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Nascidos para crer em DeusA Sentinela — 1962 | 1.° de janeiro
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mais acentuado como nunca: ‘Se pensar bem profundamente, ficará forçado, pela ciência, a crer em Deus.’”
A existência de elementos radioativos estabelece que houve um início na criação da terra. O fato de que tais elementos radioativos, que se desintegram depois de certo período de tempo, ainda existem, é a evidência incontestável de que a terra não existiu sempre, de que teve um início. E, visto que nenhuma coisa material pode criar a si mesma, e, visto que nem mesmo o mais sábio cientista argumentará que o universo se criou a si próprio do nada, indica tudo isso uma única coisa — Deus.
O zoólogo Edward Luther Kessel revela alguns interessantes fatos acerca de uma lei termodinâmica, a lei da entropia, como é muitas vezes chamada. Kessel diz: “A lei da entropia declara que há uma contínua emissão de calor de corpos mais quentes para corpos mais frios, e que essa emissão não pode ser revertida espontaneamente para passar em direção oposta. A entropia é a proporção entre a energia não-disponível e a disponível, de modo que se pode dizer que a entropia do universo está sempre aumentando. Portanto, o universo está-se aproximando do tempo em que a temperatura será universalmente uniforme e não haverá mais energia útil. Conseqüentemente, não haverá mais processos químicos e físicos, e a própria vida deixará de existir. Mas, visto que a vida ainda continua, e os processos químicos e físicos ainda continuam a progredir, é evidente que o nosso universo não poderia ter existido desde a eternidade, de outra forma há muito já teria esgotado a sua energia útil e teria chegado ao fim. Portanto, a ciência, bem inintencionalmente, prova que o nosso universo teve um começo. E, ao fazer isso, prova a realidade de Deus, pois qualquer coisa que teve um princípio não se iniciou de si próprio, mas exige um Primeiro Movedor, um Criador, um Deus.”
O argumento sobre a vida na terra e a idade do homem não terminou. Jim Bishop do Evening Star de Washington, relatou este trecho interessante: “Há pouco tempo atrás, o Dr. John Rosholt, da Universidade de Miami, em colaboração com o Dr. Cesare Emiliani, elaborou a perspectiva de idade baseada em minúsculas quantidades de urânio que se depositaram no fundo dos mares como proactínio 231 e tório 230. O urânio leva milhares de anos para se decompor, e, por se estudar as quantidades dele encontradas em sedimentos no fundo do oceano, pode-se determinar o chamado período quente da terra. Os testes revelam que, se o homem se originou do mar como peixe de duas pernas, ou como símio, isso ocorreu há 95.000 anos atrás. O período de tempo é curto demais para peixe (ou símio) evoluir em homem de duas pernas, tendo — o que é o mais importante — vontade própria e a habilidade de transmitir conhecimento a seus filhos. No universo, 95.000 anos não representam nada.” A única explicação lógica da presença do homem é a sua criação, o que novamente prova a existência de Deus.
Considere o magnífico universo em que vivemos. Considere a nossa terra e a grande variedade e complexidade dos organismos que vivem nela. Poderiam o acaso ou quaisquer outras leis naturais conhecidas ter edificado tais coisas da matéria inorgânica? Segundo Bryant, Lecomte du Nouy, o primeiro cientista que aplicou com êxito fórmulas matemáticas à declaração de leis biológicas, mostra que “as leis da evolução inorgânica contradizem as da evolução da vida. Ele apresenta fórmulas matemáticas para mostrar que a matéria inorgânica, agindo de acordo com as suas leis, não poderia ter criado nem mesmo uma única molécula de proteína — nem se falando de um organismo vivo com poderes de reprodução. Ele afirma que só pela intervenção de Deus poderia ter-se preenchido a lacuna entre o inorgânico e o orgânico.”
A BÍBLIA E DEUS
A ciência não só nos apresenta o motivo para se crer em Deus, mas ela faz que a pessoa entenda a necessidade de uma revelação procedente de Deus acerca de si mesmo. A Bíblia preenche essa necessidade. O químico Roger J. Voskuyl diz: “Como cientista, é mais razoável eu crer num Criador, do que num cosmo eternamente existente. . . . A pessoa não pode conhecer corretamente a Deus apenas pelo mundo natural. O cientista poderá trabalhar durante toda uma eternidade, mas jamais chegará a conhecer Deus e todos os Seus atributos . . . O homem é mera criatura do Criador; portanto, o homem não pode aprender acerca de Deus apenas pela investigação de Sua criação, mas ele necessita de revelação especial. Essa revelação especial é a Palavra de Deus, a qual foi dada nas Escrituras.”
O ilustre cientista Warren Weaver disse: “Eu creio que a Bíblia é a mais pura revelação que temos a respeito da natureza e da bondade de Deus.” O físico e químico Oscar Leo Brauer escreveu: “Há Revelação Divina Especial. Outro nome para isso é Bíblia. A ciência pode provar que num determinado tempo deve ter ocorrido o ato da criação, o que prova a existência de uma Inteligência Divina e de um Poder Divino. A ciência pode também estabelecer o fato de que ninguém senão uma Inteligência Divina poderia ter sido o autor de um tremendo, complicado e intricado sistema de leis no universo. Mas só a Bíblia pode identificar tal Inteligência Divina e Poder como sendo o Deus a quem a maioria de nós temos aprendido a conhecer desde cedo na infância — o Deus que revelou a si mesmo de modo único e supremo no Seu Filho, Jesus Cristo.”
