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Regência divina — somos a favor dela ou contra ela?A Sentinela — 1973 | 1.° de junho
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divina de Jeová Deus por Jesus Cristo? Respondemos firmemente, junto com todos os anjos de Jeová, poderosos em poder, junto com todos os seus exércitos celestiais, com todos os seus ministros que fazem a sua vontade: Somos a favor da Regência Divina, agora e para sempre!
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Está mesmo próximo um fim ardente?A Sentinela — 1973 | 1.° de junho
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Está mesmo próximo um fim ardente?
JÁ OUVIMOS durante toda a nossa vida que ‘algum dia a terra terá um fim ardente’. Certas religiões acreditam que virá da parte de Deus. Alguns cientistas dizem que virá finalmente por meio da expansão do sol na sua agonia mortal, resultando no envolvimento e na queima da terra.
São verídicas ambas estas versões?
Um cientista britânico, H. W. Chatfield, no seu livro Um Cientista em Busca de Deus (A Scientist in Search of God), apresenta uma grande quantidade de evidência no sentido de que a mente superior de um grande Criador projetou a terra e a vida sobre ela, e proveu de antemão um contínuo suprimento de todas as coisas essenciais à vida, especialmente para a humanidade. Daí, no capítulo final, ele mostra por que isto evidencia que o interesse de Deus no homem também deve ser contínuo:
“A perpétua criação autopropagadora em grande escala não se harmoniza bem com um Planejador cujo interesse se restringisse apenas à duração da mecânica desta operação, e que depois não tivesse nenhum interesse nos seres que, pelo menos de certo modo fragmentário, foram criados à sua própria semelhança.”
Antes, aquele que projetou e criou o homem à sua própria imagem não o abandonaria assim como tampouco um pai amoroso de repente se desviaria de seus próprios filhos. Chatfield prossegue:
“A mecânica dos atos criativos é demonstrada por fatos científicos que consumiram eras de tempo, segundo bases de cálculo humano, e não parece lógico que, depois de tal interesse prolongado, o resultado vivo fosse completamente negligenciado pelo seu arquiteto.”
Ora, o Criador que fez as coisas de tal modo excelente e com tanto cuidado e gasto de tempo logicamente se comunicaria também com sua criação inteligente, o homem. Isto se daria em especial visto ele ter encarregado o homem de sua criação terrestre. (Gên. 1:26-28) A Bíblia é esta comunicação, as instruções e as declarações de Deus sobre o seu propósito. Apóia ela a idéia de que a terra e a vida nela devam continuar permanentemente?
A TERRA E A VIDA NELA DEVEM PERMANECER
Deus demonstrou que se importava e que se propunha ter a terra contínua e permanentemente cheia da criação animal e humana quando preservou representantes tanto da espécie humana como das espécies animais durante o dilúvio global nos dias de Noé. Por que faria Deus isso se não se importasse ou se se propusesse eliminar a todos algum dia? — Gên. 7:1-3; 8:1, 17.
Também, Deus teve o cuidado de prover que seu povo de Israel mantivesse um registro genealógico detalhado, especialmente da linhagem por meio da qual viria o Messias. Por que guardar um registro da linhagem, se o fim havia de ser o oblívio? E por que veio à terra o Messias, o Filho de Deus? Para a preservação da vida e o restabelecimento da vida perfeita que Adão perdeu para sua família por causa da rebelião. Concordemente, ao prover um resgate para a humanidade moribunda, Cristo tornou-se “o último Adão” e “Pai Eterno”. Deus demonstrou assim da maneira mais forte possível que ele se importava com a humanidade. — 1 Cor. 15:45; Isa. 9:6.
Além disso, o salmista inspirado cantou a respeito de Deus: “Ele fundou a terra sobre os seus lugares estabelecidos; não será abalada, por tempo indefinido ou para todo o sempre.” Daí, após descrever as maravilhas das obras criativas de Deus, especialmente as suas provisões para o reino animal, este escritor acrescentou profeticamente: “A glória de Jeová mostrará ser por tempo indefinido. Jeová se alegrará com os seus trabalhos.” (Sal. 104:5, 31) Como se poderia o Criador alegrar com estes trabalhos se os queimasse?
PROFETIZADO E PREFIGURADO UM FIM ARDENTE
Então, o que quer dizer a Bíblia quando fala de Deus usar um fogo destrutivo sobre a terra? Tomemos um exemplo, na Bíblia, que mostra definitivamente o que isto quer dizer e também o que ocorrerá em breve, dando-nos assim a oportunidade de escapar da destruição ardente.
O estranho é que, no incidente em questão, veio fogo sobre um povo que afirmava ser a nação de Deus. Isto revela que, só afirmar servir a Deus ou apenas associar-se com os que realmente o servem não garante a segurança.
A ocasião foi uma visão dada ao profeta Ezequiel, lá em Babilônia, no ano 612 A. E. C., junto com seu cumprimento cinco anos depois. Um carro de enorme altura, um carro de guerra, apareceu a Ezequiel, havendo acima dele uma figura representando a Jeová Deus, como ocupante do carro celeste. Ezequiel descrevera o carro visionário na primeira parte de sua narrativa (capítulo 1), falando da altura de suas rodas e das criaturas viventes que o acompanhavam. Mais tarde, o carro observado em visão por Ezequiel como estando em Jerusalém ficou fora do portão setentrional que dava acesso ao pátio interno do templo. A glória de Jeová havia passado de cima do carro para ficar acima do limiar do Santíssimo do templo. — Eze. 8:3, 4; 9:3.
Por causa da rebelião de Jerusalém contra Jeová e de suas práticas inteiramente detestáveis e impuras, ele já havia mostrado antes a Ezequiel, de modo representativo, que destruiria os iníquos nela. Mas primeiro ordenou que uma figura visionária, um “homem vestido de linho”, percorresse a cidade e marcasse as pessoas de coração justo, na cidade, para serem preservadas. Junto com este homem, Ezequiel viu também mais seis homens com ‘armas maçadoras’ nas mãos. — Eze. 9:2-7.
“FOGO” DO CÉU
Ezequiel passa a contar-nos o que aconteceu a seguir:
“E eu continuei a ver, e eis que havia na expansão sobre a cabeça dos querubins algo como pedra de safira, como o aspecto da semelhança de um trono, aparecendo por cima deles. E ele passou a dizer ao homem vestido de linho, sim, dizendo: ‘Entra no meio da rodagem, por baixo dos querubins, e enche as concavidades de ambas as tuas mãos com brasas de fogo tiradas de entre os querubins, e atira-as sobre a cidade.’ Ele entrou, pois, diante dos meus olhos.” — Eze. 10:1, 2.
O material para incendiar a cidade de Jerusalém devia proceder de entre as rodas do carro. Visto que a glória de Jeová enchia o templo, era evidente que ele estava ali para ver a execução de sua decisão judicial. — Eze. 10:3-5.
Ezequiel passa a descrever então as ações do homem vestido de linho:
“E aconteceu, quando ele ordenou ao homem vestido de linho, dizendo: ‘Toma fogo de entre a rodagem, de entre os querubins’, que ele passou a entrar e a ficar de pé ao lado da roda. O querubim estendeu então a sua mão de entre os querubins para o fogo que havia entre os querubins e o carregou e pôs nas concavidades das mãos daquele que estava vestido de
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