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  • Pode ter uma relação íntima com Deus?
    A Sentinela — 1979 | 15 de outubro
    • Pode ter uma relação íntima com Deus?

      “A intimidade com Jeová pertence aos que o temem, também seu pacto, para fazer que o conheçam.” — Sal. 25:14.

      1. Que relação tem Deus com todas as pessoas?

      DEUS, sendo o Criador, tem uma certa relação com todas as pessoas O apóstolo Paulo disse a um grupo de filósofos, em Atenas: “Ele mesmo dá a todos vida, e fôlego, e todas as coisas.” (Atos 17:25) Mas, os que persistem em ser iníquos não podem ter intimidade com ele (Pro. 3:32) Não obstante, ele lhes permite ter filhos, usufruir as boas coisas da terra e ter a oportunidade de se arrependerem, caso estejam inclinados a isso. — Atos 14:16, 17.

      2. O que se requer para se obter o favor de Deus, e podem os homens satisfazer este requisito?

      2 Contudo, requer uma relação mais íntima do que a de mera criatura de Deus para receber o seu favor e tê-lo como amigo, e companheiro íntimo. É essencial estar em harmonia com ele e seus propósitos para se esperar obter a vida eterna. O maravilhoso é que todos podem ter esta relação, se realmente a desejarem, depois de se lhes apresentar a oportunidade, pois, o apóstolo Paulo disse aos atenienses que Deus providenciou também para os homens “buscarem a Deus, se tateassem por ele e realmente o achassem, embora, de fato, não esteja longe de cada um de nós”. — Atos 17:27.

      3. Que barreira existente entre Deus e si mesmos precisam reconhecer todos os que esperam dirigir-se a Deus?

      3 O que está envolvido em buscar a Deus? Que ação toma ele para com aquele que sinceramente o busca? O obstáculo para nos chegarmos a Deus é a pecaminosidade humana. Nossos pecados podem impedir a comunicação assim como se fossem uma pesada massa de nuvens. (Veja Lamentações 3:44.) Podem fazer com que nem mesmo queiramos recorrer a Deus; podem fazer-nos sentir impuros e indignos de nos dirigirmos a ele. No entanto, se não reconhecemos que todos somos pecadores, fazendo cada dia aquilo pelo qual até a nossa própria consciência nos condena, não estamos em condições de nos dirigir a Deus, e Deus não ouve as orações daqueles que não reconhecem este fato, que se aplica universalmente a todos os homens. — 1 Ped. 3:12.

      A BASE É A MORTE E RESSURREIÇÃO DE CRISTO

      4. De que modo tomou Deus a iniciativa para eliminar a barreia para a comunicação e a intimidade com ele?

      4 Na realidade, o próprio Deus tomou a iniciativa para se ter uma relação com ele, por providenciar a eliminação desta barreira para a comunicação e a intimidade. Qual foi esta providência? O apóstolo Paulo responde: “Deus recomenda a nós o seu próprio amor, por Cristo ter morrido por nós enquanto éramos ainda pecadores.” (Rom. 5:8) Cristo era homem perfeito e sem pecado, quando esteve na terra, mas tomou sobre si a punição de todos os pecadores, como se ele fosse tal. Embora inocente, sofreu a pena total pelos pecados da humanidade. O apóstolo Pedro nos diz: “Ele mesmo levou os nossos pecados no seu próprio corpo, no madeiro. E ‘pelos seus vergões fostes sarados’.” (1 Ped. 2:24) Deus tomou este propósito séculos antes, conforme predisse o profeta Isaías: “Ele estava sendo traspassado pela nossa transgressão; estava sendo esmigalhado pelos nossos erros.” (Isa. 53:5) A ação de Jesus Cristo em substituir a humanidade contrabalançou todas as demandas de justiça pelos pecados cometidos, e lançou a base para a eliminação da condenação de todos os que reconhecem seus próprios pecados e exercem fé no arranjo de Deus. — Rom. 8:1.

