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  • Está convencido de que Deus existe?
    Despertai! — 1979 | 22 de junho
    • Está convencido de que Deus existe?

      É a crença em Deus simples muleta para os fracos?

      Pode fornecer evidência em apoio à sua crença?

      “TALVEZ devamos fazer uma oração agora. Pelo que devemos orar?” Assim perguntou uma professora duma turma numa escola de 1.º grau num país comunista. “Oremos pedindo doces”, continuou ela. As crianças alegremente fecharam os olhos e oraram fervorosamente pedindo doces. Logo abriram os olhos e, de forma desapontada, a professora perguntou: “Onde estão nossos doces?”

      “Talvez estivemos usando o nome errado. Ao invés de dizermos ‘Deus’, digamos ‘Nosso Líder’. Oremos ao Nosso Líder pedindo doces, oremos a fundo, e não abram os olhos até que eu mande.”

      À medida que as crianças fecharam os olhos, a professora quietamente colocou um pedaço de doce sobre a carteira de cada criança, e retornou à sua mesa. Quando as crianças abriram os olhos e contemplaram o doce, ficaram muito contentes! “Vou orar toda vez ao Nosso Líder”, disse uma criança, excitada. “Eu também”, acrescentou outra.

      Interrompendo seu júbilo, a professora disse: “Crianças, foi eu que coloquei os doces sobre suas carteiras. Assim, já sabem que não importa a quem se ‘ore’ — quer a Deus quer a outra pessoa. Somente outro ser humano lhes dará algo. Orar a Deus pedindo algo é desperdício de tempo.” Com brilho confiante nos olhos, as crianças enfiaram o doce na boca, convictas de que Deus não existe. — Veja Reader’s Digest, junho de 1964, págs. 103-107.

      Esta cena alegadamente ocorreu numa terra comunista atéia, e é considerada evidência de que Deus não existe. Mas o que pensa sobre isso?

      Está Deus interessado em solicitações egoístas de pedaços de doce? Deveras, poucas pessoas orariam pedindo algo tão simples quanto um pedaço de doce. É muito mais provável que pediriam a Deus paz e tranqüilidade. Sim, ansiamos o livramento do medo e da insegurança que espreitam as ruas. Todavia, não temos isso hoje em dia. Destarte, ficando suas orações aparentemente sem resposta, muitos acham que não há evidência de que Deus existe.

      Alguns apontam para filósofos e cientistas que são ateus. Mas deve o fato de que algumas pessoas dotadas de alta formação rejeitam a Deus fazer com que tenhamos dúvidas sobre Sua existência?

      Tais homens podem ter gasto muitos anos em estudos e dispor de muitos fatos nas pontas dos dedos. Mas possuem realmente todas as respostas neste mundo moderno? Apesar de sua influência, que aparência tem o cenário mundial?

      A moderna tecnologia do homem parece prometer boas coisas. Todavia, o Times de Nova Iorque, de 28 de novembro de 1976, apresentou a seguinte indagação em manchete: “Poderá o Mundo Existir Até 1984?” O artigo acompanhante referiu-se à “insanidade” alarmantemente descuidada por parte das terras industrializadas no que tange à “agravante crise energética”.

      Outro artigo recente avisava: “O crescimento desorientado e, por isso, descontrolado, da tecnologia levou, não só os Estados Unidos, mas o mundo inteiro à beira do desastre, tão monstruoso em suas proporções que quase nem se consegue imaginar.”

      Um mundo à “beira do desastre”. Esse é o mundo produzido pelos homens, muitos dos quais não crêem em Deus. Por certo, o homem não tem ido tão bem em produzir um mundo seguro e pacífico. Se existe Deus, o homem certamente poderia aproveitar Sua ajuda.

      Naturalmente, alguns dirão: ‘Sei que Deus existe. Posso senti-lo!’ Todavia, esse “sentir” não é evidência convincente da existência de Deus, será que é? Talvez creia que Deus existe Mas, se alguém lhe perguntasse: ‘Como é que sabe que Deus existe?’ Conseguiria fornecer evidência convincente para apoiar sua crença? A menos que esteja pessoalmente convicto da realidade de Deus, não é provável que tal fé se sustenha sob intensa pressão. Também, que dizer de seus filhos? Está seguro de que eles não têm nenhuma dúvida sobre a existência de Deus? É a convicção deles suficientemente forte para suportar as investidas do ensino evolucionário na escola? Poderiam eles discernir o raciocínio superficial e infantil da professora atéia?

      Quer esteja ou não convencido da existência de Deus, não seria sábio considerar qualquer possível evidência disponível quanto à existência de Deus?

  • Evidência convincente à base de raciocínio sólido
    Despertai! — 1979 | 22 de junho
    • Evidência convincente à base de raciocínio sólido

      PARA sermos convencidos de algo, precisamos obter provas ou evidência sólida. “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem”, escreveu um inspirado escritor bíblico. — Heb. 11:1, Almeida, revista e corrigida.

      No grego original, a palavra para “prova” significa “uma prova, pela qual uma coisa é provada ou testada”. A palavra foi usada por escritores contemporâneos não-bíblicos para se referir à prova nos casos jurídicos. Por certo, isto envolveria mais do que emoções; exigiria a apresentação dos fatos. Quem iria a um tribunal e diria “Eu sinto” que o réu fez isto ou aquilo? Não, teria de apresentar prova, evidência convincente.

