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Um tempo longo, mas, não mais do que o necessárioDespertai! — 1975 | 22 de abril
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Que Parte Desempenharam as Religiões do Mundo?
Estão as religiões do mundo isentas de responsabilidade por isto? Mostraram importar-se realmente com a família humana e ajudaram a humanidade a obter bênçãos divinas? Apontaram o caminho para que a humanidade retornasse à submissão à soberania de Jeová Deus?
A história testifica que as organizações religiosas do mundo trabalharam, amiúde ‘intimamente associadas’, com os poderes políticos, ajudando a construir amplos impérios, mantendo as pessoas favoráveis aos regentes dominadores e corrutos. Em adição a suas próprias cruzadas e inquisições violentas, os líderes religiosos abençoaram guerras políticas e comerciais, coonestaram a corrução oficial. Graças a isso, as organizações religiosas obtiveram lucros e destaque. Também lhes cabe pesado quinhão de responsabilidade pelo sofrimento da humanidade.
Considere apenas uma ilustração dos nossos próprios tempos. Um artigo da Times Magazine de Nova Iorque que trata da seca que aflige a Etiópia declara:
“Com seca ou sem seca, a igreja, dona de um terço de toda a terra, exige seus aluguéis dos camponeses empobrecidos. E também os exige a aristocracia. Os lavradores camponeses da Etiópia pagaram cerca de 90 por cento de suas colheitas como aluguéis e impostos.”
As religiões do mundo fracassaram em produzir um clima de honestidade, moralidade, decência e amor ao próximo entre seus membros. A imoralidade, a delinqüência, a desonestidade dos empregados e a desunião racial aumentam. Como comenta Saturday Review/World de 18 de maio de 1974: “Para onde quer que se olhe, a evidência de desfiamento da fibra moral parece inescapável.”
Por Que um Deus Que se Importa Pôde Permitir Isto
A humanidade jamais poderá apagar toda a dor, aflição e danos que a regência independente de Deus causou nos últimos quase seis mil anos. Mas, Jeová Deus pode. Pode pôr fim não só ao sofrimento humano, eliminando o desgoverno e a regência humanos egoístas desta terra. (Dan. 2:44) Pode também fazer com que os efeitos prejudiciais pareçam como se jamais tivessem existido. Como?
Como o Criador da vida, pode restaurar à vida aqueles que morreram. Sua Palavra mostra que, durante o reinado do Reino de seu Filho, Deus esvaziará os túmulos de seus mortos e concederá a estes ressuscitados a oportunidade de seguirem um proceder que leve à vida eterna. (João 5:26-29; Atos 24:15; Rev. 20:11-13) Destarte, será conforme declarado na profecia inspirada em Isaías 25:8: “Ele realmente tragará a morte para sempre, e o [Soberano] Senhor Jeová certamente enxugará as lágrimas de todas as faces.”
Por restaurar as condições paradísicas na terra e trazer a paz, a justiça e a união em toda a terra, por meio da regência do governo justo de seu Filho, Deus pode apagar das mentes dos que vivem quaisquer recordações amargas do passado. Como se deu quando restaurou o antigo Israel à sua terra natal; depois de anos de cativeiro em Babilônia, assim se dará com a humanidade obediente restaurada a uma terra paradísica, “não haverá recordação das coisas anteriores, nem subirão ao coração, . . . exultai e jubilai para todo o sempre naquilo que estou criando”. (Isa. 65:17, 18) Por meio do reino celeste de Deus mediante seu Filho, Deus promete que “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor”. — Rev. 21:4.
Crer nisto exige fé. A Bíblia declara que “sem fé é impossível agradar [a Deus] bem, pois aquele que se aproxima de Deus tem de crer que ele existe e que se torna o recompensador dos que seriamente o buscam”. (Heb. 11:6) A fé cega não tem nenhum valor. Mas, a fé baseada na evidência pode fornecer esperança sólida. Deus nos forneceu ampla evidência para crermos, não só que Ele existe, mas que é “o recompensador dos que seriamente o buscam”. Considere o que ele já fez no passado como evidência de que se importa e se interessa no bem da humanidade.
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Como Deus mostra ativamente que se importaDespertai! — 1975 | 22 de abril
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Como Deus mostra ativamente que se importa
JEOVÁ DEUS não deixou a humanidade tatear às cegas em busca de alívio, sem nenhuma esperança segura de encontrá-lo. Há milhares de anos começou a revelar seu propósito e fazer que essa Revelação fosse escrita como sua Palavra, sua mensagem para toda a humanidade.
