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Breve exame da antiga ChipreDespertai! — 1979 | 8 de agosto
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Uma armada cipriota de 120 navios, comandada por um dos reis de Salamina, ajudou Alexandre Magno em sua guerra contra os persas. Chipre por fim ficou sob a regência dos Ptolomeus, que tornaram Salamina sua sede governamental. Durante este período, muitos judeus se fixaram em Chipre.
Quando a potência romana dominava Chipre, em 58 A. E. C., a sede do governo foi transferida de Salamina para Pafos. Todavia, Salamina continuou sendo grande centro comercial do Império. Os romanos se referiam a Salamina como o “Empório do Oriente”.
Assim como Salamina era famosa pelo comércio, Pafos se tornou conhecida por sua religião, que era a adoração de Afrodite (Vênus), deusa do amor, da beleza e da fertilidade. Segundo a mitologia, Afrodite nascera da espuma do mar, logo ao largo da costa de Pafos. Isto motivou a construção dum templo e santuário em honra da deusa, no promontório que dá para tal lugar. Era o mais famoso dos santuários de Afrodite na antiguidade. Uma cidade conhecida como Palaepafos, ou Antiga Pafos, cresceu ao redor do templo. Os reis da cidade eram também sumo sacerdotes do culto de Afrodite e tinham grande influência por toda a ilha. No entanto, a Antiga Pafos foi destruída por um terremoto por volta do fim do século 12 A. E. C.
Aproximadamente a 16 quilômetros a oeste da Antiga Pafos, surgiu outra cidade chamada Nova Pafos. Foi sob a regência dos Ptolomeus que a Nova Pafos obteve proeminência e se tornou uma base naval e militar. Mas a cidade atingiu seu zênite quando Roma conquistou Chipre, conforme já declarado, no ano 58 A. E. C. A Nova Pafos tornou-se a capital da ilha e o representante de Roma ali residia.
Sob o domínio de Roma, o santuário de Afrodite tornou-se ponto focal para os peregrinos vindos de todas as partes do Império. Entre seus patronos achavam-se os imperadores romanos. Os peregrinos chegavam à baía natural em Nova Pafos. No vizinho Ieroskipou (grego: Hieros-Kipos, ou Jardim Sagrado), os peregrinos se reuniam para as festas anuais da primavera, em honra a Afrodite. Com acompanhamento musical, as procissões solenes seguiam seu caminho até o templo e santuário da deusa, a alguns quilômetros de distância. Havia sacrifícios e iniciações nos ritos místicos. A deusa da fertilidade não era representada por um figura humana. Antes, seu símbolo era um objeto cônico de pedra, que era ungido com óleo em grandes ocasiões festivas. Moedas romanas representam o templo e seu ídolo cônico. Relata-se que os ritos do templo incluíam a prostituição religiosa.
Por volta do quarto século E. C., a Nova Pafos tornou-se vítima de graves terremotos. Reduzida a pequeno povoado, a cidade jamais recuperou sua glória anterior. Atualmente, tanto as ruínas do templo de Afrodite como da Nova Pafos constituem grande atração para visitantes de todas as partes do mundo. Os turistas podem ver os excelentes mosaicos da Nova Pafos, as ruínas do palácio do governador romano e as muralhas da cidade.
Tesouros escondidos no subsolo da velha cidade gradualmente estão vindo a lume, graças a diversas expedições arqueológicas. Uma inscrição que data por volta de 55 E.C. e que inclui as palavras “no proconsulado de Paulo” foi encontrada na ilha. Isto apóia o relato bíblico de que a administração romana da ilha era exercida por meio de procônsules. Com efeito, o procônsul dos dias do apóstolo Paulo era chamado Sérgio Paulo.