      Assim, temos de lidar com fatos. Sim, que prova ou evidência se acha disponível de que Deus tem de existir?

      Sólida Lógica Científica

      É um axioma científico e lógico “Do nada, nada se tira”. Matematicamente, zero vezes 1.000 ainda é zero! Até mesmo uma criança compreende isto. Se pegar seu porquinho, não colocar nenhum dinheiro dentro dele e o esconder, e se ninguém tocar nele por vários dias, até mesmo por meses, quando o retirar, o que encontrará? Ainda não terá nenhum dinheiro. A matéria não aparece espontaneamente ou simplesmente “vem” a existir.

      Todavia, temos uma abundância de objetos materiais nos céus estrelados. De onde vieram todos eles? Logicamente, não poderiam provir do nada. Assim, sempre deve ter existido algo do qual todas essas coisas pudessem vir a existir. Esse “algo” tem de ser eterno.

      Tão recentemente quanto 1977, o cosmólogo Jayant Narlikar disse que a questão mais fundamental da cosmologia (o estudo dá origem e do desenvolvimento do universo) é: “Onde é que se originou, em primeiro lugar, a matéria que vemos ao redor de nós?” Também, comparando o universo, em seu início, a um “ovo cósmico” muito compacto que supostamente explodiu, o bioquímico Isaac Asimov afirma: “Os astrônomos se inclinam a indagar: O que aconteceu antes do ovo cósmico? De onde proveio?”

      Tentando mostrar a origem das estrelas a partir de nuvens densas de pó o astrônomo Fred Hoyle chegou a outro beco sem saída. Disse ele: “Ambos estes elementos [que compõem o pó] são produzidos nas estrelas . . . Mas como isto aconteceu, se não podemos ter quaisquer estrelas senão depois de termos o pó? O que veio primeiro, a galinha ou o ovo?”

      A ampla maioria dos cientistas hodiernos concorda com o astrofísico tcheco, Josip Kleczek, que disse em The Universe (O Universo): “A maioria, e possivelmente todas as partículas elementares, podem ser criadas pela materialização da energia.” Ele então se referiu à famosa fórmula de Einstein E=mc2 (a energia é igual à massa vezes o quadrado da velocidade da luz), que mostra que a matéria pode ser produzida de tremenda fonte de energia. Cientificamente, então, é possível que a matéria seja criada de uma fonte de “alta energia”. “Mas”, lamentava notável físico, “não sabemos de onde veio a energia”.

      Assim, que conclusão lógica podemos tirar? Simplesmente a seguinte: Que uma fonte de “alta energia” tem de ser aquele “algo” eterno do qual se originou este universo material. Esta conclusão é apoiada pela bem comprovada Lei ou Princípio da Conservação da Massa-Energia, que afirma que a energia-massa não pode ser criada nem destruída, mas simplesmente convertida de uma em outra. Por isso, a ciência reconhece que, à base de uma fonte eterna de energia, poder-se-ia obter o universo material.

      Causa Primária — Viva ou Inexistente?

      Agora, queira considerar estas questões básicas: Era esta fonte eterna original de energia uma personalidade viva, inteligente? Ou era algo inanimado, inexistente? Será que o universo surgiu meramente de movimentos inteiramente mecânicos, físicos, sem orientação consciente e inteligente?

      Os cientistas, pelo exame cuidadoso do universo, têm visto evidência duma precisão maquinal. Os corpos celestes seguem leis tão exatas que, com anos de antecedência, os cientistas podem predizer várias ocorrências celestes. Ademais, alguns de nossos marcadores de tempo mais exatos são fixados pelas estrelas.

      Agrupamentos muito organizados de matéria também são observados. Isto se dá, especialmente, quanto aos sistemas complexos que constituem os organismos vivos. Até mesmo os “blocos de construção” da vida, as moléculas de proteínas, demonstram arranjos surpreendentemente complexos de átomos.

      Como foi que surgiu toda essa precisão e complexidade? É o resultado do “acaso cego” que operava durante bilhões e bilhões de anos?

      Alguns cientistas de destaque sugerem que, se se permitisse que uma série de macacos tivesse tempo suficiente para martelar máquinas de escrever, com o tempo — talvez em bilhões de anos — eles, simplesmente por acaso, produziriam um livro tal como Guerra e Paz, de Tolstói. Assim, arrazoaram os cientistas, se se concedesse bastante tempo, este mundo complexo gradualmente teria sido produzido pelo acaso fortuito.

      Mas, conforme outro pesquisador comentou: “Precisaria haver alguém que o reconhecesse, quando eles [os macacos] tivessem feito seu trabalho. . . . e exatamente quanto tempo se esperaria que os macacos levassem dependeria de exatamente como fosse feita a seleção.” Sim, um indivíduo inteligente, que conhecesse o que tal livro diz, precisa estar lá para selecionar o que foi produzido pelos macacos e organizá-lo naquela obra-prima. Sem um “selecionador” os macacos jamais produziriam realmente tal livro. No máximo, seus esforços resultariam numa mixórdia alfabética ou em simples linhas de palavras desconexas ou parciais.

      “O Acaso Cego”, afirme o livro The Life Puzzle (O Enigma da Vida), “é um sujeito criativo. . . . É, no entanto, muito limitado. Baixos níveis de organização, ele pode produzir com muitíssima facilidade . . . mas se torna mui rapidamente incompetente à medida que aumenta a dose de organização. E esperar longo tempo, ou usar fontes materiais maciças, não é, como vimos, de grande ajuda”.

