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  • Félix
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • no decorrer dum período de dois anos, Félix mandou buscar Paulo e conversou com ele, esperando inutilmente que o apóstolo lhe desse algum dinheiro como suborno para ser solto. — Atos 24:24-27.

      Os judeus ressentiam-se grandemente da administração de Félix. Constituiu “excelente exemplo da má administração colonial”. [The Interpreter’s Dictionary of the Bible (Dicionário Bíblico do Intérprete), Vol. 2, p. 264] Talvez em 58 E.C., “Félix foi sucedido por Pórcio Festo; e, visto que Félix desejava ganhar o favor dos judeus, deixou Paulo preso”. (Atos 24:27) No entanto, tal gesto da parte de Félix não pensou as feridas que havia infligido aos judeus; nem impediu que estes mandassem uma delegação a Roma para levar adiante sua questão contra ele. Ter ele escapado da punição após ser convocado a Roma é atribuído apenas à posição favorecida e à influência de seu irmão, Palas, junto a Nero.

  • Fenícia
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    • FENÍCIA

      [Gr. , Phoiníke, talvez de phoínix, significando tamareira]. Aquela faixa costeira ao longo da margem oriental do Mediterrâneo, entre a Síria e a Palestina, cujos limites, a E, eram os montes do Líbano. Correspondia, mais ou menos, ao moderno país do Líbano. Durante muitos anos, a principal cidade da antiga Fenícia era Sídon, porém, posteriormente, ela foi eclipsada em importância por Tiro, cidade fundada por uma colônia de Sídon. — Veja SÍDON, SIDÔNIOS; TIRO.

      ASPECTOS GEOGRÁFICOS

      As planícies costeiras deste país longo e estreito eram cortadas, em poucos lugares, pelos contrafortes das montanhas que atingiam o mar. As planícies eram bem regadas por várias correntes que se originavam na cadeia montanhosa que constituía seu limite natural ao longo da fronteira oriental. Aqui havia vários picos que ultrapassavam 3.000 m de altitude, o mais alto sendo superior a 3.350 m, picos estes que eram cobertos de neve por boa parte do ano. Extensas florestas e pomares recobriam outrora grande parte dessa terra — o cedro e o pinheiro, bem como o carvalho, a faia, a amoreira, a figueira, a oliveira e a tamareira.

      ORIGEM E NOME

      A história dos fenícios começa após o Dilúvio com Canaã, neto de Noé, e um dos filhos de Cã. Canaã tornou-se progenitor de onze tribos, uma delas, a dos sidônios, sendo descendente de Sídon, primogênito de Canaã. (Gên. 10:15-18; 1 Crô. 1:13-16) Assim sendo, os sidônios eram cananeus. (Jos. 13:4-6; Juí. 10:12) Eles mesmos, e outros também, chamavam sua terra de Canaã. Numa moeda do tempo de Antíoco Epifânio, a cidade siro-fenícia de Laodicéia é descrita como “a cidade-mãe de Canaã”.

      Entretanto, com o tempo, os gregos preferiam referir-se a estes sidônios cananeus por ainda outro termo, fenícios. Foi assim que cananeu, sidônio e fenício se tornaram nomes às vezes usados de forma intercambiável para o mesmo povo. Na profecia de Isaías, para exemplificar, a Fenícia é chamada Canaã. — Isa. 23:11; BJ; CBC; NM (nota, ed. 1958, em inglês); PIB.

      TERRA DE NEGOCIANTES MARÍTIMOS

      Os fenícios se achavam entre os grandes povos navegadores do mundo antigo. Seus navios tinham excelentes condições de navegabilidade para seu tamanho. Eram elevados, tanto na proa como na popa, tendo largo costado, e podiam ser impulsionados tanto por velas como por remos. (Eze. 27:3-7) Os barcos fenícios se encarregavam de grande parte do comércio no Mediterrâneo. No século XI A.E.C., Salomão utilizou alguns fenícios, “servos de Hirão”, para acompanhar seus navios que iam até Társis (Espanha). (2 Crô. 9:21) Marujos fenícios também foram empregados na frota de Salomão, enviada de Eziom-Géber a Ofir. (1 Reis 9:26-28; 10:11) No século VII A.E.C., os barcos fenícios ainda velejavam até Társis, e traziam de lá prata, ferro, estanho e chumbo. — Eze. 27:12.

