira fase do serviço sacerdotal no templo de Jerusalém. De modo que o nascimento de Jeremias estava bem cronometrado, porque Jeová queria que seu desejado profeta-sacerdote fosse um jovem, no início de sua carreira.
13. Durante o reinado de quem veio a palavra de Jeová a Jeremias, e por que achava este que era jovem demais para falar como profeta?
13 Jeová intencionou que Jeremias servisse qual profeta por um longo tempo, por mais de 40 anos, ou até a velhice. De modo que não foi acidental que a palavra profética de Jeová começou a vir a Jeremias no décimo terceiro ano do reinado do Rei Josias, de Jerusalém. (Jer 1:1, 2) Mas o próprio Jeremias achou-se jovem demais para empreender uma obra profética, que exigia falar em público. Também, visto que isso envolveria falar aos anciãos da nação, a homens de idade avançada, Jeremias achou que era “apenas rapaz”.
14. Como se contrastava a atitude de Jeová para com a juventude de Jeremias com a das pessoas de destaque daquele país?
14 Os reis, príncipes, sacerdotes e o povo do país menosprezavam a juventude de Jeremias, e isso nos faz lembrar de que o apóstolo cristão Paulo disse ao seu companheiro missionário Timóteo que não deixasse ninguém desprezar a mocidade dele enquanto executava as ordens que Paulo lhe dera. (1 Tim. 4:12) Jeová não fez isso. Não falou a Jeremias de modo juvenil e não inspirou a primeira profecia de Jeremias para ser proferida em linguagem pueril Ela foi dirigida a adultos e na linguagem dignificante deles.
15. Como tem a cristandade sempre encarado os da classe de Jeremias, e como tem sido a coragem desta classe semelhante à de Davi?
15 Os sistemas religiosos muito mais antigos da cristandade sempre têm encarado as testemunhas cristãs de Jeová como se fossem “apenas rapaz”, em comparação com si mesmos. É verdade que C. T. Russell tinha apenas 27 anos quando fundou e iniciou a publicação da Torre de Vigia de Sião, mas ele continuou a editá-la por 37 anos, até à sua morte aos 64 anos de idade Serviu como presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos E. U. A.) quase por 32 anos (1884-1916). Visto que esta Sociedade foi estatuída, em dezembro de 1884, a obra realizada em conjunto com ela pelos que agora estão organizados como testemunhas cristãs de Jeová tem apenas uns 100 anos. Sim, embora fossem jovens quando se apresentaram na arena da hodierna controvérsia religiosa, saíram ao campo com coragem. Era similar ao jovem pastor Davi, quando desafiou o fortemente armado gigante filisteu Golias. (1 Sam. 17:23-54) Iguais a Davi, sabiam que saíam em nome de Jeová e que “a Jeová pertence a batalha”. — 1 Sam. 17:47.
16. Apesar da objeção de Jeremias, quanto a ser “apenas rapaz”, o que fez Jeová então?
16 Não importa que idade tenham, Jeová é capaz de habilitar aqueles a quem escolhe para seu serviço. A experiência de Jeremias como testemunha pré-cristã de Jeová prova que é assim, para o nosso encorajamento hoje. A própria biografia de Jeremias diz: “E Jeová prosseguiu, dizendo-me: ‘Não digas: “Sou apenas rapaz.” Mas, deves ir a todos a quem eu te enviar; e deves falar tudo o que eu te ordenar. Não tenhas medo das suas faces, pois “eu estou contigo para te livrar”, é a pronunciação de Jeová.’ Então, Jeová estendeu a sua mão e fez que me tocasse na boca. Jeová disse-me então: ‘Eis que pus as minhas palavras na tua boca. Vê, comissionei-te no dia de hoje para estares sobre as nações e sobre os reinos, para desarraigares, e para demolires, e para destruíres, e para derrubares, para construíres e para plantares.’” — Jer. 1:7-10.
