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Os princípios do Decálogo valem para sempreA Sentinela — 1961 | 15 de setembro
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expressos de modo positivo numa única ordem, conforme mostrou o apóstolo Paulo: “Não devais nada a ninguém, exceto o amor mútuo; pois aquele que ama ao seu próximo tem cumprido a lei. Porque o código da lei: ‘Não cometerás adultério, não assassinarás, não roubarás, não cobiçarás’, e qualquer outro mandamento que há, está resumido nesta palavra, a saber: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ O amor não causa mal ao próximo; portanto, o amor é o cumprimento da lei.” Estes cinco mandamentos são também resumidos pelas palavras de Jesus, usualmente chamadas de “Regra Áurea”: “Todas as coisas que vós quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer a eles; isto, de fato, é o que a Lei e os Profetas querem dizer.” — Rom. 13:8-10; Mat. 7:12, NM.
Falando-se individualmente destas leis, pode-se dizer que cada uma delas engloba um ou mais princípios, em adição a este um geral. Assim, o principio englobado no sexto mandamento: “Não assassinarás”, é o da santidade da vida e do sangue, conforme se observa na primeira declaração deste mandamento a Noé e à sua família: “Somente a carne com sua alma — seu sangue — não deveis comer. E, além disso, requererei de volta o sangue de vossas almas. Da mão de toda criatura vivente o requererei de volta; e da mão do homem, da mão daquele que é seu irmão, requererei de volta a alma do homem. Qualquer que derramar o sangue do homem, pelo homem será derramado o seu próprio sangue, pois à imagem de Deus fez ele o homem.” — Êxo. 20:13; Gên. 9:4-6, NM.
A extensão lógica do princípio deste mandamento é a exclusão de todo ti ódio contra o próximo, conforme Jesus mostrou no seu sermão do monte. O apóstolo João o expressou do seguinte modo: “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino.” É por isso que as nações do mundo preparam seus soldados para a matança do inimigo por meio de mentirosa propaganda de ódio. — Mat. 5:21, 22; 1 João 3:15, ALA.
O sétimo mandamento, “não cometerás adultério”, engloba os dois princípios da observância do pacto e da santidade. É interessante notar que em algumas línguas e expressão para adultério é ‘rompimento de matrimônio’, e, nas Escrituras, toda a imoralidade é estigmatizada como impureza. Para o cristão, este mandamento recebeu uma tríplice ênfase: “Deus julgará os fornicários e os adúlteros”, referindo-se aos atos literais. “Todo aquele que continuar a olhar para uma mulher, ao ponto de sentir paixão por ela, já cometeu adultério com ela no seu coração”, referindo-se ao desejo cobiçoso. E o adultério espiritual: “Adúlteras, não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Qualquer, portanto, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” A amizade com o mundo envolve igualmente a violação dum pacto com Deus e também torna a pessoa impura, pois Tiago aconselhou os cristãos que se mantivessem sem mácula do mundo. — Êxo. 20:14; Heb. 13:4, Mat. 5:28; Tia. 4:4 1:27, NM.
O justo princípio cristão: “Se alguém’ não quiser trabalhar, que também não coma”, é englobado no oitavo mandamento, dirigido contra o roubo. Devemos fazer jus a que necessitamos e adquirimos “Que o ladrão não roube mais, antes, trabalhe arduamente, fazendo com as mãos o que é boa obra.” — Êxo. 20:15; 2 Tes. 3:10; Efé. 4:28, NM.
Assim como o princípio englobado no terceiro mandamento envolve o uso correto da língua para com Deus, assim também o nono mandamento: “Não testificarás falsamente como testemunha contra o teu próximo”, envolve o uso correto da língua para com o homem. Note-se que a ênfase não está necessariamente em se divulgar a verdade em si mesma. Antes, ela é dada a não se dar testemunho falso contra o próximo, por causa de egoísmo. Há ocasiões em que é concebível que seja direito ocultar a verdade nos interesses do próximo, como quando Raab despistou os perseguidores pagãos dos espias israelitas que temiam a Deus, por aquilo que ela disse a esses perseguidores. Também, não é por se ficar calado que “o amor cobre uma multidão de pecados”? Certamente! — Êxo. 20:16; 1 Ped. 4:8, NM.
