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    • Temperatura elevada é o requisito principal para reter uma grande quantidade de vapor- d’água. Ainda mais, sabe-se que o vapor-d’água é substancialmente mais leve do que o ar e a maioria dos outros gases que compõem a atmosfera. Portanto, do ponto de vista físico, não há impossibilidade no conceito de um vasto lençol térmico outrora existente na atmosfera superior.”

      Era a isso, então, que o apóstolo Pedro se referia quando disse que havia “uma terra sobressaindo compactamente à água e no meio da água” e que “por esses meios o mundo daquele tempo sofreu destruição, ao ser inundado pela água”. (2 Ped. 3:5, 6) Até o Dilúvio, os “céus dos tempos antigos” mui evidentemente tinham uma aparência totalmente diferente da que têm hoje. Com o dossel de vapor-d’água formou-se um “efeito de estufa” que dava até mesmo às regiões polares uma temperatura tropical, conforme os geólogos bem sabem que existia ali em certa época. Com o dossel, não havia necessidade de chuva, “mas uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo”. (Gên. 2:5, 6) Só depois do Dilúvio é que a Bíblia menciona pela primeira vez relâmpagos e trovões. Só depois do Dilúvio é que apareceu um arco-íris. (9:13) Só depois do Dilúvio é que a Bíblia fala do “frio e calor, e verão e inverno”. — 8:22.

      EFEITOS SOBRE A SUPERFÍCIE DA TERRA

      Com o súbito desabamento desse vasto dossel, incalculáveis bilhões de toneladas de água inundaram a terra. Este grande peso adicional pode ter causado tremendas mudanças na superfície da terra. A crosta terrestre é muito fina (calculada entre cerca de 30 e 160 km de espessura), estendida sobre um manto plástico de milhares de quilômetros de diâmetro. Assim, sob o acrescentado peso da água, ocorreram provavelmente grandes deslocamentos na crosta. Com o tempo, novas montanhas evidentemente vieram a surgir, velhas montanhas atingiram novas altitudes, bacias marítimas rasas foram aprofundadas, novos contornos litorâneos foram estabelecidos, de modo que agora quatro quintos da superfície acham-se cobertos de água.

      Essa deslocação na crosta da terra é responsável por muitos fenômenos geológicos, tais como a elevação de velhos contornos litorâneos a novas alturas. Poderosas forças hidráulicas foram agitadas — ondas furiosas fazendo colidir enormes blocos de pedra, arrastando-os a grandes distâncias de sua localização original, águas furiosas escavando vales e ravinas em todas as partes da terra, ondas de raz de maré amontoando estranhos depósitos sedimentares e soterrando sob suas densas camadas os detritos da vida animal e vegetal. Alguns calcularam que apenas a pressão da água foi equivalente a c. 280 kg por cm2, sendo suficiente para fossilizar rapidamente a fauna e a flora. — Veja The Biblical Flood and the Ice Epoch (O Dilúvio Bíblico e a Era Glacial), Patten, 1966, p. 62.

      Com a remoção do dossel insulante, as regiões polares ficaram subitamente mergulhadas num frio intenso e muitas formas de vida animal ficaram congeladas por milhares de anos. Pressões glaciais começaram a entrar em ação. Contudo, os grandes desfiladeiros da terra e os acúmulos de detritos podem ser atribuídos apenas a irresistíveis águas em fúria e não sujeitas à compressão, em vez de a geleiras continentais das assim chamadas eras glaciais.

      Evidência adicional duma mudança drástica: Em várias partes da terra foram encontrados cadáveres de mamutes e gigantescos rinocerontes. Alguns destes foram encontrados em penhascos siberianos; outros foram preservados no gelo da Sibéria e do Alasca e, quando expostos e descongelados, eram comestíveis. Alguns desses gigantes do reino animal foram surpreendidos tão subitamente pelo Dilúvio que foram encontrados com alimento não digerido no estômago ou ainda não mastigado, nos dentes. Numa caverna na Sicília mais de vinte toneladas de ossos foram recuperados num período de seis meses, ossos de elefantes, veados, bois e hipopótamos, os quais evidentemente haviam procurado abrigo, na caverna, das águas que subiam. Os restos fósseis de muitos outros animais, tais como leões, tigres, ursos e alces, foram encontrados numa mesma camada, indicando que todas essas criaturas foram destruídas simultaneamente; em seu caso, não foi uma questão de deterioração gradual.

      LENDAS DO DILÚVIO

      Um cataclismo tal como o Dilúvio, que acabou com a existência do inteiro mundo daquele tempo, nunca seria esquecido pelos sobreviventes. Falariam dele a seus filhos e aos filhos de seus filhos. Depois do Dilúvio, Sem ainda viveu 500 anos, podendo ter relatado o acontecimento a muitas gerações. Morreu apenas dez anos antes do nascimento de Jacó. Moisés preservou o relato autêntico em Gênesis. Algum tempo após o Dilúvio, quando pessoas que desafiavam a Deus construíam a Torre de Babel, Jeová confundiu a língua deles e os espalhou “por toda a superfície da terra”. (Gên. 11:9) Era apenas natural que essas pessoas levassem consigo histórias do Dilúvio e as transmitissem de pai para filho. O fato de que existem mais de noventa histórias diferentes sobre aquele grande Dilúvio, e que tais histórias encontram-se entre as tradições de muitas raças primitivas no mundo, é uma prova forte de que todos esses povos tiveram uma origem comum e que seus antepassados iniciais participaram em comum naquele acontecimento, o Dilúvio.

