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A oração — um ritual vazio ou comunicação significativa?Despertai! — 1981 | 8 de maio
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oferecer preces por acender uma vela com a qual queimam incenso. Ajoelhando-se diante de tal altar, eles antes batem num conjunto de sinos com um pequeno bastão de madeira e então recitam vez após vez uma oração escrita ou algumas palavras decoradas tais como “Narru-Amida-Butsu” (Glória a Amida Buda). Isto pode ser repetido numa cadência monótona por 20 minutos ou até mesmo horas a fio.
O que dizer dos japoneses que professam o cristianismo? Poderão ser vistos indo a uma igreja, onde ficam ajoelhados por alguns minutos, orando silenciosamente ou talvez em murmúrio. Alguns lêem suas preces de um livro. Entre tais, existem os que oram ali freqüentemente, ao passo que outros apenas comparecem em tempos de provação especial. Outros, de rosário em punho, recitam uma expressão decorada a cada vez que uma conta avança, entre seus dedos. A intervalos, no decorrer do ritual, talvez fixem seu olhar num crucifixo ou numa imagem de um determinado santo.
Existem muitas maneiras pelas quais as pessoas oferecem suas orações. Sem dúvida, são empregadas por pessoas devotas e sinceras. Mas, apesar de todas estas orações, fazemos bem em perguntar: O que ocorre é alguma comunicação significativa — ou trata-se nada mais do que dum ritual vazio?
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O porquê e o modo como ora — faz diferença?Despertai! — 1981 | 8 de maio
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O porquê e o modo como ora — faz diferença?
“Ó KAMI-SAMA,a por favor ajude-me a passar no exame. Visto que não me preparei bem para o teste, dependo só de ti.” Orações escritas, semelhantes a esta, são feitas nos santuários religiosos por todo o Japão, quando se aproxima a época dos exames, altamente competitivos. Preocupados avós dos estudantes fazem ofertas de 10.000 ienes (Cr$ 3.000,00) conseguindo assim que orações diárias sejam feitas, durante um ano, em favor do esforço acadêmico de seus netos.
Muitos dos estudantes que afluem aos santuários nesta época do ano, têm pouca fé em Deus. “Não, eu geralmente não creio em Deus”, disse um deles. “Mas oro por ajuda divina apenas em época de dificuldade.”
A atitude deles ilustra o provérbio japonês: “Confie em Deus quando estiver em dificuldade.”
Mas, o que acontece quando passa a crise? Deus é geralmente esquecido, até a próxima crise.
Em Prol do Que Oram as Pessoas?
Em geral, as pessoas oram porque querem alguma coisa. Um artigo numa revista ocidental publicou orações de crianças, a maioria das quais sendo petições: “Querido Deus, preciso de um aumento na minha mesada. Poderia mandar um de seus anjos dizer isto ao meu pai? Obrigado.” “Poderia, por favor, mandar algum dinheiro para a nossa família?” “Por favor, ajude-me na escola.”
É costumeiro, no Japão, comparecer aos santuários no início do ano novo e oferecer preces a Ebisu, o Deus da Riqueza. Vasto número de japoneses fez isto em 1979, quando mais de três milhões de pessoas foram a certos santuários apenas em Quioto e Tóquio, a fim de orar por dinheiro nos meses seguintes.
Pessoas desejando proteção contra acidente ou desastre, vão aos templos japoneses de Kannon, a Deusa da Misericórdia, bem como aos santuários de Xintó.
Os católicos filipinos talvez orem ao “Santo Niño”, ou “Menino Santo”, pedindo boa sorte. Certo homem comprou uma coroa de ouro de 14 quilates, encravada de rubis e diamantes legítimos, para sua imagem de Santo Niño, em sinal de gratidão
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