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AmnomAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Absalão, irmão germano de Tamar, nutriu ódio contra Amnom por este seu ato, e, dois anos depois, numa festa de tosquia de ovelhas, Absalão mandou que seus servos matassem Amnom, quando este estava se “sentindo bem por causa do vinho”. (2 Sam. 13:20-29) Visto que Amnom, como filho mais velho de Davi, era seu herdeiro aparente ao trono, a morte dele talvez também fosse vista como desejável por Absalão, para assim ampliar suas possibilidades de obter a realeza. Com tal evento, começou a ter cumprimento a profecia de Natã, depois da má conduta do próprio Davi com a esposa de Urias. — 2 Sam. 12:10; veja ABSALÃO.
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AmoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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AMO
Veja SENHOR.
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Amom IAjuda ao Entendimento da Bíblia
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AMOM I
[parente; aparentado].
O filho de Ló com sua filha mais moça, sendo o progenitor dos amonitas. (Gên. 19:38) Como no caso da filha mais velha, também a filha mais jovem de Ló teve relações com seu pai enquanto habitavam uma caverna duma região montanhosa, tendo suas filhas primeiro dado muito vinho a Ló. (Gên. 19:30-36) O nome dado a Amom por sua mãe foi Ben-Ami, que significa, literalmente, “filho do meu povo”, isto é, ‘filho de meus parentes’, e não de estrangeiros, como os sodomitas. O nome, assim, estava evidentemente ligado à preocupação expressa pela filha mais velha, de que as duas filhas não pudessem encontrar ninguém dentre seu próprio povo, ou linhagem familiar, para se casar, na terra em que habitavam.
“Amom” é também usado no Salmo 83:7 para referir-se à nação de seus descendentes. O termo usual é “filhos de Amom”, que, para a mente hebraica, literalmente significaria “filhos de meu parente”, destarte recordando aos israelitas o parentesco existente entre eles e os amonitas, parentesco este que até mesmo Jeová levava em conta, conforme evidenciado por Sua orientação aos israelitas para que não molestassem Amom, nem travassem luta com eles, visto que eram filhos de Ló, sobrinho de Abraão. — Deut. 2:19.
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Amom IiAjuda ao Entendimento da Bíblia
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AMOM II
[mestre de obras ou construtor].
1. Um rei de Judá e filho do iníquo Rei Manassés. Começou a reger com 22 anos (661 A.E.C.) e seguiu o proceder idólatra dos primeiros anos de seu pai. As más condições descritas em Sofonias 1:4; 3:2-4, sem dúvida se desenvolviam nessa época. Depois de dois anos no trono, foi assassinado pelos seus próprios servos (659 A.E.C.). O “povo da terra [‘am ha-’árets]” matou os conspiradores, colocou seu filho, Josias, no trono, e enterrou Amom no “jardim de Uza”. (2 Reis 21:19-26; 2 Crô. 33:20-25) A genealogia de Jesus inclui o seu nome. — Mat. 1:10.
2. Um deus local de Tebas, ou Nô-Amom, que ascendeu à posição de “rei dos deuses” sob o nome de Amom-Rá, e cujo sumo sacerdote se tornou o chefe de todos os sacerdócios egípcios.
O nome egípcio deste deus aparentemente significa “o escondido”. Amom é geralmente representado como um homem que porta uma coroa encimada por duas compridas plumas paralelas. Como muitas das outras deidades egípcias, é freqüentemente exibido segurando a cruz ansada, o “signo da vida”. Amom, sua esposa Mut e Consu (seu filho com ela) compunham a tríade tebana.
Em adição às muitas dádivas, grande parte dos despojos de guerra do Egito entravam para o tesouro de Amom (Amom-Rá), o “rei dos deuses”. Os sacerdotes devotados ao serviço desta deidade, portanto, tornaram-se poderosíssimos e riquíssimos. Visto que tiravam proveito das guerras do Egito, o arqueólogo E. A. Wallis Budge sugere que eram os sacerdotes de Amom-Rá que, “em realidade, eram os artífices da guerra e da paz”.
Com o tempo, os sumos sacerdotes de Amom, cujo cargo se tornara hereditário, exerciam até mesmo maior poder do que os faraós. Um deles, Hrihor, sucedeu ao último Ramsés no trono. No que diz respeito à medida em que os assuntos governamentais eram determinados pelo oráculo de Amom, durante a regência de Hrihor, James H. Breasted, em A History of the Ancient Egyptians (História dos Antigos Egípcios), pp. 357, 358, escreve: “Fosse o que fosse que o Sumo Sacerdote desejasse efetuar legalmente, podia ser sancionado pelo oráculo especial do deus [Amom] a qualquer tempo, e, por arranjo prévio, a imagem do culto, perante a qual o Sumo Sacerdote tornava conhecidos seus desejos, invariavelmente respondia de modo favorável por balançar violentamente a cabeça, ou até mesmo por falar. . . . A prestidigitação sacerdotal, decidindo, se necessário, em completa desconsideração pela lei e pela justiça, habilitava assim o Sumo Sacerdote a encobrir com a sanção divina tudo o que ele desejava efetuar.”
No entanto, várias adversidades sobrevieram a Tebas e a seu deus, Amom. Duas delas são mencionadas nas Escrituras. No sétimo século A.E.C., os conquistadores assírios, sob o comando de Assurbanipal, arrasaram Tebas, despojando-a de toda a sua riqueza. O profeta Naum se refere a esse evento, usando-o qual ilustração da vindoura destruição de Nínive. (Naum 3:8) Tebas recuperou-se de algum modo do golpe infligido a ela pela Assíria, reavendo certa medida de prosperidade, mas mesmo esta deveria ser breve. Jeremias indicou que o julgamento de Jeová era contra o Egito e seus deuses, inclusive Tebas e seu deus, Amom. O Egito seria entregue na mão de Nabucodonosor, trazendo vergonha a ele e a seus deuses, especialmente a Amom, de Nô (Tebas). — Jer. 46:25, 26; veja NÔ, NÔ-AMOM.