Temos essa mensagem hoje na Bíblia, a Palavra inspirada de Deus. Nela podemos aprender que espécie de pessoa é Jeová Deus, quais são Suas qualidades, como lida com pessoas, que padrões o regem. Por suas profecias podemos saber o que Ele está determinado a fazer e qual o proceder podemos seguir para nossa própria proteção e bem futuros.
Nas páginas da Bíblia encontramos evidência abundante de que Deus se importa e se interessa em toda a humanidade. Verificamos que ele respeita a dignidade de cada pessoa; que ele não deseja serviço ou adoração forçados, mas deseja serviço voluntário, do coração, motivado por amor. (Deu. 30:15, 16) Sua Palavra mostra que não existe diferença aos olhos de Deus entre pessoas de diferentes nacionalidades, raças ou ordens sociais. Qualquer pessoa que decida servi-lo pode fazer isso, e receber grandes bênçãos para si e sua família. — Atos 10:34, 35.
Considere alguns dos modos em que a Bíblia revela que Jeová Deus mostrou seu vívido interesse em toda a humanidade e sua bênção sobre aqueles que confiaram e tiveram fé nele.
Tratos com Abraão Mostram que Deus não É Racista
Abraão, pai tanto da raça judia como das raças árabes, teve fé na palavra de Jeová Deus e voluntariamente o serviu. Por causa disso, Deus abençoou Abraão e a família dele. Deus apreciou de tal modo a fé que Abraão possuía que determinou usar de forma especial uma nação que provinha dum ramo da família de Abraão, para representar a Ele e Sua adoração na terra. Ele forneceu suas leis a esta nação, que descendia do neto de Abraão, Jacó ou Israel. Estabeleceu-os firmemente na terra chamada Canaã. (Deu. 4:7, 8) Também, por meio desta nação, Deus manteve seu nome diante dos povos da terra, e, por meio dessa nação, trouxe seu Messias, o ungido para agir como Redentor da humanidade. — Gál. 3:24; 4:4.
Era este um simples caso de favorecer certa nação? Como Criador de tudo, por que Deus limitaria sua bondade a uma só nação? Longe do favoritismo egoísta, Ele realmente lançava uma base preliminar para ‘abençoar todas as famílias da terra’. (Gên. 12:3; 22:18) Por seus tratos com esta nação, e por estabelecer um governo sobre ela, Ele revelou muitas qualidades pessoais não só como Deus mas também como Rei, sua longanimidade e misericórdia, bem como seus firmes princípios de governo. Lançou a base para a vinda futura do Messias. A linhagem ou linha de descendência do Messias e um esboço antecipado e profético da vida dele foram registrados e preservados, a fim de habilitar as pessoas a exercer fé nele como aquele realmente enviado por Deus. Sim, nestes séculos em que Deus lidava com aquela nação, a Bíblia estava sendo escrita, apresentando um registro de fatos, histórico, junto com profecias e quadros proféticos e ‘sombras das boas coisas vindouras’, todas elas para nosso proveito. — 1 Cor. 10:11; Heb. 10:1.
Cuidados de Deus Revelados Para com Povo Imperfeito
Quando Deus escolheu aquela nação que descendia de Abraão, era um grupo minoritário e escravizado. Por meio do profeta Moisés, ele lhes disse: “Não foi por serdes o mais populoso de todos os povos que Jeová vos teve afeição ao ponto de vos escolher, pois éreis o mínimo de todos os povos. Mas foi por Jeová vos amar e por ele cumprir a declaração juramentada que fizera aos vossos antepassados, que Jeová vos fez sair, com mão forte, para te remir da casa dos escravos.” (Deu. 7:7, 8) Destarte, Deus podia mostrar não só que aprecia e recompensa o serviço fiel e a devoção, tais como mostraram Abraão, Isaque e Jacó, mas também que é cumpridor de sua palavra. — Deu. 7:9.
