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  • O surpreendente projeto das coisas vivas
    A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?
    • Capítulo 11

      O surpreendente projeto das coisas vivas

      1, 2. (a) Que mostra que os cientistas reconhecem a necessidade de um projetista? (b) Todavia, como é que então voltam atrás?

      QUANDO os antropólogos realizam escavações e encontram um pedaço triangular de pederneira afiada, concluem que deve ter sido projetado por alguém para ser a ponta duma flecha. Tais coisas projetadas para uma finalidade — concordam os cientistas — não poderiam ser fruto do acaso.

      2 Quando se trata de coisas vivas, contudo, não raro se relega esta mesma lógica. Não se reputa necessário um projetista. Mas, o organismo unicelular mais simples, ou apenas o ADN de seu código genético, é muito mais complexo do que uma lasca de pederneira. Todavia, os evolucionistas insistem que estas coisas vivas não tiveram projetista, mas foram modeladas por uma série de acontecimentos ocasionais.

      3. Que necessidade reconheceu Darwin, e como tentou preenchê-la?

      3 No entanto, Darwin reconheceu a necessidade de alguma força projetista e atribuiu tal tarefa à seleção natural. “A seleção natural”, disse, “procura a cada instante e em todo o mundo, as variações mais sutis; repele as que são nocivas, conserva e acumula as que são úteis”.1 Este conceito, todavia, está perdendo crédito, atualmente.

      4. Como mudam os conceitos sobre a seleção natural?

      4 Stephen Gould informa que muitos evolucionistas contemporâneos afirmam agora que a mudança substancial “pode não estar sujeita à seleção natural e pode espalhar-se pelas populações ao acaso”.2 Gordon Taylor concorda: “A seleção natural explica pequena parte do que acontece: o grosso continua sem explicação.”3 O geólogo David Raup afirma: “Uma alternativa de importância corrente para a seleção natural tem que ver com os efeitos do puro acaso.”4 Mas, será o “puro acaso” um projetista? Será capaz de produzir as complexidades que constituem o tecido da vida?

      5. Que reconhecimento presta um zoólogo ao projeto (design) e a seu originador?

      5 O zoólogo Richard Lewontin disse que os organismos “parecem ter sido projetados de forma cuidadosa e engenhosa”. Ele os considera “a principal evidência de um Projetista Supremo”.5 Será útil considerarmos algumas de tais evidências.

      Coisas Pequenas

      6. São os organismos unicelulares realmente simples?

      6 Comecemos com as menores coisas vivas: os organismos unicelulares. Certo biólogo afirmou que os animais unicelulares podem “apanhar alimentos, digeri-los, livrar-se dos resíduos, mover-se de uma parte para outra, construir casas, empenhar-se em atividades sexuais” e “sem nenhum tecido, nenhum órgão, nenhum coração e nenhuma mente — realmente têm tudo que nós temos”.6

      7. Como e para que fim as diatomáceas fabricam o vidro, e quão importantes são elas para a vida nos mares?

      7 As diatomáceas [cortadas em dois], organismos unicelulares, extraem silício e oxigênio da água do mar e fabricam vidro, com o que constroem diminutas “caixinhas de pílulas” [frústulas], para conter sua clorofila verde. Certo cientista as exalta tanto por sua importância como por sua beleza: “Estas folhas verdes contidas em porta-jóias constituem pastagens para nove décimos do alimento de tudo que existe nos mares.” Grande parte de seu valor nutritivo repousa no óleo fabricado pelas diatomáceas, que também as ajuda a ficar flutuando próximo da superfície, onde sua clorofila pode tomar um banho de sol.

