-
São a honestidade e o trabalho árduo realmente compensadores?Despertai! — 1979 | 22 de abril
-
-
muito melhor do que os outros. Talvez não tenha muita coisa, mas, usualmente, possui as necessidades básicas e a satisfação de comer o pão que ele mesmo ganhou. Sim, aderir às orientações da Bíblia quanto à honestidade e à diligência pode prover-nos o sustento e salvaguardar-nos da perda do respeito próprio.
-
-
Evite hábitos e práticas indesejáveisDespertai! — 1979 | 22 de abril
-
-
Evite hábitos e práticas indesejáveis
A GAROTINHA vê atrativa mostra de laranjas, num supermercado da América do Norte. ‘Mamãe, compre algumas, por favor’, diz ela. Sua mãe, pobremente vestida, age com terna afeição para com sua filhinha, e pergunta ao balconista: ‘Quanto custam as laranjas?’ Quando o balconista responde, a mãe se volta para sua filha e diz: ‘Não podemos comprá-las.’ A cabeça da garotinha se abaixa, desapontada. Daí, depois de um instante de hesitação, a mãe diz ao balconista: ‘Um maço de cigarros, por favor.’
Muitas vezes cenas similares se repetem, diariamente. Homens e mulheres talvez comprem cigarros, bebidas alcoólicas, bilhetes de loteria, e coisas assim, mas deixam de fornecer refeições adequadas a seus filhos. Talvez gastem grandes somas em festas que, em realidade, são festanças desenfreadas. Outros vivem em estado de miséria devido à toxicomania.
Estes são graves problemas que poderiam ser evitados pela aplicação dos princípios bíblicos. Declaram as Escrituras: “Purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito.” (2 Cor. 7:1) “Não fiqueis embriagados de vinho, em que há devassidão.” (Efé. 5:18) ‘Não venhas a ficar entre os beberrões de vinho . . . Porque o beberrão . . . ficará pobre.’ (Pro. 23:20, 21) “Vós sois os que abandonais a Jeová, . . . os que pondes em ordem uma mesa para o deus da Boa Sorte.” (Isa. 65:11) ‘Trabalhe arduamente, faça com as mãos bom trabalho.’ (Efé. 4:28) “Por trabalharem com sossego, comam o alimento que eles mesmos ganham.” (2 Tes. 3:12) “Andemos decentemente, . . . não em festanças e em bebedeiras.” — Rom. 13:13.
Observe as claras declarações bíblicas contra o beber demais e as festanças. Na verdade, as Escrituras não mencionam especificamente o fumo ou a toxicomania. No entanto, com base no que viu, não diria que o fumo é um hábito sujo? Não é a toxicomania também conspurcável e prejudicial, produzindo efeitos comparáveis à bebida? Similarmente, os jogos de azar não são mencionados na Bíblia. Mas, não são uma prática ligada à sorte? Não instilam a cobiça e se chocam com a admoestação da Bíblia de trabalhar para ganhar seu pão?
Fumo
Talvez fique imaginando, porém, até que ponto viver alguém em harmonia com a Bíblia, neste sentido, o ajudaria a obter seu sustento. Tome, por exemplo, o hábito de fumar. Na Suécia, o homem que fuma de 20 a 25 cigarros por dia talvez gaste cerca de Cr$ 13.800,00 por ano. Visto que cerca de 50 por cento de sua renda vai para os impostos, isto significa que tem de ganhar cerca de Cr$ 27.600,00 apenas para sustentar seu hábito de fumar. Isto é mais dinheiro do que o salário mensal do trabalhador mediano. Quando a esposa e os filhos adolescentes também fumam, mais de 20 por cento da renda do chefe de família poderão ser gastos com fumo. Não raro, isto significa que a família reduz a qualidade nutritiva de seus alimentos a fim de poderem continuar fumando.
Em países onde a renda per capita é muito inferior à da Suécia, muitas pessoas gastam com o fumo, percentualmente, quase o mesmo, ou até mais de seu salário limitado. Isto se deu com K. P., um chefe de família da Índia. Diz ele: “Eu sustentava a família por dirigir uma pequena loja de pana, ganhando 35 rupias [cerca de Cr$ 92,00] por semana. Dez por cento disto era consumido pelo meu hábito de fumar.”
No entanto, quando K. P. começou a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová em 1972, veio a avaliar que o fumo colidia com a admoestação bíblica a respeito de ‘purificar-se de toda imundície da carne e do espírito’. Ademais, se havia de ajudar a outros a livrar-se de tal imundície, K. P. compreendeu que seria incoerente continuar vendendo pan. O que fez? Responde ele: “Larguei minha loja de pan a fim de ajustar minha vida à Bíblia. Depositei minha inteira confiança em Jeová Deus.”
Mas, como ganharia seu pão? Será que ajustar-se aos princípios bíblicos o ajudariam a ganhar seu sustento? Sim, realmente melhorou sua situação. Conseguiu um emprego de vendedor numa quitanda. Seu salário era de 50 rupias (cerca de Cr$ 126,50) por semana, 15 rupias (Cr$ 34,50) mais do que ganhava em sua loja de pan. Ademais, visto ter deixado de fumar, seus fundos disponíveis aumentaram em outros 10 por cento. Mas isto não foi tudo.
Continua K. P.: “Meu patrão testou minha fidedignidade de vários modos, até que granjeei sua total confiança. Agora, ele confia aos meus cuidados todo o seu dinheiro e sua loja. Jamais fez isso com anteriores empregados. Por causa de minha fidedignidade, dá verduras grátis para minha família e me concedeu uma conta pessoal de despesas. Desde que me tornei Testemunha de Jeová, pude construir minha própria casa e melhorar minhas condições de vida. Agora usufruímos uma vida familiar feliz e obtemos verdadeiro contentamento.”
A Toxicomania
Similarmente, os que se libertam da toxicomania melhoram sua situação por não precisarem mais sustentar um hábito proibitivamente custoso. Esta foi a experiência de Eoin e Angelika.
Em 1966, Eoin começou a usar tóxicos. Dois anos depois, deixou de trabalhar e passou a gastar cerca de Cr$ 1.150,00 ou Cr$ 1.390,00 por semana para custear o haxixe e o LSD que consumia. Isto seria quase Cr$ 2.990,00 na atual moeda inflacionada. Também representava 75 por cento de seus “rendimentos” por “puxar” tóxicos e roubar. Também fumava cerca de 40 a 50 cigarros por dia.
Eoin dispunha de pouco dinheiro, naquele tempo, para sustentar a si mesmo. Não raro dormia nos metrôs. Outras vezes, permanecia na casa de outras pessoas do “submundo dos tóxicos”. “Vive-se”, diz ele, “uma espécie de vida de ‘condenado’, juntando-se a um grupo de viciados até que eles ficam cheios de você, e então passa-se para outro grupo.” Foi a este “cenário” de Londres que chegou Angelika, de 17 anos,
-