17. Que autorização não dá a comissão de Jeová aos membros da classe de Jeremias?
17 Os da classe de Jeremias, no nosso tempo, entendem sua comissão da parte de Jeová. Sabem que esta comissão não os autoriza a se envolver na política mundana, para promover e tomar parte ativa nas revoluções políticas ou para se empenhar em movimentos niilistas e anarquistas. Este não é o modo de Deus para ‘desarraigar, demolir, destruir e derrubar’. Estarem “sobre as nações e sobre os reinos” não quer dizer que possam mandar nas nações e nos reinos, ou assumir pleno controle deles. Nos dias de Jeremias, ele não executou assim a sua comissão da parte do Deus Altíssimo. Tampouco o fazem hoje os da classe de Jeremias. São cidadãos pacíficos, ordeiros, acatadores da lei, no país em que moram.
18. Em que sentido está a classe de Jeremias sobre nações e reinos, e em que sentido age esta classe conforme comissionada para com tais nações e reinos?
18 Em que sentido, então, estão “sobre as nações e sobre os reinos”? Como cumprem sua comissão supranacional de Jeová, em cujo nome foram enviados? Ora, receberam uma posição ou um cargo duma fonte mais elevada do que as nações e os reinos mundanos. Por este motivo, são devidamente autorizados a fazer proclamação mundial, que tais nações e reinos não comissionariam os da classe de Jeremias a fazer sem diplomacia mundana. Com autoridade da parte do Deus Altíssimo e na linguagem de sua Bíblia, eles apenas declaram que tais nações e reinos serão desarraigados de seus lugares entrincheirados, derrubados, demolidos e destruídos no tempo devido de Deus e pelos Seus meios escolhidos. (Veja Ezequiel 43:3; Gênesis 41:11-13.) É como se a classe de Jeremias fizesse a obra de desarraigar, derrubar, demolir e destruir, porque aquilo que a Palavra de Deus manda que esta classe proclame será cumprido por Ele. — Jer. 18:7-10.
19. O que se mostra Jeová assim para com as nações, falando-se em sentido relativo?
19 Desta maneira, o próprio Deus mostra ser o “Rei das nações”, revelando-se superior a todos eles Nenhum dos reis e governantes deles pode-se igualar a ele. — Jer. 10:7; Rev. 15:3, margem em ingl.; (Apocalipse) A Bíblia de Jerusalém; Almeida, atualizada.
20. Por causa de que reações internacionais requer coragem por parte da classe de Jeremias para cumprir sua comissão de Deus?
20 Requer coragem para os da classe de Jeremias cumprirem esta comissão, porque a sua mensagem é impopular em todo o mundo. Iguais ao Jeremias da antiguidade, têm de proclamar a destruição de todas as nações mundanas. (Jer. 25:15-30) Por isso não podem participar no patriotismo fanático dessas nações condenadas. Não podem assimilar o espírito nacionalista dos tempos modernos. Os atuais reis e governantes consideram a mensagem dos da classe de Jeremias como sediciosa, desleal, prejudicial para a moral de seus súditos e enfraquecedora para as forças de defesa de seus países. Por isso ameaçam esses proclamadores da mensagem profética de Jeová para o mundo moderno. Em muitos casos, apóiam suas ameaças com a supressão da classe de Jeremias e com várias formas de punição, na tentativa de impedir esta classe. Por isso, torna-se necessário que ela imite Jeremias e obedeça a Jeová como “Rei das nações”, em vez de a homens. Isto foi o que fizeram os apóstolos de Cristo, no primeiro século. — Atos 4:19, 20; 5:29.
[Foto na página 20]
A classe jovem de Jeremias (conforme retratada aqui num antigo calendário da Sociedade Torre de Vigia) está “sobre as nações” por ter uma posição e uma obra dadas por Deus.
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“Não prevalecerão contra ti”A Sentinela — 1978 | 15 de março
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“Não prevalecerão contra ti”
1, 2. Por que não é este “tempo do fim” a época para perder tempo por parte da classe de Jeremias?
O ANO de 1919, o ano do Tratado de Paz de Versalhes, após a Primeira Guerra Mundial, assinalou um ponto decisivo para os da classe ungida de Jeremias. Em termos nada ambíguos passaram a proclamar a mensagem de Jeová sobre a destruição deste sistema de coisas, durante a iminente guerra de Deus, no Har-Magedon. — Rev. 16:13-16.