      8. Com que formas complexas se revestem as diatomáceas?

      8 Seus lindos envoltórios silicosos [frústulas], conta-nos este mesmo cientista, existem em uma “estonteante variedade de formas — cilíndricas, quadrangulares, fusiformes, triangulares, ovais, retangulares — sempre adornados primorosamente por gravuras geométricas. Estas são filigranadas em puro vidro, com tamanha perícia, que um cabelo humano teria de ser cortado ao comprido em quatrocentos pedacinhos para caber entre as marcas.”7

      9. Quão complexas são algumas das casas [“conchas”] que os radiolários constroem?

      9 Certo grupo de animais oceânicos, chamados radiolários [pequenos raios], fabricam vidro e, com ele, constroem “broches de vidro, dotados de longas e finas espículas transparentes que irradiam da esfera central de cristal”. Ou, “pontaletes de vidro são dispostos em forma hexagonal e utilizados para fabricar simples abóbadas geodésicas”. A respeito de certo construtor microscópico, diz-se: “Uma abóbada geodésica não basta para este superarquiteto; tem de ter três abóbadas de vidro trabalhadas em relevo, como renda, uma dentro da outra.”8 Não há palavras que possam descrever estes maravilhosos projetos — é preciso usar gravuras para isso.

      10, 11. (a) O que são esponjas, e o que acontece com as células singulares quando uma esponja é completamente rompida? (b) Que pergunta sobre esqueletos das esponjas os evolucionistas consideram irrespondível, mas o que sabemos?

      10 As esponjas se compõem de milhões de células, mas apenas de poucas espécies diferentes. Explica um compêndio universitário: “As células não estão organizadas em tecidos ou órgãos, todavia, existe uma forma de reconhecimento entre as células que as conserva juntas e as organiza.”9 Caso se esmague uma esponja por coá-la num pano, e ela se separe em seus milhões de células, estas células voltam a unir-se e reconstroem a esponja. As esponjas constroem esqueletos silicosos belíssimos. Uma das mais surpreendentes é a Euplectella (cesta-de-flores-de-Vênus), em forma de cornucópia.

      11 Sobre ela, um cientista diz: “Ao contemplarmos o complexo esqueleto da esponja, tal como o composto de espículas silicosas, que é conhecido como [Euplectella], nossa imaginação fica aturdida. Como poderiam células microscópicas quase independentes colaborar na secreção de um milhão de espículas silicosas e dispô-las em tão intricada e linda rede? Não sabemos.”10 Mas, uma coisa sabemos: O acaso não é seu provável projetista.

      Associação

      12. O que é simbiose, e quais são alguns exemplos dela?

      12 Existem muitos casos em que dois organismos parecem ter sido projetados para viver juntos. Estas associações são exemplos de simbiose (vida em comum). Certos figos e vespas precisam uns dos outros para reproduzir-se. As térmites comem madeira, mas precisam de protozoários em seu corpo para digeri-la. Similarmente, as vacas, cabras e camelos não poderiam digerir a celulose existente na grama sem a ajuda de bactérias e protozoários que vivem em seu interior. Certo informe declara: “A parte do estômago duma vaca em que ocorre a digestão tem um volume de cerca de 95 litros — e contém 10 bilhões de microorganismos em cada gota.”11 As algas e os fungos se associam e se tornam liquens [ou, líquenes]. Apenas então podem crescer em rochas desnudas para começar a transformar rochas em solo.

      13. Que perguntas suscita a associação entre as formigas picantes e as acácias?

      13 As formigas picantes vivem nos espinhos ocos das acácias. Mantêm afastados os insetos folífagos e cortam e matam trepadeiras que tentam subir pela árvore. Por sua vez, a árvore segrega um fluido açucarado que as formigas muito apreciam, e também produz pequeno fruto falso, que serve de alimento das formigas. Será que foi a formiga que protegeu primeiro a árvore e então a árvore a retribuiu com frutos? Ou será que foi a árvore que produziu frutos para a formiga, e a formiga então, agradecida, deu-lhe proteção? Ou será que tudo isso aconteceu de uma só vez por acaso?

      14. Que provisões e mecanismos especiais utilizam as flores para atrair insetos para a polinização?

      14 Entre os insetos e as flores existem muitos casos de tal cooperação. Os insetos polinizam as flores, e, em troca, as flores alimentam os insetos de pólen e de néctar. Algumas flores produzem dois tipos de pólen. Um fecunda as sementes, o outro é estéril, mas alimenta os insetos visitantes. Muitas flores dispõem de marcas e odores especiais para guiar os insetos ao néctar. A caminho, os insetos polinizam a flor. Algumas flores possuem um mecanismo de disparo. Quando os insetos tocam no disparo, são atingidos pelas anteras que contêm o pólen.