      5. Por que era essencial para nós não só a morte de Jesus, mas também a sua ressurreição?

      5 Além disso, não ter Cristo permanecido morto, mas ter sido ressuscitado e estar agora vivo, garante a sua ajuda sempre-presente, de modo que se pode ter uma relação íntima com Deus. As Escrituras nos asseguram: “Ele foi entregue [ao sofrimento e à morte] por causa das nossas falhas e foi levantado para que fôssemos declarados justos.” (Rom. 4:25) Ele compareceu na presença de Deus para apresentar o valor de seu sacrifício. Hoje, ele é o glorificado Jesus a quem João observou numa visão no meio de sete candelabros de ouro, representando a congregação cristã, e com sete estrelas, ou o corpo de superintendentes ungidos, na sua mão direita (Rev. 1:12-16) Sobre ele, qual nosso Sumo Sacerdote vivo, está escrito: “Ele é também capaz de salvar completamente os que se aproximam de Deus por intermédio dele, porque está sempre vivo para interceder por eles.” — Heb. 7:25.

      6, 7. De que modo morreu Cristo “no que se refere ao pecado”, mas vive “no que se refere a Deus”?

      6 Portanto, quem deposita fé em Cristo pode viver, não como alguém espiritualmente morto por causa de seus pecados, impedido de comunicar-se com Deus, mas como alguém vivo, servindo a Deus de modo positivo e edificante, obedecendo ativamente às ordens de Deus e edificando outros. A respeito disso, o apóstolo disse aos “santos” em Roma: “Pois sabemos que Cristo não morre mais, agora que tem sido levantado dentre os mortos; a morte não domina mais sobre ele. Quanto à morte em que morreu, ele morreu uma vez para sempre no que se refere ao pecado; mas a vida que ele vive, ele vive no que se refere a Deus. Do mesmo modo também vós: considerai-vos deveras mortos no que se refere ao pecado, mas vivos no que se refere a Deus, por Cristo Jesus.” — Rom. 1:7; 6:9-11.

      7 O apóstolo salienta aqui que Cristo veio à terra com o propósito específico de lidar com aquela coisa impura e detestável — o pecado — algo odiado, sim, abominado tanto por Deus como por Cristo. (Heb. 1:9) Embora Cristo sempre se deleitasse em fazer a vontade de seu Pai, o pecado é inimigo, e, para eliminar o pecado, Jesus teve de passar por muitas experiências repugnantes e desagradáveis. Pouco antes de morrer, ele disse: “Está consumado!” (João 19:30) De modo que sofreu e morreu com referência ao pecado — para eliminar o pecado. Mas agora “vive no que se refere a Deus”. Ele está para sempre glorificado no céu, em associação com Deus, porque o seu sacrifício não precisa ser repetido. Depois de realizado isso, pôde empreender uma obra edificadora, a de levar as pessoas novamente a uma relação íntima com Deus e realizar a vontade de Deus para com todos os que desejam ter vida. — Heb. 7:25; 8:1; 9:28.

      DEUS ATRAI HOMENS A CRISTO

      8, 9. Como atrai Deus as pessoas a Cristo?

      8 Jeová Deus expressou grande amor e benignidade imerecida para com os homens por fazer tal arranjo. E, além disso, Deus está trabalhando em conexão com o seu propósito. É Deus quem atrai os de coração reto a Cristo. Jesus disse: “Ninguém pode vir a mim, a menos que o Pai, que me enviou, o atraia.” Disse que seus apóstolos lhe foram dados pelo Pai. — João 6:37, 39, 44

      9 Como é que Deus atrai? Certamente, isso não é feito de modo arbitrário, parcial, ou por compelir alguém. A vontade do homem obstinado e pecador não se inclina por natureza a se sujeitar a Deus. Mas Deus pode causar uma mudança na vontade da pessoa. Ele sabe o que há no íntimo do coração da pessoa. Pode assim não somente fazer com que ele ouça falar de Cristo e o caminho da salvação, mas pode dar-lhe também entendimento desta provisão. Pode abrir olhos cegos. Atrair Deus homens e mulheres para terem fé em Cristo, durante este sistema de coisas, embora eles mesmos nunca o teriam feito por iniciativa própria, é dar ao coração deles conhecimento da idoneidade de Cristo, da maravilhosa vantagem de estarem unidos com ele.