A Bíblia faz aquilo que a natureza não pode fazer. A natureza só apresenta uma evidência circunstancial de que Deus existe, mas a Bíblia chama o Criador pelo seu nome. “Assim diz o Deus Jehovah, que creou os céos e os extendeu; que alargou a terra e o que della procede; aquelle que dá respiração ao povo que está sobre ella e espirito aos que andam nella. Eu sou Jehovah; este é o meu nome: a minha gloria não a darei a outrem, nem o meu louvor ás imagens esculpidas.” (Isa. 42:5, 8) O salmista escreveu:, “Para que saibam que só tu, cujo nome é Jehovah, és o Altissimo sobre toda a terra.” — Sal. 83:18.
O apóstolo inspirado nos diz que as “qualidades invisíveis [de Jeová] são vistas claramente desde a criação do mundo em diante, porque são entendidas pelas coisas feitas, até seu poder eterno e sua Divindade”. O salmista exclama: “Os céos proclamam a gloria de Deus, e o firmamento annuncia as obras das suas mãos. Um dia profere palavras a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite.” — Rom. 1:20, NM; Sal. 19:1, 2.
As normas de perfeição evidentes na criação do universo dão a entender a existência de uma norma absoluta e de um Ser perfeito. A Bíblia diz a respeito de Jeová: “Perfeita é a sua atividade.” “Deus não é Deus de desordem, mas de paz.” A ordem e o projeto definido do universo são prova desse fato. A presença da vida revela que há um dador de vida. Jeová é “a fonte da vida”. — Deu. 32:3, 4; 1 Cor. 14:33; Sal. 36:9, NM.
Outro fato que se destaca na natureza é que o nosso Deus é um Criador Mestre que ama o que é belo. A imponência do levantar e do pôr do sol, a majestade da lua e das estrelas, das flores e das árvores, das lindas cores das escamas dum peixe e das penas de um pavão nos dizem que Jeová ama a beleza. (Sal. 104:24) Sabemos também que Jeová é um Deus amoroso, pois encontramos entre os humanos o amor da mãe para com o filho, o amor entre os homens e as mulheres. Vemos também que a falsidade se trai e a injustiça colhe a recompensa penosa. Podemos imaginar tais qualidades se originarem de um Autor que não saiba nada sobre o amor, a justiça e o juízo? Não, não o podemos. A Bíblia nos diz que “Deus é amor”, que “justiça e juizo são a base, do seu throno”. — 1 João 4:8, NM; Sal. 97:2.
Nada poderia ser mais veraz do que a existência de Deus, visto que tanto a Bíblia como a natureza o testificam tão eloqüentemente. Portanto, na própria Palavra de Deus, os descrentes são apropriadamente chamados de tolos e são justamente julgados como sendo inescusáveis. — Sal. 14:1; Rom. 1:20.
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A sinagoga — precursora da assembléia local cristãA Sentinela — 1962 | 1.° de janeiro
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A sinagoga — precursora da assembléia local cristã
PARA a maioria dos cristãos, hoje em dia, a sinagoga é um lugar desconhecido. Mas isto não se dava com os primeiros cristãos. Muitos deles não só tinham adorado em sinagogas, antes de se tornarem cristãos, mas puderam também observar que as suas assembléias locais seguiam na maior parte o modelo da sinagoga.
A palavra grega para “sinagoga”, synagogé, tinha originalmente o mesmo significado que ecclesía, a saber, assembléia ou congregação. Isto é aparente do modo como se usava a raiz verbal synágo. Um exemplo típico disso acha-se registrado em Mateus 18:20: “Onde dois ou três estão congregados [synágo] em meu nome, alli estou eu no meio delles.” É por isso que “ecclesia” e “sinagoga” são usadas permutavelmente na tradução bíblica da Versão dos Setenta.
Com o passar do tempo, porém, “ecclesia” manteve o seu significado original — razão pela qual a Tradução do Novo Mundo, assim como Tyndale; usa a palavra “congregação” em vez de “igreja” ao traduzi-la — ao passo que “sinagoga” assumiu o significado dum local de reunião dos judeus. No entanto, este termo não perdeu de todo seu significado original, pois a Grande Sinagoga não era um grande edifício, mas era uma assembléia de famosos sábios, com o atributo de decidir o cânon das escrituras hebraicas para os judeus palestinianos. E, dentre as aproximadamente sessenta vezes que “sinagoga” aparece nas Escrituras Gregas Cristãs, nuns três ou quatro casos é também usada neste sentido. Lemos assim a respeito da “sinagoga, chamada dos Libertos”, da “sinagoga de Satanás” e de certos que mostraram parcialidade ao “entrar na vossa sinagoga [reunião, NTR]” algum homem em trajes de luxo. — Atos 6:9; Apo. 2:9; Tia. 2:2, ARA.
A sinagoga judaica teve seu início por ocasião do cativeiro de setenta anos ou pouco depois. Nos dias de Jesus Cristo, cada cidade de algum tamanho tinha a sua própria sinagoga e as cidades maiores tinham mais de uma. Tiberíade gabava-se de doze, e a tradição atribui à Jerusalém centenas delas. O costume era construí-las na vila ou cidade, ou perto
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