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    Despertai! — 1970 | 22 de novembro
    • O Dia de Ação de Graças — o que significa?

      POR todos os Estados Unidos, em 26 de novembro, as famílias realizarão reuniões em volta de mesas grandemente carregadas de peru assado, molho de vacínio, torta de abóbora, e muitos outros pratos saborosos. É neste dia que o país observa um feriado religioso nacional — o Dia de Ação de Graças.

      Cada ano, desde 3 de outubro de 1863, tem sido declarado feriado nacional dos EUA por proclamação presidencial. Foi naquele dia que o Presidente Lincoln fez a primeira de tais proclamações, afirmando “O ano que se aproxima de seu fim foi cheio de bênçãos de campos frutíferos e céus saudáveis. A tais abundâncias, que são tão constantemente usufruídas que nos inclinamos a esquecer a fonte da qual provêm, foram acrescentadas outras, que são de natureza tão extraordinária que não podem deixar de penetrar e abrandar o coração habitualmente insensível para com a sempre vigilante providência do Deus onipotente.”

      Desde a época de Lincoln, a última quinta-feira de quase todo novembro tem sido declarada um feriado legal; desde 1941, tem sido a quarta quinta-feira. Isto, contudo, não significa que a celebração de ação de graças não tenha sido observada antes dos dias de Lincoln. Já o era em alguns Estados, em datas diferentes, mas não em outros. Com efeito, proclamações de ação de graças haviam sido feitas de tempos a tempos por vários motivos, desde o tempo dos peregrinos. Mas, a proclamação de Lincoln tornou o Dia de Ação de Graças uma comemoração nacional pela primeira vez.

      O costume aparentemente teve seu início, no que diz respeito aos Estados Unidos, quando os colonizadores de Plymouth, em Massachusetts, obtiveram boa colheita no verão de 1621. Durante o inverno anterior, perderam quase que a metade de seu número diante do tempo inclemente. Assim, sentiam-se especialmente gratos pela boa colheita naquele ano. Mas, a celebração não se tornou uma comemoração anual para eles.

      Sendo pessoas que criam no Deus Onipotente, deram sinceras graças a ele pela boa colheita. Como se pode observar na proclamação feita pelo Presidente Lincoln, a comemoração nacional deste dia visava o mesmo fim — dar graças a Deus por Suas bênçãos de “campos frutíferos e céus saudáveis”. Mas, será que a celebração do Dia de Ação de Graças significa atualmente isso nos EUA?

      Falta de Fé

      No Times de Nova Iorque, de 24 de novembro de 1967, relatou-se que se expressava preocupação nos ofícios religiosos de que “Deus estava perdendo o sentido para grandes segmentos da populaça”. Especial preocupação foi expressa quanto à crescente falta de fé dos jovens. The Southern California Clergyman, de dezembro de 1967, citou Dumont F. Kenny, presidente da Faculdade York, como tendo dito: “Encaramos um dilúvio de descrença, especialmente entre nossa geração mais jovem.” Também citava um rabino de Nova Iorque como tendo dito: “Amplo segmento do povo estadunidense, jamais preocupado com Marx, tornou-se totalmente indiferente para com o conceito religioso.”

      Como pode o Dia de Ação de Graças ter qualquer sentido para este crescente número de estadunidenses que não têm fé em Deus? Como podem dar graças a alguém que talvez nem creiam que exista? Como seria possível um dia de ação de graças para eles, conforme originalmente tencionado?

      O que dizer dos clérigos que acham que Deus está morto? Como pode o Dia de Ação de Graças ter qualquer sentido para eles? Como poderiam reconhecer quaisquer bênçãos ou abundância como procedente Dele, este ano, quando acham que Ele não faz nada? Grande número de clérigos adotaram tal conceito. Segundo o National Observer, de 31 de janeiro de 1966: “A disposição de que ‘Deus está morto’ está impregnada no pensamento de 90 por cento dos teólogos protestantes de menos de 40 anos de idade.” Não ajudam eles a difundir a descrença em Deus?

      Outros clérigos também o fazem por expressarem de público a desconfiança na fidedignidade da Palavra escrita de Deus, a Bíblia. Como poderiam tais homens, em sã consciência, pregar sermões do Dia de Ação de Graças que agradecem a Deus as suas bênçãos, quando rejeitam a veracidade de uma de suas maiores bênçãos, sua Palavra escrita?

      Para muitos descrentes, o dia talvez não signifique nada mais do que uma desculpa para a glutonaria e a bebedice. Para outros, talvez seja ocasião de reunião de família, mas não dão consideração à generosidade do Criador. Assim, grande número de estadunidenses deixam de perceber o propósito original do feriado, conforme declarado pelo Presidente Lincoln.

      Há, naturalmente, algumas pessoas que têm fé em Deus e que consideram sinceramente este dia como um dia de ação de graças a Ele. Mas, será realmente necessário que seja proclamado oficialmente pelo presidente um feriado nacional a fim de expressarem graças a Deus? Se acham que receberam bênçãos e concessões da parte dele, por que agradecer-lhe apenas um dia no ano? Por que esperar até este dia ser proclamado pelo estado político? Não devia a ação de graças surgir espontaneamente do coração, o ano inteiro? Não seria isso mais harmonioso com uma atitude piedosa?