      10. Que efeito tem sobre a pessoa sincera ser ela atraída por Deus?

      10 Daí, a própria pessoa deseja de coração seguir a Cristo e estar em união com ele, assim como as pessoas, quando realmente vêem e percebem a bondade de alguém, desejam chegar-se a ele e ser amigos dele. Um exemplo da ação de Deus de atrair corações é encontrado no povo do antigo Israel, nos dias de Davi, filho de Jessé. Deus prometera a Davi o reino. Quando chegou o tempo para Deus dar o reino a Davi, ele atraiu o coração do povo a Davi, para servir voluntariamente sob ele. (2 Sam 2:4; 3:36; 5:1-3) Assim Deus atrai o coração dos homens a Cristo.

      A VONTADE INDIVIDUAL PRECISA OPERAR

      11. Que papel desempenha a vontade da pessoa em chegar-se ela a Cristo, e como é mudada a vontade de alguém que não estava informado?

      11 Não é o caso que a vontade da pessoa não tenha nada que ver com isso. Embora inicialmente ela talvez não tenha vontade de ir ativamente a Cristo, esta vontade pode mudar quando aprende — quando se abrem ‘os olhos de seu coração’. (Efé. 1:18) Jesus citou a profecia de Isaías a respeito dos que se tornam filhos da mulher celestial de Jeová, Sião, durante este sistema de coisas, dizendo: “Está escrito nos Profetas: ‘E todos eles serão ensinados por Jeová.’ Todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.” (João 6:45; Isa. 54:1, 13) A pessoa, vendo e entendendo, muda de vontade. Se não quiser fazer isso, não é compelida a fazê-lo. Entendimento traz fé, e a fé exercida pela pessoa induz Deus e seu Filho a aceitá-la, assim como Jesus disse mais tarde aos seus seguidores: “Quem tem os meus mandamentos e os observa, este é o que me ama. Por sua vez, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me mostrarei claramente a ele. . . . Se alguém me amar, observará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós iremos a ele e faremos a nossa residência com ele.” — João 14:21-23.

      12. Como é que Cristo, por sua vez, achega a pessoa mais a Deus?

      12 Visto que o Pai sempre foi invisível aos homens, ele se revela por meio de Cristo, porque Jesus, quando na terra, revelou a excelente personalidade de Deus, a ponto de poder dizer: “Quem me tem visto, tem visto também o Pai.” (João 14:9) Quando aqueles que têm fé se chegam a Jesus, passam a conhecer o Pai cada vez mais de perto, sendo que Cristo lhes abre o coração para entender a profundeza e a excelência das qualidades de Deus.

      13. Que conceito precisa a pessoa ter sobre si mesma para poder dirigir-se de modo aceitável a Deus?

      13 Então, que medidas deve tomar a pessoa para obter a aproximação a Deus e a intimidade com ele? Ela precisa sentir necessidade, reconhecendo que nem tudo é plenamente satisfatório na sua vida. Precisa encarar-se como imperfeita, não auto-suficiente, reconhecendo que é pecadora e admitindo a futilidade de sua situação. Caso alguém não tenha pleno apreço de sua situação precária, um exame da Lei dada por Deus a Israel, por intermédio de Moisés, o convencerá de que é inteiramente pecador. O objetivo da Lei era mostrar que nenhum homem é justo, e também para fazer o pesquisador sincero ver a necessidade dum resgatador. — Gál. 3:19, 24.

      14. Que medidas adicionais precisa tomar aquele que quer ter uma relação com Deus?

      14 Sentindo esta necessidade, o sensato examinará a Bíblia com sinceridade e seriedade, e aprenderá o caminho de Deus por meio de Cristo. Quando passa a dar-se conta de sua total falta de relação com Deus, fica também convencido da verdadeira maldade do pecado e do que lhe causou. Passa a compreender que realmente é inimigo de Deus. Daí, quer mudar. (Rom. 5:10) Concordemente, ele se arrepende e pede perdão. Em tudo isso precisa reconhecer que não é sua própria perspicácia superior ou sua bondade, mas Deus quem o atrai. Verifica assim que pode obter este perdão à base do sacrifício expiatório de Cristo. Uma vez que chega a conhecer e a apreciar o propósito de Deus, ele expressa o desejo e a decisão de se tornar servo plenamente dedicado de Deus, demonstrando esta fé e decisão perante outros por pedir o batismo em água.

