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Deus, o pensamento e a sabedoriaA Sentinela — 1963 | 1.° de fevereiro
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Deus, o pensamento e a sabedoria
◆ Comentando o texto de Provérbios 1:7 (VB): “O temor de Jehovah é o principio do conhecimento”, R. F. Horton escreveu em The Expositor’s Bible (A Bíblia do Comentador): “Não pode haver verdadeiro conhecimento ou sabedoria que não parta do reconhecimento de Deus. Esta é uma das contenções, não incomuns nas Escrituras Sagradas, que à primeira vista parecem ser dogmas arbitrários, mas que mediante um exame detido ‘provam ser declarações de autoridade sobre verdade raciocinada. Deparamo-nos face a face, em nossos dias, com uma filosofia reconhecidamente ateísta. Segundo as Escrituras, uma filosofia ateísta não é uma filosofia de forma alguma, mas não passa de tolice: ‘Diz o insensato no seu coração: Não há Deus.’
◆ “Temos pensadores entre nós que julgam ser a sua grande missão desfazer-se de toda idéia de Deus, como sendo algo que se interpõe no caminho do progresso espiritual, social e político. Segundo as Escrituras, remover a idéia. de Deus é destruir a chave do conhecimento e tornar impossível todo plano de pensamento coerente. Eis aqui uma questão clara e bem definida em litígio.
◆ “Ora, se este universo do qual fazemos parte é um pensamento da mente Divina, uma obra da mão Divina, uma cena de operações Divinas, em que Deus está efetuando, em graus lentos, um vasto propósito espiritual, é evidente por si mesmo que nenhuma tentativa de entender o universo pode ser bem sucedida omitindo-se isto, a sua idéia fundamental; assim como a pessoa tentar entender um quadro enquanto recusa reconhecer que o artista tivesse algum propósito a expressar ao pintá-lo, ou diz que na realidade não houve artista algum. . . .
◆ “Mas, se o universo não é a obra de uma mente Divina, ou o efeito de uma vontade Divina; se é meramente a obra de uma Força cega, Irracional, que não efetua nenhum objetivo; por não ter nenhum objetivo a efetuar; se nós, o resultado fraco de uma longa evolução não pensante, somos as únicas criaturas que já pensaram, e as únicas criaturas que agora pensam, em todo o universo . . . ; segue-se que de um universo tão irracional não pode haver verdadeiro conhecimento para seres racionais, e de um esquema de coisas tão sem sabedoria não pode haver filosofia nem sabedoria. Nenhuma pessoa que reflita pode deixar de reconhecer isto, e esta é a verdade expressa no texto. Não é necessário dizer que sem se admitir Deus não podemos ter conhecimento de certo número de fatos empíricos; mas isto não constitui uma filosofia ou uma sabedoria. É necessário sustentar que sem se admitir Deus não podemos ter nenhuma explicação do nosso conhecimento, ou nenhuma confirmação deste; sem admitirmos Deus, o nosso conhecimento nunca poderá chegar a um todo ou a ser completo, ao ponto de justificar que o chamemos pelo nome de Sabedoria.
◆ “Ou, para pôr a questão de modo ligeiramente diferente: a mente que pensa só pode conceber um universo como sendo o produto do pensamento se o universo não é o produto do pensamento, nunca poderá ser inteligível à mente que pensa, e, por conseguinte, nunca poderá ser no verdadeiro sentido da palavra o objeto do conhecimento; negar que o universo seja o produto do pensamento é negar a possibilidade da sabedoria. Descobrimos, pois, que não é um dogma, mas uma verdade do raciocínio, que o conhecimento tem como ponto de partida o reconhecimento de Deus.”
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Igrejas “egocêntricas”A Sentinela — 1963 | 1.° de fevereiro
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Igrejas “Egocêntricas”
No livro Saints on Main Street (Os Santos da Rua Principal), Peter Day, editor da revista Living Church, declara que a igreja típica local é “egocêntrica”. Ele diz que os clérigos se concentram no “trabalho dentro da igreja” antes que no “trabalho da Igreja” no mundo de fora. Sustentando que muitas igrejas dão bem pouca consideração a servir os outros, ele escreve: “Este é um grande período de prosperidade na vida das paróquias. A maioria delas cresce segundo todo índice de êxito. O número de seus membros aumenta, a Escola Dominical está superlotada, antigas dívidas estão sendo pagas e contraídas novas, facilmente endossadas, para novos projetos de construção ambiciosa, os homens e as mulheres estão ativos em grupos paroquiais, as contribuições financeiras estão aumentando, e a gente ora, estuda e trabalha mais arduamente do que em qualquer outro tempo. Há, porém, uma qualidade curiosamente egocêntrica no empreendimento todo. Tipicamente, as paróquias medem o seu progresso, Irão segundo as normas de seu serviço prestado à comunidade e ao mundo, irias segundo as normas do seu próprio tamanho e força financeira. Similarmente, medem a utilidade de seus membros, não segundo o serviço que prestam à humanidade, mas segundo o serviço prestado à própria paróquia.”
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