      15. Como é que a flor Dutchman’s pipe garante sua polinização, e que perguntas suscita isto?

      15 À guisa de exemplo, as aristoloquiáceas (Dutchman’s pipe; tipo de jarrinha) não podem polinizar-se sozinhas, mas precisam de insetos para trazer o pólen de outra flor. A planta possui uma folha tubular que envolve sua própria flor, e esta folha é revestida de cera. Os insetos, atraídos pelo odor da flor, pousam na folha e descem pelo escorrega ceráceo para uma câmara no fundo. Ali, estigmas maduros recebem o pólen que os insetos trouxeram, e dá-se a polinização. Mas, por mais três dias, os insetos ficam enredados ali pelos pêlos e escorregas ceráceos. Depois disso, o próprio pólen da flor amadurece e empoeira os insetos. Somente então os pêlos murcham, e os escorregas ceráceos se inclinam até ficarem no nível. Os insetos saem andando e, com seu novo suprimento de pólen, voam para outra flor Dutchman’s pipe para polinizá-la. Os insetos não se importam com esta visita de três dias, uma vez que se refestelam de néctar ali estocado para eles. Será que tudo isto aconteceu por acaso? Ou aconteceu por projeto inteligente?

      16. Como é que algumas orquídeas Ophrys e a orquídea do gênero Coryanthes conseguem ser polinizadas?

      16 Alguns tipos de orquídeas do gênero Ophrys (Ofrídeas) têm, em suas pétalas, uma figura da fêmea da vespa, com olhos, antenas, asas e tudo. Até mesmo exala o cheiro duma fêmea em estágio de acasalamento! O macho vem acasalar-se, mas apenas poliniza a flor. Outra orquídea, do gênero Coryanthes (Coriante) possui um néctar fermentado que faz com que a abelha fique com pés vacilantes; ela escorrega num cálice de líquido e a única forma de sair é contorcer-se sob um estigma que enche a abelha de pólen.

      “Fábricas” da Natureza

      17. Como é que as folhas e as raízes operam juntas para nutrir as plantas?

      17 As folhas verdes das plantas alimentam o mundo, direta ou indiretamente. Mas, não podem operar sem o auxílio de diminutas raízes. Milhões de radículas — cada ponta de raiz dispondo de uma calota protetora, cada calota sendo lubrificada com óleo — abrem caminho através do solo. Filamentos radiculares atrás da calota oleosa absorvem a água e os minerais, que percorrem diminutos tubos no lenho seivoso que levam às folhas. Nas folhas, fabricam-se açúcares e aminoácidos, e estes nutrientes são enviados a toda a árvore e às raízes.

      18. (a) Como é que a água consegue ir das raízes até as folhas, e o que mostra que este sistema é mais do que adequado? (b) O que é transpiração, e como contribui para o ciclo da água?

      18 Certas características do sistema circulatório das árvores e das plantas são tão surpreendentes que muitos cientistas as consideram quase que milagrosas. Primeiro, como é bombeada a água a 60 ou 90 metros acima do solo? A pressão radicular a faz iniciar sua trajetória, mas, no tronco, outro mecanismo passa a atuar. As moléculas de água se mantêm coesas. Graças a tal coesão, à medida que a água evapora das folhas, as diminutas colunas de água são puxadas como cordas — cordas que vão das raízes às folhas, e se movem a até 60 metros horários. Este sistema, segundo se afirma, poderia elevar a água numa árvore que tivesse 3.200 metros de altura! À medida que a água em excesso evapora das folhas (o que se chama de transpiração), bilhões de toneladas de água são recicladas para o ar, a fim de cair mais uma vez em forma de chuva — um sistema perfeitamente projetado!