      Como um todo, o povo dos Estados Unidos não é mais um povo agrícola que se sente muito dependente do solo e das colheitas que dá. Esta era a situação quando os peregrinos deram graças pela boa colheita, mas, agora, apenas 5,9 por cento do povo daquele país se empenham na lavoura. Assim, a necessidade de uma festa da colheita para dar graças pelas boas safras não é sentida pela maioria dos estadunidenses. Nesse país industrial, perdeu-se muito do sentido duma celebração da colheita.

      Em vista das circunstâncias mudadas, não é o Dia de Ação de Graças agora pouco mais do que um dia tradicional para se ter uma refeição especial? Sem tal refeição, a maioria dos estadunidenses achariam que não estavam comemorando este feriado nacional. Por conseguinte, algumas agências de bem-estar social fornecem a tradicional refeição aos abandonados pelas ruas da cidade, e o governo fornece-a aos militares que se achem longe dos membros de suas famílias. Por comerem os alimentos tradicionais para este dia, acham que o celebram.

      Conceito Bíblico do Feriado

      Nada existe nas instruções dadas pela Bíblia aos cristãos contrário a se realizar reuniões familiares ou a se ter uma refeição especial, conquanto não haja glutonaria ou bebedice. Assim, se os cristãos desejarem realizar reuniões familiares e terem uma refeição especial num dia em que ninguém trabalha, isso é com eles. Não há nada de antibíblico nisso. Naturalmente, farão bem em considerar a impressão que isto causa nos outros. (Rom. 14:13-21) Mas, o que dizer, da participação num feriado religioso estabelecido politicamente?

      Parece razoável que a pessoa que presta ao Deus Onipotente adoração incontaminada, conforme instruído em Sua Palavra escrita, adira a descrentes em comemorar um feriado religioso? Não só há ateus, mas muitos que adoram deuses feitos pelo homem, de madeira e de pedra, e que celebram o Dia de Ação de Graças. Como poderia o verdadeiro cristão ter comunhão religiosa com tais pessoas e, ainda assim, esperar ser aceitável aos olhos do verdadeiro Deus

      A Bíblia ordena aos cristãos: “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos. Pois, que associação tem a justiça com o que é contra a lei? Ou que parceria tem a luz com a escuridão? . . . Ou que quinhão tem o fiel com o incrédulo?” (2 Cor. 6:14, 15) Assim, como poderiam as pessoas que desejam obedecer à Palavra escrita de Deus juntar-se a ateus, a pessoas que acham que Deus está morto e a pessoas que adoram deuses falsos, em comemorar um feriado religioso nacional? Não faria isso que se ponham “em jugo desigual com incrédulos?”

      Os cristãos primitivos, nos dias dos apóstolos de Jesus Cristo, não se juntavam aos romanos idólatras em observar os feriados religiosos romanos. As Saturnais, por exemplo, eram a celebração anual de Ação de Graças realizada uma vez por ano em dezembro pelos romanos. Também incluíam festança e bebedeiras; mas, os cristãos primitivos não participavam nessa celebração nacional. Para os romanos, isso era um sacrilégio. Certo escritor do segundo século, Tertuliano, escreveu: “Somos acusados dum segundo sacrilégio porque não celebramos os feriados dos Césares convosco de forma que nem a modéstia, nem a decência, nem a castidade permitem.”

      Era seu costume deixar de participar nas celebrações tradicionais do mundo romano, visto que isso os colocaria em jugo com os descrentes. Até as celebrações entre os judeus que certa vez eram aceitáveis a Deus foram evitadas por eles. Para alguns cristãos judeus que desejavam aderir a tais celebrações de dias e épocas, Paulo, que era apóstolo de Jesus Cristo, afirmou: “Observais escrupulosamente dias, e meses, e épocas, e anos. Temo por vós, que de algum modo eu tenha labutado em vão com respeito a vós.” (Gál. 4:10, 11) Havia labutado para levar as verdades libertadoras do Cristianismo a tais judeus, mas temia que seus esforços tivessem sido desperdiçados porque eles queriam continuar empenhados em comemorações religiosas que Deus não mais sancionava.

      Os hodiernos cristãos dedicados seguem o exemplo dos cristãos primitivos e recusam-se a participar em feriados religiosos nacionais, mas as outras pessoas, que não dispõem da mesma sensível consciência cristã, talvez queiram comemorá-los. Trata-se duma decisão pessoal. Entretanto, devido à mudança nas atitudes religiosas entre as pessoas em geral, grande número de pessoas terão dificuldades atualmente em encontrar qualquer sentido real na celebração do Dia de Ação de Graças.

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    Despertai! — 1970 | 22 de novembro
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      ● O arminho é uma pequena doninha que vive nos climas setentrionais. No verão, seu pêlo curto e macio é castanho, confundindo-se com o ambiente. No inverno, seu pêlo fica branco, branco puro num tempo extremamente frio, confundindo-se novamente com a paisagem nívea.

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