      Até mesmo os jovens sabem que não se pode construir uma “casa” com “blocos de construção” de brinquedo simplesmente por lançar os blocos no ar, esperando que, por acaso, formem uma “casa”. Na verdade, talvez em certo lance, dois ou três blocos podem empilhar-se um em cima do outro. Mas que probabilidade existe de se construir uma “casa” organizada? Com efeito, a menos que uma criança proteja os poucos blocos que, por acaso, se empilharem, estes poderiam ser desfeitos no próximo lance. Alguém tem de manipular os blocos para produzir uma “casa” organizada e complexa.

      Por conseguinte, através de suas próprias observações, os cientistas se viram obrigados a eliminar o “Acaso Cego” como o fator responsável pelo alto grau de organização evidente na terra e no universo.

      Em 1859, Charles Darwin propôs que a “seleção natural” era o “selecionador” orientador que podia organizar os resultados produzidos pelo acaso cego e fazer surgir a ordem do caos. Crê-se que a seleção natural seja um processo mediante o qual sobrevivam apenas as formas ou organismos (plantas e animais) “certos” (favoráveis), especialmente apropriados para seu ambiente, e, por isso, transmitam a forma “certa” à sua descendência, gradualmente “evoluindo” em formas mais complexas de vida.

      Todavia, após descrever as muitas condições ímpares que permitem que a vida exista na terra, o evolucionista C. F. A. Pantin, ex-professor de zoologia da Universidade de Cambridge, Inglaterra, admitiu que “a operação da seleção natural não foi responsável por todas as caraterísticas especiais do mundo natural”.

      Que espécie de “caraterísticas especiais”? Bem, o zoólogo W. H. Thorpe chama a certa caraterística “uma das mais surpreendentes e perturbadoras sacudidelas na teoria evolucionista nos tempos recentes”. Trata-se da incrível complexidade do gene — a unidade microscópica dentro duma célula viva que determina o que será certa planta ou animal. Os genes são deveras complicados! Como minicomputadores, estocam informações e fornecem instruções à célula. Se todas essas informações fossem escritas em tipo padrão, encheriam uma enciclopédia de cerca de 1.000 volumes!

      Que probabilidade haveria de um gene complicado originar-se pela seleção natural através de “mutações fortuitas” durante bilhões de anos? “As probabilidades ainda são, então, inconcebivelmente pequenas (10-415) que uma correta molécula de ADN (ou DNA) seria produzida neste tempo”, escreve o biólogo Frank B. Salisbury, no periódico científico Nature. “Inconcebivelmente pequena”! Uma probabilidade de 1 seguido por 415 zeros!

      Embora Salisbury creia na evolução através da seleção natural, sem embargo a impossibilidade de tal coisa acontecer o moveu a concluir: “A criação especial ou uma evolução dirigida solucionaria o problema da complexidade do gene.”

      Alguma força inteligente deve ter “orientado” a construção de tal molécula complexa. Não poderia ter-se desenvolvido por mero acaso, nem mesmo pela “seleção natural”. A matéria sem vida, como os átomos e as moléculas, não arranjou a si mesma metodicamente.

      “Sabemos também que a caraterística mais básica da vida é que pode inverter a entropia [a tendência de sistemas altamente organizados se tornarem menos organizados], isto é, pode restaurar a ordem em contraste com a tendência de a matéria sem vida reduzir a ordem (ou aumentar a entropia, i. e., as pedras tendem a rolar morro abaixo, e não morro acima)”, relata o livro The Reflexive Universe (O Universo Reflexivo).

      O que tudo isso nos diz? Que uma Fonte de Energia original deve ter estado viva a fim de fornecer orientação, à medida que a energia à sua disposição foi usada para criar o mundo natural que existe ao redor de nós.

      Somos movidos pela sólida lógica científica a tirar a mesma conclusão antecipada há mais de 2.700 anos atrás pela Bíblia, na seguinte declaração cientificamente exata: “Levantai ao alto os vossos olhos e vede. Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por número . . . Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele também vigoroso em poder, não falta nem sequer uma delas.” — Isa. 40:26.

      [Diagrama na página 5]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      COMPUTADOR

      CÉLULA

      O gene — a unidade microscópica dentro duma célula viva — determina o que será certa planta ou animal. Os genes são como mini-computadores; estocam informações e fornecem instruções à célula.

  • Evidência de projeto
    Despertai! — 1979 | 22 de junho
    • Evidência de projeto

      A EXISTÊNCIA do projeto invariavelmente exige um projetista dotado de perícia e habilidade. Quem pensaria, por um minuto sequer, que um relógio excelentemente instrumentado se formaria por acaso? Sua precisão de movimentos é evidência dum projetista perito.

      Assim, também, examinemos de perto o corpo humano, para ver indícios dum grande Projetista. Um recém-nascido reluzente, pululando de vida, é em si mesmo um milagre assombroso. Ademais, dentro daquela “trouxinha” há evidências de sofisticado projeto que deixam impressionados até mesmo os altamente educados engenheiros e cientistas. Assim, à medida que a criança se desenvolve, observe alguns exemplos de majestoso projeto.