      19. Que serviço vital é executado pela associação de algumas raízes e certas bactérias?

      19 Ainda há mais. As folhas precisam de nitratos ou de nitritos do solo para fabricar os aminoácidos vitais. Certas quantidades são colocadas no solo pelos relâmpagos e por certas bactérias livres. Compostos nitrogenados em quantidades adequadas são também formados por leguminosas — plantas tais como ervilha, trevo, feijão e alfafa. Certas bactérias penetram em suas raízes, e as raízes suprem carboidratos às bactérias, daí as bactérias transformam, ou fixam, o nitrogênio do solo em nitratos e nitritos utilizáveis, produzindo anualmente cerca de 222 quilos por hectare.

      20. (a) O que faz a fotossíntese, onde ocorre, e quem compreende tal processo? (b) Como é que certo biólogo a encara? (c) Como podem ser chamadas as plantas verdes, como é que são mesmo excepcionais, e que perguntas são apropriadas?

      20 Ainda há outras coisas. As folhas verdes obtêm energia do sol, o bióxido de carbono do ar e água das raízes das plantas para fabricar açúcar e liberar oxigênio. Este processo é chamado de fotossíntese e ocorre em corpúsculos celulares chamados cloroplastos — tão diminutos que 400.000 deles podem caber dentro do ponto no fim desta frase. Os cientistas não compreendem plenamente este processo. “Há cerca de setenta reações químicas distintas envolvidas na fotossíntese”, afirmou certo biólogo. “Trata-se verdadeiramente de um acontecimento milagroso.”12 As plantas verdes têm sido chamadas de “fábricas” da natureza — lindas, silenciosas, não-poluidoras, produzindo oxigênio, reciclando a água e alimentando o mundo. Surgiram simplesmente por acaso? É isso realmente algo crível?

      21, 22. (a) Que disseram dois famosos cientistas ao testemunhar sobre a inteligência existente no mundo natural? (b) Como é que a Bíblia arrazoa sobre este assunto?

      21 Alguns dos mais famosos cientistas do mundo acham isso difícil de crer. Vêem a inteligência no mundo natural. O físico Robert A. Millikan, Prêmio Nobel, embora crente na evolução, disse realmente numa reunião promovida pela Sociedade Americana de Física: “Há uma Divindade que molda as nossas finalidades . . . Uma filosofia puramente materialista é, para mim, o cúmulo da falta de inteligência. Os homens sábios de todas as eras têm sempre visto o suficiente para, ao menos, torná-los reverentes.” Em seu discurso, ele citou as palavras notáveis de Albert Einstein, em que Einstein disse que ele tentava “compreender humildemente nem que seja uma infinitésima parte da inteligência manifesta na natureza”.13

      22 Estamos cercados pela evidência de design ou projeto, em infindável variedade e estupenda complexidade, o que indica uma inteligência superior. Tal conclusão é também expressa na Bíblia, onde se atribui o projeto a um Criador cujas “qualidades invisíveis são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade, de modo que eles são inescusáveis”. — Romanos 1:20.

      23. Que conclusão razoável exprime o salmista?

      23 Havendo tanta evidência de projeto na vida ao nosso redor, parece mesmo “inescusável” afirmar que o acaso não-dirigido acha-se por trás dela. Assim sendo, certamente não é desarrazoado o salmista atribuir o crédito a um Criador inteligente: “Quantos são os teus trabalhos, ó Jeová! A todos eles fizeste em sabedoria. A terra está cheia das tuas produções. Quanto a este mar, tão grande e largo, há ali inúmeras coisas que se movem, criaturas viventes, tanto pequenas como grandes.” — Salmo 104:24, 25.

  • Quem o fez primeiro?
    A Vida — Qual a Sua Origem? A Evolução ou a Criação?
    • Capítulo 12

      Quem o fez primeiro?

      1. Que disse certo biólogo a respeito dos inventores humanos?

      “SUSPEITO”, disse certo biólogo, “que não somos os inovadores que julgamos ser; somos simples repetidores”.1 Muitas vezes, os inventores humanos apenas repetem aquilo que as plantas e os animais já fazem há milhares de anos. Esta imitação das coisas vivas é tão prevalecente que adquiriu seu próprio nome — biônica.