Essa nação tinha todo motivo de crer que Deus se importava com ela. Muitas vezes ficou sujeita a ataque assassino e enfrentou enormes desvantagens. Enquanto punha sua confiança nele, Jeová vinha em seu socorro. (Juí., cap. 7; 2 Crô. 14:9-15) Até mesmo quando a nação se desviava de Deus e cometia grave pecado, Deus exercia paciência e misericórdia com ela. Disciplinava-a severamente vez por outra, mas, quando se voltava para Ele, ele a perdoava e abençoava, dando-lhe prosperidade, saúde e paz. (Jer. 7:13, 14; 30:18, 21, 22) Seu registro de tratos com eles, de quinze séculos, é um registro de surpreendente longanimidade e de suportar a imperfeição, o desvio e crassa obstinação humanos.
Por fim, Israel rebelou-se completamente contra Jeová Deus, rejeitando seu Filho e entregando-o ao governador romano para ser executado. Apesar de tudo isto, Deus continuou enviando seus servos a eles e declarando as boas novas a eles exclusivamente durante outros três anos e meio. Somente então deixou de cuidar deles de modo especial e começou a enviar seus mensageiros a todos os povos gentios da terra. (Atos, cap. 10) Seu propósito em usar Israel como seu instrumento particular já se cumprira, e cessaram as relações especiais daquela nação com Ele; todavia, pessoas dentre aquela nação podiam sempre obter Seu favor e Sua bênção por se tornarem obedientes à sua Palavra e mostrarem fé em suas provisões. — Rom. 10:12; Gál. 3:28.
Por seus tratos, Deus mostrou que deveras se importava e, com efeito, sente grande amor por aqueles que o servem. Demonstrou o que fará se as pessoas sinceramente ouvirem a Ele. A lei que forneceu àquela nação era tão excelente que, muito embora guardando-a de forma imperfeita, permaneceram nação independente por cerca de nove séculos.
Deus se Importa com Todas as Nações
Durante todo esse tempo, Deus não se esqueceu das outras nações. Falando a uma multidão de gentios adoradores de ídolos na cidade asiática de Listra, o apóstolo Paulo instou com eles para que ‘se desviassem destas coisas vãs para o Deus vivente, que fez o céu e a terra, e o mar, e todas as coisas neles’. Então disse: “[Deus] permitiu, nas gerações passadas, que todas as nações andassem nos seus próprios caminhos, embora, deveras, não se deixou sem testemunho, por fazer o bem, dando-vos chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo os vossos corações plenamente de alimento e de bom ânimo.” (Atos 14:15-17) Deus tem continuado a dar esse “testemunho” até os nossos dias.
O interesse de Deus por todas as criaturas humanas é notavelmente manifesto em seus tratos com as cidades de Sodoma e Gomorra. Estas mergulharam fundo em extrema devassidão. Deus disse: “O clamor da queixa a respeito de Sodoma e Gomorra, sim, é alto, e seu pecado, sim, é muito grave.” (Gên. 18:20) Evidentemente, os povos vizinhos ficavam chocados e pesarosos diante da conduta corruta, e clamavam a Deus. Ele respeitou sua atitude de consternação e seu direito de se verem livres do perigo que a devassidão dos sodomitas lhes representava. Por essa razão, Ele determinou destruir aquelas duas cidades e as associadas. Mesmo então, contudo, se se pudesse achar nelas até dez homens justos, Ele teria poupado as cidades por causa dos dez. — Gên. 18:22-33.
Os tratos de Deus com Sodoma e Gomorra mostram que Ele não tem prazer na morte de ninguém, mas deseja que todos vivam, se viverem respeitosamente para com seu próximo e em obediência a princípios justos. (Eze. 33:11; Miq. 6:8) Ademais, a bondade imerecida e os cuidados de Deus são tão grandes que ele trará de volta o povo de Sodoma mediante a ressurreição, com a oportunidade de aprenderem e se voltarem para o caminho da vida, assim como seu Filho declarou. — Luc. 10:11, 12; Mat. 11:24.
Interesse de Deus Pelo Planeta Terra Como Lar do Homem
Deus mostrou seu real interesse em sua criação, a terra, pelas leis que forneceu à nação de Israel. Estas proviam o máximo bem para a terra e as pessoas e animais que viviam nela. Exemplificando: Ele ordenou que todo sétimo ano fosse um ano de descanso. Todos ficavam livres do trabalho agrícola, inclusive os animais domésticos. Atualmente, todo lavrador sabe que deixar seu solo sem ser cultivado durante algum tempo restaura sua fertilidade. — Lev. 25:2-7.