      Nossos Ossos: “Triunfos de Estrutura e Projeto”

      Por que o livro The Body (O Corpo), que advoga fortemente a evolução, descreveu os ossos da maneira como o fez? Porque o osso “sustenta o corpo da forma como uma armação de aço sustenta um arranha-céu, e protege os órgãos vitais da forma que um teto de concreto armado protege os moradores dum prédio. Ao preencher estas designações estruturais, o corpo humano soluciona problemas de projeto e de construção similares ao arquiteto e ao engenheiro”.

      O que acharia se fosse um empreiteiro de obras e se lhe pedisse que ampliasse certa casa, tornando-a três vezes mais elevada e mais larga, e mesmo assim, não perturbasse as tarefas diárias e o descanso noturno dos moradores, nem sequer por uma hora? Impossível, diria. Todavia, é exatamente isso que se exige de nossos ossos. Nossa armação tem de aumentar três vezes, desde nossa infância, até atingirmos a maturidade.

      Como é que nossos ossos conseguem cumprir esta tarefa? Imagine alguém raspando um pouco de material do interior das paredes e do teto dum aposento, e, então, depositando este material na parte externa das paredes e do teto. Cada semana, o aposento “cresce” vários milímetros até que, por fim, depois de 20 anos, nossa casa é três vezes maior do que antes. Bem, células especiais em nossos ossos fazem este mesmo trabalho de “pedreiro” — osteoclastos (quebradores de ossos) e osteoblastos (produtores de ossos).

      E que força e flexibilidade são inseridas em nossos ossos! Sua construção é similar ao concreto armado (material de notável resistência, usado extensivamente na construção moderna, sendo o concreto armado feito à base de varas flexíveis de aço). Entrelaçadas no cálcio dos ossos, semelhante ao concreto, correm fibras de colágeno, fornecendo o reforço. Todavia, o osso é oito vezes mais forte do que o concreto armado. Sua resistência à rotura é maior do que a do ferro fundido. Seu osso do queixo consegue regularmente suportar um peso de cerca de duas toneladas e pode ser submetido a pressões de até 1.400 quilos por centímetro quadrado. Todavia, o osso é flexível e surpreendentemente leve. Se, ao invés dele, fosse usado o aço, um homem de 73 quilos pesaria cerca de 360 quilos! Pense nisso na próxima vez que flutuar na água. Assim, usa-se perfeita mistura em nossos ossos, combinando vigor com flexibilidade e leveza.

      Como se isso não bastasse, o interior dos ossos é como uma “casa da moeda”, onde novas células sangüíneas, a vida do corpo, são “cunhadas e lançadas” Conforme o livro Man in Structure and Function (O Homem, Sua Estrutura e Função) comenta:

      “Assim como os bancos constroem seus cofres-fortes nos alicerces de seus prédios, de modo a depositar suas reservas de ouro na segurança e proteção de suas profundezas, similarmente o corpo usa os lugares mais bem protegidos do corpo humano, o interior dos ossos, para depositar ali a moeda e o ouro da condição estrutural da célula: o sangue.”

      Não é de admirar que a revista Today’s Health (Saúde Atual) afirme: “O esqueleto humano representa uma obra-prima de projeto de engenharia, . . .”

      O Ouvido: “Obra-prima de Engenharia”

      Assim o livro Sound and Hearing (Som e Audição) descreve nosso órgão auditivo. O livro acrescenta: “Todavia, atrás [do ouvido externo] há estruturas de tamanha delicadeza que envergonham o mais perito artífice, de tamanha operação automática fidedigna que inspiram assombro no mais engenhoso engenheiro.”

      Imagine só: miniaturizado no espaço de cerca de 6 centímetros quadrados acha-se um inteiro sistema de recepção e transmissão de alta fidelidade. Do ouvido externo (que ajunta as ondas sonoras), passando ao ouvido médio (que converte as ondas sonoras em movimentos mecânicos) até o ouvido interno (que transforma os movimentos mecânicos em impulsos elétricos), vemos evidência de projeto realmente sofisticado.

      Na cóclea (parte do ouvido interno que se assemelha à concha dum caracol [observe a gravara acima]), ocorre o real milagre. É aqui que os movimentos mecânicos são convertidos em impulsos elétricos, e enviados ao cérebro, que os traduz em sons. Para realizar tal função, 24.000 diminutos cílios dentro deste órgão atuam como as cordas dum piano. As ondas sonoras provocam movimentos dentro da cóclea, a partir dos quais tais “cordas” então reproduzem os vários tons. Através de nervos ligados a tais cílios, impulsos elétricos são enviados ao cérebro. Certa obra de referência afirma: “Visto que a cóclea do ouvido dom pianista é aproximadamente um milhão de vezes menor do que o piano que ele toca, é preciso imaginar um teclado e cordas de um piano de cauda reduzido cerca de 100 milhões de vezes, a fim de se chegar às dimensões do ‘piano’ auditivo no ouvido.” Nosso “piano” reproduz perfeitamente cada som — de leve sussurro a um crescendo duma grande orquestra — e tudo isto dentro de uma parte do tamanho duma ervilha! Projeto ou acidente? Já ouviu falar alguma vez de um piano de cauda que veio a existir por simples acaso?