      2. Que comparação teceu outro cientista entre a tecnologia humana e a da natureza?

      2 Outro cientista afirma que praticamente todas as áreas básicas da tecnologia humana “foram iniciadas e utilizadas com vantagem por coisas vivas . . . antes de a mente humana aprender a entender e a dominar as funções delas”. De forma interessante, ele acrescenta: “Em muitas áreas, a tecnologia humana ainda está muito atrás da natureza.”2

      3. Que perguntas se deve ter presente ao se considerarem alguns exemplos de biônica?

      3 Ao refletir sobre estas habilidades complexas das criaturas vivas, que os inventores humanos têm tentado copiar, parece-lhe razoável crer que aconteceram somente por acaso? E aconteceram, não apenas uma vez, porém muitas vezes, em criaturas não-aparentadas? Não são estes os tipos de projeto intricado que a experiência nos ensina que só podem ser produto de brilhante projetista? Julga realmente que apenas o acaso poderia criar o que, mais tarde, exigiu homens bem dotados para copiar? Tenha presente tais perguntas, ao considerar os seguintes exemplos:

      4. (a) Como é que as térmites refrigeram suas casas? (b) Que pergunta os cientistas não conseguem responder?

      4 AR CONDICIONADO. A tecnologia moderna refrigera muitas casas. Muito antes, porém, as térmites (cupins) também refrigeravam as delas, e ainda o fazem. Seu ninho acha-se no centro de um grande cupinzeiro. Dele, o ar quente ascende para uma rede de condutos de ar próximo da superfície. Ali, o ar viciado se difunde por laterais porosas, e ar fresco refrigerado penetra e desce para uma câmara de ar no fundo do cupinzeiro. Dali, circula pelo ninho. Alguns cupinzeiros possuem aberturas na base, onde entra o ar fresco, e, no tempo quente, a água trazida do subsolo evapora, desta forma refrigerando o ar. Como é que milhões de trabalhadores cegos coordenam seus esforços para construir estruturas tão engenhosas? O biólogo Lewis Thomas responde: “O simples fato de exibirem algo parecido a uma inteligência coletiva já é um mistério.”3

      5-8. Que aprenderam os projetistas de avião a respeito das asas das aves?

      5 AVIÕES. O design das asas de aviões aproveita, no decorrer dos anos, o estudo das asas das aves. A curvatura das asas da ave fornece a força ascensional necessária para sobrepor-se à força descendente da gravidade. Mas, quando a asa se curva em demasia, há o perigo de estol, ou perda de velocidade. Para evitar o estol, a ave possui, nas bordas de ataque de suas asas, fileiras, ou flaps, de penas que se erguem à medida que aumenta a inclinação da asa (1, 2). Estes flaps mantêm a sustentação por impedir que a corrente principal de ar se separe da superfície da asa.

      6 Ainda outra característica para o controle da turbulência e para impedir o “stalling out”, é a álula (3), pequena série de penas que a ave pode erguer como um polegar.

      7 Nas pontas das asas tanto das aves como dos aviões, formam-se remoinhos e estes produzem resistência ao avanço. As aves minimizam isto de duas formas. Algumas, como os andorinhões e os albatrozes, possuem asas longas e delgadas, com pequenas pontas, e este design elimina a maior parte da turbulência. Outras, como os grandes gaviões e abutres, possuem asas largas que provocariam grande turbulência, mas isto é evitado quando as aves estendem, como dedos, as penas primárias nas pontas das asas. Isto transforma estas pontas rombudas em diversas pontinhas estreitas que reduzem a turbulência e a resistência ao avanço (4).

      8 Projetistas de aviões adotaram muitas destas características. A curvatura das asas lhes dá força ascendente. Diversos flaps e aletas atuam para controlar o fluxo de ar ou para agir como freios. Alguns aviões pequenos reduzem a resistência nas pontas das asas por montarem placas achatadas em ângulo reto para com a superfície das asas. As asas dos aviões, porém, ainda estão muito longe das maravilhas de engenharia que são as asas das aves.