      Esses relatos folclóricos do Dilúvio harmonizam-se com alguns aspectos principais do relato bíblico: (1) um lugar de refúgio para um punhado de sobreviventes, (2) no geral, houve uma destruição global da vida por meio de água, (3) foi preservada uma semente da humanidade. Os egípcios, os gregos, os chineses, os druidas da Britânia, os polinésios, os esquimós e os groenlandeses, os africanos, os hindus, os índios americanos — todos esses têm suas histórias dum Dilúvio. Esta similaridade impressionou certo viajante, que disse: “Dentre as 120 tribos diferentes que visitei na América do Norte, do Sul e Central, nenhuma tribo existe que não me tenha falado de tradições distintas ou vagas sobre tal calamidade, na qual uma, ou três, ou oito pessoas foram salvas acima das águas no cume de uma alta montanha.” — The International Standard Bible Encyclopoedia (Enciclopédia Bíblica Padrão Internacional), Vol. II, p. 822.

      CONFIRMAÇÃO BÍBLICA

      Evidência mais forte do que as tradições pagãs de povos primitivos quanto à historicidade do Dilúvio é o endosso que outros escritores bíblicos lhe deram, sob inspiração. O único outro lugar onde a mesma palavra hebraica (mabbúl, dilúvio) ocorre, além de no relato em Gênesis, é na melodia de Davi, onde ele descreve Jeová como que assentado “sobre o dilúvio”. (Sal. 29:10) No entanto, outros escritores referem-se ao relato de Gênesis e confirmam-no, como, por exemplo, Isaías. (Isa. 54:9) Ezequiel também endossa a historicidade de Noé. (Eze. 14:14, 18, 20) Pedro, nas suas cartas, referiu-se extensivamente ao relato do Dilúvio. (1 Ped. 3:20; 2 Ped. 2:5; 3:5, 6) Paulo atesta a grande fé que Noé demonstrou em construir a arca para a sobrevivência de sua família. (Heb. 11:7) Lucas alista Noé na linhagem dos antepassados do Messias. — Luc. 3:36.

      E tanto Lucas como Mateus relataram o que Jesus disse a respeito dos dias do Dilúvio. Muito mais do que apenas um simples endosso da veracidade do relato do Dilúvio, as palavras de Jesus mostram o significado pictórico e profético desses antigos acontecimentos. Em resposta à pergunta dos discípulos, “qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?”, Jesus disse, entre outras coisas: “Pois assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem. Porque assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, comendo e bebendo, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não fizeram caso até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será a presença do Filho do homem.” (Mat. 24:3, 37-39; Luc. 17:26, 27) Existe, portanto, evidência abundante, originária das próprias Escrituras Sagradas inspiradas, para apoiar a autenticidade e genuinidade do relato do Dilúvio. Não se baseia em meras tradições de homens, nem no folclore de povos primitivos e nem nas descobertas geológicas e arqueológicas.

  • Diná
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    • DINÁ

      [julgada; absolvida; vindicada].

      Filha de Jacó e Léia. Diná tinha talvez cerca de seis anos de idade quando Jacó voltou a Canaã e fixou-se em Sucote, visto que ela nasceu em Harã, quando seu pai morava lá. (Gên. 30:21, 22, 25; 31:41) Na época em que Jacó e sua família acampavam fora da cidade de Siquém, Diná imprudentemente costumava visitar as moças cananéias locais. Numa de tais visitas, ela foi violentada por Siquém, filho de Hamor, o maioral heveu. Siquém apaixonou-se por ela e Diná ficou na casa dele até ser vingada por seus irmãos germanos, Simeão e Levi. — Gên. 34:1-31.

      Alguns argumentam que, quando Diná foi violentada, ela deve ter sido apenas uma criança. Contudo, deve-se ter em mente que, antes de vir para Siquém, Jacó construiu uma casa e tendas, em Sucote, indicando que residiu ali por algum tempo. (Gên. 33:17) Em Siquém, comprou um lote de terra e aparentemente se fixou ali por algum tempo. Tudo isso, somando-se ao fato de que Siquém apaixonou-se por Diná, a “moça”, atestam que Diná não era apenas uma criança na época em que se associava com Siquém. — Gên. 33:18, 19; 34:12.

      Anos mais tarde, Diná, acompanhada do resto da família de Jacó, foi para o Egito a convite de José. — Gên. 46:7, 15.

  • Dinheiro
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    • DINHEIRO

      Um meio de troca. Na antiguidade, o gado era um elemento constante da permuta, isto é, a troca de um item por outro, e, evidentemente, o mais velho método de realizar uma transação comercial. Indicativo disso é que a palavra latina para dinheiro (pecunia) deriva-se de pecus, que significa “gado”. Contudo, gado (Gên. 47:17) e mantimentos (1 Reis 5:10, 11) nem sempre eram meios práticos de troca. Portanto, vieram a ser usados metais, como o ouro e a prata. Já nos dias de Abraão os metais preciosos serviam como dinheiro. Mas não se tratava de moeda-padrão, cunhada. Consistia em prata e em ouro, sem dúvida moldados por conveniência no feitio de lingotes, argolas, pulseiras ou outros modelos convencionais, tendo um peso específico. (Compare com Gênesis 24:22; Josué 7:21.) Muitas vezes os objetos de metal eram pesados pelas pessoas envolvidas quando o pagamento era efetuado. — Gên. 23:15, 16; Jer. 32:10.

      Uma vez que as transações comerciais envolviam a pesagem, as designações de pesos (massas) eram também, compreensivelmente, designações monetárias. (Veja PESOS E MEDIDAS.) Entre os israelitas havia cinco divisões principais: a gera, o meio siclo (beca), o siclo, o mané (mina) e o talento. (Êxo. 25:39; 30:13; 38:25, 26; 1 Reis 10:17; Eze. 45:12; veja

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