2 Certamente, agora, quando já se passaram uns 58 anos desde 1919, não há tempo a perder. No caso de Jeremias, ele tinha apenas um tempo limitado — 40 anos — em que podia proclamar a impendente destruição de Jerusalém. Seu equivalente hodierno também tem só um tempo limitado. Há todos os motivos para nos mantermos agora despertos. Agora, tantos anos após Jeová ter comissionado os da classe de Jeremias, Ele ainda está alerta ao seu propósito, com atenção especial a este “tempo do fim” em que as nações se encontram. (Dan. 12:4) Ele se mantém alerta ao que intencionou fazer quando terminar este “tempo do fim”. Jeremias 1:11, 12, torna isso certo:
3, 4. Como ilustrou Jeová para Jeremias que ele mesmo estava alerta para com seu propósito, e que pergunta fazemos agora a nós mesmos apropriadamente?
3 “E continuou a vir a haver para mim a palavra de Jeová, dizendo: ‘Que estás vendo, Jeremias?’ De modo que eu disse: ‘A vergôntea duma amendoeira [em hebraico: shaqéd] é o que estou vendo.’ E Jeová prosseguiu, dizendo-me: ‘Viste bem, pois mantenho-me alerta [shaqéd] quanto à minha palavra, a fim de cumpri-la.”’
4 Então, quem dentre nós, hoje, quer pertença à classe ungida de Jeremias, quer aos que ativamente apóiam esta classe, atreve-se a descontinuar seu próprio estado de alerta? Seremos sábios se imitarmos o próprio Jeová. Para ilustrar a sua própria vigilância, ele fez Jeremias ver em visão a “vergôntea duma amendoeira”. Jeremias sabia que a palavra para “amendoeira” (em hebraico: shaqéd) significa “alguém despertando”. Esta árvore é a primeira a despertar na primavera do ano, por brotar. Jeová era como “vergôntea duma amendoeira” em ele mesmo despertar para a estação na qual as nações e os reinos entram Sua Palavra profética aplica-se a um certo tempo, e neste tempo específico ele a cumprirá. Sua palavra nunca falhará por causa de alguma inatividade da parte dele. Cremos nisso hoje, que já entramos no ano de 1978?
5. Como mostrou-se Jeová alerta para com a crescente urgência de sua mensagem, e como devemos corresponder a Isso?
5 Visto que Jeová se manteve alerta durante todas essas décadas dentro de seu “tempo do fim”, ele tem continuado a enviar os da classe de Jeremias, para dar aviso às nações e aos reinos. (Veja 2 Crônicas 36:15, 16.) Ao passo que se aproxima cada vez mais o tempo de Jeová executar o julgamento nas nações e nos reinos, a situação torna-se mais urgente para ele cuidar de que se dê a advertência em todo o mundo, especialmente em benefício daqueles que têm de tomar uma posição pessoal. Lembrando-se de que Jeová está tão alerta como sempre e estará pronto no momento certo, os da classe de Jeremias devem manter-se alertas para com a crescente urgência de sua mensagem. Devem manter-se alertas por constante atividade em proclamá-la amplamente.
RESPONSABILIDADE PELO FIM DESTE SISTEMA
6, 7. O que sabemos sobre a iminente destruição do atual sistema, em vista da ilustração que Jeová deu a Jeremias a seguir?
6 Sabemos, pela Palavra inspirada de Jeová, qual é a Fonte da iminente destruição do atual sistema de coisas. Por isso, sabemos de que direção virá a destruição, e também o instrumento usado. Obtemos um indício adicional sobre isso da ilustração que Jeová enviou a Jeremias na ocasião em que o comissionou como “profeta para as nações”:
7 “E passou a vir a haver para mim a palavra de Jeová pela segunda vez, dizendo: ‘Que estás vendo?’ De modo que eu disse: ‘Uma panela de boca larga sobre a qual se sopra é o que estou vendo, e sua boca está afastada do norte.’ Portanto, Jeová me disse: ‘Do norte será solta a calamidade contra todos os habitantes da terra. Pois “eis que convoco todas as famílias dos reinos do norte”, é a pronunciação de Jeová; “e certamente virão e colocarão cada um o seu trono à entrada dos portões de Jerusalém, e contra todas as suas muralhas ao redor e contra todas as cidades de Judá. E eu vou proferir-lhes meus julgamentos por toda a sua maldade, visto que me abandonaram e continuam a fazer fumaça sacrificial a outros deuses e a curvar-se diante dos trabalhos das suas próprias mãos”.’” — Jer. 1:13-16.
