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A vida entre o “povo” ártico do CanadáDespertai! — 1970 | 22 de agosto
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ainda depende das armadilhas e da caça como meio de vida. Mas, visto que os preços das peles são muito instáveis, tais esquimós são incentivados pelo governo canadense a suplementar sua renda por meio de projetos tais como esculturas em pedra-sabão, gravuras em peles de foca e em fabricar o “Ookpik” esquimó, uma boneca de aparência engraçada. Muitos dos “innuits” mostram verdadeiro talento em tais artes.
Não faz muito tempo, a educação dos jovens esquimós se limitava principalmente ao que recebiam dos pais a fim de preparar-se para as obrigações da vida adulta. Tão recentemente quanto a vinte e cinco anos atrás, havia bem poucas escolas regulares no ártico canadense. Mas, agora há suficientes escolas para prover uma educação secular regular para todo rapaz e toda moça.
A dieta dos esquimós ainda consiste principalmente em carne e peixe, mas agora inclui ampla variedade de outros alimentos. Até recentemente, o alimento tinha de ser pedido com um ano de antecedência do sul, e o navio de suprimentos anuais entregava alimentos enlatados e desidratados durante a breve estação de águas livres. Muito embora a massa dos suprimentos ainda seja entregue por navio, há, praticamente o ano todo, comunicações com o mundo do sul por meio dos serviços aéreos. Trazem correspondência e alimentos frescos, às vezes duas ou três vezes por semana, e também tornam possível que as pessoas do norte tenham acesso a outras conveniências modernas.
A introdução de tais alimentos e de melhores serviços de saúde tem servido para aumentar a população “innuit” bem rápido nos últimos anos. Anos atrás, a mortalidade infantil entre os esquimós era altíssima, não só por causa de doenças, mas também devido à prática do infanticídio.
O infanticídio era comum porque, nesta terra em que não há alimentos vegetais e nenhuma estrada, a mãe tinha de amamentar o filho e levá-lo para toda a parte nas costas até que tivesse por volta de três anos. Cuidar de outro filho neste período teria sido algo além de suas forças. Assim, muito embora os esquimós sejam conhecidos como gostando de crianças, não hesitavam em destruir um bebê recém-nascido, especialmente se fosse menina.
Todavia, outra mudança na vida do povo ártico do Canadá tem sido em sua religião. Em épocas passadas, adoravam quase todo fenômeno da natureza. A um deus-céu chamado Sila foram concedidos os atributos de ser supremo. E uma deidade feminina chamada Sedna era adorada como controladora do suprimento de focas. Mas, pelos meados do século vinte, quase todos os esquimós se haviam tornado pelo menos cristãos nominais devido à pregação de missionários protestantes e católicos.
Nos últimos anos, contudo, muitos vieram a compreender que tais religiões da cristandade só são cristãs no nome. Assim, muitos esquimós, que chegaram a amar e respeitar a Bíblia, estão acolhendo as boas-novas sobre o reino de Deus pregadas pelas testemunhas de Jeová. Alguns deles se empenham agora ativamente em ajudar seus companheiros “innuit” a aprender sobre as promessas de Jeová Deus, de vida em sua justa nova ordem. É deveras apropriado que os esquimós prefiram ser chamados de “innuit” (“povo”), pois, na nova ordem de Deus, os humanos não serão divididos em grupos nacionais, mas simplesmente serão o ‘povo’ de Deus. — Rev. 21:3, 4.
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Água que viajaDespertai! — 1970 | 22 de agosto
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Água que viaja
● A fria água do Antártico, fluindo a fundo no Oceano Atlântico, já foi localizada bem ao norte, até na cidade de Nova Iorque, a mais de 11.000 quilômetros de distância. E a água fria do Ártico já foi localizada por todo o caminho até o Antártico.
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