      ARTES E OFÍCIOS

      Os metalúrgicos fenícios eram peritos em moldar e em trabalhar com objetos de ouro e de prata, e em fazer gravações neles. Outros artesãos se especializavam em esculturas de madeira e de marfim, modelando o vidro, tecendo lã e linho, e tingindo tecidos. A Fenícia era especialmente famosa por sua indústria de tintura de púrpura. Mantos de púrpura-imperial ou púrpura-de-tiro valiam altíssimos preços, pois eram necessários muitos milhares de moluscos do gênero Murex, cada um fornecendo uma única gota de corante, para tingir alguns metros de tecido. Tal corante variava em matiz, dependendo de onde era apanhado o molusco, ao longo das praias do Mediterrâneo, e isto, além das perícias especiais dos mestres-tintureiros fenícios, que não raro utilizavam um processo duplo ou triplo de tingimento, resultava em muitas variedades de tecidos custosos que gozavam de grande procura por parte das pessoas de alta categoria e da nobreza. — Eze. 27:2, 7, 24.

      No tempo de Davi e de Salomão, os fenícios tinham fama como cortadores de pedras de construção e como madeireiros peritos em abater as majestosas árvores de suas florestas. — 2 Sam. 5:11; 1 Reis 5:1, 6-10, 18; 9:11; 1 Crô. 14:1.

      RELIGIÃO

      Como cananeus, os fenícios praticavam uma religião muito degradada que se centralizava em Baal, deus da fertilidade, e que envolvia a sodomia, a bestialidade e a prostituição cerimonial, bem como abomináveis ritos de sacrifícios de crianças. A cidade fenícia de Baalbec (a uns 65 km em linha reta a NE de Beirute), tornou-se um dos grandes centros da adoração politeísta do mundo antigo, sendo ali erguidos, nos tempos romanos, grandes templos a vários deuses e deusas, cujas ruínas podem ser vistas atualmente.

      Na primavera setentrional de 31 E.C., certos residentes da Fenícia demonstraram sua fé por viajarem por terra até a Galiléia a fim de ouvirem Jesus e serem curados de suas moléstias. (Mar. 3:7-10; Luc. 6:17) Mais ou menos um ano depois, Jesus visitou as planícies costeiras da Fenícia e ficou tão impressionado com a fé duma senhora siro-fenícia que ali vivia que curou milagrosamente a filha dela, possessa de demônio. — Mat. 15:21-28; Mar. 7:24-31.

      Quando irrompeu a perseguição na Judéia, depois do martírio de Estêvão, alguns cristãos fugiram para a Fenícia. Ali, por algum tempo, proclamaram as boas novas apenas aos judeus. Mas, depois da conversão de Cornélio, começaram a surgir congregações ao longo da costa da Fenícia, contendo uma mistura de judeus e de não-judeus, como ocorreu em outras partes do Império Romano. O apóstolo Paulo visitou algumas destas congregações na Fenícia, no decorrer de suas viagens, a última visita registrada aos crentes que ali moravam ocorrendo em Sídon, a caminho de Roma, já como prisioneiro, em 58 E.C. — Atos 11:19; 15:3; 21:1-7; 27:1-3.

  • Fênix
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    • FÊNIX

      [tamareira]. “Um porto de Creta.” (Atos 27:12) O navio graneleiro em que Paulo viajava como prisioneiro para Roma tentou velejar de Bons Portos até Fênix, para abrigar- se do inverno setentrional. Apanhado por uma tempestade, sofreu um naufrágio subseqüente na ilha de Malta. — Atos 27:13 a 28:1.

      Quanto à localização de Fênix, a narrativa dos Atos indica apenas que se situava a O de Bons Portos, do lado S de Creta, e que fornecia uma invernada segura. Assim sendo, propõem-se dois locais. Um deles é Loutro, no lado E dum cabo, a uns 65 km a O de Bons Portos, e o outro é Fineca, do lado oposto deste cabo.