      UMA NOVA CONDIÇÃO PERANTE DEUS

      15. O que é a “boa consciência” que o batizando solicita?

      15 Por meio deste batismo, a pessoa solicita a Deus uma boa consciência. (1 Ped. 3:21) Ter uma “boa consciência” significa que o sentimento de culpa, pelos pecados passados, não mais lhe pesam na consciência. Significa, além disso, que tem uma nova relação com Deus e Cristo, como sendo seus amigos. (João 15:14, 15) Isto se dá porque sua fé no sacrifício de Cristo lhe granjeia o perdão de seus pecados passados e ainda mais do que isso

      16. Que boa posição usufrui então tal pessoa perante Deus, e como pode manter esta posição?

      16 Usando um exemplo: O perdão concedido por uma autoridade do mundo elimina os crimes passados dum criminoso. Mas o criminoso encontra-se então apenas na situação em que estava antes. Não tem nenhum consolo ou garantia de que receba ajuda futura, ou que as transgressões que talvez cometa no futuro não lhe sejam atribuídas. Mas, aquele que exerce fé em Cristo é aceito por Deus como amigo, com quem Deus continua a lidar como alguém íntimo, agora e no futuro, até ele ser finalmente tornado perfeito. (1 Ped. 5:10) Enquanto mantiver a mesma fé e fidelidade, poderá orar pedindo perdão pelos seus pecados diários e manter esta relação íntima. Naturalmente, não deve ‘aceitar a benignidade imerecida de Deus e desacertar o propósito dela. (2 Cor 6:1) Não pode pensar corretamente que pode abusar desta intimidade e continuar a ter uma boa posição perante Deus.

      CONFIADO AOS CUIDADOS DE CRISTO

      17. Quando Deus atrai alguém a Cristo, o que faz Cristo então a favor de tal?

      17 Quando Deus atrai alguém a Jesus Cristo, então qual é a situação dele (ou dela)? Jesus reconheceu que todos pertencem ao Pai e que aqueles que Jeová atrai são dados a Jesus, sendo entregues a ele para receberem cuidados e desenvolvimento cristão. (João 17:9, 10) Deus prometeu a respeito de Cristo, por meio do profeta Isaías: “Por causa da desgraça da sua alma, ele verá, ficará satisfeito.” (Isa. 53:11) Jesus Cristo, portanto, esperava que Deus fizesse sua obra e seu sacrifício darem frutos. Jesus disse também que Deus lhe dera autoridade sobre toda a carne. (João 17:2) Exercendo esta autoridade, ele pode proteger os que Deus atrai a ele, protegendo-os contra os opositores iníquos e maldosos da verdade. Jesus disse a respeito dos que lhe são dados: ‘Eu lhes dou vida eterna e eles não serão jamais destruídos, e ninguém os arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é algo maior do que todas as outras coisas, e ninguém as pode arrebatar da mão do Pai.’ (João 10:28, 29) Por conseguinte, o cristão nunca deve temer perseguição, doença, dificuldades, oposição, ou qualquer outra coisa, nem mesmo a morte. — Rom. 8:38, 39.

      18. Qual é o resultado final para aquele que segue fielmente o Pastor Excelente?

      18 Sob a liderança de Jesus Cristo, o Pastor Excelente, os que o seguem fielmente têm assegurada a vida eterna. Jesus disse: “Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” — João 3:16.

      19, 20. Então, de que valor é ter uma relação íntima com Deus?

      19 Vida eterna! Embora alguém morra, isto não diminui sua esperança. Porque Jesus expressou a permanência e qualidade inquebrantável da boa relação que o Filho tem com aqueles que o Pai lhe traz como membros do “pequeno rebanho” de suas ovelhas, quando disse: “Tudo o que o Pai me dá virá a mim, e aquele que vem a mim, eu de modo algum enxotarei.” — Luc. 12:31, 32; João 6:37.