Além disso, cada qüinquagésimo ano não só era um ano sabático, mas também um ano de “Jubileu”, ano em que todas as dívidas eram canceladas. Todos os membros daquela nação que, devido a revezes financeiros, tinham vendido sua terra, eram restaurados à sua própria herança de terra, livres de dívidas. Até mesmo os israelitas em escravidão ou servidão eram libertos. Que cuidados de longo alcance e de grande consideração! Enquanto a nação guardasse tais leis, jamais poderia haver uma crise econômica, tal como muitas nações enfrentam hoje. — Lev. 25:8-19.
Vislumbres dum Vindouro Governo Para Toda a Terra
O apóstolo inspirado escreve em Romanos 15:4: “Porque todas as coisas escritas outrora foram escritas para a nossa instrução, para que, por intermédio da nossa perseverança e por intermédio do consolo das Escrituras tivéssemos esperança.” Essa esperança se centraliza no vindouro governo justo que Deus propôs para restaurar a humanidade e a terra a plena harmonia com Ele mesmo. Como indica o mesmo apóstolo, as leis que Deus forneceu mediante seu governo sobre o antigo Israel eram “sombra das boas coisas vindouras”, vislumbres dos benefícios dum governo baseado no céu, através do qual Deus administrará um programa para os habitantes da terra que resultará na bênção duradoura para todos os que amam a justiça em seus corações. (Heb. 10:1) Assim, lemos na Bíblia, em Efésios 1:9, 10: “É segundo o seu beneplácito, que ele se propôs em si mesmo, para uma administração no pleno limite dos tempos designados, a saber, ajuntar novamente todas as coisas no Cristo, as coisas nos céus e as coisas na terra.”
Sim, para livrar a humanidade da herança do pecado, da imperfeição e da morte que nosso primeiro pai, Adão, nos deixou, e para satisfazer seus próprios padrões superiores de justiça, Deus fez com que seu próprio Filho desse sua vida para nos resgatar de nossa condição escravizada. (Rom. 3:23-26) Como declara Romanos 5:7, 8: “Pois, dificilmente morrerá alguém por um justo; deveras, por um homem bom, talvez, alguém ainda se atreva a morrer. Mas Deus recomenda a nós o seu próprio amor, por Cristo ter morrido por nós enquanto éramos ainda pecadores.”
Por cerca de seis mil anos, agora, a humanidade tem labutado e sofrido. Mas, agora a Bíblia mostra que grandioso sábado de descanso para a terra e seus habitantes se aproxima. A Bíblia nos diz que, para Jeová, ‘mil anos são como um só dia’. (2 Ped. 3:8) E sua Palavra prediz um dia de mil anos de descanso do sofrimento, da guerra, do crime, da fome e da injustiça, sob a regência do Reino de seu Filho. Sim, será um Jubileu milenar quando até mesmo a escravidão ao pecado, à imperfeição, à doença e à morte será rompida, e os súditos dispostos do Reino sairão da escravidão e entrarão na há muito aguardada “liberdade gloriosa dos filhos de Deus”. — Rom. 8:19-21; Heb. 4:9, 11; Rev. 20:6.
Então, conforme predito, “Jeová dos exércitos há de fazer para todos os povos . . . um banquete de pratos bem azeitados, um banquete de vinhos guardados com a borra, de pratos bem azeitados, cheios de tutano, de vinhos guardados com a borra, filtrados”. (Isa. 25:6) Então será verdade, em sentido global, que “não se fará dano num se causará ruína . . . porque a terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar”. — Isa. 11:9.
Talvez o exemplo mais poderoso de que Deus se importa seja visto naqueles que, hoje em dia, depositam plena confiança em Suas promessas de tal governo justo. Fornecem evidência visível do que sua Palavra pode realizar nas pessoas, a mudança em sua vida que pode realizar tal esperança que Ele fornece.
Milhões de pessoas hoje se declararam a favor do reino de Jeová Deus como a verdadeira e única esperança da humanidade. Elas se encontram em, mais de 200 terras e ilhas do mar. Representam tremendamente ampla gama de nacionalidades, línguas, raças e formações sociais. Todavia, acham-se em unidade, não sendo divididas pela política, sectarismo, competição comercial, discriminação social ou preconceito racial. Usufruem genuína paz e liberdade da contenda, associando-se em verdadeira fraternidade. Enfrentam os mesmos problemas da vida diária como todas as pessoas e têm a mesma imperfeição inerente; todavia, verificam que a aplicação dos princípios sábios da Bíblia as ajuda a solucionar seus problemas e obter verdadeiro prazer na vida. São conhecidas como testemunhas cristãs de Jeová, porque dão testemunho de sua fé em Jeová Deus e testificam de seus propósitos e de como se importa com a humanidade. — Isa. 43:10, 11.