      A Mão Humana: “Instrumento dos Instrumentos”

      Assim disse antigo médico sobre o que tornou possível tantas consecuções humanas. O bioquímico Isaac Asimov ecoou tais sentimentos por chamar a mão de:

      “ . . . órgão manipulador superlativo, incomparavelmente a melhor coisa de seu tipo em todo o domínio da vida — com quatro dedos flexíveis e um polegar contraposto, de modo que o todo possa ser usado como pinça delicada ou segurador firme, torniquete, dobrador, puxador, empurrador, e manipulador de teclas do piano e da máquina de escrever.”

      Deveras, a mão não só é poderosa, mas surpreendentemente ágil. Com ela podemos utilizar um martelo para dar marteladas e, por outro lado, também pegar pequeno alfinete.

      Onde estão os poderosos músculos que controlam nossos dedos? Bem, se estivesse projetando a mão, onde colocaria os músculos? Talvez nos próprios dedos? Quão pavoroso isso seria! Pois, ainda que tivessem força, pareceriam salsichas grossas. Já tentou segurar um alfinete com uma salsicha grossa? Mas os músculos que curvam os dedos, na maior parte, estão situados no antebraço. Flexione seus dedos e sinta seu antebraço. Sente os músculos se moverem? Estes são ligados por “cordões” ou tendões, às pontas dos seus dedos, resultando em grande força, mas em genuína flexibilidade. Que notável projeto! Por mero acaso?

      O Cérebro: “A Criação Mais Miraculosa do Mundo”

      Foi assim que destacado antropólogo, Loren C. Eiseley, evolucionista, chamou nosso cérebro, lá em 1955. O homem, hoje em dia, com toda sua tecnologia incrementada, ainda fica perplexo diante do que nosso cérebro é capaz. Ele possui “10 bilhões de células nervosas, qualquer das quais poderá conectar-se com até 25.000 outras células nervosas. O número de interligações a que isto atinge seria de assombrar até mesmo um astrônomo — e os astrônomos estão acostumados a lidar com números astronômicos”, relata certa obra de referência, e acrescenta: “Um computador bastante sofisticado para lidar com tal número de interligações teria de ser suficientemente grande para cobrir a terra.”

      Todavia, tudo isto é miniaturizado numa massa que pesa cerca de 1.360 gramas, pequena bastante para caber em suas duas mãos. Apropriadamente, é chamada de “a porção de matéria mais altamente organizada do universo”.

      Nosso cérebro é capaz de realizar algo para o qual nenhum computador feito pelo homem jamais teve capacidade: a imaginação criativa. Isto se tornou especialmente evidente da experiência do compositor Ludwig van Beethoven. Quando uma de suas maiores obras, a Nona Sinfonia, foi apresentada, a assistência irrompeu em “frenético aplauso”, de tanto que gostaram dela. Beethoven não estava audivelmente cônscio disso; ele estava totalmente surdo! Imagine só, ele “ouviu” a riqueza plena da composição primeiramente em sua própria imaginação, e então a lançou em notas, e jamais ouviu realmente um tom sequer. Que poder de imaginação criativa possui nosso cérebro!

      Não é óbvio que há exemplos de majestoso projeto em nosso corpo? Não deveríamos tirar a mesma conclusão lógica que a tirada por notável engenheiro-consultor que labutou por dois anos projetando um “cérebro eletrônico”? Ele disse: “Depois de confrontar e solucionar os muitos problemas de projeto que [o computador] apresentou, é-me inteiramente irracional imaginar que tal instrumento pudesse vir a existir por qualquer outro modo senão por meio de . . . um projetista inteligente. . . . Se meu computador exigiu um projetista, quanto mais aquela complexa . . . máquina que é meu corpo humano.”

      Poderiam todos estes exemplos de projeto simplesmente “acontecer por acaso”? George Gallup, famoso estatístico, alguém que cuidadosamente compila números e fatos sobre certos assuntos, certa vez disse: “Eu poderia provar estatisticamente que Deus existe. Tome-se apenas o corpo humano — a probabilidade de que todas as funções do indivíduo simplesmente acontecessem por acaso é uma monstruosidade estatística.” Em outras palavras, a probabilidade de que tudo isto pudesse “acontecer por acaso”, sem algum poder orientador é, na realidade, impossível, “uma monstruosidade estatística.”

      O grande físico, Lorde Kelvin, que por ocasião de sua morte “era, sem dúvida, o maior gênio científico do mundo”, chegou à mesma conclusão: “Somos inteiramente obrigados pela ciência a crer com perfeita confiança numa Força Diretora — numa influência diferente das forças físicas, dinâmicas ou elétricas . . . Vemo-nos obrigados, pela ciência, a crer em Deus.” (Grifo acrescentado)

      Podemos ver evidência convincente da existência de Deus mediante (1) sólida lógica científica e (2) a existência de projeto no mundo ao redor de nós. Uma questão ainda nos vem à mente: Como é este Deus? Para obter uma resposta satisfatória, queira ler o artigo seguinte.

      [Foto na página 9]

      A cóclea [uma parte do ouvido] . . . é um instrumento musical de estrutura complicada, assemelhando-se à de um piano.”

      [Foto na página 9]

      Pode-se observar as maravilhas do corpo humano pela estrutura do ouvido, do cérebro e dos ossos.

  • Deus existe! Mas como é ele?
    Despertai! — 1979 | 22 de junho
    • Deus existe! Mas como é ele?