      20 Por conseguinte, sob o cuidado do Pastor Excelente, os que se chegam a ele podem esperar ajuda e orientação em cada aspecto da vida, com a esperança de ter vida eterna no futuro. Então, poderia haver algo melhor do que estabelecer uma relação excelente com Deus e seu Filho? Mas, nos assuntos cotidianos da vida, como se torna esta relação excelente uma realidade — uma relação íntima, afetuosa e segura?

  • Ajuda-nos agora a relação com Deus?
    A Sentinela — 1979 | 15 de outubro
    • Ajuda-nos agora a relação com Deus?

      “Jeová está perto de todos os que o invocam, . . . e ouvirá seu clamor por ajuda, e ele os salvará.” — Sal. 145:18, 19.

      1, 2. Como nos mostram as palavras de Davi a boa situação do homem que tem relação íntima com Deus?

      O REI DAVI, que também era profeta, falou sobre a felicidade do homem a quem Deus conta “a justiça à parte de obras”, dizendo: “Felizes aqueles cujas ações contra a lei foram perdoadas e cujos pecados foram encobertos; feliz o homem cujo pecado Jeová de modo algum levará em conta.” (Rom. 4:6-8; Sal. 32:1, 2) A tal homem perdoaram-se os seus pecados — ele está limpo aos olhos de Deus. Jeová o aceita como associado íntimo, encarando-o como não tendo injustiça, porque a injustiça separa a pessoa de Deus.

      2 Referindo-se à excelência de tal posição perante Deus, Davi disse adicionalmente: “Bendize a Jeová, ó minha alma, e não te esqueças de todos os seus atos, aquele que perdoa todo o teu erro, que cura todas as tuas enfermidades, que reivindica a tua vida da própria cova, que te coroa com benevolência e misericórdia, que farta o curso da tua vida com o que é bom; tua mocidade se renova como a duma águia.” — Sal. 103:2-5.

      AMIGOS DE DEUS

      3. (a) Com que termo de carinho podem dirigir-se a Deus aqueles cujos pecados são perdoados por meio do sacrifício de Cristo? (b) Como é esta condição preservada pela pessoa?

      3 Tal pessoa pode dirigir-se a Deus como Pai. (Mat. 6:9) Quando erra e peca, assim como todos os homens imperfeitos, e quando descobre que fez isso, ela pode apelar para Deus, para receber perdão e purificação, preservando assim a sua condição correta. O apóstolo João escreveu sobre isso: “Se fizermos a declaração: ‘Não temos pecado’, estamos desencaminhando a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os nossos pecados e para nos purificar de toda a injustiça.” — 1 João 1:8, 9.

      4. Como mostrou Cristo sua intimidade com aqueles que são seus discípulos?

      4 No dia-a-dia, como é que a sua relação íntima com Deus ‘farta o curso da sua vida com o que é bom’? E como é tal relação? Jesus revelou a espécie de intimidade que ele tinha com os fiéis apóstolos, quando lhes disse: “Não mais vos chamo de escravos, porque o escravo não sabe o que seu amo faz. Mas, eu vos chamei de amigos, porque todas as coisas que tenho ouvido do meu Pai vos tenho deixado saber.” (João 15:15) Ainda mais, “ele não se envergonha de chamá-los ‘irmãos’”. (Heb. 2:11) É verdade que a Bíblia chama os cristãos de escravos de Deus e de Cristo. Mas a Bíblia muitas vezes usa termos humanos, quer dizer, termos que conhecemos, para nos esclarecer certos assuntos. Isto se dá por causa de nossa imperfeição, e, às vezes, pela nossa imaturidade em conhecimento e entendimento cristão. (Veja Romanos 6:19; 1 Coríntios 3:1, 2; também Lucas 17:7-10.) Portanto, embora se use a palavra “escravo”, Jesus Cristo, na realidade, nos ama muito mais do que qualquer amo já amou um escravo, e ele quer assegurar-nos que nos encara como sendo seus amigos.