  • Fermento
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    • FERMENTO

      Substância adicionada à massa de farinha ou a líquidos para provocar a fermentação, especialmente uma parte da massa fermentada que era guardada para ser utilizada em assar pão. Este tipo de agente fermentador é especificado pela palavra hebraica se’ór (“massa lêveda” [Êxo. 12:15]), e pela palavra grega zyme (“fermento” [Luc. 13:21]). Algo fermentado é designado pela palavra hebraica hhaméts. — Lev. 2:11.

      NA LEI DE DEUS PARA ISRAEL

      Nenhuma oferta de cereais que os israelitas apresentassem por fogo a Jeová devia ser feita de ‘algo levedado’. (Lev. 2:11) Não obstante, podia-se usar fermento em conexão com as ofertas de comunhão e agradecimento, em que o ofertante voluntariamente fazia tal apresentação num espírito de agradecimento pelas muitas bênçãos de Jeová. A refeição devia ser jubilosa; normalmente se comia pão levedado nas ocasiões felizes. Junto com a carne (isto é, com o animal) oferecida, e os pães não-fermentados, o ofertante trazia bolos de forma anular de pão levedado, que não eram colocados no altar, mas eram comidos pelo ofertante e pelo sacerdote oficiante. — Lev. 7:11-15.

      Na apresentação das primícias da colheita de trigo, no dia de Pentecostes, o sumo sacerdote movia perante Jeová dois pães fermentados de trigo. (Lev. 23:15-21) É digno de nota que, no dia de Pentecostes de 33 E.C., os primeiros membros da congregação cristã, a saber, os discípulos de Jesus Cristo retirados dentre os judeus, foram ungidos com espírito santo. Jesus Cristo, como o grande Sumo Sacerdote de Jeová, pôde apresentar perante Deus os primeiros de seus irmãos espirituais. Estes foram tirados de entre a humanidade pecaminosa. (Atos 2:1-4, 41) Cerca de três anos e quatro meses depois, os primeiros conversos gentios incircuncisos ao cristianismo, Cornélio e sua casa, foram ungidos com espírito santo, desta forma sendo apresentados perante Deus. Estes provinham igualmente da humanidade pecadora. — Atos 10:24, 44-48; Rom. 5:12.

      A Festividade dos Pães Não-Fermentados ocupava os sete dias depois da Páscoa, a saber, de 15 a 21 de abibe ou nisã. Nesses dias, nada levedado nem qualquer massa lêveda devia sequer ser encontrada nas casas dos israelitas ou “vista” com eles. (Êxo. 12:14-20; 13:6, 7; 23:15) Isto servia para lembrar-lhes de sua libertação às pressas do Egito, pela mão de Jeová, quando não tiveram tempo nem de esperar que sua massa fermentasse, mas, com pressa, levaram-na com eles, junto com suas amassadeiras. — Êxo. 12:34.

      SIGNIFICADO SIMBÓLICO

      “Fermento” foi amiúde usado na Bíblia para indicar pecado ou corrupção. Jesus Cristo disse a seus discípulos: “Vigiai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus”, e: “Vigiai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.” Os discípulos, de início, não entenderam que Jesus empregava um simbolismo, mas, por fim, discerniram que ele os avisava a ficarem vigilantes quanto à doutrina falsa e às práticas hipócritas, “o ensino dos fariseus e dos saduceus”, ensino este que tinha efeito corrompedor. (Mat. 16:6, 11, 12; Luc. 12:1) Ele também mencionou Herodes (incluindo, evidentemente, os seus partidários) em um de seus avisos, afirmando: “Mantende os olhos abertos, acautelai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes.” (Mar. 8:15) Jesus denunciou destemidamente os fariseus como hipócritas, preocupados com a ostentação. (Mat. 23:25-28) Apontou o conceito doutrinal errôneo dos saduceus. Expôs a hipocrisia e as artimanhas políticas dos partidários de Herodes. — Mat. 22:15-21; Mar. 3:6.

      O apóstolo Paulo utilizou o mesmo simbolismo quando ordenou à congregação cristã de Corinto que expulsasse um homem imoral da congregação, dizendo: “Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Retirai o velho fermento, para que sejais massa nova, conforme estiverdes livres do levedo. Pois, deveras. Cristo, a nossa páscoa, já tem sido sacrificado.” Mostrou então claramente o que queria dizer por “fermento”: “Conseqüentemente, guardemos a festividade, não com o velho fermento,

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