8. Por que se saprava sobre a panela da visão, e o que se indicava por ser inclinada desde o norte?
8 Lembramo-nos de que Jeremias foi constituído em 647 A. E. C. e comissionado para ser “profeta para as nações”. Já se preparavam então dificuldades desastrosas para Jerusalém e a terra de Judá. O que estava fervendo na panela observada na visão de Jeremias não era nada bom para a renegada Jerusalém e as outras cidades de Judá. A finalidade com que se ‘soprava’ sobre a panela não era para esfriar seu conteúdo, mas para abanar as chamas por baixo do caldeirão. O fato de a panela de boca larga ser inclinada desde o norte significava que o conteúdo fervente havia de ser derramado sobre o que jazia ao sul. Isto se referia a Jerusalém e à terra de Judá. A calamidade sobre elas não viria do Egito, ao sul. Viria em direção ao sul, pelo caminho do norte, sobre as cidades condenadas. — Jer. 4:6, 7; 6:1, 22.
9. O que viu Jeremias ser derramado da “panela” simbólica sobre a terra de Judá?
9 O conteúdo da panela simbólica, que Jeová lançaria sobre a terra de Judá, havia de ser “todas as famílias dos reinos do norte”. Portanto, Babilônia seria a figura liderante nesta invasão da terra de Judá, porque o Império Babilônico ascendia então como Terceira Potência Mundial da profecia bíblica. Jeremias, como profeta, teve de esperar 27 anos antes de ver aquela simbólica panela pela primeira vez despejada, na primeira invasão da terra de Judá pelas forças militares de Babilônia, em 620 A. E. C. Três anos depois, houve outro despejo da simbólica panela, na segunda invasão pelos babilônios, e Jeremias finalmente veio a estar sob o reinado de Zedequias, vassalo do Imperador Nabucodonosor de Babilônia. Daí, houve a revolta de Zedequias, e, em 609 A. E. C., a simbólica panela foi completamente virada para o terceiro e último derramamento de hordas babilônicas sobre as cidades de Judá.a No verão de 607 A. E. C., a “calamidade” atingiu seu auge com a destruição de Jerusalém. Por volta do começo do outono (setentrional) daquele ano, toda a terra de Judá já estava desolada.
10. Os da classe de Jeremias esperam presenciar o prefigurado por aquela antiga “calamidade” cumprido em quem?
10 Os da classe de Jeremias esperam hoje presenciar o que foi prefigurado por aquela antiga “calamidade”! Sim, esperam ver a “calamidade” em escala muito maior sobrevir à cristandade, equivalente moderno da renegada Jerusalém e da terra de Judá.
11. Como revela o helotote da Bíblia a “maldade” da cristandade como igual à das renegadas Jerusalém e
11 A cristandade secular é assinalada por ‘toda a maldade’ que pervertera a antiga Jerusalém e a terra de Judá. O holofote da Bíblia, lançado sobre a cristandade, revela que, apesar dos Dez Mandamentos de Jeová, ela oferece sacrifícios a “outros deuses”. Sim, ela se curva em adoração diante da obra de mãos humanas. Professa ser cristã, mas não imita a Jesus Cristo em manter-se separada deste mundo ímpio. Ela está permeada com o nacionalismo divisório e gerador de guerras da atualidade. Quando surge uma crise nacional, ela mostra ser adoradora do Estado político, obra de mãos humanas. A enorme riqueza das igrejas da cristandade marcam-na como adoradora do materialismo. A amizade ativa com este mundo torna-a inimiga de Jeová!