      5. Como revelou Jesus a intimidade e afeição de Deus pelos que o amam?

      5 Jesus salientou que Deus está igualmente perto dos que se chegam a Cristo, dizendo: “Se alguém me amar, observará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós iremos a ele e faremos a nossa residência com ele.” (João 14:23) Poder-se-ia desejar uma relação mais íntima? (Veja Revelação 3:20.) Depois de dizer aos seus discípulos que ia embora para estar com o Pai, Jesus mostrou que Deus estava mais perto deles do que imaginavam, dizendo: “Naquele dia não me fareis absolutamente nenhuma pergunta. Eu vos digo em toda a verdade: Se pedirdes ao Pai qualquer coisa, ele vo-la dará em meu nome. Até o momento não pedistes nem uma única coisa em meu nome. Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja plena. Eu vos falei estas coisas em comparações. Vem a hora em que não vos falarei mais em comparações, mas eu vos relatarei com clareza a respeito do Pai. Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que hei de fazer solicitação ao meu Pai a respeito de vós. Pois o próprio Pai tem afeição por vós, porque tivestes afeição por mim e acreditastes que saí como representante do Pai.” — João 16:23-27.

      PROTEÇÃO CONTRA FAZER O QUE É ERRADO

      6, 7. (a) Será que Deus tenta alguém para pecar? (b) De que modo ele ‘põe guarda e sentinela’ sobre nós?

      6 Certamente, aquele que tem intimidade com Deus usufrui proteção contra cair na maldade. Jesus disse que devemos orar a Deus: “Não nos leves à tentação, mas livra-nos do iníquo.” (Mat. 6:13) Isto é similar à oração do salmista: “Põe deveras uma guarda à minha boca, ó Jeová: “Põe deveras uma sentinela sobre a porta dos meus lábios. Não me inclines o coração para algo mau.” — Sal. 141:3, 4.

      7 Embora ele permitisse que Cristo se confrontasse com a tentação, algo que é comum a todos os homens, Deus não tenta a ninguém com coisas más. (Tia. 1:13) Por outro lado, não impedirá à força que alguém escolha o proceder mau. Antes, ao surgirem tentações ou provações, Deus protege aquele com quem tem intimidade por abrir-lhe bem claramente os olhos para ver o perigo em que está. ‘Põe uma guarda e sentinela’ para vigiar sobre ele. Quem está associado com Deus tem fortes sinais de aviso trazidos à sua atenção.

      8. Como responde Deus à oração: “Não nos leves à tentação”?

      8 Por exemplo, quem estiver na tentação de furtar ou de caluniar será lembrado imediatamente de certos fatos alarmantes: o ato mau tornará tensa sua relação com Deus ou a prejudicará; tais atos são contrários à lei do amor; vituperam o bom nome de Deus e de Cristo, porque o cristão professa representá-los; se ele se entregar a tais desejos errados, causará vitupério e pesar a si mesmo e aos seus entes queridos; desonrará a congregação cristã, da qual é membro. A boa consciência que solicitou quando passou a ter fé no sacrifício de Cristo pelos pecados será muito prejudicada. Estes pensamentos de aviso surgem por causa da constante leitura da Bíblia pelo cristão e pelos induzimentos do espírito de Deus, ou, às vezes, por um concristão. Agirão como impedimento contra lançar-se temerária e precipitadamente em seguir o desejo da carne, como se daria no caso de alguém que não tem a proteção da boa relação com Deus. — Veja Provérbios 7:22, 23, e a experiência de Davi, em 1 Samuel 25:32-35.

      LIBERDADE DE PENSAMENTO E DE PALAVRA

      9. Como é mostrado o poder da Palavra de Deus quando consideramos as nações chamadas “cristandade”?

      9 Uma grande bênção resultante de se ter uma relação com Deus é o usufruto de muita liberdade de pensamento e de palavra. Para ver uma prova do poder da Palavra de Deus neste assunto, veja as nações chamadas “cristandade”. Embora nunca tenham sido realmente achegadas a Deus, nos últimos dois séculos, em geral, permitiram a livre circulação da Palavra de Deus. A Bíblia tornou-se livro caseiro, e, embora seja agora rejeitada por muitos, houve homens, até mesmo em posições governamentais, que tentaram seguir os bons princípios de moral da Bíblia. Isto promoveu a liberdade de pensamento e de palavra, e libertou os homens dos grilhões de tradições religiosas e da superstição da Idade Média. Na proporção em que a Bíblia teve curso livre nestes países, o nível de vida da população melhorou.

