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O cristianismo primitivo não foi obra do acasoDespertai! — 1988 | 8 de agosto
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ele se tornou uma religião internacional, em vez de regional. Jesus havia ordenado especificamente a seus seguidores que pregassem “até à parte mais distante da terra”. — Atos 1:8.
Na verdade, os primeiros discípulos eram de origem judaica, e as conversões iniciais foram feitas entre os judeus, de acordo com o propósito de Deus. Jerusalém tornou-se o centro no qual os apóstolos se reuniam para orientar a igreja inexperiente. Por causa disto, no primeiro século, as pessoas muitas vezes erroneamente tachavam os cristãos de judeus, embora os judeus fossem os mais ardentes perseguidores dos cristãos. E um historiador romano desprezou o cristianismo como uma superstição nociva.
Pedro, antes de batizar o primeiro não-judeu, declarou: “Certamente percebo que Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável.” (Atos 10:34, 35) Assim, o zelo dos cristãos, atiçado por inabalável fé, levou a mensagem de Cristo por todo o Império Romano. A perseguição não conseguiu eliminar estes cristãos, e muitos deles morreram por não rejeitarem esta religião que tinham escolhido. Seu entusiasmo e sua devoção são algo muito diferentes da apatia que há na cristandade, no século 20.
É possível que este espírito inexista porque relativamente poucos fizeram uma escolha consciente na questão da fé? Se o leitor ainda se importa com religião, por que não considera seriamente o artigo que segue?
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A escolha é sua — ou deixa que outros escolham por você?Despertai! — 1988 | 8 de agosto
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A escolha é sua — ou deixa que outros escolham por você?
ATÉ ter oito anos, Pedro adorava Maleiwa, suposto criador do homem e fazedor da Terra. Tinha medo de Yolujá, que se afirma ser o prenunciador de todo o mal e de toda a doença, e procurava evitar os malévolos desígnios de Pulowi, alegada deusa do submundo.
Pedro era um guajiro, uma das muitas tribos indígenas da Venezuela. Seguiu a religião tradicional de seus ancestrais até o dia em que o professor da escola local programou o batismo dele — como católico.
“Ninguém me consultou, e eu nada sabia sobre minha nova religião”, explicou Pedro. “Mas eu compreendia que não seria difícil adotar esta nova fé, que não exigia mudanças significativas em minha conduta diária. Eu era fiel à minha nova religião, uma vez que assistia à Missa em alguma ocasião em dezembro.”
Apesar de pertencer a duas religiões diferentes, Pedro não tinha feito uma decisão consciente em nenhum dos casos. Outros decidiram por ele. No decorrer dos séculos, a experiência dele se repetiu incontáveis vezes. Com efeito, relativamente poucas pessoas, dentre os cinco bilhões que vivem hoje, fizeram uma escolha deliberada em questão de religião. A religião delas geralmente é algo herdado, assim como se
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