12. Sobre que advertiu Jeová de antemão a Jeremias, e que promessa lhe deu Jeová, também para nosso encorajamento?
12 O Jeremias da antiguidade teve de salientar que Jeová estava justificado em derramar calamidade nacional sobre os israelitas, por terem rompido seu pacto sagrado com ele. Jeová sabia que aquilo que começara a ordenar em 647 A. E. C. que Jeremias falasse aos habitantes da terra de Judá não ia agradar à maioria. Por isso, advertiu Jeremias de antemão por dizer-lhe francamente que os reis do país, os príncipes, os sacerdotes e o povo de Judá iriam lutar contra ele. A própria vida dele estaria ameaçada. Então, o que se teria dado se Jeová não tivesse prometido ao jovem profeta que todos estes adversários não prevaleceriam contra ele? Teria ele tido coragem para persistir com determinação por 40 anos como “profeta para as nações” por parte de Jeová, e finalmente ver seus inimigos ferrenhos cair em derrota? Seria difícil de imaginar isso! A promessa de Jeová ao Jeremias da antiguidade aplica-se hoje aos da classe de Jeremias e seus apoiadores!
13. Em vista de que acúmulo de acusações contra a cristandade ferve a simbólica “panela” contra ela?
13 A simbólica “panela” de Jeová, para este “tempo do fim”, está fervendo hoje. Como no caso das “sete tigelas de ouro, cheias da ira de Deus”, vistas em Revelação 15:7, a “panela” representa o recipiente para a “calamidade”, em plena escala, de Jeová para a cristandade. A cristandade certamente tem acumulado imoralidades pelas quais Jeová precisa chamá-la a prestar contas, visto que ela afirma estar no “novo pacto” com ele, por meio de Cristo. Agora ele verifica que ela tem as mãos manchadas do sangue de duas guerras mundiais, além de sua violenta perseguição das testemunhas cristãs dele. Apropriadamente, são as palavras Dele, conforme apresentadas em Jeremias 2:34, que os da classe de Jeremias, da atualidade, dirigem à cristandade, a saber: “Nas tuas saias foram achadas as manchas de sangue das almas dos pobres inocentes. Não as encontrei no ato de arrombamento [por pobres inocentes, como ladrões], mas estão em todas estas [saias].” — Veja The Watch Tower de 1° de novembro de 1923, página 327, parágrafo 3 (6).
14. (a) Por que e a cristandade a parte mais repreensível do império mundial da religião falsa? (b) O que derramará Jeová sobre ela desta sua “panela” simbólica?
14 A cristandade, perante o olhar atento de todo o mundo, ainda ostenta as evidências de seu proceder mortífero. Ela é a parte mais repreensível do império mundial da religião falsa, porque afirma agir em nome do cristianismo ou em nome da religião agora aprovada pelo Deus da Bíblia. Em vista de seu vergonhoso exemplo, não é de se admirar que o mundo não-cristão não tenha respeito por aquilo que professa ser cristão! O Deus da Bíblia tem sido apresentado pela cristandade numa falsa luz. A culpa dela não está oculta aos olhos dele. Ele punirá isso merecidamente, na totalidade, à plena vista. Mas, primeiro ele suscitou a classe de Jeremias, para trazer à atenção de todos o proceder apostata, adúltero, desta maior organização religiosa do mundo. É em direção a ela que Jeová tem inclinado a boca larga da sua simbólica “panela”. Aproxima-se a hora em que Ele a virará completamente e derramará suas forças executoras, celestiais, sobre o equivalente hodierno das apóstatas e adúlteras Jerusalém e terra de Judá. Assim sobrevirá a destruição a esta principal difamadora do Seu santo nome. — Jer. 1:14-16.