E, por fim, no último mandamento: “Não deves desejar” ou “egoistamente almejar” o que é do próximo, acha-se englobado o princípio: “Resguarde teu coração, pois dele procedem as fontes da vida.” Foi por isso que Jesus disse: “Do coração procedem raciocínios iníquos, homicídios, adultérios, fornicações, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.” Se protegermos o nosso coração, não haverá perigo de cobiçarmos o que é do próximo, nem praticaremos quaisquer dos atos imorais mencionados por Jesus. Longe disso, ficaremos “com interesse pessoal” atentos aos negócios dos outros,, procurando o que seja da vantagem deles. Assim, também, em vez de cobiçarmos a honra que outro recebe, ‘tomaremos a dianteira em mostrar honra uns aos outros’. — Êxo. 20:17; Deu. 5:21; Pro. 4:23; Mat. 15:19; 1 Cor. 10:24; Fil. 2:4; Rom. 12:10, NM.
Deveras, embora nós cristãos ‘não estejamos debaixo de lei, mas debaixo de benignidade imerecida’, os Dez Mandamentos fazem parte das coisas escritas de antemão para nossa instrução, porque os princípios englobados no Decálogo valem para sempre. “Se sabeis estas coisas, felizes sois se as praticardes.” — João 13:17, NM.
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Encontrando ouvidos atentos na TailândiaA Sentinela — 1961 | 15 de setembro
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Encontrando ouvidos atentos na Tailândia
OS MISSIONÁRIOS da Torre de Vigia na Tailândia mandaram a seguinte carta: “Para chegar à aldeia de Pe Pong, tivemos de viajar uns vinte e dois quilômetros por ônibus, o que levou quatro horas, e depois tivemos de vadear arrozais inundados por mais alguns quilômetros. Fomos recebidos bem pelos habitantes da aldeia, e depois de alguns minutos de descanso, passamos a anunciar a conferência bíblica a ser realizada à noitinha.
“A conferência começou às 19 horas, com todos nós sentados no chão. Nunca vimos uma assistência prestar tanta atenção como esta. Muitos deles trouxeram as suas Bíblias grandes e, de vez em quando, verificaram o que o orador dizia nas suas próprias Bíblias. Quando a conferência terminou; verificamos que mais de setenta tinham chegado através da escuridão e dos arrozais inundados, cheios de cobras, e pelas estradas, e alguns deles de grande distância. Mas, não queriam ir para casa depois daquela uma conferência; queriam mais, Por isso se proferiu outra conferência, e depois se responderam as suas muitas perguntas. Era uma hora da madrugada quando todos estavam satisfeitos e contentes para ir para casa.
“Na manhã seguinte, às dez horas, os aldeanos se juntaram outra vez e queriam ouvir mais um discurso; e ouviram mesmo. Três jovens queriam ver como as testemunhas de Jeová realizavam a sua pregação e nos acompanharam.
“À noite, às dezenove horas, realizamos um estudo bíblico com a ajuda da Sentinela, e alguns dos nossos novos amigos responderam tão bem como os nossos próprios irmãos. Depois se fez outra conferência bíblica, à qual assistiram sessenta pessoas. Fizeram perguntas até à meia-noite e nos teriam retido ali por mais tempo, mas lhes dissemos que íamos dormir. Depois do discurso final, o ancião desta congregação expressou-se do seguinte modo: ‘Abrimos as nossas portas a todos os que vieram com a Palavra de Deus e a todos os grupos religiosos que temos na Tailândia. Mas nunca tivemos aqui pessoas como as testemunhas de Jeová.’”
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