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  • Quão seguro é o seu dinheiro?
    Despertai! — 1982 | 8 de junho
    • Quão seguro é o seu dinheiro?

      NA MAIORIA dos países o dinheiro é um pedaço de papel sem igual, reconhecido por seus dizeres, gravuras e números. Ou pode ser moedas cunhadas de modo especial para indicar o valor. O papel-moeda é notável porque a simples mudança de um número, de uma gravura ou de um conjunto de palavras pode mudar o seu valor.

      O dinheiro tem um efeito dramático na vida de cada um. Muitos trabalham longas horas e arduamente a fim de obtê-lo. Alguns entregam-se à jogatina para ganhá-lo. Outros matam por ele. Muitos casamentos dão certo ou fracassam por causa dele. E amiúde resultam dele problemas de saúde mentais e físicos.

      Contudo, quando as pessoas ganham dinheiro, poucas conseguem reter muito dele. Usualmente o gastam depressa. Como exemplo, num ano recente a família americana da classe média poupou apenas 3 por cento de sua renda. Muitos não pouparam nada. Outros se metem em enormes dívidas. Uma razão disso é a inflação.

      A Inflação, uma “Ladra”

      A inflação rouba dinheiro das pessoas de maneira tão efetiva como um ladrão que surrupia o dinheiro do seu bolso. E a pessoa mediana não pode fazer nada para contê-la. Se deixada ir ao extremo, a inflação pode destruir governos e causar enormes convulsões sociais nas nações. Contudo, a inflação atualmente está atingindo proporções epidêmicas em muitos países e é altamente contagiosa. Parece que ninguém conseguiu aperfeiçoar um remédio para esta “doença” financeira.

      Em resultado, milhões de pessoas em todo mundo estão constantemente se movimentando para ganhar o dinheiro que tão rapidamente lhes escapa da mão. Apesar disso, em muitos, muitos casos, estão perdendo terreno. O quadro na próxima página, publicado em U.S News & World Report, mostra o que aconteceu com os preços devido à inflação no período de 1975 a 1980. E é apenas uma lista parcial. Muitos outros países, como na América Latina e na África, têm tido recentemente índices de inflação superiores a 100 por cento ao ano.

      Muitos trabalhadores recebem aumentos durante o ano, é verdade. Mas nem todos recebem um aumento suficiente para compensar a inflação. Se, por exemplo, você receber um aumento salarial de 7,5 por cento mas o índice de inflação foi de 13 por cento, o que se daria? Digamos que você ganhava Cr$ 1.800.000,00 por ano, antes do aumento. Depois do aumento passou a receber Cr$ 1.935.000,00. Mas, quando calculada a taxa de inflação, o poder aquisitivo é agora de apenas Cr$ 1.683.450,00. Isto representa uma perda de Cr$ 251.550,00. De modo que isso não apenas inutilizou seu aumento de Cr$ 135.000,00 mas custou-lhe outros Cr$ 116.550,00 em poder aquisitivo. Também, o aumento poderia passá-lo a um nível mais alto para efeito de impostos, causando um prejuízo ainda maior.

      Também, muitos tendem a aumentar os seus gastos quando ganham mais. Mas, sob as circunstâncias acima, seria uma época ruim para se comprar um carro novo, tirar férias custosas ou mudar-se para uma casa mais cara. Sem dúvida, esse trabalhador que ganha um aumento de Cr$ 135.000,00 deveria fazer todo o possível para gastar menos. De outro modo, ele certamente se meterá em profunda dificuldade financeira.

      Também, é óbvio que qualquer dinheiro depositado no banco que renda menos juros do que a taxa de inflação também perderá em poder aquisitivo. Mas, o que dizer se você tiver Cr$ 150.000,00 na poupança a 6 por cento de juros simples e a inflação daquele ano for também 6 por cento? Será que ficou elas por elas? Não, e aqui está a razão. Seis por cento de juros simples renderão Cr$ 9.000,00 num ano. Mas a taxa de 6 por cento de inflação sobre os Cr$ 159.000,00 que você agora tem é Cr$ 9.540,00. Subtraia isto dos Cr$ 159.000,00 e o resultante poder aquisitivo será de apenas Cr$ 149.460,00. Também, em alguns países você pagará imposto sobre os Cr$ 9.000,00 de juros que ganha, diminuindo ainda mais o poder aquisitivo.

