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Será que a genética desvendou o segredo da vida?Despertai! — 1972 | 8 de março
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“lê” o RNA e exatamente como se fornecem as substâncias químicas corretas nos lugares corretos, a fim de reproduzir o padrão de DNA e para fabricar a proteína correta?
Como tal informação, codificada no DNA, é transferida às enzimas celulares que então controlam o crescimento das novas células? Isto, afirma o Dr. Howard H. Pattee, da universidade de Stanford, é a área que ainda apresenta os mais sérios problemas aos biólogos. Afirma que os modelos simples (tais como o arquitetado por Watson e Crick) não podem explicar a velocidade e a fidedignidade da transferência das informações. Um estudo muito mais profundo da matéria se torna necessário ainda no nível submolecular.
E, por último, confrontamos a maior pergunta de todas: Como foi que tais substâncias complexas, e a própria vida, estavam ali já de início? Para tais perguntas, os cientistas não têm respostas, mas apenas teorias.
A Célula Viva não Se Origina de Forças Ininteligentes
Há outra questão que a pessoa pensante considerará, antes de atribuir à ciência da genética o crédito de ter em seu poder o segredo da criação ou, até mesmo, como alguns gostariam que crêssemos, a posse de poder criativo. Pensa-se que cada “gene” (uma parte da molécula de DNA) é composto de uma cadeia de uns 1.000 “nucleótidos” (cada nucleótido, contendo muitos átomos, é a metade de um “degrau” da “escada” do DNA). Se apenas um gene for defeituoso, poderá acabar com a habilidade celular de duplicar-se. Ou, quando a célula se divide, a célula recém-formada será defeituosa. Como ocorreria o crescimento ou divisão celular se as milhares de partes que constituem apenas um gene viessem a juntar-se por acaso, acidente ou por uma “força cega” como exigiria a teoria da evolução? Quão menor é a possibilidade de isto acontecer quando se diz que há dezenas de milhares de genes no DNA de cada cromossomo de uma célula humana!
Até mesmo nas formas mais simples de vida, a cadeia de DNA ainda é extremamente complexa. Por exemplo, depois de vinte anos de pesquisas, os biólogos só conseguiram esquematizar um terço dos genes ao longo da espiral de DNA na bactéria intestinal “elementar” conhecida como Escherichia coli.
Se o homem, com sua inteligência, leva vinte anos apenas para esquematizar a composição de alguns genes, como poderiam forças cegas ajuntar a matéria necessária, colocá-la junta e fazê-la operar desta forma complexa? Se a sua cadeia de DNA fosse apenas, digamos, três quartos ou nove décimos completa, nem sequer um animal unicelular poderia vir a viver. Não, a criatura teve de aparecer inteira, toda completa, de imediato, ou não apareceria de forma alguma. Isto requer a criação e uma Supermente.
Dê Louvor a Quem de Direito
Todas estas coisas ilustram o ponto que não devemos dispor-nos demais a dar louvor aos homens, além do que merecem. Devemos usar bom senso e equilíbrio. Ao observar a constituição e a operação extremamente intricada, até mesmo maravilhosa, das células vivas, será que vemos em ação “forças cegas”? Ou vemos a inteligência de um Superarquiteto invisível, que deu ao homem o cérebro para pesquisar e entender algumas das coisas de Sua criação e as leis que as governam? — Rom. 1:20.
A Bíblia nos diz que há um só Criador. Este é Jeová Deus. A respeito dele aqueles a quem a Bíblia descreve como “anciãos” no céu, de muito maior poder e visão quanto à criação terrestre do que os homens, declaram: “Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade.” — Rev. 4:11.
O Rei Salomão, dotado por Deus com sabedoria inspirada, expressou o conceito correto sobre as jactâncias e previsões de homens que fazem declarações extravagantes e afirmações além dos fatos. Escreveu: “Eu vi todo o trabalho do verdadeiro Deus, que a humanidade não é capaz de descobrir o trabalho que se fez debaixo do sol; por mais que a humanidade trabalhe arduamente para procurar, ainda assim não o descobre. E mesmo que dissessem que são bastante sábios para saber, não seriam capazes de o descobrir.” — Ecl. 8:17.
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Ensinar prendas domésticas a sua filhaDespertai! — 1972 | 8 de março
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Ensinar prendas domésticas a sua filha
QUANTO êxito tem tido em ensinar sua filha a ser uma boa dona de casa? Sabe ela como cuidar da roupa a lavar? Já lhe mostrou bons métodos de limpar o pó e lavar a louça? Conhece o valor de uma tabela de limpeza?
Muitas noivas jovens se acham totalmente despreparadas para tais deveres simplesmente porque não se lhes ensinou nada. Será que isto acontecerá com sua filha quando se casar? Ao considerarmos alguns aspectos das prendas domésticas, por que não analisa o que faz para ensiná-las a sua filha?
Cultivar um Incentivo de Ajudar
“Oh, não conhece a minha filha”, certas mães talvez digam. “Ela simplesmente não quer aprender.”
Por que, porém, ela pensa assim? Ao passo que a preguiça talvez seja uma razão, usualmente tal atitude resulta da falta de incentivo. Será que sua filha compreende a razão de ser vital cuidar de casa? Já lhe explicou como as várias tarefas contribuem para o conforto e funcionamento ordeiro do lar? Já a incentivou realmente a ajudá-la?
Certa mãe contou como o fez. Explicou aos filhos que a casa também era deles, e que tinham também responsabilidade de mantê-la asseada e limpa. Com tal encorajamento, concordaram prontamente em ajudar. Mas, foi preciso paciência por parte da mãe, bem como disciplina firme, pois os filhos eram jovens e não raro deixavam de cumprir suas designações de trabalho. Agora, contudo, todos participam e prontamente terminam suas tarefas.
Talvez, mais do que qualquer outra coisa, sua própria atitude para com o trabalho doméstico influa no conceito de sua filha a respeito do mesmo. Se considerar os trabalhos de casa como amolação, e murmurar e importunar-se ao efetuar seus deveres, sua filha provavelmente criará a mesma atitude. Por outro lado, se considerar o trabalho doméstico como expressão de seu amor à família, e ficar alerta de sempre achar meios de agradar a eles, ela notará seu interesse e sua boa disposição. Isto será verdadeiro incentivo para que ela deseje ajudar.
É sábio tornar os períodos de trabalho tão agradáveis quanto possível. Certa mãe relata que, não raro, ela e sua filha
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