      QUE dizer de sua personalidade? É ele o tipo de pessoa que amaríamos caso viéssemos a conhecê-lo intimamente? Acha que tais perguntas são importantes?

      Como podemos chegar a conhecer algumas de suas qualidades? Em Romanos 1:20, a Bíblia sugere: “Pois as . . . qualidades invisíveis [de Deus] são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas [“entendidas por meio de Suas obras” — New Berkeley Version], mesmo seu sempiterno poder e Divindade, de modo que eles são inescusáveis.”

      Por fazer um exame profundo do que Deus tem feito, “de Suas obras”, podemos aprender quais são algumas de suas qualidades. Bem, o que vemos?

      Amor e Bondade

      Tais qualidades são bem evidentes no modo em que fomos projetados. Nosso corpo foi feito mais do que simplesmente para viver; ao invés, foi feito realmente para usufruir a vida. Nossos olhos podem ver em cores. Alguns animais só vêem em preto e branco, todavia, o mundo está repleto de cores deslumbrantes. Podemos cheirar, e temos papilas gustativas. Assim, o comer não é simples função necessária; é deleitoso. Tais sentidos não são absolutamente vitais para a vida, mas são evidência de um Criador amoroso, generoso e atencioso.

      O interesse amoroso é também evidente no reino animal. Exemplo disso é o grande número de pequeninos “peixes-limpadores”, às vezes chamados, em inglês, de “Doctor Fish” (Peixe Médico). Na atualidade, há mais de 40 espécies designadas como “limpadores”. Tais peixes aparentemente se devotam à remoção de parasitos e pulgões nos peixes que poderiam obstruir as guelras de outros peixes e deixá-los doentes.

      “Mais do que isto”, um peixe-limpador “dará pequenas dentadas em placas de fungos e bactérias que talvez estejam infetando a pele, e, se o peixe foi ferido, comerá qualquer carne morta e assim limpará a ferida”, relata o livro Animal Partners and Parasites (Colegas e Parasitos Animais).

      Assim, pode ver que tais peixes são bem parecidos a pequenos “médicos”, às vezes até mesmo mantendo “consultórios” ou “estações de limpeza”. Observou-se um “consultório” que servia a mais de 300 peixes durante um período de seis horas. Imagine só o quadro: Peixes esperando em fila para serem atendidos, alguns “em pé” sobre suas cabeças ou de cabeça para baixo, à medida que os limpadores trabalham neles. Todo este tratamento “profissional”, da parte dos “médicos”, e nenhuma “conta médica”!

      Quão importante é esta atividade de limpeza? Uma das maiores autoridades neste campo, Conrad Limbaugh, chamou-a de “atividade constante e vital”. Certa vez removeu todos os “limpadores” conhecidos de certa área e, dentro de alguns dias, o número de peixes caiu drasticamente — por fim quase todos se foram. E os poucos restantes “apresentaram manchas brancas flocosas, inchações, feridas ulcerosas e barbatanas desgastadas”. Tudo porque os pequeninos “médicos” se tinham ido!

      Será que os “limpadores” fazem isso simplesmente por causa da refeição que obtêm?

      “Nenhum deles [os limpadores] parece depender exclusivamente do hábito para obter seu alimento.”

      “Nenhum destes dois peixes [dois dos mais zelosos limpadores] depende grandemente da limpeza para obter alimento, e podem subsistir à base de pequenos crustáceos, ambos os recolhem das plantas, o señorita [um tipo de peixe-limpador] pode também pegá-los no fundo e diretamente da água.”

      Assim, não têm de cuidar desses outros peixes. Mesmo assim o fazem. Quem poderia ter projetado tal pequenino e eficiente limpador — dotado de cores brilhantes para ser facilmente identificado, de nariz pontiagudo e de dentes semelhantes a pinças? Quem deve ter colocado tal instinto amoroso nessas criaturinhas? Apenas um Criador amoroso e atencioso.

      Um dono de fábrica dotado de saudável apreço pela vida instalará muitas válvulas de segurança em sua fábrica, a fim de proteger os que ali trabalham. Tais válvulas, colocadas em caldeiras ou em outro equipamento para aliviar a pressão que poderia acumular-se e tornar-se uma força explosiva, são evidência de seu genuíno cuidado para com as pessoas.

      Em nosso mundo, vemos muitas de tais “válvulas de segurança”, colocadas ali pelo Projetista da criação. O Criador “faz chover sobre justos e sobre injustos”. (Mat. 5:45) A forma em que a chuva desce é notável exemplo do uso das “válvulas de segurança”.

      A água, em bilhões de litros, é estocada, acima de nossa cabeça, das nuvens de vapor. A água é pesada, o,03 metros cúbicos pesando até 28 quilos. Uma nuvem grande, segundo se calcula, pesa até 100.000 toneladas! Pode imaginar o desastre que seria provocado se o vapor d’água formasse uma só “gota” gigantesca e desabasse sobre a terra? Que devastação! Mas, por algum motivo ainda inexplicado, pequenas goticulas d’água se agrupam em torno de uma partícula de pó — mas só até certo tamanho, não mais — e então caem sobre o solo. As chuvas brandas raramente danificam até mesmo as flores mais delicadas. Certamente nos beneficiamos desta “válvula de segurança”.