15. Por que precisam os da classe de Jeremias manter seus quadris cingidos e ficar ativos, e até quando?
15 Ainda não acabou todo o trabalho dos da classe de Jeremias. Estes precisam manter seus quadris cingidos e ficar ativos, até que se complete sua obra comissionada. Toda a “grande multidão” de cristãos que ativamente apóiam a classe de Jeremias precisam continuar a trabalhar com eles. Os da classe de Jeremias ainda precisam manter-se imóveis como “coluna de ferro” e “cidade fortificada” com “muralha de cobre”. Isto foi o que fez Jeremias na antiguidade. Jesus Cristo não ficou em nada atrás de Jeremias, ao proclamar a iminente destruição de Jerusalém dos seus dias, a qual veio 676 anos depois de perecer a Jerusalém dos dias de Jeremias. Como seguidores ungidos de Jesus Cristo, os da atual classe de Jeremias precisam fazer o mesmo, até que presenciem a destruição das antitípicas e infiéis Jerusalém e Judá dos nossos tempos.
16. Iguais a Jesus, os da classe de Jeremias precisam proclamar que dois temas?
16 Iguais a Jesus, os da classe de Jeremias precisam proclamar, não só o “tempo aceitável”, “o ano de boa vontade da parte de Jeová”, mas também “o dia de vingança da parte de nosso Deus”. — Isa. 61:1, 2; 49:6; 2 Cor. 6:2; Jer. 11:20; 20:12; 46:10; Luc. 21:22, Almeida.
17. A intensificação da luta de reis príncipes, sacerdotes e povo contra nós não deve induzir-nos a fazer o que com respeito a eles?
17 Esses “últimos dias” deste sistema de coisas não são tempo para “suavizarmos” tudo, só porque os reis, os príncipes, os sacerdotes e o povo da cristandade intensificarão a sua luta contra nós. Já com uns 58 anos de serviço público, mundial, atrás de si, os da classe de Jeremias não são mais “apenas rapaz”. Desde 1919, têm suportado a guerra que lhes é movida pelos elementos políticos, religiosos e populares deste velho mundo.
18. Que palavras reconfortantes de Jeová já se mostraram verazes para com a classe de Jeremias, e o que significa isso para o futuro?
18 Até agora, a perseverante classe de Jeremias já deve ter atingido qualidade madura e adulta. Em vista do falecimento de membros fiéis dos da classe de Jeremias, ela pode diminuir anualmente em número; contudo, persiste na sua obra que lhes foi comissionada pela Alta Autoridade, Jeová. As palavras reconfortantes deste, de que os reis, príncipes, sacerdotes e povo opositores não prevaleceriam contra ela, mostraram-se verazes até agora. As palavras dele mostrar-se-ão igualmente verazes nos dias mais estrênuos à frente, ao passo que se aproxima o tempo de ele derramar sua vingança de sua simbólica “panela”. Nossos inimigos decididos à guerra não prevalecerão contra nós! Por que não? Porque o Soberano Senhor, Jeová dos exércitos, permanece conosco, para nos “livrar” no futuro tanto quanto fez no passado. De modo que veremos nossos adversários lamber o pó!
‘PARA CONSTRUIR E PLANTAR’
19. Que obra positiva foi a classe de Jeremias comissionada a fazer, e como a tem feito?
19 O Jeremias da antiguidade foi comissionado como “profeta para as nações”, não só para desarraigar, demolir, derrubar e destruir, mas também ‘para construir e plantar’. (Jer. 1:10) Não ‘construir’ o que foi derrubado e demolido, não ‘plantar’ o que foi desarraigado e destruído, mas predizer a construção do que Jeová pretende construir e a plantação do que ele intenciona plantar e desenvolver plenamente. Esta parte da comissão de Jeremias decididamente agora se relaciona com o verdadeiro reino de Jeová Deus, agora que, desde 1914 E.C., “o reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo”. (Rev. 11:15) Portanto, deve haver agora o cumprimento global das palavras de Cristo: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações.” (Mat. 24:14) A execução disso resulta no plantio do verdadeiro cristianismo e na edificação dele em muitos territórios onde a classe de Jeremias e seus apoiadores ativos recentemente passaram a dar testemunho. É preciso construir o paraíso espiritual.