      Assim, é fácil verificar que a inflação rouba do valor do dinheiro. Mas, a segurança do dinheiro é ameaçada de outras maneiras.

      Quão Seguros São os Bancos?

      Muitos depositam dinheiro nos bancos. Os bancos, por sua vez, emprestam o dinheiro a outras pessoas ou a firmas que desejam tomá-lo emprestado. O restante é guardado em caixa ou investido em imóveis, equipamento e títulos (em geral títulos do governo). A parte mantida em caixa é em geral uma porcentagem muito pequena do total dos bens.

      O que aconteceria se os depositantes em grande número fossem ao banco e exigissem a devolução de seu dinheiro, em espécie? Se isso acontecesse em larga escala, o sistema bancário seria incapaz de honrar seus compromissos; tampouco seriam quaisquer agências de seguro do governo.

      À parte de tal possível catástrofe, a maioria de nós presume que podemos receber de volta o nosso dinheiro em qualquer época por simplesmente solicitar isso. Mas, muitos bancos podem reter legalmente o dinheiro por 30 dias. Um regulamento típico dessa espécie talvez reze: “O banco pode permitir que os fundos sejam sacados das contas de poupança em qualquer época sem aviso prévio, mas reserva-se o direito de exigir aviso prévio de retiradas, de não mais de trinta dias, em qualquer ou todas as contas.” Assim, em tempos difíceis, seu dinheiro não estaria disponível por 30 dias. Contudo, no presente, os bancos em geral são tão seguros quanto a maioria dos lugares para se guardar dinheiro.

      A ‘Facada’ do Imposto

      Nos anos recentes, a maioria dos governos aumentaram seus gastos com necessidades militares, econômicas e sociais. A maneira usual de pagar por isso é elevar os impostos, sobre o que você não tem controle.

      Também envolvidos com impostos estão os pagamentos da previdência social, tais como o sistema de Seguro Social nos Estados Unidos. Milhões de pessoas dependem de cheques de aposentadoria emitidos pelo governo. Quando trabalhavam, essas pessoas reduziam seu salário por descontarem para o Seguro Social e agora recebem de volta o pagamento em forma de aposentadoria. Contudo, o programa de Seguro Social está tendo dificuldades. O governo continuamente aumenta as contribuições dos trabalhadores para cobrir o pagamento de pensões de crescente número de aposentados.

      Se o programa continuar na direção atual, existe a possibilidade de uma falência. Para ajudar a remediar o problema, as autoridades têm falado em diminuir a correção monetária acrescentada cada ano como compensação pelo aumento do custo de vida. Em adição, foi sugerido que a idade para a aposentadoria plena [nos E.U.A.] fosse adiada dos atuais 65 para 68 anos.

      Se acontecesse alguma crise econômica e de repente falhassem esses cheques mensais, milhões de pessoas teriam pouca ou nenhuma renda. Elas certamente perderiam a fé no seu governo e o resultado poderia ser desastroso não apenas para elas mas para o país.

      O Crime Aumenta a Insegurança

      Na maioria dos países do mundo hoje em dia, o crime aumenta a proporções epidêmicas. Os lares estão sendo arrombados. As empresas estão sendo assaltadas, algumas mesmo em plena luz do dia. As pessoas estão sendo atacadas nas ruas, nos centros comerciais, em quase qualquer lugar. Por quê?

      A razão principal é que os delinqüentes querem as suas coisas de valor, de preferência o seu dinheiro. O dinheiro é fácil de gastar, não leva seu nome e é difícil, senão impossível, seguir o seu rastro. Embora possa haver outras razões do roubo que praticam contra você, a razão básica é que desejam mais dinheiro para gastar em seus desejos ou necessidades pessoais.

      À medida que aumentam as dificuldades econômicas, com a inflação reduzindo o valor do dinheiro e com o aumento do desemprego, torna-se mais difícil ganhar a vida. Some a isso a crescente dívida que muitos têm e também os altos gastos em drogas, álcool ou jogatina. Todas essas pessoas têm algo em comum: uma sempre-crescente necessidade de dinheiro. Alguns estão dispostos a trabalhar horas extras a fim de ganhá-lo. Mas um crescente número não está; de modo que roubam. E não são apenas os criminosos endurecidos ou os desempregados que fazem isso; muitas firmas hoje descobrem que a maior parte do roubo é praticada por seus próprios empregados, muitos dos quais ocupam posições de responsabilidade.