      Ou considere o terror do inverno, caso a água caísse como colossais blocos de gelo. Novamente neste caso, no momento de liberação, uma “válvula de segurança” produz pequenos flóculos que descem flutuando inofensivamente, e fornecem aconchegante cobertor que conserva o calor do solo para o benefício da vegetação.

      Muitas pessoas, em terras onde a temperatura pode mudar mui rapidamente talvez se lembrem de quando eram crianças, durante a noite, quando a temperatura caía de forma súbita, sua mãe ou seu pai se levantava e as cobriam com um cobertor extra. Lembra-se da manhã seguinte, quando se colocava a gosto em sua cama confortável, quão “aquecido” se sentia dentro dela, sabendo que mamãe ou papai mostrara-se tão atencioso para com seu bem-estar? Bem, não deveria nosso coração acalentar-se para com nosso Pai celeste, que provê este cobertor prateado de neve para preservar a vegetação? Sim, sua “obra” testifica que é um Criador terno e amoroso que se preocupa conosco.

      Justiça

      Que dizer da qualidade de justiça? É vital estabelecermos se o Criador possui tal qualidade. Sabemos que um Deus de justiça não toleraria para sempre as clamorosas injustiças, a anarquia, o clima do mal que existe hoje por toda a terra.

      Há evidência de tal qualidade por parte de algo dentro de nós mesmos. O quê? É descrita numa declaração de verdade contida na Bíblia:

      “Pois, sempre que pessoas das nações, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, tais pessoas, embora não tenham lei, são uma lei para si mesmas. Elas é que são quem demonstra que a matéria da lei está escrita nos seus corações, ao passo que sua CONSCIÊNCIA [“senso do certo e do errado”, Amplified Bible (Bíblia Ampliada), a palavra grega significa “distinguir o que é moralmente bom do que é mau . . . elogiando um, condenando o outro”, Léxico Greco-Inglês de Thayer] lhes dá testemunho e nos seus próprios pensamentos são acusadas ou até mesmo desculpadas.” (Rom. 2:14, 15)

      É a existência da consciência, uma lei “escrita nos [nossos] corações”, que nos fornece um senso do certo e do errado. Trata-se de forte evidência de que nosso Criador mesmo tem de ser um Deus dotado de senso moral, tendo a qualidade de justiça.

      Há vinte e três séculos atrás, Aristóteles falou da realidade de tal lei íntima, chamando-a de “justiça e injustiça naturais que é moralmente obrigatória para todos os homens”. Outros a chamaram de “lei natural”, “a lei suprema”, e a “lei das nações”, ou de humanidade. Sim, um senso natural do que é justo ou injusto parece ser ‘moralmente obrigatório para todos os homens’.

      Destacado antropólogo, M. F. Ashley Montagu, declarou o conceito partilhado por muitos cientistas: “O homicídio qualificado é universalmente considerado como crime, e, se o homicida qualificado é apanhado e levado à justiça, usualmente a pena é a morte. Os regulamentos sobre o incesto são universais . . . a propriedade privada é universalmente respeitada.” Embora o que constitua homicídio qualificado ou autodefesa, ou “propriedade privada” possam variar consideravelmente, as práticas básicas recebem coerente condenação. Apesar das opiniões divergentes quanto ao conteúdo de tal “lei natural”, “quase todos admitem a existência de tal lei. . . . concebida como norma final do certo e do errado”. (Grifo acrescentado) — Encyclopedia Americana.

      Muitos ainda gostariam de desacreditar a existência da consciência por argüir que, por natureza, o homem é agressivo, até mesmo homicida, sem ter senso de justiça. Evidência ao contrário veio a lume recentemente.

      Um exemplo destacado foi o dos tasadais recém-descobertos, um povo primitivo que vivia na floresta tropical das Filipinas. Tal povo, segundo se imagina, isolou-se das correntes principais de civilização, e de suas pressões, durante centenas de anos. Um dos cientistas que viveu com eles por algum tempo disse: “Trata-se de um povo incrível . . . nenhuma cobiça, nenhum egoísmo. . . . Nada sabem sobre matança, homicídio, guerra! Jamais ouviram falar disso.” Ele também comentou: “Todo o mundo anda por aí falando que as pessoas são más porque isso faz parte da natureza humana. . . . Quando vemos tais pessoas, precisamos dizer: ‘Não, o homem não é basicamente mau.’” [The Gentle Tasaday (Os Brandos Tasadais) — 1975] Sim, embora imperfeitos e com tendências pecaminosas, o homem ainda demonstra o senso básico de consciência. Certa enciclopédia expressa-se da seguinte forma: “Em realidade, não se descobriu ainda nenhuma cultura em que a consciência não seja reconhecida como realidade.” Deveras, existe este senso íntimo de certo e errado, e deveras influi em nossa conduta para o bem.

      ‘Mas que dizer dos muitos homicidas qualificados, estupradores, sadistas — pessoas que parecem não ter consciência alguma? Não é tal conclusão refutada pelo comportamento delas?’ — assim talvez perguntem alguns, como objeção.

      Que dizer se o piloto dum avião se recusar a ouvir as instruções da torre de controle do aeroporto e colidir, provocando extensivos danos e a perda de vidas? Prova isto que a torre de controle “não existe”? Verifique, em contraste, as centenas de aviões que geralmente obedecem as instruções da torre de controle, usualmente tornando o aeroporto um lugar seguro. Assim, porque alguns ignoraram ou “repeliram” (1 Tim 1:19) esta “lei natural de justiça”, recusando ser guiados por ela, isso certamente não constitui evidência sólida que negue a realidade de tal lei.

      Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas cometeram horrores contra pessoas inocentes. Por tais atos que assombraram o mundo, muitos dos líderes nazistas foram julgados depois da guerra. Na maior parte, tais líderes negaram sua responsabilidade por tais atos, afirmando que simplesmente obedeciam à lei nazista e aos seus superiores governamentais.

      “A lealdade política, a obediência militar, são coisas excelentes, mas . . . chega um ponto em que o homem tem de recusar acatar seu líder, se há também de acatar a sua consciência.” Assim argumentou o principal promotor público da Grã-Bretanha.

      “Culpados” foi o veredicto contra tais homens. Por quê? Porque deveriam ter obedecido “uma lei natural de justiça mais elevada”, relatou certa obra de referência.

      Alguns criticaram tais julgamentos, afirmando que tal “lei natural” não existia e que os réus não podiam ser legalmente julgados por ela. Outrossim, as declarações de alguns destes líderes endurecidos fornecem apoio adicional de que tal consciência deveras existe; que tal força operava neles mesmos, mas que foi simplesmente ignorada. O réu Walter Funk disse: “E quando tais medidas de terror e violência contra os judeus me foram apresentadas, sofri um colapso nervoso . . . Senti-me envergonhado e com a sensação de culpa naquele momento, e deveras sinto o mesmo hoje, mas já é tarde demais.” Hans Frank (condenado à morte por seus crimes) admitiu: “Sinto terrível culpa dentro de mim.” (O grifo é nosso.)

      Sim, se formos honestos com nós mesmos saberemos muito bem que temos dentro de nós um senso inerente do certo e do errado, uma “lei natural de justiça”. Quem colocou tal lei real dentro de nós? Por certo, o próprio homem não é o autor de tal lei. Somente poderia ter-se originado de nosso Criador e Projetista. Não somos levados a tirar a seguinte conclusão: o próprio Criador tem de ser um Deus dotado de senso moral, um Deus de justiça?

      Quão gratos devemos ser de saber isto! Pois assegura-nos de que Ele não tolerará para sempre as crassas injustiças e iniqüidades que existem hoje. Seu senso do certo e do errado, ou de justiça, o moverá a agir em favor daqueles que desejam viver segundo seus padrões do que é certo.

      Qualidades de Deus Devem Atrair-nos a Ele

      À base de nosso breve exame, qual é o juízo ou “veredicto” que formula? Muitos leitores sem dúvida concordarão que há convincente evidência que aponta para a seguinte conclusão, a saber, de que tem de existir um Deus amoroso e justo, de assombroso poder.

      Deveras, é tocante vermos exemplos de seu interesse e de sua generosidade para conosco. Muitos, talvez, gostariam de chegar a conhecê-lo ainda melhor. O que observamos sobre Ele, mediante suas “obras”, embora seja impressionante, ainda é somente “algum indício de sua natureza [a de Deus]”. (Atos 14:17, The New English Bible) Várias perguntas ainda permanecem sem resposta.

      Por exemplo, é natural ficar pensando em por que a iniqüidade surgiu em primeiro lugar. Por que tem Deus permitido que ela continue por tanto tempo? Quando usará seu poder para livrar a terra do mal, destarte demonstrando sua justiça? Com efeito, qual era Seu propósito em fazer a terra e toda vida sobre ela? Qual é a finalidade de existirmos?

      As respostas destas perguntas se acham disponíveis. Por que não entra em contato com as pessoas que editam esta revista, as Testemunhas de Jeová? Ficarão contentes de ajudá-lo, gratuitamente, a encontrar respostas convincentes.

      [Foto na página 12]

      Às vezes os peixes grandes permitem que o “Peixe Médico” (também chamado de “peixe-limpador”, remova parasitos até mesmo de dentro de sua boca.

      [Foto na página 15]

      O Líder Nazista de Guerra Hans Frank: “Sinto terrível culpa dentro de mim.”

  • O que sabe sobre a doença de Chagas?
    Despertai! — 1979 | 22 de junho
    • O que sabe sobre a doença de Chagas?

      Do correspondente de “Despertai!” da Bolívia

      QUANDO estende os braços à procura de brinquedos, uma criança, num povoado remoto da Bolívia, toca na saliência duma janela, num casebre de pau-a-pique e entra em contato com um inseto, barbeiro (vinchuca, em espanhol), ou seu excremento. Mais tarde, a criança padece de inchações inflamatórias, sintomas da doença de Chagas. Um homem, dormindo no piso de terra de sua moradia, é picado pelo mesmo tipo de inseto. Anos depois, apresenta um caso crônico da doença de Chagas. Da fronteira meridional dos Estados Unidos até às regiões centrais da Argentina, calcula-se que 12.000.000 de pessoas sofram tal mal. É chamado de “um dos maiores problemas da América Latina”.

      Quais, então, são os sintomas da doença de Chagas? Uma vez contraída, como pode tal mal ser aliviado? Que medidas preventivas podem ser tomadas para se evitar contrair tal doença? Especialmente se morar nos países tropicais da América do Sul e Central, seria bom conhecer as respostas a tais perguntas. Mesmo se não morar onde prevalece muito a doença de Chagas, há razões sólidas para se aprender mais sobre ela.

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