20. Como fez Jeremias uma obra de construção e plantio nos seus dias, e quem aparece no cumprimento de tal obra hoje?
20 Há muito tempo, em 647-607 A. E. C., o próprio Jeremias fez a obra de plantar e edificar uma classe de pessoas não-israelitas, que haviam de sobreviver à destruição de Jerusalém em 607 A. E. C. Tratava-se dos recabitas, descendentes de Jonadabe, e o eunuco etíope chamado Ebede-Meleque. (Jer. 35:1-9; 38:1-13; 39:15-18) Esses amigos tementes a Deus, de Jeremias, representavam os da “grande multidão” que hoje se tornam amigos da classe de Jeremias e ativamente ajudam este restante ungido na sua obra. Junto com os da classe de Jeremias enfrentam a crescente oposição de reis, príncipes, sacerdotes e povo. — Veja as páginas 67-72 do livro Podeis Sobreviver ao Armagedon Para o Novo Mundo de Deus, publicado em português em 1959.
21. Como será amplamente recompensada a lealdade da “grande multidão” à classe de Jeremias?
21 A inquebrantável lealdade dos da “grande multidão” à classe de Jeremias será amplamente recompensada. Não serão vencidos pelos que atualmente lutam contra Deus. Sobreviverão junto com a classe de Jeremias à “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. Constituirão a base para a “nova terra”, sob os “novos céus” de Jeová. (Rev. 7:9-17; 21:1-4) Os da classe de Jeremias têm muito prazer em edificar na “grande multidão” a esperança válida de herdar o vindouro paraíso terrestre segundo o propósito amoroso do Soberano Senhor Jeová!
[Nota(s) de rodapé]
a veja 2 Reis 24:1 a 25:2, e notas marginais na Bíblia de Jerusalém, edição em inglês: Antiquities of the Jews de Josefo, Livro X, capítulo 6; Jewish Encyclopedia, debaixo de “Jehoiakim”; “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, página 287, de 628 A. E. C. a 609 A. E. C.
[Foto na página 25]
A “panela” de calamidade, da parte de Jeová, será derramada sobre a cristandade.
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Israel põe Jeová à prova no ErmoA Sentinela — 1978 | 15 de março
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Israel põe Jeová à prova no Ermo
“NÃO deveis pôr Jeová, vosso Deus, à prova.” (Deu. 6:16) Estas palavras foram faladas por Moisés ao seu povo, no fim de sua permanência de quarenta anos no ermo. A seriedade deste aviso torna-se clara quando consideramos quantas vezes Israel pôs Jeová à prova, durante a sua migração do monte Sinai às planícies de Moabe, conforme temos registrado para nós no livro de Números. Hoje, os cristãos podem tirar proveito do exame deste registro, sendo que para isso, de fato, foi assentado por escrito. — Rom. 15:4; 1 Cor. 10:11.
O livro de Números recebe seu nome da tradução grega dos Setenta ou Septuaginta das Escrituras Hebraicas, por intermédio da Vulgata latina. Baseia-se no fato de que em Números, do capítulo um ao quatro, e no capítulo vinte e seis, são encontrados os censos do povo de Israel. Mais apropriado, porém, é um dos nomes que os judeus lhe deram, a saber, “no ermo”, baseado na quarta palavra do capítulo inicial, em hebraico.
Quem escreveu o livro de Números? Há abundante evidência dentro do livro e do restante das Escrituras atestando que Moisés foi o escritor. Desde a antiguidade, tem sido atribuído a ele, tanto pelos judeus como, posteriormente, pelos primitivos cristãos.
JUNTO AO MONTE SINAI
Israel já passara cerca de um ano ao sopé do monte Sinai, quando Moisés fez um censo da força combatente de Israel. A contagem deu 603.550, indicando que a população total da nação era de cerca de três milhões. Moisés designou às diversas tribos certos lugares no acampamento, tendo a tribo de Levi e o tabernáculo no centro. Deu também instruções sobre a linha de marcha, e é deveras interessante, em vista da história posterior de Israel, que a tribo de Judá era a mais populosa e tomava a dianteira.
Às ordens de Deus, Moisés deu instruções explícitas sobre os deveres das diversas divisões da tribo de Levi. Jeová Deus tomou esta tribo em troca dos primogênitos
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