      Menos Seguro

      Tudo isso significa que seu dinheiro é menos seguro hoje em dia. Mas isso não é de surpreender, visto que a profecia bíblica predisse que nos “últimos dias” deste sistema de coisas haveria “tempos críticos, difíceis de manejar”. (2 Timóteo 3:1) Assim, não conte com que essas tendências se revertam. De modo algum é provável que seu dinheiro se torne mais seguro no futuro. Pelo contrário, à medida que este sistema caminha em direção ao seu fim, provavelmente prevalecerá maior insegurança econômica.

      No ínterim, você deve ser realista quanto ao seu modo de vida e suas despesas. Viva dentro de suas possibilidades. Passe sem algumas coisas com que estava acostumado, em vez de mergulhar fundo em dívidas com todos os seus problemas acompanhantes. Quando o crédito se torna necessário, use-o sabiamente. E eduque seus filhos, tanto por instrução como por exemplo, a respeito do valor do dinheiro e da necessidade de poupá-lo.

      Também, evite a armadilha de tentar trabalhar mais e mais horas ou até mesmo ter dois empregos para manter um padrão de vida mais elevado. Embora possa ajudar a compensar o “roubo” da inflação, isso lhe roubará o tempo vital necessário para cuidar de suas responsabilidades para com seu Criador e para com sua família. Somente Deus, em sua nova ordem, pode resolver os problemas econômicos da humanidade. E ele fará isso. Assim, sem tardar muito, as atuais incertezas da vida serão para sempre coisas do passado quando a “nova terra” de Deus se concretizar. — 2 Pedro 3:13; Revelação 21:1.

      [Foto na página 25]

      INFLAÇÃO

      [Quadro na página 26]

      AUMENTO DOS PREÇOS DE CONSUMO — 1975-1980

      Suíça ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 12,2%

      Alemanha Ocidental ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 22,3%

      Áustria ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 29,4%

      Países-Baixos ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 33,8%

      Bélgica ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 36,0%

      Japão ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 37,2%

      Noruega ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 49,7%

      Canadá ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 52,0%

      Estados Unidos ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 53,1%

      Dinamarca ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 64,0%

      França ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 64,1%

      Suécia ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 65,0%

      Austrália ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 65,4%

      Finlândia ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 66,0%

      Irlanda ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 93,3%

      Grã-Bretanha ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 95,6%

      Grécia ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 112,6%

      Itália ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 115,7%

      Espanha ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 134,3%

      Portugal ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 151,1%

      Turquia ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ 568,4%

  • Certo homem e a inflação
    Despertai! — 1982 | 8 de junho
    • Certo homem e a inflação

      Trêmulo e suando nervosamente, um operário pobremente trajado abriu em cima da escrivaninha do prefeito de Votorantim, São Paulo, um pacote embrulhado com pano. Ele tirou vários maços de dinheiro em cédulas e cerca de 300 moedas, pedindo ao prefeito que guardasse o dinheiro para ele, num lugar seguro. As notas estavam grudadas, de tão velhas, e as moedas datavam de 1938 em diante. Benedito Antunes da Silva então contou sua história ao surpreso prefeito.

      Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, a mãe de Benedito havia sido a “banqueira” da família por mais de 40 anos, mantendo o dinheiro guardado num baú trancado. Ela regularmente acrescentava à fortuna da família à medida que os anos passavam, acumulando bem mais de 170 mil cruzeiros. Mas Benedito alarmou-se com a idéia de ter tanto dinheiro guardado em sua casa de chão batido e temia ser assaltado. Assim, pediu ao prefeito que guardasse o dinheiro para ele. O prefeito então chamou a polícia, que confirmou o que o prefeito temera: a “fortuna” não valia absolutamente nada! Todas as notas e as moedas eram de cruzeiros “velhos”, há anos fora de circulação.

      O trabalhador, agora perplexo e com lágrimas nos olhos, ficou sabendo que se o dinheiro em vez de ter sido guardado fosse usado na época, poderia ter comprado 17 casas de classe média, que agora valeriam uma verdadeira fortuna. Em vez disso, Benedito deixou tristemente o gabinete com 500 cruzeiros no bolso que lhe foram dados pelo compassivo investigador de polícia. A inflação havia cobrado o seu tributo.

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