      10. (a) Até onde obtiveram entendimento de Deus os cientistas e outros que estudam as maravilhas da criação? (b) O que precisa fazer aquele que realmente quer ter uma relação íntima com Deus?

      10 Embora tal associação incidental com Deus por meio de sua Palavra tenha trazido esclarecimento e uma vida melhor, aqueles que realmente lêem a Bíblia e a tomam por guia na vida tiram proveito muito maior. O patriarca Jó salientou que se precisa mais do que um conhecimento superficial de Deus. Depois de fazer observações sobre alguns dos fatos maravilhosos da criação, que os cientistas conseguem entender e explicar só depois de muita pesquisa, ele disse: “Eis que estas são as beiradas dos seus caminhos [dos de Deus], e que sussurro sobre o assunto se tem ouvido dele!” Mais adiante, Jó salientou que a verdadeira sabedoria requer de nós mais do que apenas aprender as “beiradas dos seus caminhos” — algo mais do que os meros fatos científicos. Temos de chegar a conhecer a excelência da personalidade de Deus, temos de temê-lo como Aquele que se atém a princípios corretos, e temos de seguir estes princípios. Esta sabedoria só pode ser obtida pelo estudo de sua Palavra. Jó disse: “Eis o temor de Jeová — isso é sabedoria, e desviar-se do mal é compreensão.” (Jó 26:14; 28:28) O salmista escreveu àquele que procura obter uma relação com Deus por examinar a Bíblia: “Feliz aquele a quem tu escolhes e fazes chegar perto para que resida nos teus pátios. Ele há de ficar satisfeito com a bondade da tua casa.” — Sal. 65:4.

      QUEM PODE TER INTIMIDADE COM DEUS?

      11, 12. Que espécie de pessoa aceita Deus numa relação íntima e amigável consigo mesmo?

      11 Por conseguinte, a relação em que Deus reconhece alguém como seu amigo tem bênçãos infinitamente grandes e duradouras. O escolhido por Deus para tal intimidade é descrito no Salmo 15:

      “Ó Jeová, quem será hóspede na tua tenda?

      Quem residirá no teu santo monte?

      Aquele que anda sem defeito e pratica a justiça,

      E fala a verdade no seu coração.

      Não caluniou com a sua língua.

      Não fez nenhum mal ao seu companheiro,

      E não levou nenhum vitupério contra o seu conhecido íntimo.

      Aos seus olhos certamente é rejeitado o desprezível,

      Mas ele honra aos que temem a Jeová.

      Jurou concernente aquilo que é mau para ele próprio, e ainda assim nada modifica.

      Não deu seu dinheiro a juros

      E não aceitou suborno contra o inocente.

      Quem fizer tais coisas, nunca será abalado.” — Sal. 15:1-5.

      12 Apenas alguém assim virá a temer a Deus e chegará a conhecê-lo realmente. Tal amigo de Deus confronta-se com os mesmos problemas gerais que todos os outros. Mas não fica sem ajuda.

      AJUDA DURANTE DOENÇAS

      13. O que faz Deus a favor do cristão que está seriamente doente, e como encara o cristão a perseverança na enfermidade?

      13 O cristão pode ficar seriamente doente. A doença física, muitas vezes, tem um efeito indesejável sobre a saúde espiritual. É difícil manter bom equilíbrio enquanto se está enfermo. Deus compadece-se profundamente com o doente. Mais do que isso, ele dá também ajuda. O salmista disse: “O próprio Jeová o amparará no divã de enfermidade; certamente transformarás toda a sua cama durante a sua doença.” (Sal. 41:3) Deus não promete que seu servo recuperará a plena saúde em todos os casos. Mas ele assegura ao cristão que estará ao lado dele e fará a doença suportável. A linguagem do salmo faz lembrar uma enfermeira que atende constantemente o paciente, para que nenhuma parte de seu corpo fique desassossegada, ou a mãe, que amorosamente cuida do filho doente, fazendo com que se sinta confortável, lavando-o, arrumando e endireitando a cama, para que se sinta revigorado e reanimado. Caso seja melhor para a pessoa, Deus pode tirá-la do leito de doença e transformar este num leito de saúde. No entanto, mesmo que ela não se restabeleça, Deus faz com que todas as coisas resultem no seu bem. (Rom. 8:28) Ela é espiritualmente revigorada e suporta a doença, encarando-a como forma de disciplina ou treinamento, que a modela para ser cristão mais forte, mais atencioso e mais compassivo. A pessoa se lembra de que Cristo sofreu. A experiência de Jesus opera em benefício dela e nosso. Deus não abandonou Jesus, e a recompensa dele pela paciente perseverança foi grande. — Heb. 4:15; 5:8, 9.