      9. Que animais e plantas precederam o homem na utilização de anticongelantes, e quão eficazes são eles?

      9 ANTICONGELANTES. Os humanos empregam o glicol nos radiadores de carros como anticongelante. Mas certas plantas microscópicas usam o quimicamente similar glicerol para não ficarem congeladas nos lagos da Antártida. É também encontrado nos insetos que sobrevivem em temperaturas de 20° centígrados abaixo de zero. Há peixes que produzem seu próprio anticongelante, habilitando-os a viver nas águas gélidas da Antártida. Algumas árvores sobrevivem a temperaturas de 40° centígrados abaixo de zero por conterem “água puríssima, sem partículas de pó ou de sujeira, sobre as quais possam formar-se cristais de gelo”.4

      10. Como é que certos besouros-d’água fabricam e utilizam aparelhos de respiração subaquática?

      10 RESPIRAÇÃO SUBAQUÁTICA. As pessoas prendem tanques de ar nas costas e ficam debaixo d’água até uma hora. Certos besouros-d’água fazem isso com mais simplicidade e permanecem submersos por mais tempo. Apoderam-se duma bolha de ar e submergem. A bolha serve como pulmão. Ela retira bióxido de carbono do besouro e o difunde na água, e extrai o oxigênio dissolvido na água, para ser utilizado pelo besouro.

      11. Quão extensivos são os relógios biológicos na natureza, e quais são alguns exemplos?

      11 RELÓGIOS. Muito antes de as pessoas empregarem relógios de sol, os relógios existentes em organismos vivos mediam o tempo com exatidão. Quando a maré está em baixa, plantas microscópicas chamadas diatomáceas assomam à superfície da areia úmida das praias. Quando a maré está em alta, as diatomáceas se enterram de novo na areia. Todavia, em areia em laboratório, sem qualquer fluxo e refluxo de marés, seus relógios ainda as fazem subir e descer no compasso das marés. Os caranguejos chama-maré adquirem uma coloração mais escura e aparecem na maré baixa, ficam pálidos e recolhem-se a seus buracos na maré alta. No laboratório, longe do oceano, ainda registram o tempo de acordo com as marés mutantes, ficando escuros ou claros conforme a maré suba ou desça. As aves conseguem navegar pelo sol e pelas estrelas, que mudam de posição segundo a passagem do tempo. Devem ter relógios internos que compensem tais mudanças. (Jeremias 8:7) Das plantas microscópicas às pessoas, milhões de relógios internos estão tiquetaqueando.

      12. Quando foi que os homens começaram a utilizar bússolas rudimentares, mas, como estas já eram empregadas muito tempo antes?

      12 BÚSSOLAS. Por volta do século 13 EC, os homens começaram a utilizar uma agulha magnética que flutuava numa tina de água — uma bússola rudimentar. Mas, não era nada novo. As bactérias contêm fios de partículas de magnetita exatamente do tamanho certo para servir de bússola. Estes as guiam a seus ambientes preferidos. Tem-se encontrado a magnetita em muitos outros organismos — em aves, abelhas, borboletas, golfinhos, moluscos e outros. Experimentos indicam que os pombos-correios podem voltar para casa por sentirem o campo magnético da Terra. É agora geralmente aceito que um dos modos de as aves migradoras acharem seu caminho é por meio de bússolas magnéticas existentes em sua cabeça.

      13. (a) Como é que os manguezais conseguem viver em água salgada? (b) Que animais conseguem beber água salgada, e como o fazem?

      13 DESSALINIZAÇÃO. Os homens constroem grandes usinas para dessalinizar a água do mar. Os manguezais possuem raízes que sugam a água do mar, porém a filtram através de membranas que removem o sal. Uma espécie de mangue, Avicennia, utilizando glândulas na parte inferior das folhas, livra-se do excesso de sal. Aves marinhas, tais como as gaivotas, os pelicanos, os corvos-marinhos, os albatrozes e os petréis, bebem água do mar e, por meio de glândulas localizadas na cabeça, removem o excesso de sal que penetra em sua corrente sangüínea. Também os pingüins, as tartarugas-marinhas e as iguanas-marinhas bebem água salgada, removendo o sal em excesso.