Na verdade, sofreram perseguição às mãos de ditadores e de poderosas organizações religiosas em muitos países. Mas, sabem por que isto acontece e consideram um privilégio poder demonstrar sua aderência inquebrantável às normas corretas da Palavra de Deus, e inabalável lealdade à Sua soberania. São confiantes, como o inspirado discípulo Tiago, que escreveu: “Feliz o homem que estiver perseverando em provação, porque, ao ser aprovado, receberá a coroa da vida, que Jeová prometeu aos que continuarem a amá-lo.” — Tia. 1:12.
O amor ao próximo tem feito com que se arrisquem a ser presas, ou até algo pior, a fim de continuar estendendo aos outros a esperança que encontraram mediante as boas novas do reino de Deus. Sabem do interesse de Deus pela humanidade, que ele “não deseja que alguém seja destruído, mas deseja que todos alcancem o arrependimento”, e procuram mostrar similar interesse. — 2 Ped. 3:9.
A evidência de que Deus se importa com a humanidade, por conseguinte, é inegável; cerca-nos por todos os lados. É evidente de forma abundante na terra e suas provisões para uma vida interessante e recompensadora, também, em nossos próprios corpos, com suas surpreendentes qualidades.
Acima de tudo, porém, é evidente na Palavra de Deus — a explicação que ela fornece sobre a causa do sofrimento da humanidade, sua Revelação dos tratos de Deus com suas criaturas e seu imutável propósito de remediar todos os danos causados pela rebelião espiritual e humana contra Sua soberania, as mudanças que pode fazer agora mesmo na vida das pessoas, a esperança que fornece duma ressurreição dentre os mortos.
Deus se importa. A pergunta que resta é: Importamo-nos nós? Talvez digamos que sim, mas o que realmente prova se nos importamos?
[Foto na página 19]
Por seus tratos com Abraão, Deus não mostrava parcialidade, mas, ao invés, expressava como se importa com a humanidade; prometeu abençoar pessoas de todas as nações por meio do “descendente” de Abraão.
[Foto na página 20]
O uso de uma só nação, o antigo Israel, por parte de Deus, permitiu que mostrasse os resultados de sua direção unificada e de seus justos princípios de governo.
[Tabela na página 21]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
Agora, depois de cerca de 6.000 anos de existência humana, segundo as profecias da Bíblia, está próximo um Jubileu de mil anos — um tempo de descanso do sofrimento e da opressão.
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CRIAÇÃO DILÚVIO MORTE DE REINADO DO HOMEM NOEANO JESUS CRISTO 1914 MILENAR 33 E. C. DE JESUS CRISTO?
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Quanto o leitor se importa?Despertai! — 1975 | 22 de abril
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Quanto o leitor se importa?
IMPORTA-SE realmente com a vida? Preocupa-se em viver com sua família e vizinhos em paz, livre do medo? Aprecia que bênção pode ser a boa saúde? Usufrui as belezas naturais encontradas na terra, sua vida avícola e animal?
Importar-se com tais coisas evidencia qualidades como as de Deus. Pois Deus fez o homem “à sua imagem”, e sua Palavra mostra que Ele mesmo dá alto valor à vida, à paz e à liberdade. Ele criou o homem para reconhecer e apreciar a beleza, assim como Ele o faz. — Gên. 1:27; Ecl. 3:11.
A questão é: Quanto se importa? E como pode demonstrar a genuinidade de seu interesse?
Alguns hoje criticam a Deus de não se importar com a humanidade. Todavia, eles mesmos tratam a vida como se não tivesse valor. Propositalmente, usam-na mal e, com efeito, lentamente envenenam seus próprios corpos, como se dá com o fumo e outros tóxicos; facilitam a doença por meio de excessos em comer, beber, no sexo; assumem riscos desnecessários em busca de emoções, ou por amarem a velocidade ou simplesmente por impaciência; e, ao mesmo tempo, colocam a vida ou saúde de outros em perigo.
Sem dúvida para muitos, isto acontece simplesmente por não terem nenhuma esperança verdadeira, nem alvo real na vida para torná-la genuinamente digna de ser vivida. Afirmam, junto com os antigos gregos de Corinto: “Comamos e bebamos, pois
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