      AJUDA DURANTE PERSEGUIÇÃO

      14. Deve surpreender-nos que haja perseguição? E que garantia de ajuda temos?

      14 Visto que o cristão se mantém firme a favor dos princípios bíblicos pode haver oposição ou mesmo perseguição. Isto aconteceu com Davi, que foi caçado como animal pelo Rei Saul, traído por um amigo íntimo e sofreu conspiração de seus próprios filhos, quando estava doente. (1 Sam. 24:2; Sal. 41:9; 2 Sam. 15:31; 1 Reis 1:1, 5) No entanto, ele escreveu de experiência pessoal: “No dia da calamidade [Jeová] me ocultará no seu abrigo; esconder-me-á no lugar secreto da sua tenda.” “Caso meu próprio pai e minha própria mãe me abandonassem, o próprio Jeová me acolheria.” — Sal. 27:5, 10.

      ISENÇÃO DE TEMORES ECONÔMICOS

      15. Por que não deve o cristão temer que lhe faltem as coisas materiais necessárias para a vida?

      15 Nem mesmo a situação econômica devia preocupar demais o cristão. O apóstolo Paulo escreveu: “Vossa maneira de viver esteja livre do amor ao dinheiro, ao passo que estais contentes com as coisas atuais. Pois ele disse: ‘De modo algum te deixarei e de modo algum te abandonarei.’ Para que tenhamos boa coragem e digamos: ‘Jeová é o meu ajudador; não terei medo. Que me pode fazer o homem?’” (Heb. 13:5, 6) Davi declarou também: “Quanto aos que buscam a Jeová, não carecerão de nada do que é bom.” Ele disse outra vez: “Eu era moço, também fiquei velho, e, no entanto, não vi nenhum justo completamente abandonado, nem a sua descendência procurando pão.” — Sal. 34:10; 37:25.

      PAZ E A ALEGRIA DE AJUDAR OUTROS

      16. Quais são alguns dos mais valiosos benefícios que o cristão usufrui atualmente por estar numa relação com Deus?

      16 Entre as maiores vantagens atuais da relação íntima com Deus estão a paz mental e a isenção do temor das coisas que sobrevêm ao mundo e à própria pessoa. O cristão, uma vez que sentiu o cuidado amoroso de Deus e a proteção que ele provê aos que lhe são íntimos, tem a esperança assegurada de coisas melhores no futuro. Segundo a promessa de Deus, aguarda novos céus e uma nova terra, em que há de morar a justiça. (2 Ped. 3:13) Tem a esperança de que, mesmo que faleça, terá uma ressurreição para aquele novo sistema de coisas. (Atos 24:15) Tem diariamente prova do que o apóstolo Paulo disse de experiência própria: “A paz de Deus, que excede todo pensamento [tudo de excelente que o cristão possa conceber], guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus.” — Fil. 4:7.

      17. Que alegria adicional pode o cristão ter por causa de sua intimidade com Deus?

      17 Em vista do usufruto desta boa relação, o cristão pode ajudar outros a saber destas coisas. Não há alegria maior do que a de ajudar outros a obter conhecimento da verdade de Deus e ser atraídos a uma boa relação com Jeová e seu Filho. Este é o motivo de as Testemunhas de Jeová visitarem os lares das pessoas, em toda a terra, falando-lhes sobre as “boas novas” e revisitando-as para dirigir estudos bíblicos. Assim, ao passo que os novos são trazidos à associação com a congregação cristã, eles também sentem a alegria de conhecer intimamente o Pai e aquele a quem enviou, Jesus Cristo. Para tais, “isto significa vida eterna”. — João 17:3.

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