[Foto na página 70]
Amom-Rá, conforme representado num pilar de templo em Tebas.
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AmonitasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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AMONITAS
Descendentes de Amom, filho de Ló e da mais jovem das suas duas filhas. (Gên. 19:36-38) Eram parentes próximos dos moabitas, descendentes do outro filho de Ló, Moabe, e são regularmente mencionados na história bíblica e secular antiga, junto com os moabitas. Eram também mais distantemente aparentados aos israelitas, e este parentesco bíblico é apoiado pelo fato de que a língua amonita era um dialeto ou variante do hebraico. Com raras exceções, contudo, os amonitas demonstraram violenta inimizade para com a nação de Israel.
TERRITÓRIO OCUPADO
Evidentemente por consideração para com seu fiel antepassado, Ló, Jeová Deus permitiu que os amonitas tomassem posse do território previamente mantido pelos refains, um povo de estatura elevada, chamado de zanzumins pelos amonitas. (Deut. 2:17-21) Esta terra se situava a E do extremo sul do rio Jordão, e, certa vez, o território dos amonitas se unia com o dos moabitas, na região de planalto, na banda oriental do mar Morto. Algum tempo antes da entrada de Israel em Canaã, contudo, os amorreus tinham desapossado os amonitas de parte de sua terra e os empurraram para o N e E, destarte abrindo uma cunha entre eles e os moabitas (que também sofreram a perda de considerável território). (Núm. 21:26; Jos. 12:2; Juí. 11:13, 22) Depois disso, a terra dos filhos de Amom geralmente se estendia dos trechos superiores do rio Jaboque, que se curvava, em direção leste, para o deserto (Núm. 21:24; Jos. 12:2), estando sua capital situada em Rabá (a moderna Amã), próxima às cabeceiras do Jaboque. (Deut. 3:11) Os arqueólogos descobriram antigos sítios e fortalezas fronteiriças amonitas nesta região.
Sob ordens divinas, os israelitas tiveram o cuidado de não invadir os limites de terras dos amonitas, ao conquistarem os vizinhos amorreus. (Deut. 2:37; Jos. 13:8-10) Assim, ao passo que Josué 13:25 declara que a tribo de Gade recebeu “metade da terra dos filhos de Amom”, como parte de sua herança tribal, a referência, evidentemente, é feita àquela parte da terra anteriormente tomada dos amonitas pelos amorreus, território aparentemente situado entre o rio Jordão e o Jaboque superior.
CONFLITOS COM ISRAEL
Embora os amonitas pareçam ter-se unido aos moabitas em contratar Balaão, o profeta mercenário, a fim de amaldiçoar Israel, não fizeram nenhum esforço militar imediato contra Israel. (Deut. 23:3, 4) Não foi senão no tempo do Rei Eglom, de Moabe, que os amonitas, junto com os amalequitas, juntaram-se aos moabitas em atacar Israel, movimentando-se para o oeste, em direção a Jericó, junto ao Jordão. (Juí. 3:12-14) Depois de o juiz Eúde eliminar os efeitos deste ataque (Vv. 26-30), os amonitas não constituíram de novo grande ameaça para Israel senão nos dias de Jefté. Já então os israelitas voltaram a servir os deuses das nações, e seguiu-se um período de dezoito anos de opressão, os amonitas pressionando Israel pelo E, enquanto os filisteus o ameaçavam do O. As forças amonitas não só aterrorizavam os israelitas que moravam em Gileade, mas até mesmo faziam surtidas a O do Jordão para fustigar as tribos de Benjamim, Judá e Efraim. (10:6-10) Finalmente limpos da adoração falsa, os israelitas se alinharam sob a liderança de Jefté e, depois de Jefté ter refutado legalmente as acusações amonitas de usurpação de direitos de terra por parte de Israel, os amonitas foram duramente derrotados. — 10:16 a 11:33; veja JEFTÉ.
Segundo a Septuaginta, cerca de um mês depois de Saul ser designado rei de Israel, o Rei Naás, de Amom, cercou a cidade de Jabes, em Gileade, exigindo a rendição da cidade, junto com a exigência cruel de que seus homens só teriam paz se cada um permitisse que seu olho direito fosse furado. Sabendo do cerco, Saul provou seu mérito qual rei, juntou as forças israelitas e desarraigou os amonitas. (1 Sam. 11:1-4, 11-15) A declaração posterior de Samuel revela que foi a crescente ameaça dos amonitas, sob Naás, que provocou por fim o pedido dos israelitas de terem um rei. — 1 Sam. 12:12.
Durante a regência de Davi
Os amonitas também sofreram derrotas às mãos de Davi, sendo exigido deles despojos ou tributo. (1 Crô. 18:11) O relato sobre isto, em 2 Samuel 8:11, 12, faz parte dum resumo das conquistas de Davi, e este resumo talvez não esteja necessariamente em ordem cronológica completa com relação aos relatos anteriores e subseqüentes. Assim, 2 Samuel 10:1, 2 sugere uma relação comparativamente pacífica entre Amom e Israel durante a regência de Davi até o tempo da morte do Rei Naás. Hanum, filho e sucessor de Naás, porém, deixou Davi grandemente irado, ao humilhar os
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