É claro que os habitantes desta ilha, que adoravam Zeus e Afrodite, tinham grande necessidade da mensagem cristã trazida por Paulo e Barnabé. Produziram bons frutos em Chipre os esforços destes primeiros missionários? Bem, considere o relato bíblico sobre este ponto:
“[Paulo e Barnabé] navegaram para Chipre. E, tendo chegado a Salamina, começaram a publicar a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Tinham também João por assistente.
“Tendo percorrido toda a ilha até Pafos, encontraram certo homem, feiticeiro, falso profeta, um judeu cujo nome era Barjesus, e ele estava com o procônsul Sérgio Paulo, homem inteligente Chamando Barnabé e Saulo, este homem buscava seriamente ouvir a palavra de Deus. Mas Elimas, o feiticeiro, (é assim, de fato, que se traduz o seu nome [Barjesus],) começou a opor-se a eles, buscando desviar da fé o procônsul. Saulo, que é também Paulo, ficando cheio de espírito santo, olhou para ele atentamente e disse: É homem cheio de toda sorte de fraude e de toda sorte de vilania, ó filho do Diabo, inimigo de tudo o que é justo, não cessarás de torcer os caminhos direitos de Jeová? Pois bem, eis que a mão de Jeová está sobre ti e ficarás cego, não vendo a luz do sol por um período de tempo .’Densa névoa e escuridão caíram instantaneamente sobre ele, e ele andava em volta buscando homens para o conduzirem pela mão. O procônsul, vendo então o que tinha acontecido, tornou-se crente, pois ficou assombrado com o ensino de Jeová.” — Atos 13:4-12.
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Benefícios do pleno domínio do idiomaDespertai! — 1979 | 8 de agosto
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Benefícios do pleno domínio do idioma
O famoso estadista e escritor britânico, Sir Winston Churchill, escreveu um relato, há alguns anos, que ilustra o valor do pleno domínio de algo importante que se aprende. Em sua autobiografia, My Early Life (Meus Primeiros Anos de Vida, 1930), explicou como aprendera, como estudante, a falar e escrever a língua inglesa com tanta mestria:
“Por ficar tanto tempo nos primeiros anos do primeiro grau [da Escola de Harrow], obtive imensa vantagem sobre os garotos mais espertos. Todos eles passaram a aprender latim e grego, e coisas esplêndidas como essas. Mas eu aprendia inglês. Éramos considerados tão burros que só conseguíamos aprender inglês. Mr. Somervell — um homem mui deleitável, a quem muito devo — era encarregado de ensinar aos meninos mais tolos a coisa mais desconsiderada de todas — a saber, escrever apenas em inglês. Ele sabia fazê-lo. Ele o ensinava como ninguém jamais o ensinou. Não só aprendemos cabalmente a analisar o inglês, mas também praticávamos continuamente a análise inglesa. Mr. Somervell tinha seu próprio sistema. Ele pegava uma sentença bem comprida e a dividia em seus componentes por meio de tintas preta, vermelha, azul e verde. Sujeito, verbo, objeto: Oração Principal, Oração Coordenada, Oração Subordinada! Cada uma tinha sua cor e suas chaves. Era uma espécie de exercício. Fazíamos isso quase que diariamente. Visto que permaneci no Terceiro-quarto ano . . . três vezes mais do que qualquer outro, passei por isso três vezes mais. Aprendi-o cabalmente. Assim, penetrou em mim a estrutura essencial da sentença comum inglesa — que é uma coisa nobre. E, quando nos anos posteriores, meus colegas de escola que tinham obtido prêmios e distinção por escreverem tão linda poesia em latim e expressivos epigramas gregos tiveram de voltar de novo ao inglês comum, para ganhar sua vida ou progredir, eu não me senti em qualquer desvantagem. Naturalmente, inclino-me a favor de os meninos aprenderem inglês; eu os obrigaria todos a aprender inglês; e, daí, deixaria que os mais espertos aprendessem latim como uma honraria, e grego como um regalo. Mas a única coisa pela qual os açoitaria é por não saberem inglês. Eu os açoitaria duramente por isso.”
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