      14. Quais são alguns exemplos de criaturas que geram eletricidade?

      14 ELETRICIDADE. Cerca de 500 variedades de peixes elétricos possuem baterias. O peixe-gato africano pode gerar 350 volts. A gigantesca arraia elétrica do Atlântico Norte emite pulsações de 50 ampères, de 60 volts. Choques da enguia elétrica sul-americana têm sido medidos como atingindo até 886 volts. “Conhecem-se onze diferentes famílias de peixes que incluem espécies dotadas de órgãos elétricos”, diz certo químico.5

      15. Que várias atividades de lavoura realizam os animais?

      15 LAVOURA. Durante eras, os homens têm arado o solo e criado gado. Mas, muito antes disso, as formigas-cortadoras-de-folhas já eram lavradoras. Para obter alimento, cultivavam fungos num monte de adubo que fabricavam com folhas e seus resíduos orgânicos. Algumas formigas mantêm afídeos como se fora gado, sorvem deles o melaço que produzem e até mesmo constroem estábulos para abrigá-los. As formigas-colhedeiras estocam sementes em celeiros subterrâneos. (Provérbios 6:6-8) Certo besouro poda as mimosas. As picas e as marmotas cortam, curam e estocam o feno.

      16. (a) Como é que as tartarugas-marinhas, algumas aves e os aligátores incubam seus ovos? (b) Por que a tarefa do macho da leipoa é muito desafiadora, e como ele a executa?

      16 INCUBADEIRAS. O homem fabrica incubadeiras para chocar ovos, mas, nisto, é recém-chegado. As tartarugas-marinhas e algumas aves põem ovos na areia quente, para incubarem. Outras aves põem ovos nas cinzas quentes de vulcões para incubarem. Às vezes, aligátores cobrem os ovos com matéria vegetal em decomposição, para gerar calor. Mas, nisto, o perito é o macho da leipoa. Ele escava grande buraco, enche-o de matéria vegetal, e recobre-o com areia. A vegetação em fermentação aquece o montículo, a leipoa-fêmea põe um ovo nele por semana, durante seis meses, e por todo esse tempo, o macho verifica a temperatura por enfiar o bico no montículo. Por adicionar ou retirar areia, mesmo de um tempo abaixo de zero até um tempo muito quente, ele conserva sua incubadeira em 33,3° centígrados.

      17. Como é que o polvo e o calamar utilizam a propulsão a jato, e que animais não-aparentados também a utilizam?

      17 PROPULSÃO A JATO. Atualmente, quando viaja de avião, provavelmente está sendo impulsionado a jato. Muitos animais também são impulsionados a jato e o têm sido já por milênios. Tanto o polvo como o calamar são excepcionais nisto. Sugam a água numa câmara especial e, então, por meio de poderosos músculos, expulsam-na, impulsionando-se fortemente para a frente. Utilizam também a propulsão a jato: o argonauta, a vieira, a medusa, as larvas da libélula e até mesmo alguns plânctons oceânicos.

      18. Quais são alguns dentre muitas plantas e animais que possuem luzes, e em que sentido suas luzes são mais eficientes do que as do homem?

      18 ILUMINAÇÃO. Dá-se a Thomas Edison o crédito pela invenção da lâmpada elétrica. Mas, ela não é muito eficiente, uma vez que perde energia em forma de calor. Os vaga-lumes fazem melhor, ao acenderem e apagarem suas luzinhas. Produzem luz fria que não perde energia alguma. Muitas esponjas, fungos, bactérias e vermes brilham reluzentemente. A larva de certo besouro sul-americano (railroad worm) é como um trem em miniatura, movimentando-se com sua “luz dianteira” vermelha e 11 pares de “janelas” brancas ou verde-pálidas. Muitos peixes possuem luzes: o peixe flashlight, o peixe-sapo, o peixe-lanterna, o peixe-víbora e o peixe-constelação, para citar alguns. Certos microorganismos na rebentação oceânica iluminam e reluzem aos milhões.

      19. Quem já fabricava papel muito antes do homem, e como é que um dos fabricantes de papel insula sua casa?

      19 PAPEL. Os egípcios o fabricavam há milhares de anos. Mesmo assim, estavam muito atrasados em comparação com as vespas, as vespas malhadas de amarelo e os vespões. Estes operários alados mastigam madeira apodrecida, produzindo um papel cinzento para construir seus ninhos. Os vespões penduram seus grandes ninhos redondos numa árvore. A cobertura externa é composta de muitas camadas de papel duro, separadas por espaços estanques. Isto insula o ninho do calor e do frio de forma tão eficaz como o faria um muro de tijolos, de 40 centímetros de espessura.

      20. Como é que certo tipo de bactéria se impulsiona, e como têm reagido a isto os cientistas?

      20 MOTOR ROTATIVO. Bactérias microscópicas antecederam o homem em milhares de anos na fabricação do motor rotativo. Certa bactéria possui apêndices capilares retorcidos em conjunto para formar uma espiral dura, como um saca-rolhas. Ela gira este saca-rolhas como a hélice dum navio e se impulsiona à frente. Pode até inverter a rotação de sua máquina! Mas como ela funciona não é inteiramente entendido. Um comunicado afirma que a bactéria pode atingir velocidades equivalentes a 48 quilômetros horários, e diz que a “natureza havia, com efeito, inventado a roda”.6 Conclui um pesquisador: “Um dos conceitos mais fantásticos em biologia tornou-se verdadeiro: A natureza produziu deveras um motor rotativo, completo com engate, eixo rotativo, mancais, e transmissão de potência rotativa.”7

      21. Como é que diversos animais, sem nenhum parentesco entre si, empregam o sonar?

      21 SONAR. O sonar dos morcegos e dos golfinhos ultrapassa a cópia feita pelo homem. Num aposento escuro, colocando-se finos fios de lado a lado, os morcegos voam de um lado para outro e jamais tocam nos fios. Seus sinais sonoros supersônicos repicam nestes objetos e retornam aos morcegos, que então utilizam a ecolocação para evitá-los. As toninhas e as baleias fazem a mesma coisa na água. Os guácharos utilizam a ecolocação ao entrarem e saírem de cavernas escuras em que repousam, emitindo agudos cliques para guiá-los.

      22. Como é que o princípio do lastro, utilizado nos submarinos, funciona em vários animais diferentes, e sem nenhum parentesco entre si?

      22 SUBMARINOS. Muitos submarinos já existiam antes de os homens os inventarem. Os radiolários microscópicos possuem gotículas oleosas em seu protoplasma, mediante as quais regulam seu peso, e, desta forma, ascendem ou descem no oceano. Os peixes difundem o gás para dentro ou para fora de suas bexigas natatórias, alterando sua flutuabilidade. Dentro de sua concha, o argonauta possui câmaras ou tanques de flutuação. Por alterar a proporção de água e gás nestes tanques, regula sua profundidade. O osso (a concha interna calcária do molusco) da siba está repleto de cavidades. Para controlar sua flutuabilidade, este molusco parecido com o polvo bombeia água para fora de seu esqueleto e permite que o gás encha a cavidade esvaziada. Assim, as cavidades do osso da siba funcionam justamente como os tanques de água dum submarino.

      23. Que animais utilizam órgãos sensíveis ao calor, e quão exatos são eles?

      23 TERMÔMETROS. A partir do século 17, os homens desenvolveram termômetros, mas estes são rudimentares em comparação com alguns encontrados na natureza. As antenas dum mosquito podem sentir uma mudança de 1/300 dum grau. Uma cascavel possui orifícios na cabeça por meio dos quais pode sentir uma mudança de 1/600 dum grau. Uma jibóia responde, em 35 milésimos de segundo, a uma mudança de calor de uma fração dum grau. Os bicos da leipoa e do peru-de-matagal-de-cabeça-vermelha podem sentir a diferença de temperatura de até um grau. [Nota: Todas as referências aqui são a um grau Fahrenheit.]

      24. De que expressão estes exemplos nos fazem lembrar?

      24 Todas estas cópias feitas por humanos dos animais fazem-nos lembrar o que a Bíblia sugere: “Pergunte aos animais do campo, às aves dos céus, aos peixes do mar, à própria terra, e eles todos responderão.” — Jó 12:7, 8, A Bíblia Viva.

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